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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Música auxilia recuperação de pacientes depois de derrame

 

Fonte: G1 em http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL306297-5603,00-MUSICA+AUXILIA+RECUPERACAO+DE+PACIENTES+DEPOIS+DE+DERRAME.html

20/02/08 - 10h45 - Atualizado em 20/02/08 – 10h45

Pacientes melhoram atenção e memória. Tratamento deve ser iniciado precocemente.

Luis Fernando CorreiaEspecial para o G1

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Uma pesquisa realizada por médicos finlandeses demostrou que ouvir música auxilia a recuperação de pacientes que sofreram um acidente vascular cerebral. Divulgada em artigo publicado nesta quarta-feira (20) na versão na versão online da revista especializada "Brain", traz uma nova abordagem, complementar aos tratamentos convencionais.

Luis Fernando Correia é médico e apresentador do "Saúde em Foco", da CBN; veja o site

Os pesquisadores trabalharam com mais de 60 pacientes da Universidade de Helsinqui, na Finlândia que haviam sofrido um AVC e estavam recebendo tratamento de reabilitação habitual. O tratamento começava ser realizado assim que o paciente era admitido no hospital.

Os cientistas dividiram os pacientes em grupos que ouviram música diariamente, outros ouviam histórias gravadas (áudio-livros) ou somente recebiam o tratamento convencional de reabilitação.

Como muitos desses pacientes apresentam limitações motoras importantes, permanecem longos períodos do dia em seus leitos e muitas vezes sozinhos. A expectativa dos pesquisadores era de que a música e as histórias gravadas pudessem acelerar a recuperação através de uma estimulação mais constante.

Após três meses de tratamento, os pacientes do grupo que ouvia música apresentavam 60% de melhora na avaliação da memória verbal, o grupo dos livros gravados também mostrou progresso, porém mais modesto, somente 18%. Da mesma forma, a atenção e a capacidade de resolver pequenos problemas melhorou quase 20% naqueles que receberam o estímulo musical sem apresentarem diferenças nos outros dois grupos.

Um outro aspecto importante foi o de que os pacientes expostos à música tinham menos depressão e estavam em melhor estado psíquico, quando comparados aos outros.

Os cientistas acreditam que o tratamento deva ser iniciado o mais cedo possível, antes da fase de adapação das funcões cerebrais que se segue a um AVC.

Como esse estímulo é simples, barato e sem contra-indicações, os médicos de Helsinqui estarão desenvolvendo um projeto maior para avaliarem diferentes aspectos envolvidos, como tipos e ritmos variados.

Música e medicina são aliadas eficazes no controle da ansiedade

 

Fonte: ISAUDE em http://www.isaude.net/pt-BR/noticia/13755/geral/musica-e-medicina-sao-aliadas-eficazes-no-controle-da-ansiedade

publicado em 05/01/2011 às 10h55:00

 

Tocar um instrumento exige habilidades necessárias a um cirurgião, o que implica que um bom músico poderia se tornar um bom médico

Música e medicina associadas têm se mostrado eficazes para tratamento, cura e alívio da ansiedade. Estudantes da Faculdade de Física e Cirurgia (P&S) da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, fazem questão de preservar essa parceria, aprimorando suas habilidades como músicos amadores durante a "Segunda Musical", um programa apresentado mensalmente no Bard HallLounge.

Muitas vezes as pessoas veem com surpresa a presença de tantos estudantes de medicina entre os músicos. Alguns teorizam que a destreza necessária para tocar um instrumento musical pode imitar as habilidades necessárias a um cirurgião para realizar uma cirurgia delicada, o que implica que um bom músico poderia se tornar um bom cirurgião.

No entanto, uma explicação mais provável vem de Stephen W. Nicholas, da P&S, que tem sido um apoiador deste programa.

