segunda-feira, 6 de maio de 2013

TV Câmara lança série de documentários sobre a saúde no Brasil

 

 

30/04/2013 16:35 - Duração: 00:01:35

TV Câmara lança série de documentários sobre o sistema de saúde brasileiro. Prevenção, emergência e tratamento são os temas da produção, que tem foco no SUS.

Fonte: http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/tv/materias/CAMARA-HOJE/441386-TV-CAMARA-LANCA-SERIE-DE-DOCUMENTARIOS-SOBRE-A-SAUDE-NO-BRASIL.html

Consumo exagerado de bebidas alcoólicas pode causar problemas gastrointestinais

 

 

3 de maio de 2013

Foto: Ocean/Corbis

Fim de semana, festa animada, churrasco, balada com os amigos e a vitória do time são alguns dos motivos e justificativas usados para exagerar no consumo de bebida alcoólica. Este exagero cobra um preço caro. O consumo eventual também tem participação em outros problemas graves e demasiadamente frequentes no Brasil: violência familiar, acidentes de trânsito e no trabalho.

Estudo realizado pelo Ministério da Saúde em hospitais públicos revela que o consumo do álcool tem forte impacto nos atendimentos de urgência e emergência do Sistema Único de Saúde (SUS).

O levantamento da Vigilância de Violência e Acidentes (Viva) aponta que uma em cada cinco vítimas de trânsito atendido nos prontos-socorros brasileiros ingeriram bebida alcoólica. O estudo também mostra que 49% das pessoas que sofreram algum tipo de agressão consumiram bebida alcoólica. As principais vítimas são homens com idade entre 20 e 39 anos.

Pesquisas internacionais também apontam outros agravos. Um estudo realizado pelo Scripp´s Research Instituteda Califórnia (EUA) mostrou que a ingestão de grandes quantidades de álcool de uma só vez afeta o cérebro da mesma forma que o consumo frequente.

A gastroenterologista Mariene Liberal afirma que mesmo o consumo esporádico e em grandes doses de bebidas alcóolicas causa alterações múltiplas no organismo. As primeiras reações são sonolência ou agressividade, irritabilidade, agitação, alteração de equilíbrio, vômitos e até convulsões. Em casos extremos, em que há overdose alcóolica, o consumo excessivo pode levar ao coma e à morte. “Com o uso de altas doses podem surgir, principalmente, problemas gastrointestinais, pois o álcool é o grande agressor do sistema digestivo. A pancreatite, por exemplo, ocorre nos grandes bebedores eventuais, daqueles que exageram nos finais de semana”, diz a médica do Hospital Federal do Andaraí, vinculado ao Ministério da Saúde. Mariene ainda alerta que podem surgir casos de hemorragia digestiva, cirrose e hepatites alcóolicas.

Viva - Os dados sobre as consequências do álcool no trânsito fazem parte do Vigilância de Violências e Acidentes, estudo realizado pelo Ministério da Saúde em 71 hospitais que realizam atendimentos de urgência e emergência pelo SUS. Foram ouvidas 47 mil pessoas em todas as capitais e no Distrito Federal. Os dados foram coletados em 2011 e analisados no último ano.

O levantamento revela que entre as pessoas envolvidas em acidentes de trânsito, 22,3% dos condutores, 21,4% dos pedestres e 17,7% dos passageiros apresentavam sinais de embriaguez ou confirmaram consumo de álcool. Entre os atendimentos por acidentes, a faixa etária mais prevalente foi a de 20 a 39 anos (39,3%).

As vítimas mais acometidas por agressões estão nessa mesma faixa etária – 20 a 39 anos – e representam 56% dos casos. Em 2011, 28.352 homens com idade entre 20 a 39 anos foram assassinados e 16.460 perderam a vida no trânsito, o que corresponde a quase metade de óbitos registrados nesta faixa etária, 31,5% e 18,3%, respectivamente.

O Viva também mostra que a proporção do consumo de bebida alcoólica entre os pacientes homens foi bem superior ao das mulheres: 54,3% dos homens que sofreram violência e 24,9% dos que sofreram acidente de trânsito tinham ingerido álcool, enquanto os índices entre as pessoas do sexo feminino foram de 31,5% e 10,2%, respectivamente.

