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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Consumo exagerado de bebidas alcoólicas pode causar problemas gastrointestinais

 

 

3 de maio de 2013

Foto: Ocean/Corbis

Fim de semana, festa animada, churrasco, balada com os amigos e a vitória do time são alguns dos motivos e justificativas usados para exagerar no consumo de bebida alcoólica. Este exagero cobra um preço caro. O consumo eventual também tem participação em outros problemas graves e demasiadamente frequentes no Brasil: violência familiar, acidentes de trânsito e no trabalho.

Estudo realizado pelo Ministério da Saúde em hospitais públicos revela que o consumo do álcool tem forte impacto nos atendimentos de urgência e emergência do Sistema Único de Saúde (SUS).

O levantamento da Vigilância de Violência e Acidentes (Viva) aponta que uma em cada cinco vítimas de trânsito atendido nos prontos-socorros brasileiros ingeriram bebida alcoólica. O estudo também mostra que 49% das pessoas que sofreram algum tipo de agressão consumiram bebida alcoólica. As principais vítimas são homens com idade entre 20 e 39 anos.

Pesquisas internacionais também apontam outros agravos. Um estudo realizado pelo Scripp´s Research Instituteda Califórnia (EUA) mostrou que a ingestão de grandes quantidades de álcool de uma só vez afeta o cérebro da mesma forma que o consumo frequente.

A gastroenterologista Mariene Liberal afirma que mesmo o consumo esporádico e em grandes doses de bebidas alcóolicas causa alterações múltiplas no organismo. As primeiras reações são sonolência ou agressividade, irritabilidade, agitação, alteração de equilíbrio, vômitos e até convulsões. Em casos extremos, em que há overdose alcóolica, o consumo excessivo pode levar ao coma e à morte. “Com o uso de altas doses podem surgir, principalmente, problemas gastrointestinais, pois o álcool é o grande agressor do sistema digestivo. A pancreatite, por exemplo, ocorre nos grandes bebedores eventuais, daqueles que exageram nos finais de semana”, diz a médica do Hospital Federal do Andaraí, vinculado ao Ministério da Saúde. Mariene ainda alerta que podem surgir casos de hemorragia digestiva, cirrose e hepatites alcóolicas.

Viva - Os dados sobre as consequências do álcool no trânsito fazem parte do Vigilância de Violências e Acidentes, estudo realizado pelo Ministério da Saúde em 71 hospitais que realizam atendimentos de urgência e emergência pelo SUS. Foram ouvidas 47 mil pessoas em todas as capitais e no Distrito Federal. Os dados foram coletados em 2011 e analisados no último ano.

O levantamento revela que entre as pessoas envolvidas em acidentes de trânsito, 22,3% dos condutores, 21,4% dos pedestres e 17,7% dos passageiros apresentavam sinais de embriaguez ou confirmaram consumo de álcool. Entre os atendimentos por acidentes, a faixa etária mais prevalente foi a de 20 a 39 anos (39,3%).

As vítimas mais acometidas por agressões estão nessa mesma faixa etária – 20 a 39 anos – e representam 56% dos casos. Em 2011, 28.352 homens com idade entre 20 a 39 anos foram assassinados e 16.460 perderam a vida no trânsito, o que corresponde a quase metade de óbitos registrados nesta faixa etária, 31,5% e 18,3%, respectivamente.

O Viva também mostra que a proporção do consumo de bebida alcoólica entre os pacientes homens foi bem superior ao das mulheres: 54,3% dos homens que sofreram violência e 24,9% dos que sofreram acidente de trânsito tinham ingerido álcool, enquanto os índices entre as pessoas do sexo feminino foram de 31,5% e 10,2%, respectivamente.

Fonte: Maria Vitória /Comunicação Interna do Ministério da Saúde

Fonte: http://www.blog.saude.gov.br/consumo-exagerado-de-bebidas-alcoolicas-pode-causar-problemas-gastrointestinais/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=consumo-exagerado-de-bebidas-alcoolicas-pode-causar-problemas-gastrointestinais

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Consumo de álcool entre brasileiros se torna mais frequente, diz estudo

 

10/04/2013 11h14 - Atualizado em 10/04/2013 14h25

 

Em seis anos, proporção de pessoas que bebem toda semana subiu 20%. Índice dos que dirigem após beber caiu 21% entre 2006 e 2012, diz Unifesp.

