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quinta-feira, 16 de maio de 2013

Casos de HIV entre jovens dobram em Vila Velha em um ano.
























“Meu nome é Daniel, sou estudante, moro em Vila Velha e tenho 21 anos. Em maio do ano passado descobri que tenho HIV. Nesta época, eu mantinha uma relação com outro rapaz, que havia descoberto ser portador do vírus da AIDS em novembro de 2011. Nós vacilamos algumas vezes e não usamos camisinha. Foi uma questão de tempo para que eu me contaminasse. Quando a nossa relação terminou, entrei em depressão e decidi contar para a minha mãe minha condição de homossexual e que eu estava com HIV. Fiquei muito abalado, mas felizmente estou melhor hoje. Não sinto vontade de me relacionar com ninguém no momento, mas se isso acontecer eu quero que seja com outro HIV positivo. Não quero sentir culpa nem correr riscos”.
“Eu me chamo Roberto e tenho e 26 anos. Trabalho como visual merchandising. Há dois anos eu estava em uma relação e acabei não usando preservativo com meu namorado. Depois disso, ele me contou que era HIV positivo. Por dois anos eu imaginei que também pudesse ter HIV, mas não fazia o teste por medo. Até que há dois meses eu tive um problema de saúde, que me fez fazer o teste. Não me surpreendi com o resultado positivo por que já desconfiava. Senti muita raiva dele, por ele ser da área de saúde e saber de sua condição. Foi muita falta de respeito comigo. Apesar disso, sei que não tem como culpá-lo por que a responsabilidade é minha, por não ter me prevenido. Me arrependo, mas tenho consciência disso. As pessoas precisam se cuidar. Não se vê tudo olhando para a cara das pessoas. Eu não penso em me relacionar com ninguém. Estou bem sozinho. Contei apenas para a minha mãe de consideração e não quero envolver minha mãe biológica nessa história. Eu não sou de me deprimir ou me desesperar por causa disso”.
Daniel e Roberto são nomes fictícios, mas as duas histórias relatadas acima são verdadeiras. Os dois fazem parte de uma estatística preocupante. O número de jovens infectados pelo vírus HIV mais que dobrou em um ano no município de Vila Velha. Em 2011 o Programa DST/AIDS da Secretaria de Saúde do município registrou 21 exames positivos para HIV entre jovens de 18 a 29 anos. No ano seguinte, 2012, os novos casos de HIV notificados nessa mesma faixa etária subiram para 43. Em 2013, até o dia 08 de maio, já são 18 novos casos de jovens entre 18 e 29 anos infectados pelo HIV. Entre todas as idades, os novos casos de HIV também deram um salto em Vila Velha. Em 2011 o município registrou 41 exames positivos contra 103 no ano de 2012.
Para a médica do Programa de DST/AIDS e Hepatites Virais, Dra. Nilzete Messner da Silva Bispo, os dados levam a uma reflexão importante sobre o comportamento sexual da juventude. “Os jovens não têm medo. Não é como na década de 80, quando as pessoas morriam de AIDS rapidamente. Vários artistas morreram de AIDS e acho que isso fez aquela geração sentir mais medo da doença. Infelizmente esse medo já não é o mesmo nos dias de hoje”. Acompanhe abaixo a entrevista com a médica.

Novos casos de HIV entre jovens de 18 a 29 anos

2010 – 20
2011 – 21
2012 – 43
2013* - 18 (* até o dia 08 de maio)

Exames positivos para HIV em Vila Velha (total entre todas as idades)

2010 – 37
2011 – 41
2012 – 103
2013* - 41 (*até abril)

Teste
O cidadão que quiser fazer o teste deve ser dirigir ao:
Centro de Testagem e Aconselhamento DST/Aids – Prédio da Secretaria Municipal de Saúde, Avenida Castelo Branco, 1.803, Centro de Vila Velha, telefone 3139.9151


Entrevista Dra. Nilzete Messner

Os números mostram um aumento considerável no registro de novos casos de HIV em Vila Velha nos últimos anos, especialmente na faixa entre 18 e 29 anos. A que se deve isso?