Fonte: Maria Vitória /Comunicação Interna do Ministério da Saúde

Fonte: http://www.blog.saude.gov.br/consumo-exagerado-de-bebidas-alcoolicas-pode-causar-problemas-gastrointestinais/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=consumo-exagerado-de-bebidas-alcoolicas-pode-causar-problemas-gastrointestinais

A saúde na proposta de desenvolvimento da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe

 

 

Publicado em: 06/05/2013 19:38:00

A saúde na proposta de desenvolvimento da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe

De Maria Lucia Frizon Rizzotto, Doutora em Saúde Coletiva pela Universidade Estadual de Campinas

Este trabalho de natureza documental buscou identificar as razões para a incorporação da saúde no projeto de desenvolvimento para os países da América Latina elaborado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) no início da década de 1990, e o papel atribuído ao setor saúde na proposta construída em conjunto com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), intitulada Salud, equidad y transformación productiva en América Latina y el Caribe. Foram utilizados como fontes documentos elaborados pela CEPAL e publicações conjuntas com com a OPAS.

Dentre os resultados, destacam-se a visão da saúde como fator de desenvolvimento econômico e social, e a noção de enfoque integrado como principal argumento para a incorporação da saúde no novo marco de desenvolvimento regional, além da centralidade das categorias de equidade e produtividade nas referidas propostas.

Introdução

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) foi criada em 1948 pelo Conselho Econômico e Social das Nações Unidas para coordenar e acompanhar as políticas direcionadas à promoção do desenvolvimento econômico dos países latino-americanos e reforçar as relações econômicas desses países entre si e com as demais nações do mundo.

Em 1996, os governos dos Estados-membros definiram como tarefa central da CEPAL a [...] formulação, seguimento e avaliação de políticas públicas e a prestação de serviços operativos nos campos da informação especializada, assessoramento, capacitação e apoio à cooperação e coordenação regional e internacional. (COMISIÓN ECONÓMICA PARA AMÉRICA LATINA Y EL CARIBE, 2006, p. 1).

No início dos anos 1990, em resposta aos péssimos resultados econômicos e sociais das políticas de ajuste colocadas em prática pelos países da região nos anos 1980 – considerados como uma década perdida, a CEPAL apresentou uma nova proposta de desenvolvimento para a América Latina e o Caribe, sintetizada na publicação denominada Transformación Productiva con Equidad: la tarea prioritaria del desarrollo de América Latina y el Caribe en los años noventa (COMISIÓN ECONÓMICA PARA AMÉRICA LATINA Y EL CARIBE, 1990).

Este texto orientou, nas décadas seguintes, a elaboração de documentos e políticas específicas para diferentes áreas sociais, entre elas, a saúde. Para esta área, o documento base foi produzido em conjunto com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e denomina-se Salud, equidad y transformación productiva en América Latina y el Caribe. (ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE; COMISIÓN ECONÓMICA PARA AMÉRICA LATINA Y EL CARIBE, 1997).

Embora a CEPAL não seja a única instituição que produz análises e propostas para os setores econômicos e, mais recentemente, para os diferentes setores sociais, reconhecidamente é uma importante instituição regional que dá sustentação com referenciais teórico-práticos para os governos dos diferentes países da região. A relevância de se estudar as proposições da CEPAL para o setor saúde deve-se ao fato de essa instituição ter o peso que tem na orientação da área econômica dos governos dos países latino-americanos, bem como ao entendimento que temos da relação de subordinação que os setores sociais historicamente têm em relação às políticas
econômicas.

Assim, o presente estudo documental teve como objetivo identificar as possíveis razões para a incorporação da saúde no projeto de desenvolvimento da CEPAL e o papel atribuído a este setor na proposta elaborada em conjunto com a OPAS no início da década de 1990. Buscou-se, ainda, compreender a aproximação da CEPAL (instituição que tradicionalmente se ocupa de aspectos econômicos) com a OPAS (que trata de questões relacionadas com a saúde), fato que apenas tangencialmente havia ocorrido na década de 1960, no auge da planificação do desenvolvimento na região.

Assim, identificar os enfoques teóricos e os campos de análise que fundamentaram o diagnóstico e a nova proposta poderia contribuir para ajudar a explicar essa aproximação. Em nosso entendimento, a noção de enfoque integrado, a centralidade da categoria equidade e a retomada do planejamento no período posterior à ofensiva neoliberal do Consenso de Washington se constituíram em fatores determinantes desse processo, sem que a CEPAL abandonasse as linhas centrais da sua visão de desenvolvimento.