Rafael SampaioDo G1, em São Paulo

81 comentários

#cerveja (Foto: Philippe Huguen/AFP)Consumo frequente de bebida aumentou 20%
proporcionalmente em seis anos, diz estudo da
Unifesp (Foto: Philippe Huguen/AFP)

Um estudo publicado nesta quarta-feira (10) em São Paulo mostra que o consumo frequente de álcool tem se tornado cada vez mais comum entre os brasileiros. Segundo a pesquisa, a proporção de pessoas que bebem ao menos uma vez por semana – os chamados "bebedores frequentes" – aumentou 20% ao longo dos seis anos.

"Houve um aumento do consumo entre os que bebem. Você tem mais de um milhão de pontos de venda [de bebida alcoólica], as pessoas são estimuladas a consumir", disse Ronaldo Laranjeira, professor de psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e um dos autores da pesquisa.

Os dados são do Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad). Foram analisadas as respostas dadas por 4.607 pessoas de 149 municípios de todos os estados do país, na pesquisa de 2012. Com isso, foi possível fazer uma comparação com a primeira edição do Lenad, que avaliou dados de 3.007 voluntários, entrevistados em 2006.

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Apesar do aumento na frequência de ingestão de álcool entre os que bebem, a quantidade de pessoas que dizem beber mudou pouco no período. O índice de abstinência, ou seja, de pessoas que não consomem álcool, subiu de 48%, em 2006, para 52%, em 2012, diferença que os pesquisadores da Unifesp consideraram insignificante.

Bebendo com mais frequência
Em 2006, 45% dos adultos entrevistados no Lenad diziam consumir bebidas alcoólicas uma vez por semana ou mais, o que configura um "bebedor frequente". Em 2012, o número saltou para 54%, o que significa um aumento proporcional de 20% em seis anos, segundo o Lenad.

O crescimento foi maior entre as mulheres: 29% das entrevistadas admitiam beber uma vez por semana ou mais, em 2006, contra 39% em 2012, uma elevação proporcional de 34,5%. Já entre os homens, o índice dos que admitiam beber uma vez ou mais por semana passou de 56% em 2006 para 64% em 2012, crescimento de 14,2% proporcionalmente, de acordo com o estudo.

Beber e dirigir
As políticas de Lei Seca no trânsito têm dado resultado, indicam os dados do Lenad. Em seis anos, houve uma queda proporcional de 21% entre os que admitem ingerir bebida alcoólica e dirigir - eram 27,5% dos entrevistados em 2006 e agora são 21,6%.

A queda foi mais acentuada entre os homens (19%, entre 2006 e 2012), mas eles seguem como maioria entre os que infringem a lei. Em 2012, 27,3% dos entrevistados afirmaram ter dirigido depois de beber, contra 7,1% das entrevistadas.

Região 'campeã'
O Nordeste foi a região com redução mais acentuada na ingestão de bebida ao volante. Houve queda proporcional de 43% entre os que admitiam dirigir após beber. Em 2006, 39% dos entrevistados na região diziam infringir a Lei Seca, contra 22% dos indivíduos em 2012.

Já no Sudeste, segunda região com maior queda proporcional, a redução foi de 25% no mesmo intervalo de tempo. Em 2006, 24% dos entrevistados na região diziam dirigir após beber, contra 18% dos entrevistados em 2012.

Para Laranjeira, a única medida com fiscalização efetiva contra o consumo de álcool é a Lei Seca. "O mercado do álcool permanece intocado. Precisa mexer nas políticas [públicas]", ponderou.

Beber muito e rápido
Um dos tipos mais preocupantes para o médico, o chamado "beber em binge" ou beber muitas doses rapidamente - que acontece nos "esquentas" para festas, por exemplo, de acordo com os pesquisadores - cresceu 31,1% proporcionalmente, em seis anos. Em 2006, 45% da população de bebedores admitiam ter este comportamento, índice que passou para 59% em 2012.

O aumento novamente foi maior entre as mulheres - 36% das que diziam ingerir álcool tinham esta  prática nociva de beber em 2006, contra 49% na última medição do Lenad, em 2012. Proporcionalmente, a elevação foi de 36%, segundo a Unifesp. "É o abuso que acontece em festas, por exemplo", definiu Laranjeira.