Eu acredito que é por dois motivos. Primeiro, por que o jovem não está se cuidando mesmo. Ele acha que a doença, vamos dizer assim, já banalizou e então está se cuidando menos. Segundo, por que eles têm procurado mais o serviço. Eles estão procurando fazer o exame quando há uma pequena sintomatologia.

Então há dois fatores. O comportamento sexual de risco e a visibilidade do serviço de testagem rápida para HIV. Seriam somente esses dois motivos principais para esse aumento de casos?

Sim, lembrando que nós também estamos indo mais atrás desse jovem. Estamos fazendo periodicamente testagem em bairros mais afastados com a nossa unidade móvel. Vamos a colégios e fazemos palestras. Essa divulgação faz com que o jovem nos procure mais. Quanto mais isso acontecer, melhor. Vai aumentar o número de novos casos, porém em compensação nós vamos conseguir frear a epidemia. Se estamos fazendo mais diagnósticos, esses vão se proteger e não vão passar para a frente.

O que a senhora destacaria da conversa que tem com esses jovens infectados pelo vírus HIV quando eles procuram o serviço para as consultas periódicas?

O que leva esses jovens a adotar um comportamento de risco é a falta de informação e eles acham assim, ah, eu não pego não! Tem alguns que falam “eu não peguei até hoje, eu não vou pegar”. Isso ai é machismo? Sei lá, é cultura antiga que ainda persiste. Em épocas passadas ninguém usava preservativo. Hoje, para iniciar a vida sexual usando camisinha, tem de ser conversado desde o início da adolescência, e isso falta. Falta muita conversa.

A geração que viveu a adolescência na década de 80, quando a Aids surgiu, conviveu com muitas personalidades que morreram por causa da doença, como Cazuza e Renato Russo. Com o passar do tempo e a evolução dos medicamentos, a doença deixou de ser tão letal como era naquele período. A senhora acredita que essa mudança afeta o comportamento do jovem de hoje?

As pessoas têm menos medo por que HIV não mata mais como matava antigamente. Mata, mas hoje a doença é crônica. O jovem tem menos medo. “Ah, se eu pegar não tem problema não”, eles falam, “é só tomar o remédio”! Eles sabem que podemos viver até a velhice com HIV. Deixou de haver medo. Só que falta ainda informação nas escolas. A escola tem por obrigação falar tudo desde a quinta série.

A família também, não?


E a família também, mas a família é mais conservadora. Às vezes a família repassa a responsabilidade para a escola. Algumas famílias acreditam que a escola é obrigada a ensinar tudo, e não é bem assim.

Muitos jovens que chegam para fazer o teste, quando descobrem que são positivos para HIV, não se surpreendem e “surpreendem” os profissionais do programa por essa reação tão insensível, digamos assim. A que a senhora atribui esse comportamento?

É verdade. Muitos já vêm aqui com uma interrogação na cabeça. Ele já acha que vai dar positivo pelo comportamento de risco que ele vem adotando, sexualmente falando.  Pela conduta dele, esse paciente já chega aqui quase com a certeza de que tem HIV, sem se assustar. Esses é que dão mais trabalho para a gente. Como eles não se assustam, eles também não vão aderir ao tratamento facilmente. Aquele que se assusta é aquele que não esperava mesmo. Faz o teste por fazer, mas não esperava ser HIV positivo. Eles tomam aquele choque e esses são os mais fáceis de adesão ao tratamento. Eles fazem tudo certinho. Os que não estão nem aí; esses são mais complicados!

Porque há muitos jovens que resistem em fazer o acompanhamento aqui no Programa DST/Aids da Secretaria de Saúde de Vila Velha?

Eu acho que é por que eles não aceitam o diagnóstico. Eles sabem que são, mas não aceitam. Sabem que se falarem para os outros vão sofrer preconceito. Eles falam “eu estou bem”! Mas quando eles ficam muito ruins, aí eles nos procuram. É quando o estado geral cai. Nesse ponto eles vêm para cá. Mas enquanto eles estão bem, fisicamente, eles acham que não tem HIV.

O que acontece com o portador do HIV que não faz o tratamento?

