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segunda-feira, 29 de abril de 2013

SAÚDE E SAÚDE ANIMAL: conviver com animais pode ajudar a prevenir e a tratar doenças

 

28/04/2013 às 23h35

 

Ajuda a regular a pressão arterial em idosos e reduz o risco de depressão

Em 2001, o advogado Ennio de Paula Araújo, de 71 anos, foi surpreendido pela notícia de que estava com câncer na bexiga. O avanço da doença, as idas e vindas do hospital e os remédios tornavam os dias difíceis. Quando tudo era angústia, a chegada de Clara lhe trouxe ânimo para lutar. Há três anos, os dois são companheiros de todas as horas, e a cadela da raça fila, de 73 quilos, se tornou tão benéfica ao tratamento do dono que conquistou o direito de visitá-lo no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde ele faz quimioterapia. O passe livre canino tem respaldo em pesquisas científicas e é cercado de cuidados.

Estudos indicam que a convivência com animais de estimação ajuda a regular a pressão arterial em idosos e reduz o risco de depressão. Em crianças, essa experiência estimula o desenvolvimento adequado de anticorpos. E pessoas com necessidades especiais sentem-se mais motivadas a interagir, emocional e cognitivamente, na presença de animais.

— Até um ambiente de trabalho que tem animais se torna mais produtivo. Os bichos nos fazem acreditar que cuidamos deles, mas são eles que cuidam da gente — diz a psicóloga Luisa Nóbrega, do Conselho Regional de Psicologia do Rio, que trabalha com esse tema há 12 anos.

Baseado nessas evidências científicas, o Projeto Pelo Próximo atua no Rio oferecendo terapia assistida por cães e calopsitas a pacientes com Aids e câncer, idosos em asilos e pessoas com paralisias. Os objetivos do trabalho, que é feito com animais especialmente treinados para esse fim, vão desde facilitar uma sessão de fisioterapia a aumentar a autoestima e autoconfiança.

Crianças hiperativas ou com dificuldade de aprendizado são outras beneficiadas pelo projeto, que tem caráter filantrópico e só atende instituições.

— O animal é quase um chocolate. A pessoa chega perto e sente um grande prazer — brinca a empresária Roberta Araújo, coordenadora geral do Pelo Próximo.

Fonte: Com informações do Extra

Publicado Por: Francy Teixeira

Fonte:

terça-feira, 26 de março de 2013

Isolamento social aumenta risco de morte entre idosos, diz estudo

 

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/03/isolamento-social-aumenta-risco-de-morte-entre-idosos-comprova-estudo.html

26/03/2013 08h53 - Atualizado em 26/03/2013 14h26

 

Cientistas ingleses acompanharam 6.500 homens e mulheres por oito anos. Afastar-se fisicamente das pessoas é mais negativo que se sentir sozinho.

Do G1, em São Paulo

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O isolamento social tem um impacto maior sobre a expectativa de vida dos idosos que a solidão, aponta um novo estudo feito pelo University College de Londres. Isso significa que se afastar fisicamente dos outros é pior para a saúde do que, de fato, se sentir sozinho.

Na definição dos pesquisadores, a solidão personifica o isolamento, ao refletir a insatisfação de uma pessoa com a frequência e a proximidade de seus contatos sociais em relação às relações que ela realmente gostaria de ter.

Os resultados do trabalho, liderado por Andrew Steptoe, do Departamento de Epidemiologia e Saúde Pública do University College, foram publicados na edição de segunda-feira (25) da revista científica americana "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS).

Isolamento social favorece risco de morte entre idosos, diz estudo (Foto: Kosuke Okahara/The New York Times)
Isolamento social favorece morte precoce em idosos, diz estudo (Foto: Kosuke Okahara/The New York Times)

Os autores avaliaram 6.500 homens e mulheres com 52 anos ou mais que participaram do Estudo Longitudinal de Envelhecimento Inglês (Elsa), entre 2004 e 2005, e acompanharam o risco de morte deles até março de 2012. Nessa data, haviam morrido 918 (14,1%) voluntários, com prevalência do sexo masculino.

Os participantes que mantinham contato limitado com a família, amigos e organizações comunitárias foram classificados como socialmente isolados, e foi usado um questionário para medir o nível de afastamento de cada um.