Saúde e desenvolvimento: o enfoque integrado

Na proposta de desenvolvimento da CEPAL, denominada Transformação Produtiva com Equidade (TPE), adotou-se a noção de enfoque integrado como perspectiva de análise a partir da avaliação de que não tinham sido frutíferas as abordagens que tratavam as políticas econômicas e as políticas sociais como dois mundos separados.

Essa visão fragmentada teria levado a contraposições que não beneficiaram nem o crescimento nem a equidade, uma vez que as políticas não são neutras em termos distributivos e ambas poderiam influenciar o desenvolvimento econômico. Portanto, teria chegado o momento de superar a ideia de que a única finalidade da política econômica seria conseguir um crescimento adequado na esfera da produção, e à política social caberia a tarefa de se ocupar de problemas relacionados com a distribuição.

Assim, o uso do enfoque integrado permitiria o apoio recíproco e a complementação entre as medidas de fomento da competitividade e aquelas capazes de promover a coesão social, objetivos centrais da proposta de TPE. No entendimento da CEPAL, por meio do enfoque integrado seria possível [...] privilegiar aquellas políticas económicas que también favorezcan la equidad, y las políticas sociales que consideren la productividad y la eficiência(ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE; COMISIÓN ECONÓMICA PARA AMÉRICA LATINA Y EL CARIBE, 1997, p. 4).

O novo enfoque seria útil para o crescimento e o desenvolvimento econômico, uma vez que este resultaria tanto da política econômica como da política social.

Da mesma forma, a equidade social sofreria a influência da política social e dos efeitos da política econômica. Assim, era necessário […] un enfoque integrado que permita que la política pública en su conjunto apoye, a la vez, la transformación productiva ambientalmente sostenible y la equidad (ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE; COMISIÓN ECONÓMICA PARA AMÉRICA LATINA Y EL CARIBE, 1997, p. 5).

Esse argumento seria particularmente relevante para a área da saúde, em face de que este setor desempenha uma dupla função: tanto é ‘um bem final’, ou seja, o seu consumo satisfaz necessidades, como é um ‘bem de capital’, que contribui para a produção de outros bens finais...

Confira o trabalho na íntegra clicando aqui. (Página 20, Revista Saúde em Debate nº 97).

Fonte: http://www.cebes.org.br/verBlog.asp?idConteudo=4384&idSubCategoria=56

sábado, 4 de maio de 2013

Brasileiros criam anestesia odontológica sem injeção

 

02/05/2013

 

O anestésico é feito à base de ciclodextrinas e seu tempo de duração pode chegar a 6h após aplicação única



Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveram um gel ou creme anestésico para ser usado por cirurgiões-dentistas evitando as aplicações de injeções na mucosa da boca que geram reclamações de alguns pacientes.

A pesquisa foi coordenada pela bioquímica Eneida de Paula e a intenção não foi produzir novas moléculas anestésicas, pois exigiria pelo menos 10 anos de desenvolvimento e testes clínicos, mas ampliar a eficácia dos sais anestésicos disponíveis no mercado ao encapsulá-los dentro de carreadores ou nanopartículas capazes de levar os princípios ativos ao lugar desejado e liberá-los de forma controlada.

A associação entre carreadores e anestésicos poderia, teoricamente, aumentar o tempo de anestesia, exigir uma concentração menor de princípio ativo e diminuir o risco de o composto entrar na corrente sanguínea e se espalhar pelo corpo de forma nociva.

Pesquisa
A pesquisa teve início em 2007 com a escolha do carreador ideal para cada anestésico. "Ele não poderia causar reações adversas no organismo, teria de ser quimicamente estável e precisaria manter o anestésico no local aplicado pelo maior tempo possível", disse Eneida.

Os lipossomas, partículas feitas de lipídios e semelhantes a membranas biológicas, foram os primeiros carreadores testados pelo grupo.
Segundo Eneida, os lipossomas são capazes de levar os anestésicos sem gerar reações adversas e já são empregados pela indústria farmacêutica em antivirais, antifúngicos e no desenvolvimento de vacinas e medicamentos anticâncer. Mas nem tudo saiu como esperado.

Testes em animais e humanos mostraram que o uso dos lipossomas como carreadores prolonga o tempo de ação dos anestésicos mepivacaína e prilocaína em três a quatro vezes, comparados aos medicamentos comerciais, que agem por duas a quatro horas.