No início eles não vão fazer o tratamento, eles vão fazer um acompanhamento. Nós precisamos antes verificar qual é a carga viral desse paciente. Tem que ver ainda o CD4, que é a imunidade. Se esse paciente estiver bem, ele vai ser apenas acompanhado. Mas a gente sabe que o HIV é um vírus que diminui a imunidade. Como diminui a imunidade a gente precisa que as outras coisas, que também baixam a imunidade, não aconteçam. Precisamos ensinar a esses pacientes que eles têm de fazer uma boa alimentação, exercício físico e isso eles não querem. Se essas pessoas não fazem o que recomendamos, o risco é diminuir a imunidade até pegar as doenças oportunistas.

Quais são essas doenças oportunistas?

São várias, como pneumonia, sinusite e infecções urinárias. A pessoa pode ter uma toxoplasmose e, se já tiver tido contato, pode ser uma neurotoxoplasmose, além de tuberculose e outras doenças afins.

Quando é que o paciente passa a tomar os remédios conhecidos como antirretrovirais?

É quando ele passa da condição de portador do HIV para doente de AIDS. Ele tem de estar com o CD4 mais baixo, ou ele tem que estar com várias doenças, como a tuberculose. Febre por mais de dois meses, diarreia por mais de um mês. Nós temos vários pontinhos para cada um desses fatores que, somados, indicam um percentual x que vai dizer que aquele paciente está com AIDS. Nesse momento é quando se inicia o tratamento com os remédios antirretrovirais.

O remédio não cura. O que ele faz no organismo de quem tem Aids?

O remédio de fato não cura, mas ele age bloqueando o vírus e fazendo como que ele fique invisível no sangue. Então, o vírus do HIV fica indetectável no exame de sangue. A tendência é do CD4 subir. Como o vírus fica indetectável, não tem vírus circulando, ele também não vai agredir o cérebro, não vai agredir o coração, não vai agredir o rim nem o fígado, que são os pontos alvos do vírus HIV.

Isso significa que, além de se proteger do HIV, esse paciente estaria protegendo seu parceiro ou parceira sexual?

Sim. Quanto mais baixa a carga viral, se ele mantiver a carga viral indetectável, menor risco ele tem de transmitir o vírus. Só que isso não significa que ele possa ter sexo sem preservativo. Ele tem que ter o sexo protegido.

O fato de ele tomar o medicamento não significa que ele deixa de transmitir o HIV.

Não. É mais difícil, mas transmite.

Esses antirretrovirais trazem uma série de efeitos colaterais, não é verdade?

Ele dá dislipidemia, que é o aumento de triglicerídeos e colesterol. O que aumenta os problemas de insuficiência cardíaca. Alguns desses medicamentos são eliminados pelo fígado, outros pelo rim. Esses remédios podem causar insuficiência renal ou insuficiência hepática. Tudo isso é complicado. O próprio vírus dá problema de demência, pois ele mata os nossos neurônios, chegando até uma área da demência. Como o próprio remédio, ou alguns deles, que não protegem o cérebro. Eles não têm uma penetração muito boa no cérebro, então nós observamos envelhecimento precoce e uma série de outras coisas. Na maioria das vezes os pacientes sentem muita náusea no início do tratamento, mas só no começo. Os problemas mais graves vão aparecendo no decorrer do tratamento. É o caso da hiperbilirrubinemia. O paciente fica amarelinho, que vulgarmente é conhecido como tiriça, que é a icterícia.

Isso quer dizer que não é simples assim, pensar que a doença pode ser controlada e a vida segue normalmente.

Tem que ter uma vida mais regrada do que se pensa. Os efeitos colaterais dos remédios não são nada bons. E é com o passar do tempo que eles aparecem, não é de imediato. E quando os efeitos colaterais aparecem, não existem tantas drogas assim disponíveis que nos permita substituir uma pela outra. Todos acabam dando problema.

Para finalizar a entrevista, que conselho a senhora dá para a população no que diz respeito à prevenção do HIV?