Álcool e violência
Segundo o Lenad, quase um terço (27%) dos homens com menos de 30 anos que bebem já se envolveram em brigas com agressão. O número é alto em comparação com os indivíduos na mesma faixa etária que não ingerem álcool - só 6% estiveram em brigas, em 2012.

A posse de arma de fogo e o ato de andar armado também sobem quando a análise inclui homens com menos de 30 anos que bebem, informa o estudo. Entre os indivíduos que não ingerem álcool, só 5% admitiram usar arma. Já entre os que têm menos de 30 anos e bebem, 10,3% andam armados.

De acordo com os pesquisadores, em 50% dos casos de violência doméstica (3,4 milhões de pessoas) registrados em 2012 houve ingestão de álcool por parte do agressor, o que sugere uma relação entre a agressão em casa e a bebida.

"Estamos despreparados para atender pessoas que querem parar de beber", ressaltou Laranjeira, referindo-se às políticas públicas do Brasil. "A gente combate a violência doméstica, mas o álcool como origem destes casos, não."

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/04/consumo-de-alcool-entre-brasileiros-se-torna-mais-frequente-diz-estudo.html

Jovens afirmam que bebem, mas moderadamente

 

11/4/2013 às 09h14 (Atualizado em 11/4/2013 às 10h35)

Consumo abusivo de álcool cresceu 31,1% entre os brasileiros nos últimos seis anos

Agência Estado

Consumo abusivo de álcool cresceu 31,1% entre os brasileiros Getty Images

A estudante de Jornalismo Marina Escarminio, de 20 anos, começou a beber aos 16 — “tarde para os tempos de hoje”, segundo ela. “

— No início, eu experimentava caipirinha de saquê nas baladas. Comecei tarde, sou filha única e minha mãe sempre me segurou mais”.

Em seis anos, consumo de álcool cresce 20% no Brasil

Uso abusivo de álcool é fator de risco para o câncer
Dos 18 anos em diante, Marina passou a sair com as amigas quase todos os finais de semana. “

— Gostamos de dançar salsa. Então, fazemos rodadas de tequila.” Em geral, as doses são distribuídas ao longo da noite. “Até o final da balada fazemos três ou quatro rodadas, mas não é direto. Bebemos quando chegamos no bar, depois dançamos um pouco, depois fazemos outra. Vamos intercalando as doses entre conversas e dança.”

Jovem de 22 anos se prostitui para financiar alcoolismo
Marina, que considera seu organismo resistente à bebida, conta que chega a ingerir quatro doses de tequila em uma hora e meia — característica do chamado “beber em binge”. Quando isso acontece, diz, costuma ficar sem beber nada no resto da noite. “

— Fico nisso, não exagero. A maioria (dos amigos) continua bebendo, mas eu paro para não passar vergonha.” A estudante diz que “aprendeu a beber depois de tomar um porre” em um churrasco no último ano do ensino médio, há três anos. “Agora, quando fico tonta, eu já paro.”
O consumo abusivo de álcool cresceu 31,1% entre os brasileiros nos últimos seis anos, especialmente entre as mulheres jovens, de acordo com o 2º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), divulgado nesta quarta-feira (10) por pesquisadores da Unifsp (Universidade Federal de São Paulo).

Foram entrevistadas 4.607 pessoas com 14 anos ou mais, em 149 municípios brasileiros. Esse crescimento foi observado no chamado “beber em binge”, um indicador que demonstra quando a pessoa ingere grandes doses de álcool (4 para as mulheres, 5 para os homens) em menos de duas horas. Entre as mulheres, o aumento foi de 36% — no ano passado, metade delas bebeu dessa maneira. Entre os homens, o número subiu 29,4%.
A fotógrafa Sabrina de Souza Coelho, de 25 anos, diz que bebe tanto quanto os homens da mesa quando vai a um bar com os amigos, programa que costuma ser semanal. O fato de as mulheres estarem bebendo mais, para Sabrina, tem a ver com a conquista da independência feminina nas últimas décadas. “As mulheres estão saindo mais porque agora cada uma tem o seu trabalho e o seu dinheiro, para gastar com o que quiser”, acredita a fotógrafa.
Marina e Sabrina são dois exemplos que ilustram o aumento do consumo excessivo entre as mulheres. “Esse fato está acontecendo no Brasil de uma maneira muito rápida, da mesma forma que aconteceu na década de 1960, quando as mulheres começaram a fumar”, avalia o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, um dos autores da pesquisa que avaliou o consumo de álcool no País entre 2006 e 2012.
Marina, por exemplo, conta que já competiu com um amigo para ver quem bebia mais cerveja. Ela ganhou após tomar nove copos — o amigo parou no oitavo. Mesmo assim, ela ressalta que as mulheres ainda sofrem com a imagem negativa do hábito.

