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segunda-feira, 10 de junho de 2013

Exame detecta primeiros efeitos da quimioterapia sobre coração das crianças

Ressonância magnética pode ajudar a retardar o aparecimento de lesões cardíacas em crianças que sobreviveram ao câncer

Foto: Francesca Rizzo/Foto Stock

O exame de ressonância magnética detecta os primeiros efeitos da quimioterapia sobre o coração das crianças, de acordo com estudo de pesquisadores da Universidade de Alberta, no Canadá.
A quimioterapia com antraciclinas, assim como com doxorrubicina, é um dos tratamentos mais eficazes contra muitos tipos de câncer, incluindo leucemia e linfoma de Hodgkin, câncer de mama, pulmão e ovário. No entanto, também pode levar a danos irreversíveis do coração, que podem não ser evidentes até vários anos após o tratamento.
Segundo os pesquisadores, ser capaz de detectar esse dano em um estágio inicial, a fim de iniciar a terapia preventiva de pessoas afetadas, é especialmente importante em crianças.
A equipe realizou exames de ressonância magnética em crianças e adultos jovens (com idades entre 7 a 19) que estavam em remissão após o tratamento com antraciclina.
Eles descobriram que foram capazes de identificar alterações no músculo cardíaco relacionadas com a formação de fibrose usando um método de ressonância magnética chamado de mapeamento T1, mesmo em crianças cuja função do coração era aparentemente normal por meio do ultrassom.
"Em sobreviventes de câncer infantil, as mudanças na ressonância magnética foram relacionadas à dose de antraciclina dada às crianças. Essas mudanças também são espelhadas pelo afinamento da parede do coração e uma redução na capacidade de exercício. Ao detectar essas mudanças cedo só podemos esperar que futuras pesquisas utilizando essas técnicas possam guiar a identificação precoce e tratamento na tentativa de retardar o aparecimento de lesões cardíacas em crianças que sobreviveram ao câncer", concluem os pesquisadores Edythe Tham e Richard Thompson.
Fonte: Isaude.net

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Ressonância magnética pode diagnosticar doenças mentais com 70% de precisão

Exame não invasivo do cérebro conseguiu diferenciar corretamente pacientes com transtorno bipolar de indivíduos saudáveis





































Estudo pioneiro realizado por pesquisadores do The Mount Sinai Medical Center, nos EUA, mostrou que o exame de ressonância magnética pode ser uma maneira eficaz para diagnosticar doenças mentais, como o transtorno bipolar.
Em um estudo de referência utilizando técnicas avançadas, os pesquisadores conseguiram distinguir corretamente pacientes bipolares de indivíduos saudáveis com base apenas nos exames do cérebro.
Atualmente, a maioria das doenças mentais é diagnosticada com base apenas em sintomas, criando uma necessidade urgente de novas abordagens para o diagnóstico. Na perturbação bipolar, pode haver um atraso significativo no diagnóstico devido à apresentação clínica complexa da doença.
No atual estudo, Sophia Frangou e seus colegas decidiram explorar se as imagens do cérebro poderiam ajudar a identificar corretamente os pacientes com transtorno bipolar.
"O transtorno bipolar afeta a capacidade dos pacientes para regular suas emoções com sucesso, o que os coloca em grande desvantagem em suas vidas. A situação é agravada pelos longos atrasos, às vezes de até 10 anos, no diagnóstico correto. O transtorno bipolar pode ser facilmente confundido com outras doenças, como depressão ou esquizofrenia", afirma Frangou.

































Frangou e sua equipe usaram a ressonância magnética para mapear o cérebro de pessoas com transtorno bipolar e de indivíduos saudáveis. Utilizando modelos computacionais avançados, eles conseguiram separar corretamente as pessoas com a doença de indivíduos saudáveis com 73% de precisão usando seus exames de imagem sozinhos.
Eles replicaram a descoberta em um grupo separado de pacientes e indivíduos saudáveis e encontraram uma taxa de precisão de 72%.
"O nível de precisão que conseguimos é comparável ao de muitos outros testes utilizados na medicina. Além disso, a digitalização do cérebro é muito aceitável para os pacientes já que a maioria das pessoas considera que este é um teste de diagnóstico de rotina", concluem os pesquisadores.
Fonte: Isaude.net

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Novo método melhora precisão do exame de ressonância magnética

 

30/04/2013 às 08h22:00

Técnica reduz interferência de macromoléculas na imagem e tem potencial para melhorar exame da cartilagem e do tecido cerebral

Foto: Philips Communications

Objetivo da pesquisa é melhorar método com mais de uma década, a troca química, que tem sido utilizada para melhorar as técnicas de ressonância magnética

Objetivo da pesquisa é melhorar método com mais de uma década, a troca química, que tem sido utilizada para melhorar as técnicas de ressonância magnética

Pesquisadores da Universidade de Nova York, nos EUA, criaram um novo método capaz de melhorar a precisão da ressonância magnética.

A técnica reduz a interferência de grandes macromoléculas que muitas vezes podem obscurecer as imagens geradas por processos químicos utilizados atualmente e tem potencial para melhorar o exame para a cartilagem, bem como para o tecido cerebral.

A pesquisa foi descrita na Scientific Reports.

"Nós encontramos uma maneira de eliminar os sinais de certas moléculas e, assim, limpar a imagem de partes do corpo que poderiam ser usadas por profissionais médicos, a fim de fazer diagnósticos", explica o pesquisador Alexej Jerschow.

O trabalho dos pesquisadores tem como objetivo melhorar um método com mais de uma década, a troca química, que tem sido utilizada para melhorar as técnicas de ressonância magnética. Segundo esta abordagem, os cientistas exploram o movimento dos átomos a partir de sua estrutura molecular natural até a água no organismo, a fim de aumentar sua visibilidade.

No entanto, esses esforços têm sido muitas vezes dificultados pela presença de macromoléculas, que continuam a obscurecer as moléculas menores que são de interesse para os médicos e outros profissionais de saúde nas avaliações.

A interferência das macromoléculas é o resultado de dois fenômenos: o seu tamanho e suas frequências.

O novo método da equipe focou em neutralizar a interferência da frequência das macromoléculas.

Anteriormente, os pesquisadores criaram uma técnica de imagem não invasiva de glycosaminogycans (GAGs), que são moléculas que servem como blocos de construção da cartilagem e estão envolvidas em várias funções vitais do corpo humano. Aqui, sob troca química, eles separaram os prótons GAG dos prótons da água, criando um agente de contraste inerente.

Testando a ideia em amostras de tecido, os pesquisadores descobriram que os prótons GAG disponíveis forneceram um tipo eficaz de realce de contraste, o que lhes permitiu monitorar facilmente GAGs através de um scanner de ressonância magnética clínica.

A fim de melhorar a visibilidade dos GAGs por meio de ressonância magnética, os pesquisadores tentaram bloquear o impacto de sinalização das macromoléculas que obscurecem a visualização de GAGs.

Para isso, eles se aproveitaram do amplo espectro de frequência das macromoléculas, uma característica que permite a fácil detecção e neutralização. Especificamente, os pesquisadores poderiam, com efeito, "clarear" o sinal de saída em simultâneo através de múltiplas frequências de irradiação. Como resultado, a interferência macromolecular diminuiu e aumentou a avaliação quantitativa de GAGs.

Fonte:

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