Eu acho que qualquer um tem que ter em mente uma palavra: preservativo. É a única forma de se proteger. E tem que lembrar que através do sexo oral desprotegido também se pega HIV. Se nós sabemos disso, o que as pessoas deveriam fazer? Está em uma relação estável? Converse com seu parceiro ou parceira, façam os dois os testes para ver se não tem alguma doença sexualmente transmissível. Não tem nada? Faça um pacto de fidelidade! Se o casal resolver ter sexo fora da relação,  que os dois se protejam com preservativo nessa relação extraconjugal. Tem que ser mais ou menos por aí. É preciso ter amor à vida: a sua vida e a do companheiro ou companheira. Hoje nós temos que viver a vida do passado. Sexo deve ser encarado com fidelidade, coisa que atualmente é muito rara. O sexo está bem liberal nos dias de hoje. Não é que na época de nossos avós não existisse infidelidade, mas era bem menos que hoje em dia. Fidelidade é a palavra chave. Os jovens também devem ficar atentos e procurar fazer os testes, principalmente se fazem sexo sem preservativo. “Ah, mas eu esqueci”! Então vem cá e faz o teste. Se o preservativo rompeu, também venha até a nós. Vamos fazer o acompanhamento, explicar tudinho. Às vezes é necessário até tomar a medicação, mas precisa vir aqui e conversar com a gente.

 Fonte: http://www.vilavelha.es.gov.br/noticias/casos-de-hiv-entre-jovens-dobram-em-vila-velha-em-um-ano-3762


terça-feira, 5 de março de 2013

Marcadores biológicos do envelhecimento podem estar ligados ao Alzheimer

 

Fonte: ISAUDE em http://www.isaude.net/pt-BR/noticia/33957/ciencia-e-tecnologia/marcadores-biologicos-do-envelhecimento-podem-estar-ligados-ao-alzheimer

publicado em 05/03/2013 às 12h28:00

Exame de sangue deve mostrar precocemente o aparecimento de doenças relacionadas ao sistema nervoso central

Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Alzheimer e demências: um longo caminho até um marcador biológico periférico

Alzheimer e demências: um longo caminho até um marcador biológico periférico

Estudos realizados na Universidade de São Paulo (USP) descrevem que há meios de avaliar o que ocorre no sistema nervoso central. Os pesquisadores conseguiram identificar três compostos presentes no sangue associados ao envelhecimento cerebral e que poderão, no futuro, abrir caminhos para a identificação precoce, por meio de exames de sangue, de doenças como Alzheimer e demências.

Os cientistas estudaram três compostos presentes no organismo cujos níveis variam de acordo com o envelhecimento: monofosfato cíclico de guanosina (GMP cíclico), óxido nítrico sintase (NOS) e substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBARS). " O TBARS já é usado como um marcador do envelhecimento cerebral, mas o uso do GMP cíclico e do NOS é inédito" , informa a professora Tania Marcourakis, do Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas da Faculdade de Ciências Farmacêuticas( FCF).

O objetivo do projeto foi estudar o sangue (plaquetas) de pacientes com doença de Alzheimer. " Há relatos na literatura científica indicando que a doença é sistêmica, ou seja, atinge o organismo inteiro, mas tem preferência pelo sistema nervoso central" , conta.

Compostos estão ligados ao Alzheimer

Eles compararam as plaquetas de três grupos de pacientes atendidos no Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP): 37 adultos jovens (18 a 49 anos), 40 idosos saudáveis sem nenhum tipo de demência (62 a 80 anos) e 53 idosos com Alzheimer (55 a 89 anos).Os pesquisadores constataram que o envelhecimento aumenta a presença da NOS e da TBARS, e ocorre uma diminuição do GMP cíclico. Mas nos pacientes com Alzheimer esse processo é muito mais intenso, ou seja, a presença de NOS e TBARS é muito superior quando comparada aos outros dois grupos. " A produção excessiva de NOS leva à formação de radicais livres" , comenta a docente.

Outro estudo foi realizado com o objetivo de verificar se este quadro também seria encontrado no sistema nervoso central. Para isso, os pesquisadores fizeram o acompanhamento de ratos dos 4 aos 24 meses de idade. Foi possível analisar os adultos jovens (06 meses), os adultos (12 meses) e os idosos (24 meses) e comparar os níveis dos três compostos em duas estruturas do sistema nervoso central: o hipocampo, região do cérebro ligada ao armazenamento da memória; e o córtex frontal, associado ao processo de tomada de decisão e à memória - duas regiões afetadas pelo Alzheimer. Os resultados foram semelhantes: o processo de envelhecimento leva a um aumento da NOS e da TBARS e a uma diminuição do GMP, mesmo comportamento verificado no estudo em humanos.