— “Me comporto. Bebo socialmente e só no final de semana”.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: http://noticias.r7.com/saude/jovens-afirmam-que-bebem-mas-moderadamente-11042013

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Elevar preço de bebida alcoólica reduz número de mortes, diz estudo

 

Fonte: BEM ESTAR em http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/02/elevar-preco-de-bebida-alcoolica-reduz-numero-de-mortes-diz-estudo.html

07/02/2013 12h57 - Atualizado em 07/02/2013 12h57

 

Aumentar preço em 10% fez mortes atribuíveis ao álcool caírem 32%. Pesquisa de universidade canadense foi publicada na revista 'Addiction'.

Do G1, em São Paulo, com Reuters

O aumento de 10% no preço mínimo das bebidas alcoólicas pode levar à queda imediata e significativa no número de mortes ligadas ao seu consumo. No caso de mortes totalmente atribuíveis ao álcool, houve redução de 32% após a elevação dos preços, aponta um estudo realizado pela Universidade de Vitória, no Canadá.

Os cientistas avaliaram os resultados da pesquisa, divulgada nesta quinta-feira (7), como "significativos e substanciais". Eles descobriram que as mortes causadas pelo álcool na província canadense da Colúmbia Britânica, entre 2002 e 2009, caíram quando o preço mínimo das bebidas subiu. O número, no entanto, aumentou após serem abertas mais lojas para a venda dos produtos alcoólicos na província.

#cerveja (Foto: Philippe Huguen/AFP)Aumento de 10% no preço mínimo de bebidas alcoólicas pode reduzir mortes (Foto: Philippe Huguen/AFP)

"Este estudo traz mais evidências científicas de que, apesar da opinião popular contrária, até os bebedores mais compulsivos reduzem o seu consumo quando o preço mínimo da bebida aumenta", disse um dos autores do estudo, o pesquisador Tim Stockwell, do Centro de Pesquisas sobre Vícios na Colúmbia Britânica, da Universidade de Vitória.

Os dados vão ser analisados por autoridades responsáveis por formular políticas sobre bebidas alcoólicas, especialmente na Grã-Bretanha, onde o governo planeja introduzir um preço mínimo para o álcool, num esforço para tentar coibir seu consumo excessivo. Os Estados Unidos atualmente não estipulam um preço mínimo para bebidas alcoólicas.

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Contribuição importante
John Holmes, do grupo de pesquisa sobre o álcool na Universidade de Sheffield, na Grã-Bretanha, disse que o estudo é uma contribuição importante para definir evidências sobre os efeitos do preço mínimo do álcool.

A pesquisa é, também, um "forte indício de que a política tem reduzido os níveis de consumo daqueles que bebem em níveis perigosos e prejudiciais", afirmou Holmes. O estudo foi publicado na revista científica "Addiction".

A equipe de Stockwell examinou três categorias de mortes ligados ao álcool: aguda, crônica e totalmente atribuível ao álcool. Foram analisadas as taxas de mortalidade ao longo de um período de tempo, comparando-as com os preços mínimos definidos pelo governo para bebidas alcoólicas.

Problema complexo
O estudo se mostrou complexo porque, na Colúmbia Britânica, a venda de bebidas alcoólicas foi parcialmente privatizada, após um período em que foi controlada pelo governo por meio do comércio em lojas estatais. A mudança levou a um aumento substancial na oferta de bebida no mercado.

Quedas significativas no número de mortes crônicas associadas às bebidas alcoólicas também foram detectadas entre dois e três anos depois do aumento de preços mínimos.

Ao mesmo tempo, um aumento de 10% no número de lojas particulares de bebidas na província foi relacionado ao crescimento de 2% nas taxas de mortalidade associada total, crônica ou agudamente ao consumo de álcool.

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