Tal eficácia, entretanto, ainda dependia do uso de seringas na aplicação do medicamento. É que, para eliminar a dor, o sal anestésico precisa ultrapassar a mucosa e o osso compacto da boca para bloquear a condução do impulso nervoso que transporta as informações de sensibilidade da região dental ao cérebro.

Ciclodextrinas

Os cientistas decidiram então estudar carreadores alternativos. A solução foi encontrada nas ciclodextrinas, moléculas produzidas a partir da quebra do amido. "Umas das principais vantagens das ciclodextrinas é que elas aumentam a solubilidade aquosa dos anestésicos, fazendo com que maior quantidade do composto chegue ao nervo que precisa ser anestesiado. Grandes porções de anestésicos são necessárias para banhar a região do nervo e impedir a propagação do impulso doloroso", explicou a pesquisadora.

Testes em animais mostraram que anestésicos como a bupivacaína e a ropivacaína, complexados com hidroxipropil-beta-ciclodextrina, aumentaram o tempo de duração e a intensidade da anestesia para além de 6 horas após uma aplicação única. Estudos também apontaram que anestésicos associados a carreadores necessitam de quantidades menores de princípio ativo para cumprir a sua função. Em animais, a mepivacaína a 2% encapsulada em lipossomas exerceu uma atividade anestésica semelhante à mepivacaína a 3% sem carreador.

Gel anestesiante

Os pesquisadores aperfeiçoaram a composição na forma de um gel que, em alguns casos, é aplicado sobre a mucosa da boca para diminuir a dor da injeção anestésica. Lipossomas foram associados aos anestésicos de uso local benzocaína e mepivacaína. No caso da benzocaína, foi possível manter a eficácia do gel com a concentração do princípio ativo diminuída pela metade, de 20% para 10%.

"O gel preparado também apresentou propriedades reológicas interessantes que possibilitaram ao medicamento permanecer no local aplicado por mais tempo que o produto disponível no mercado, sem derreter e perder a atividade", disse Eneida. A pesquisa liderada por ela gerou uma patente que despertou o interesse de algumas indústrias farmacêuticas.

Fonte: Revista Exame

Fonte: http://www.jornaldosite.com.br/materias/saude/anteriores/edicao189/saude189_01.htm

sexta-feira, 3 de maio de 2013

RIO DE JANEIRO ESTÁ ENTRE AS 10 CIDADES MAIS POLUÍDAS DO MUNDO, DIZ THE ECONOMIST

 

28/01/2013 - POR ÉPOCA NEGÓCIOS ONLINE

 

LISTA DA PUBLICAÇÃO BRITÂNICA É LIDERADA POR LEDHIANA, NA ÍNDIA

Rio de Janeiro (Foto: Shutterstock)

RIO DE JANEIRO: MAIS DE 60 MICROGRAMAS DE POLUIÇÃO POR METRO CÚBICO (FOTO: SHUTTERSTOCK)

O Rio de Janeiro está entre as dez cidades mais poluídas do mundo, segundo matéria publicada nesta quinta-feira (17/1) no site da revista The Economist. A publicação britânica mostra a capital carioca em sétimo em lugar no ranking dos locais mais poluídos nas maiores economias. Liderada por Ledhiana, na Índia, a lista é formada também por Joanesburgo, na África do Sul, a espanhola Sevilha e a canadense Montreal.   

A matéria usou um índice determinado pela Organização Mundial de Saúde. Segundo a entidade, a medida normal de poluição seria de 20 microgramas por metro cúbico. Com mais de 60 microgramas por metro cúbico, o Rio é a única cidade sul-americana a aparecer na lista.    

Veja abaixo a lista da The Economist

Lista da The Economist mostra as cidades mais poluídas do mundo. O Rio de Janeiro aparece em sétimo lugar (Foto: Reprodução)LISTA DA THE ECONOMIST MOSTRA AS CIDADES MAIS POLUÍDAS DAS MAIORES ECONOMIAS DO MUNDO  (FOTO: REPRODUÇÃO)

Fonte: http://epocanegocios.globo.com/Informacao/noticia/2013/01/rio-de-janeiro-esta-entre-10-cidades-mais-poluidas-do-mundo-diz-economist.html

Correios vão capacitar 117 mil funcionários sobre aids e outras doenças

 

 

Paula Laboissière - Agência Brasil30.04.2013 - 12h46 | Atualizado em 30.04.2013 - 12h59

Segunda fase da campanha dos Correios prevê ainda a distribuição de material informativo ao público em geral em 150 agências do Rio Grande do Sul, da Bahia e do Amazonas (Foto: Agência Brasil)

Brasília – Cerca de 117 mil funcionários dos Correios serão capacitados sobre a prevenção e o diagnóstico da aids e de outras doenças sexualmente transmissíveis (DST). A segunda fase da campanha Correios contra a Aids foi lançada hoje (30) e prevê ainda a distribuição de material informativo ao público em geral em 150 agências do Rio Grande do Sul, da Bahia e do Amazonas.