Necessidade de mais pesquisas

A professora lembra que por mais promissores que tenham sido esses resultados, ainda há um longo caminho até que chegue a algum tipo de marcador biológico para ser utilizado como indicador do envelhecimento ou mesmo da chance de desenvolvimento de Alzheimer. Para isso ocorrer será necessário um grande estudo populacional que fizesse o acompanhamento das pessoas, tanto as sadias como as portadoras da doença. " As alterações nos níveis dos três marcadores estudados podem refletir se a idade biológica é condizente com a idade cronológica. Mas vale lembrar que uma alimentação saudável, a prática de exercícios físicos moderados, aspectos genéticos e a busca por uma boa qualidade de vida são fatores que também podem influenciar esses níveis" , enfatiza a pesquisadora.

Com informações da USP

Pesquisa sugere que maior ingestão de leite diminui risco de endometriose

 

Fonte: ENFERMAGEM E SAUDE em http://www.enfermagemesaude.com.br/noticias/9006/pesquisa-sugere-que-maior-ingestao-de-leite-diminui-risco-de-endometriose

05/03/2013

Mulheres que consomem mais de três porções de alimentos lácteos ao dia são 18% menos propensas a serem diagnosticadas com endometriose, comparadas às que ingerem duas porções. A etiologia da endometriose é pouco compreendida e alguns fatores de risco modificáveis foram identificados. Alimentos lácteos e alguns nutrientes podem modular fatores inflamatórios e imunológicos, que estão alterados em mulheres com endometriose.

Pesquisadores do Epidemiology Center, Brigham and Women's Hospital avaliaram se a ingestão de alimentos lácteos, os nutrientes concentrados em alimentos lácteos e os níveis de 25-hidroxi vitamina D (25-OH D) no plasma estão associados ao diagnóstico de casos novos de endometriose confirmados por laparoscopia entre 70.556 mulheres norte-americanas no Nurses’ Health Study II. 

A dieta foi avaliada através de questionário de frequência alimentar. A pontuação para a previsão dos níveis de 25-OH D foi calculada para cada participante. Durante acompanhamento por um período de 14 anos (1991-2005), 737.712 pessoas/ano e 1.385 casos incidentes de endometriose foram comprovados por laparoscopia. A ingestão de alimentos lácteos e o baixo teor de gordura foram associados a um menor risco desta patologia. 

Mulheres que consomem mais de três porções de alimentos lácteos ao dia no total, são 18% menos propensas a serem diagnosticadas com endometriose, comparadas àquelas que ingerem duas porções ao dia (P = 0,03). Além disso, os níveis de 25-OH D no plasma foram inversamente associados à endometriose. Mulheres no quintil mais alto do previsto para os níveis de vitamina D apresentaram um risco 24% menor de endometriose do que as mulheres no quintil mais baixo (P = 0,004).

Os resultados sugerem que maiores níveis de 25-OH D no plasma e uma maior ingestão de alimentos lácteos estão associados a um risco diminuído de endometriose.

Fonte: American Journal of Epidemiology

Leia mais: Pesquisa sugere que maior ingestão de leite diminui risco de endometriose - Notícias - Enfermagem e Saúde

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Sessão de musicoterapia com pacientes de Alzheimer

 

Fonte: EBC NOTÍCIAS em http://www.ebc.com.br/noticias/saude/galeria/videos/2013/02/sessao-de-musicoterapia-com-pacientes-de-alzheimer

Thiago Pimenta - Portal EBC20/02/2013

Pacientes de Alzheimer relembram músicas que marcaram épocas de suas vidas em tratamento de musicoterapia. Segundo o maestro Sérgio Kolodziey, a música trabalha com o inconsciente das pessoas, transportando-as para um momento em que foram felizes.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Biossensor usa técnica natural para detectar cocaína

 

Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=biossensor-tecnica-natural-detectar-cocaina&id=8589

19/02/2013

 

Redação do Diário da Saúde

Sensores vivos

Os seres vivos estão repletos de sensores naturais altamente eficientes.

Sua mão é um excelente sensor de calor, por exemplo - toque em algo e você imediatamente poderá dizer se está quente ou frio, ou com uma temperatura similar à do seu corpo.