"Segundas Musicais é uma das grandes alegrias aqui no P & S", disse ele. "Para aqueles que se perguntam como é ser um músico ligado ao médico, eu dou a resposta: a auto-disciplina da prática, o trabalho da equipe, o ouvido interno, que ouve música em todos os lugares. Essas são características que fazem excelentes médicos e compassivo".

Benefícios da música para a saúde

 

Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO em http://www.portaleducacao.com.br/medicina-alternativa/artigos/12110/beneficios-da-musica-para-a-saude

3 de maio de 2012

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Música para relaxar e expressar as emoções

A música envolve a nossas vidas desde a infância. As crianças adoram ouvir música e cantar. Ainda no ventre materno, os bebês são estimulados ao ouvir sons musicais. Estudos comprovam que a música exerce poder sobre a cura e a manutenção da saúde e também pode ser usada como coadjuvante no tratamento de pessoas com algum tipo de deficiência mental. Crianças com dificuldades de aprendizado, idosos portadores de Alzheimer, entre outros problemas.

O ato de cantar leva a sensação de prazer e bem-estar, por isso a importância de ser usado como terapia. De acordo com Stephen Chun-Tao Cheng em sua obra "O Tao da Voz", ao cantar com uma voz expressiva e bem produzida, são criadas vibrações emocionais e sonoras que podem elevar o espírito, expandir a mente e fazer você se sentir além do seu ser. Há liberação das tensões nervosas e produção de energia. Isso leva a paz interior e alívio da sensação de carregar o mundo nas costas.

Um estudo, da Stanford University (Califórnia, Estados Unidos), comprova que a música ajuda a melhorar a capacidade do cérebro em distinguir entre sons que mudam rapidamente. Isto é a chave para compreender e utilizar a linguagem. Isto também confirma a noção de que o cérebro não é um órgão imutável, mas adaptável, o que significa que, com treino adequado, as pessoas podem melhorar a sua agilidade mental.

A música também é usada na terapia bioenergética. De acordo com esta teoria, sentimentos reprimidos, ansiedade, estresse e fadiga mental acabam se refletindo no corpo físico através de dores musculares. Estes problemas podem ser aliviados a través da liberação da tensão emocional e muscular, que pode realizada através do canto.

Segundo o psiquiatra John M Bellis, o uso do corpo como instrumento vê o uso da voz como recurso para olhar para dentro de nós mesmos e assim levar a liberação das tensões existentes. Nossa voz é produzida pelas pregas vocais, mas elas não são as únicas responsáveis pelo som.

É preciso um bom apoio respiratório, para que elas vibrem perfeitamente, tenham adução e apoio relacionado ao som. Esse apoio está no trabalho de ressonância e articulação. A ressonância é a propagação vibratória do som e é a base para o processo de cura através da música. Como nosso corpo é formado por grande quantidade de água, a condução sonora é favorecida. As ondas sonoras penetram o nosso corpo e as vibrações produzidas ativam o sistema nervoso simpático que aciona as células vivas e levam a um equilíbrio e a regulação da saúde.

Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 900 cursos online com certificado
http://www.portaleducacao.com.br/medicina-alternativa/artigos/12110/beneficios-da-musica-para-a-saude

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Os sons na saúde

 

Fonte: BRASIL ESCOLA em http://www.brasilescola.com/saude/os-sons-na-saude.htm


Diferentes tipos de sons podem trazer benefícios e malefícios à saúde

Diferentes tipos de sons são ouvidos diariamente. Um show musical, o trânsito, a boate, a escola ou faculdade, em casa, no trabalho, em um consultório médico, no supermercado, dentro do trem ou ônibus. Em praticamente todos os ambientes que se frequenta é quase impossível descansar um pouco os ouvidos. A música alta, as buzinas, a gritaria, a conversa simultânea dos colegas, músicas agradáveis e promoções anunciadas são alguns exemplos do cotidiano.

