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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Fotos e vídeo mostram despejo de água de lastro na praia de Camburi

 

Fonte: SÉCULO DIÁRIO em http://www.seculodiario.com/exibir.php?id=4973&secao=10

Usada para diminuir calado de navios, água pode impactar o meio ambiente

Kauê Scarim

17/02/2013 17:37 - Atualizado em 17/02/2013 11:16

O Movimento Pó Preto registrou, na última sexta-feira (15), em fotos e vídeo, um navio despejando supostamente água de lastro na praia de Camburi, em Vitória, próximo ao terminal de grãos da siderúrgica Vale. A água de lastro é geralmente captada de rios ou mares e utilizada para garantir uma segurança operacional do navio e sua estabilidade, bem como para manter o calado dos navios.

A utilização consiste no enchimento de tanques das embarcações, com diferentes quantidades de água, para aumentar ou diminuir o calado dos navios.

Apesar de ser muito utilizada, a água de lastro pode trazer diversos problemas para o meio ambiente. O principal motivo é o fato de ela ser captada no porto de partida e despejada no porto receptor e, assim, os tanques conteriam uma mistura de águas de diferentes locais. Isso gera danos à flora e à fauna do lugar, já que os organismos presentes na água são exóticos ao novo local, em um processo chamado de bioinvasão.

Segundo a organização Água de Lastro Brasil, formada por pesquisadores do Departamento de Engenharia Naval e Oceânica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), os organismos que são introduzidos pela água de lastro variam de milímetros até peixes de 30 centímetros. 

As empresas da área estimam que aproximadamente 65 mil navios transoceânicos estejam operando atualmente, o que significa que há um transporte de aproximadamente 5 bilhões demetros cúbicos de água de lastro por ano e que 3 mil espécies de microorganismos podem ser transportadas na água de lastro de navios.

Para assistir ao vídeo feito pelo movimento, clique aqui.

Veja as fotos abaixo:

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Movimento Pó Preto completa um ano de cobranças ao Iema

 

Fonte: SÉCULO DIÁRIO em

Denúncias sobre emissões fugitivas de empresas acumulam-se no órgão, sem punição

Kauê Scarim

03/02/2013 19:36 - Atualizado em 03/02/2013 18:40

O Movimento Pó Preto, que costuma registrar, em fotos e vídeos, as emissões das empresas atuantes na Ponta de Tubarão - ArcelorMittal e Vale -, completa um ano de atuação neste fevereiro que se inicia, com uma pilha de denúncias acumuladas no Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), sem respostas.

Além de fotos e vídeos, o movimento também já fez várias solicitações ao Iema, como de dados da medição de Poeira Sedimentável (OS), acompanhadas das imagens-denúncias de emissões de poluentes, que em geral são respondidas pelo órgão com um texto padrão de “estímulo às empresas para que tomem providências de forma a evitar novos eventos”.

Neste ano, só as denúncias protocoladas no Iema sem resposta somam mais de 15. Além do Iema, o movimento também já encaminhou denúncias ao Ministério Público do Estado (MPES), às comissões de meio ambiente da Assembleia Legislativa (Ales) e à Câmara Municipal de Vitória (CMV) e a outros setores.

A poluição, o principal problema ambiental da Grande Vitória, encontra muita resistência para continuar a destruir a qualidade de vida e a saúde dos moradores da região. O Movimento Pó Preto trava, por exemplo, grande luta contra a liberação da Licença de Operação (LO) da 8ª Usina da Vale, pelo menos até que um padrão para o pó preto seja adotado no Estado. 

A entidade cobra uma resposta do Ministério Público do Estado (MPES) a um documento protocolado no órgão em julho do ano passado, que pede, dentre outras coisas, a não liberação da licença e uma série de estudos e justificativas técnicas das últimas ações de controle ambiental feitas sobre as empresas atuantes na Ponta de Tubarão.

O movimento mantém um abaixo-assinado aberto na internet - que já bate a marca de 470 assinaturas - pela divulgação dos números de medição de poeira pelo Iema, devendo estes apresentarem resultados compatíveis e que garantam um padrão de qualidade de vida satisfatória aos moradores da Grande Vitória.

Veja fotos registradas pelo movimento:

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