De acordo com o vice-presidente de Gestão de Pessoas dos Correios, Larry Manoel Medeiros de Almeida, as ações devem atingir até 500 mil pessoas, considerando empregados e estagiários, além de parentes, dependentes e comunidades onde essas pessoas vivem.

“Estaremos trabalhando fortemente na educação, capacitando nossos trabalhadores por meio de cursos. Eles poderão, a partir dali, com esse conhecimento, serem disseminadores na luta da campanha contra a aids”, explicou.

Para o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, a campanha é importante em razão da capilaridade dos Correios. Ele lembrou que algumas parcelas da população, como homens jovens, não têm o hábito de frequentar unidades de saúde e podem ampliar o conhecimento sobre a prevenção e o diagnóstico da aids por meio das agências dos Correios.

“As pessoas, às vezes, têm medo de saber a sua condição – se estão infectadas ou não. Saber se está infectado é muito importante para a própria pessoa, porque ela vai começar a se tratar mais cedo, a ter melhor qualidade de vida. Também é muito importante porque uma pessoa que está em tratamento praticamente elimina a possibilidade de transmitir para outras pessoas”, destacou.

Dados da pasta indicam que, no Brasil, a prevalência do HIV está em torno de 0,4% a 0,5% da população, índice considerado baixo na escala mundial. Jarbas ressaltou, entretanto, que o país registra uma espécie de epidemia concentrada de aids, uma vez que jovens gays, travestis e profissionais do sexo, por exemplo, chegam a registrar uma prevalência de até 10%.

“Esses grupos têm que ter muito cuidado, usar a camisinha e procurar conhecer a sua situação porque, entre eles, o risco de um estar com HIV é 20 vezes maior que o da população em geral”, alertou.

Edição: Graça Adjuto

  • Direitos autorais: Creative Commons - CC BY 3.0

Fonte: http://www.ebc.com.br/noticias/saude/2013/04/correios-vao-capacitar-117-mil-funcionarios-sobre-aids-e-outras-doencas

Exame detecta autismo pela atividade cerebral

 

30/04/2013

 

Redação do Diário da Saúde

Exame detecta autismo pela atividade cerebral

Para evitar diagnósticos controversos, várias equipes vêm trabalhando na busca de exames fisiológicos que possam indicar a presença de autismo a partir de parâmetros quantitativos.[Imagem: CWRU]

Neurocientistas norte-americanos e canadenses desenvolveram uma técnica que detecta o autismo a partir da atividade cerebral de crianças.

Embora o autismo em sua vertente mais grave seja diagnosticado com bastante facilidade pelos especialistas, tem havido uma tendência a enquadrar no chamado "Transtorno do Espectro Autista" um número muito grande de crianças.

Para evitar esses diagnósticos polêmicos e controversos, várias equipes vêm trabalhando na busca de exames fisiológicos que possam ser mais precisos.

Segundo o Dr. Roberto Fernández Galán, da Universidade Case Western (EUA), o novo exame detecta o autismo com precisão de 94%.

Exame de autismo

O novo exame consiste na análise da conectividade funcional do cérebro, ou seja, a comunicação de um hemisfério cerebral com o outro. A mensuração é feita usando uma técnica conhecido como magnetoencefalografia, que mede os campos magnéticos gerados pelas correntes elétricas nos neurônios.

"Nós partimos da questão: 'É possível distinguir um cérebro autista de um não-autista simplesmente olhando para os padrões de atividade neural?' E a resposta é sim, é possível," disse Galán.

"Esta descoberta abre as portas para a criação de ferramentas quantitativas que complementem as ferramentas de diagnóstico existentes para o autismo com base em testes comportamentais," completou.

Os pesquisadores descobriram ligações significativamente mais fortes entre as áreas posterior e frontal do cérebro no grupo de autistas, com uma assimetria no fluxo de informações para a região frontal, mas não vice-versa.

