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terça-feira, 21 de maio de 2013

Café pode reduzir risco de cancro oral

21 de Maio - 2013
Um novo estudo da Sociedade Americana de Cancro revela que existe uma relação direta entre beber café e a redução do risco de morte devido a cancro oral e da faringe.


Entre os indivíduos estudados, os que bebiam mais do que quartro cafés por dia tinham metade da probabilidade de morrer de cancro oral do que aquelas que bebiam café apenas ocasionalmente ou que não bebiam.
Os investigadores analisaram o consumo de café e de chá nas pessoas envolvidas num estudo sobre prevenção do cancro a decorrer desde 1982. Entre os 968 432 homens e mulheres que não tinham cancro quando se inscreveram, 868 morreram de cancro oral ou da faringe durante os 26 anos de follow-up deste estudo.
Beber mais do que quatro cafés por dia foi relacionado com a redução do risco de cancro oral em 49% dos casos, quando comparado com os casos de pessoas que só bebiam café ocasionalmente ou que não bebiam de todo.
O café contém antioxidantes e outros componentes que podem ajudar a proteger contra o desenvolvimento ou progressão do cancro. Os maiores fatores de risco continuam a ser o consumo de tabaco e de álcool.
A responsável por este estudo, Janet Hildebrand, disse que “não estamos a recomendar que todas as pessoas bebam quatro cafés por dia. Isto é apenas uma boa notícia para aqueles que gostam de beber café. Podem haver outros efeitos do café que podem impedir as pessoas com alguns problemas de saúde de beber muita cafeína”.

por Ana Rita Costa

quinta-feira, 21 de março de 2013

Médicos americanos pedem redução da cafeína em energéticos

 

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1249667-medicos-americanos-pedem-reducao-da-cafeina-em-energeticos.shtml

21/03/2013 - 03h15

DO "NEW YORK TIMES"

The New York Times

Um grupo de 18 médicos, pesquisadores e especialistas em saúde pública estão pedindo à FDA (vigilância sanitária dos EUA) para agir contra os riscos da ingestão de altos teores de cafeína em energéticos para crianças e adolescentes.

"Há evidências na literatura científica de que os níveis de cafeína em energéticos traz riscos sérios à saúde", afirma o grupo.

Em carta à comissária da FDA, Margaret Hamburg, os médicos argumentam que os fabricantes não conseguiram seguir as exigências de segurança requeridas, especialmente no que toca a crianças e jovens. O grupo pede que a agência reguladora restrinja o conteúdo de cafeína nos produtos e exija que a embalagem dos produtos tenha o conteúdo da substância.

Os fabricantes insistem que seus produtos são seguros e que os níveis de cafeína, um estimulante, são equivalentes aos de outras bebidas muito consumidas, como o próprio café.

A FDA afirma que é seguro o consumo de cerca de 400 mg de cafeína por dia, ainda que muitos especialistas afirmam que a maioria dos adultos pode consumidor 600 mg ou mais sem prejuízos. Uma xícara de café Starbucks com 470 ml tem 330 mg de cafeína, quase o dobro de energéticos com o mesmo volume.

Mas ainda não se tem certeza do nível seguro de cafeína para adolescentes, dizem os especialistas. Em geral, considera-se que o consumo máximo seguro por dia deve ser menor do que para um adulto.

Na carta à FDA, o grupo de pesquisadores também destacou que os fabricantes anunciam os produtos de forma agressiva aos jovens.

Nos últimos anos, o número de visitas a hospitais ligadas ao consumo de energéticos cresceu muito nos EUA. Em 2011, houve 20.783 visitas à emergência hospitalar nas quais o energético era a causa do problema de saúde ou fator contribuinte. Em 2007, foram 10.068. Os problemas tipicamente ligados ao excesso de consumo de cafeína incluem ansiedade, dores de cabeça, batimentos cardíacos irregulares e infartos.

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