Mas nossos sensores mais versáteis estão no paladar e no olfato.

Há anos os cientistas vêm tentando reproduzir essa capacidade natural de detectar moléculas, construindo os chamados biossensores, capazes de detectar indicadores de drogas - e também de doenças.

Já existem biossensores capazes de detectar infecções no pulmão pelo ar expirado, bem como o câncer pelo hálito ou infecções em queimaduras.

Janela de concentração

O grande desafio é detectar a substância de interesse quando as moléculas estão em concentrações muito baixas.

"Os biossensores mais recentes, mais rápidos e mais fáceis de usar, desenvolvidos para determinar os níveis de várias moléculas, tais como fármacos e biomarcadores de doenças no sangue, apenas funcionam quando a molécula está presente em uma determinada concentração, chamada de janela concentração," explica o professor Alexis Vallée-Bélisle, da Universidade de Montreal (Canadá).

"Abaixo ou acima dessa janela, os biossensores atuais perdem muito de sua precisão," completa.

Os pesquisadores adaptaram um biossensor de cocaína (em verde) reconstruindo uma nova versão capaz de reagir a uma série de moléculas inibidoras (em azul). [Imagem: University of Montreal]

Foi por isso que ele e seu colega Alessandro Porchetta se voltaram para o nível celular, em busca de aumentar a capacidade de detectar moléculas em concentrações muito baixas.

Sensor de cocaína

O estudo do mecanismo que as células usam para detectar moléculas ao seu redor permitiu que eles reprojetassem um biossensor já desenvolvido para detectar cocaína, mas que não atingiu toda a precisão desejada.

O resultado é que o novo sensor de cocaína inspirado na natureza não apenas ficou muito mais preciso, mas tornou-se capaz de detectar uma série de moléculas inibidoras.

Além da aplicação bastante óbvia de detectar a droga - compondo os chamados narizes eletrônicos - os pesquisadores agora pretendem adaptar sua tecnologia para uso em outras áreas, sobretudo no diagnóstico e administração de medicamentos para o câncer.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

O poder da esperança no tratamento do câncer

 

Fonte: FOLHA VITÓRIA em http://www.folhavitoria.com.br/geral/blogs/dicasdesaude/2013/02/18/o-poder-da-esperanca-no-tratamento-do-cancer/

18fev2013

Publicado às 10:23 | Postado por saulomalbar

 

  Atualmente, existem inúmeros tratamentos avançados para minimizar os efeitos colaterais de quem passa por um tratamento de câncer. Esses recursos, somados ao pensamento positivo e otimismo, suavizam o processo terapêutico.  Na entrevista, Dra. Caroline Secatto destaca: “Saber trazer para o presente as expectativas do futuro, fazer do nosso dia-a-dia momentos especiais, dá um diferencial significativo no tratamento”. Assista a matéria:

‘Saúde Não Tem Preço’ beneficia 400 mil pessoas no ES

 

Fonte: PORTAL DA SAÚDE em http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/noticia/9355/162/saude-nao-tem-preco-beneficia-400-mil-pessoas-no-es.html

15/02/2013 as 16:09:11 alterado em 15/02/2013 as 16:09:11

ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA


Com a distribuição gratuita de medicamentos, que completa 2 anos, quadruplicou a média de pessoas atendidas por mês nas farmácias populares e conveniadas

O programa Saúde Não Tem Preço, que tornou gratuita a distribuição de 14 medicamentos para diabetes, hipertensão e asma no país e está completando dois anos, já beneficiou 404 mil pessoas no Espírito Santo. O estado já conta hoje com 949 farmácias da rede própria e drogarias conveniadas ao programa.

A gratuidade impulsionou também a retirada dos outros itens ofertados com até 90% de desconto no Farmácia Popular – programa do Ministério da Saúde pelo qual são oferecidos, ao todo, 113 itens nas farmácias próprias e 25 nas drogarias conveniadas. A média mensal de pessoas com hipertensão e diabetes atendidas mais que quadruplicou no estado (aumento de 386%) no Farmácia Popular, passando de 25.841 em janeiro de 2011 para 125.697 em janeiro de 2013.