Essa informação sobre direção das conexões é a grande novidade do estudo, podendo ajudar a identificar anormalidades anatômicas no cérebro das crianças com autismo. A maioria das avaliações atuais da conectividade funcional não trabalha com a direcionalidade das interações.

"Não é apenas quem está ligado a quem, mas sim quem está controlando quem," concluiu Galán.

Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=exame-detecta-autismo-pela-atividade-cerebral&id=8778

Cuidado: ovos podem ser facilmente contaminados

 

30/4/2013 às 12h54 (Atualizado em 30/4/2013 às 13h05)

 

Especialista diz que bactéria encontrada em 1 a cada 200 ovos pode levar até a morte

Do R7, com SP no Ar

Cuidado a conservar e preparar os ovos Thinkstock

Assista o vídeo:

 

Fonte:  http://noticias.r7.com/saude/cuidado-ovos-podem-ser-facilmente-contaminados-30042013

Medicina paliativa traz alívio a pacientes

 

29/4/2013 às 13h21

 

Agência Estado

Eram pouco mais de 15h20 de quarta-feira, 24, quando uma enfermeira da ala de Cuidados Paliativos do Hospital do Servidor Estadual de São Paulo chamou o médico residente Bruno Reis, de 30 anos, ao leito 22. A família da paciente em tratamento contra um câncer terminal estava angustiada. Ao entrar no quarto, Reis constatou que a paciente já não respirava mais e sua morte foi registrada às 15h25. Coube a ele a missão de anunciar o fim da vida aos familiares.

Reis, de 30 anos, é o primeiro médico a cursar residência em medicina paliativa em São Paulo. Além dele, há também a médica Michelle Fontenele, de 31, que começou o mesmo tipo de residência no Instituto de Medicina Integral de Pernambuco (Imip). O Hospital do Servidor e o Imip são os dois primeiros do País a abrir residências nessa especialidade, que só foi reconhecida como área de atuação em 2011.

Mineiro de Raul Soares, uma cidade com pouco mais de 23 mil habitantes, Reis é o primeiro médico de uma família de comerciantes. Fez todo o ensino fundamental e médio em escolas públicas e escolheu prestar Medicina pelo desafio de um curso concorrido. Passou na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), fez residência em clínica médica, mas ainda não estava satisfeito. Chegou a cogitar uma especialização em Oncologia, mas queria mais.

Além de tratar da saúde dos pacientes, Reis queria "cuidar" deles. E é nesse contexto que entra em cena a medicina paliativa, cujo foco é cuidar do doente e não da doença. É cuidar da "qualidade da morte", para que ela aconteça de maneira menos dolorosa para o paciente e para a família.

As aulas da residência em medicina paliativa no Hospital do Servidor começaram em março, no 12.º andar, na ala para onde só vão os pacientes graves, com doenças praticamente sem chances de cura. São dez leitos em quartos individuais, com direito a acompanhante permanente. É nesse cenário que Reis passa o dia inteiro em contato com os pacientes e seus familiares.

Em menos de dois meses, ele já se deparou com a morte de 11 pacientes. Ainda chora por todos. Mas nada o faz desanimar. "É isso que eu vim buscar aqui, a prática. Ainda estou aprendendo a lidar com a morte, pois sou humano. Mas é muito bom poder fazer algo mais por essas famílias."

Dor. Promover o alívio, diminuir casos de delírio, de depressão e até indicar cirurgias para os pacientes são algumas das características dos cuidados paliativos. "A gente lida com medicações que se forem mal usadas podem colocar a vida em risco", diz a médica Maria Goretti Charles Maciel, que trabalha na ala de cuidados paliativos.

O pernambucano Severino Inácio da Lima, de 79 anos, por exemplo, está internado para aliviar as dores provocadas por um câncer de próstata e está com metástases no abdome. A solução para amenizar o problema é fazer uma cirurgia para implantar um catéter no rim. "Isso vai melhorar a qualidade de vida dele." É dessa forma que a medicina paliativa tem tentado fazer mais pelos pacientes.

Brasil. O movimento que difundiu os cuidados paliativos para pacientes com doenças avançadas e muitas vezes sem cura surgiu na Inglaterra em 1967, dentro da filosofia de evitar o prolongamento da vida com angústia.

No Brasil, o primeiro relato desse tipo de acompanhamento é do Instituto Nacional de Câncer (Inca) de 1989 - 22 anos após o dos ingleses -, mas ainda de forma tímida e superficial.