De acordo com os pesquisadores, tanto a solidão quanto o isolamento social podem favorecer uma morte precoce, mas no segundo caso nem precisaram ser considerados critérios como a saúde física e mental da pessoa e dados demográficos (expectativa de vida, educação, religião, etnia, etc) da população. Isso significa que se isolar do restante do mundo pode fazer mal à saúde independentemente do sentimento interno de solidão.

Além de aumentar o risco de morte, o isolamento social pode contribuir para o desenvolvimento de doenças infecciosas e cardiovasculares, o aumento da pressão arterial e do hormônio do estresse (cortisol), e a deterioração do funcionamento cerebral. Segundo o estudo, a solidão também interfere na pressão, nos níveis de cortisol e outros hormônios, e nos processos inflamatórios do organismo.

Não foram encontradas diferenças de sexo para o isolamento social, mas esse comportamento foi visto com maior incidência em pessoas mais velhas, casadas, pobres e com menor grau de instrução. Além disso, o problema foi mais frequente em indivíduos com alguma limitação de longo prazo, como depressão, artrite, falta de mobilidade e doença pulmonar crônica.

Já a solidão foi mais comum em mulheres, principalmente casadas, e estava associada a uma idade avançada, baixa escolaridade e menor riqueza. Essas pessoas também tinham mais depressão, doença arterial coronariana ou acidente vascular cerebral (AVC) que a média.

Na conclusão dos autores, tanto para casos de solidão quanto de isolamento social, são indicadas atividades que incentivem a interação entre os indivíduos, na tentativa de promover uma maior longevidade aos idosos.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Um passo importante para o acesso dos idosos ao tratamento com novas tecnologias no Brasil

 

Fonte: http://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=23603:um-passo-importante-para-o-acesso-dos-idosos-ao-tratamento-com-novas-tecnologias-no-brasil&catid=46&Itemid=18

Sex, 01 de Março de 2013 14:30

Escrito por Marcelo Queiroga*

Com o aumento da expectativa de vida e o envelhecimento da população, o Brasil enfrenta novos desafios na área da saúde. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), hoje são mais de 14 milhões de brasileiros com 65 anos ou mais. Esse novo perfil populacional traz consigo o aumento da incidência de doenças características desta fase da vida, como a Estenose da valva aórtica ou Estenose Aórtica, caracterizada pela calcificação desta valva cardíaca. É a doença valvar aórtica adquirida mais frequente, presente em 4,5% da população acima de 75 anos, acomete uma em cada 20 pessoas nessa faixa etária. Esta disfunção prejudica a distribuição do sangue pelo corpo, resultando em problemas que interferem na qualidade de vida e independência do idoso e na forma mais grave se associa a altas taxas de mortalidade.

Com o envelhecimento populacional, deverá aumentar em prevalência e importância nas próximas décadas. Como a evolução dessa calcificação é lenta, os sintomas resultantes da Estenose Aórtica (dor torácica, síncope e dispneia) tipicamente surgem após a 6a década de vida. Uma vez sintomáticos, os pacientes passam a apresentar uma piora significativa de seu prognóstico, com média de sobrevivência de dois a três anos, com aumento significativo no risco de morte súbita.

Boa parte desses pacientes necessita de intervenção para a substituição cirúrgica da valva doente por uma prótese (Cirurgia com o Coração Aberto). A troca valvar cirúrgica é o tratamento consagrado pela comunidade médica para essa enfermidade. Todavia, estima-se que aproximadamente 30% dos indivíduos acometidos por essa moléstia não são elegíveis para a cirurgia de substituição valvar com o coração aberto.

Para os casos em que a cirurgia convencional é contraindicada, a alternativa terapêutica mais eficaz é a bioprótese para o Implante Transcateter de Valva Aórtica (TAVI), aprovada para uso no Brasil desde 2008, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A técnica evita anestesia geral e cortes profundos. Por uma pequena incisão na virilha o médico introduz um cateter que carrega a bioprótese até o coração. Além da rápida recuperação, o risco de complicações pós-cirúrgicas e a permanência no hospital são menores.

Há consenso na comunidade cardiológica acerca do emprego do TAVI em portadores de estenose aórtica, em que pelo estado do paciente, a cirurgia convencional de substituição da valva está contraindicada. Dados da literatura apontam que somente 5 pacientes necessitam ser tratados com TAVI para prevenir uma morte, e apenas 3 para prevenir uma morte ou reinternação. Esses dados são eloquentes, poucas vezes observados em medicina, sendo imperioso também se ofertar o TAVI como opção terapêutica padrão aos portadores de estenose aórtica no contexto em comentário.