Inicialmente, em fevereiro de 2011, o ministério tornou gratuitos 11 medicamentos para diabetes e hipertensão. Mais recentemente, em junho do ano passado, três medicamentos para asma foram incluídos na gratuidade.

No caso dos medicamentos para asma, 16.801 pessoas foram beneficiadas em oito meses de gratuidade no Espírito Santo. O número de pessoas atendidas com esses medicamentos quase dobrou, passando de 1.475 em maio de 2012 (mês que antecedeu o do lançamento da gratuidade especificamente para medicamentos de asma) para 2.937 em janeiro deste ano.

“O programa Farmácia Popular ampliou substancialmente o acesso da população aos medicamentos que tratam as doenças mais prevalentes no Brasil”, ressalta o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “Com a gratuidade do Saúde Não Tem Preço, popularizamos ainda mais essa estratégia”. Segundo o ministro, um dos principais impactos da medida é a estabilização de internações por diabetes no país.

BRASIL – Das 17,5 milhões de pessoas atendidas pelo programa Farmácia Popular em dois anos, 14 milhões retiraram medicamentos gratuitos para hipertensão e diabetes pelo Saúde Não Tem Preço. Cresceu 457% o número de diabéticos e hipertensos beneficiados pelo programa nesse período – passou de 853 mil em janeiro de 2011 para 4,7 milhões em janeiro de 2013.

Com medicamentos para asma, 437 mil pessoas foram beneficiadas em oito meses de gratuidade no país. O número de pessoas atendidas com esses remédios cresceu 93%, passando de 48,5 mil em maio de 2012 (mês que antecedeu o do lançamento da gratuidade especificamente para medicamentos de asma) para 93,6 mil em janeiro deste ano.

FARMÁCIA POPULAR –O total de beneficiados com medicamentos para hipertensão, diabetes, asma, colesterol, glaucoma, rinite, osteoporose, doença de Parkinson, dislipidemia, anticoncepção e fraldas geriátricas pelo programa Farmácia Popular, que engloba o Saúde Não Tem Preço, cresceu de 1,2 milhão em janeiro de 2011 para 5,5 milhões em janeiro de 2013. A média mensal de beneficiados aumentou mais de quatro vezes de 2010 (ano que antecedeu o lançamento da iniciativa) para 2012, passando de 1 milhão para 4,5 milhões de pessoas. Em 2011, o número já havia chegado a 2,8 milhões.

A gratuidade dos medicamentos também atraiu mais farmácias para participarem do programa Farmácia Popular. O número de farmácias da rede própria e drogarias conveniadas cresceu de 15 mil em janeiro de 2011 para 25,7 mil em janeiro de 2013. Atualmente, o programa está presente em 3.773 municípios brasileiros, dos quais 1.278 são considerados de extrema pobreza. Em 2011, estava presente em 2,5 mil municípios.

“A ação também tem conscientizado as pessoas da importância do acompanhamento médico periódico, uma vez que é obrigatória a apresentação da receita médica para a retirada dos remédios. Além disso, com a economia gerada com a gratuidade dos remédios, é possível as pessoas comprarem produtos de qualidade para ter uma alimentação saudável”, acrescentou o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha.

Para retirar os medicamentos, basta apresentar o documento de identidade, CPF e receita médica dentro do prazo de validade. A receita pode ser emitida tanto por um profissional do Sistema Único de Saúde (SUS) quanto por um por médico que atende em hospitais ou clínicas privados.

ORÇAMENTO – Nos últimos dois anos, o Ministério da Saúde investiu mais de R$ 2 bilhões no programa Farmácia Popular. Foram R$ 763 milhões em 2011 e R$ 1,3 bilhões em 2012. O orçamento para 2013 é de R$ 1,9 bilhão.

O Farmácia Popular é um complemento ao programa de assistência farmacêutica do Ministério da Saúde, que disponibiliza 810 medicamentos gratuitos aos brasileiros. Com o Farmácia Popular, o governo ampliou os pontos de retirada de medicamentos e o horário de atendimento aos usuários, que agora podem ter acesso a medicamentos em farmácias perto de casa.

Por Bárbara Semerene, da Agência Saúde – ASCOM/MS
(61) 3315-3580/2918

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