Nos anos 2000, alguns centros brasileiros começaram a se estruturar e oferecer cuidados paliativos. Hoje, segundo a Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP), são cerca de 65 serviços cadastrados, mas só 22 são reconhecidos com equipes minimamente estruturadas.

"O Brasil ainda possui poucos serviços e, isolados", diz Luís Fernando Rodrigues, vice-presidente da ANCP. Segundo ele, um consenso mundial estabelece três parâmetros para avaliar como os países fazem o controle da dor e se eles têm cuidados paliativos.

Um deles é a quantidade de doses diárias de opioides (substâncias derivadas do ópio, usadas para controlar a dor), segundo a Organização Mundial da Saúde. Nos países desenvolvidos, o consumo médio é de 30 mil doses diárias de medicamento por milhão de habitantes. Já nos países da América do Sul, entre eles o Brasil, essa medida é de 200 doses por dia.

Outro parâmetro é um ranking da revista The Economist, feito em 2010, que avaliou a "qualidade de morte" em 40 países - o Brasil aparece em 38.º, atrás de Índia e Uganda. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fernanda Bassette

Fonte: http://noticias.r7.com/saude/medicina-paliativa-traz-alivio-a-pacientes-29042013

Novo método melhora precisão do exame de ressonância magnética

 

30/04/2013 às 08h22:00

Técnica reduz interferência de macromoléculas na imagem e tem potencial para melhorar exame da cartilagem e do tecido cerebral

Foto: Philips Communications

Objetivo da pesquisa é melhorar método com mais de uma década, a troca química, que tem sido utilizada para melhorar as técnicas de ressonância magnética

Objetivo da pesquisa é melhorar método com mais de uma década, a troca química, que tem sido utilizada para melhorar as técnicas de ressonância magnética

Pesquisadores da Universidade de Nova York, nos EUA, criaram um novo método capaz de melhorar a precisão da ressonância magnética.

A técnica reduz a interferência de grandes macromoléculas que muitas vezes podem obscurecer as imagens geradas por processos químicos utilizados atualmente e tem potencial para melhorar o exame para a cartilagem, bem como para o tecido cerebral.

A pesquisa foi descrita na Scientific Reports.

"Nós encontramos uma maneira de eliminar os sinais de certas moléculas e, assim, limpar a imagem de partes do corpo que poderiam ser usadas por profissionais médicos, a fim de fazer diagnósticos", explica o pesquisador Alexej Jerschow.

O trabalho dos pesquisadores tem como objetivo melhorar um método com mais de uma década, a troca química, que tem sido utilizada para melhorar as técnicas de ressonância magnética. Segundo esta abordagem, os cientistas exploram o movimento dos átomos a partir de sua estrutura molecular natural até a água no organismo, a fim de aumentar sua visibilidade.

No entanto, esses esforços têm sido muitas vezes dificultados pela presença de macromoléculas, que continuam a obscurecer as moléculas menores que são de interesse para os médicos e outros profissionais de saúde nas avaliações.

A interferência das macromoléculas é o resultado de dois fenômenos: o seu tamanho e suas frequências.

O novo método da equipe focou em neutralizar a interferência da frequência das macromoléculas.

Anteriormente, os pesquisadores criaram uma técnica de imagem não invasiva de glycosaminogycans (GAGs), que são moléculas que servem como blocos de construção da cartilagem e estão envolvidas em várias funções vitais do corpo humano. Aqui, sob troca química, eles separaram os prótons GAG dos prótons da água, criando um agente de contraste inerente.

Testando a ideia em amostras de tecido, os pesquisadores descobriram que os prótons GAG disponíveis forneceram um tipo eficaz de realce de contraste, o que lhes permitiu monitorar facilmente GAGs através de um scanner de ressonância magnética clínica.

A fim de melhorar a visibilidade dos GAGs por meio de ressonância magnética, os pesquisadores tentaram bloquear o impacto de sinalização das macromoléculas que obscurecem a visualização de GAGs.

Para isso, eles se aproveitaram do amplo espectro de frequência das macromoléculas, uma característica que permite a fácil detecção e neutralização. Especificamente, os pesquisadores poderiam, com efeito, "clarear" o sinal de saída em simultâneo através de múltiplas frequências de irradiação. Como resultado, a interferência macromolecular diminuiu e aumentou a avaliação quantitativa de GAGs.

Fonte:

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