Recentemente, este tratamento foi reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) como procedimento eficaz e seguro. Um passo importante para a incorporação da técnica no sistema de saúde no Brasil, que partiu de uma solicitação da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI).

O aval do CFM retira o TAVI da relação de procedimentos que por lei são excluídos de cobertura, mas não obriga a realização da técnica pelos planos de saúde, nem implica na imediata inclusão no Rol de Procedimentos da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). Apesar de não constar neste rol, o procedimento pode ser reembolsado pelos planos de saúde. Já a realização da técnica pelo SUS é um processo independente, mais complexo, que a SBHCI solicitará ao Ministério da Saúde.

No Brasil, já foram tratados mais de 500 indivíduos com essa técnica, a partir do emprego de três biopróteses valvares com registro na Anvisa (Inovare-Braile, CoreValve – Medtronic e Sapien-Edwards). Paralelamente, a SBHCI concebeu uma plataforma de dados para o registro brasileiro TAVI no qual estão cadastrados trezentos pacientes que até aqui evidenciam resultados equiparáveis aos principais centros americanos e europeus. No entanto, devemos salientar que um número expressivo desses procedimentos de TAVI realizados no país decorreu de determinação judicial.

Devido à sua complexidade, o TAVI exige infraestrutura adequada do hospital e treinamento específico da equipe médica. Uma parceria entre as sociedades médicas e hospitais, com o suporte da indústria dos materiais dedicados ao procedimento, já tem levado o treinamento aos centros de referência públicos e privados de todo o país. Agora é esperar que as autoridades regulatórias do país aprovem a inclusão desse importante procedimento nos sistemas de saúde público e privado para que a população tenha acesso à tecnologia, sobretudo por destinar-se a uma parcela de pacientes sem outras perspectivas de tratamento.

A SBHCI vem atuando em diversas frentes para que o TAVI passe a figurar no rol das políticas públicas de saúde, dentre essas inciativas destacamos: A Campanha Jovens Corações. Uma campanha de esclarecimento que visa informar os brasileiros sobre a estenose valvar aórtica: seus sintomas, diagnóstico e tratamento. Em 2013, comemoramos dez anos da vigência do estatuto de idoso, uma excelente oportunidade para discutir o acesso dos enfermos idosos aos tratamentos de alta complexidade cardiovascular, em destaque o TAVI.

* É presidente da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI).

PL obriga planos a pagar alimentação de acompanhante de idoso

 

Fonte: http://saudeweb.com.br/35557/pl-obriga-planos-a-pagar-alimentacao-de-acompanhante-de-idoso

11 de março de 2013

A Lei dos Planos de Saúde atual (9.656/98) prevê esse pagamento apenas para acompanhantes de pacientes com menos de 18 anos

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A Câmara analisa o Projeto de Lei 4990/13, do deputado Major Fábio (DEM-PB), que obriga os planos de saúde a cobrirem despesas com alimentação dos acompanhantes de pacientes com mais de 60 anos. A Lei dos Planos de Saúde atual (9.656/98) prevê esse pagamento apenas para acompanhantes de pacientes com menos de 18 anos.

“O Estatuto do Idoso prevê o direito à presença de acompanhante, mas, redigido em linguagem dúbia, dá margem a interpretação de que tal direito seria circunscrito aos estabelecimentos hospitalares do Sistema Único de Saúde”, argumentou o deputado.

Essa brecha interpretativa, acrescentou Major Fábio, tem permitido que operadoras de planos de saúde deixem de cobrir essas despesas.

“Observe-se que os idosos demandam em sua maioria a presença de um ente querido em suas estadias hospitalares, pois muitos não conseguem ou têm vergonha de expressar suas demandas ou de solicitar serviços de médicos ou de enfermagem tempestivamente”, concluiu.

Tramitação
O projeto está apensado ao PL 6125/05, que trata de tema semelhante. Ambos serão analisados, de forma conclusiva, pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Livro Um olhar para o cuidado do idoso

 

Fonte: GRUPO VIDA BRASIL em http://www.grupovidabrasil.org.br/

 

Primeira publicação do Grupo Vida – Brasil, o livro Um olhar para o cuidado do idoso traz importantes informações sobre o processo de envelhecimento – em especial do envelhecimento com dependência – e sobre os papéis do familiar e do cuidador.

Com colaboração de 17 especialistas nas mais diversas áreas relacionadas ao envelhecimento (geriatria, enfermagem, odontologia, nutrição, fisioterapia, entre outros), o livro traz quase 200 páginas de informações que irão subsidiar os cuidados prestados ao idoso, contribuindo para um envelhecimento saudável e autônomo e para um cuidador instrumentalizado e valorizado.

Com patrocínio da Plural Indústria Gráfica e da Veyance Technologies, selo da editora Palavra ao Mundo e organização da escritora Jenny Rosén, esta publicação apresenta ao grande público a experiência acumulada pelo Grupo Vida – Brasil nestes 15 anos de trabalho voltado ao idoso.
O livro está à venda nas melhores livrarias, e na sede do Grupo Vida – Brasil.

Patrocínio:

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Musicoterapia e Idosos Institucionalizados

 

Fonte: MUSICA & SAUDE em http://musicasaude.blogspot.com.br/2011/03/musicoterapia-e-idosos.html

15:55  Flavia Nogueira

 

Vivemos atualmente uma realidade almejada pela grande maioria das pessoas:  vida longa.

A conquista da longevidade é reflexo dos avanços da medicina, da melhoria da qualidade de vida e queda das taxas de mortalidade e fecundidade. Assim, as estatísticas prevêem em um futuro próximo, uma relativa diminuição da população jovem e aumento da longevidade, contribuindo para um crescente aumento da população idosa.

Porém, com o ritmo acelerado de tal fenômeno, a sociedade ainda não encontra-se satisfatoriamente preparada.

A começar pelo núcleo familiar. O estatuto do idoso visa a  "priorização do atendimento do idoso por sua própria família, em detrimento do atendimento asilar, exceto dos que não a possuam ou careçam de condições de manutenção da própria sobrevivência (Lei 10.741, 10/2003).

Portanto, segundo o estatuto, o idoso deve ser atendido por sua própria família, e a institucionalização evitada na medida do possível. Muitas vezes, porém, as famílias não dispõem de condições suficientes para disponibilizar uma atenção efetiva e satisfatória, ou o histórico familiar não proporcionou a criação de laços afetivos fortes que justifiquem ao indivíduo assumir o cuidado de seu parente idoso, ou ainda, o núcleo familiar é inexistente.

O asilamento do idoso, embora cada vez mais frequente, ainda é visto com muitas ressalvas. Imagina-se um lugar deprimente, onde pessoas são abandonadas e esquecidas. Apesar dessa ser uma infeliz realidade em muitas instituições pelo Brasil, esse estereótipo não deve ser generalizado e tomado como realidade. As boas instituições (e claro, que podem contar com recursos adequados) contam com equipes preparadas e ambientes adaptados.

A musicoterapia na instituição
Vemos abaixo, um texto retirado do site do Grupo Vida Brasil, uma instituição civil sem fins lucrativos que tem como missão “promover a defesa dos direitos e o exercício da cidadania do idoso, valorizando o envelhecimento e a qualidade de vida”. Fundado em 1997, o Grupo Vida presta serviços gratuitos às pessoas com idade igual ou superior a 60 anos. Localizada em Barueri, SP, a entidade tem atuação nacional.

Música e alegria para os idosos no atendimento de Musicoterapia


Atendimento de musicoterapia realizado pela musicoterapeuta Flávia Nogueira

"Os idosos moradores da unidade Residência do Grupo Vida – Brasil agora também participam de atividades de Musicoterapia.
Desenvolvido por uma musicoterapeuta, o novo projeto oferece atendimentos em grupo e em duplas, utilizando instrumentos como pandeiro, afoxé, chocalhos, violão, cítara, bongô, cuíca e kalimba, e músicas e canções sugeridas pelos próprios idosos. O atendimento visa favorecer a exteriorização das potencialidades, proporcionar a expressão de emoções e promover o desenvolvimento da criatividade, ampliando perspectivas de vida através do fortalecimento da autoestima e das conexões cerebrais. Por meio da música, são estimulados os sentidos (audição e tato) e a linguagem, além de evocar memórias e histórias dos participantes.
O grupo de Musicoterapia está tão interessado que já ensaia apresentações para animar os eventos e festas da Residência."


A instituição não precisa ser um local de tristeza e melancolia. Os  idosos do Grupo Vida provam que morar em uma instituição pode ser uma experiência muito rica,  de trocas, amizades, aprendizados e projetos para o futuro. A instituição não é o fim, mas uma  porta que se abre com novas oportunidades.

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