Os sons representam manifestações variadas e é por meio deles que parte da cultura é passada de geração a geração. As músicas, assim como os outros sons, causam emoções de diferentes intensidades em seus ouvintes, podendo ou não ser benéficas. Podem induzir estados alterados de consciência como acalmar o estado mental por meio de uma música lenta, enquanto ritmos mais rápidos tendem a gerar iniciativa de ação.

O excesso de sons e volume dos mesmos pode causar danos à saúde que vão desde insônia e estresse até mesmo pressão alta e derrame. Ruídos acima de 55 decibéis já são considerados prejudiciais ao organismo. Deixam os músculos tensos, o intestino fica lento, o coração acelera, o estômago se enche de suco gástrico, há alterações hormonais, a pessoa fica mais agressiva e com problemas de concentração, os órgãos genitais recebem menor quantidade de sangue, podendo causar queda no desejo sexual e dificuldades de ereção, além das comuns dores de cabeça. Assim, o corpo vive agitado, em estado de alerta, no qual é comum as pessoas sentirem dificuldades para se desligar e descansar profundamente após um dia comum.

Para evitar esses problemas é de grande importância aprender a relaxar, meditar, apreciar o silêncio e controlar a respiração, evitar locais onde o barulho é excessivo. Atividades físicas e alimentação saudável também contribuem para manter a boa saúde.

Por Giorgia Lay-Ang
Graduada em Biologia
Equipe Brasil Escola

CRIANÇAS: musiquinhas sobre higiene e saúde

 

Fonte: http://www.pragentemiuda.org/2008/04/musiquinhas-higiene-e-sade.html

TERÇA-FEIRA, 8 DE ABRIL DE 2008

É só clicar e baixar!!! Créditos a Músicas para Crianças.

Música produz bem-estar, acalma a mente e ajuda pacientes

 

Fonte: http://www.diarioweb.com.br/novoportal/Noticias/Saude/125988,,Musica+produz+bemestar,+acalma+a+mente+e+ajuda+pacientes.aspx

São José do Rio Preto, 17 de Fevereiro, 2013 - 1:42

Gisele Bortoleto

Mais de 15 hospitais recebem apresentações da Orquestra da Unesp pelo projeto “Música nos Hospitais”, idealizado pela Associação Paulista de Medicina (APM).

Não é por acaso que ela é uma das expressões de sabedoria popular mais conhecidas: “música para os ouvidos”. Música é uma combinação de sons rítmicos, harmônicos e melódicos, e muitos povos, através da história, acreditavam em seu efeito medicinal. A música tem sido utilizada de forma terapêutica por séculos e existem numerosos exemplos dos poderes curativos e preventivos da música, em vários documentos históricos, de diferentes culturas.

Achados arqueológicos mostraram que o homem primitivo doente usava a música como uma forma de acalmar os deuses. Os egípcios, em torno de 1500 a.C., achavam que a música poderia aumentar sua fertilidade. Enquanto gregos e romanos acreditavam na harmonia do corpo e da alma através da música.

Os filósofos gregos Aristóteles e Platão há séculos já sabiam que a música pode, sim, afetar a saúde das pessoas. Mas essa relação só foi estudada a fundo bem mais tarde, após 1940, quando, no fim da Segunda Guerra Mundial, músicos foram chamados para tocar em hospitais e ajudar no tratamento dos feridos. A experiência deu certo. Médicos norte-americanos decidiram, então, habilitar profissionais para utilizar a música como terapia. Ao que, em 1944, surgiu o primeiro curso de musicoterapia, na Universidade Estadual de Michigan, nos Estados Unidos.

A partir daí, correu o mundo com a mesma velocidade que as pesquisas que são realizadas até hoje para comprovar sua eficácia e incentivar sua aplicação na busca de uma medicina mais humanizada. Um estudo feito pela Arts and Quality of Life Research Center, na Filadélfia, nos Estados Unidos, comprovou que a música reduz as taxas de respiração e de batimentos cardíacos. O estudo mostrou que pacientes com doença arterial coronariana encontraram benefícios em ouvir música, como a redução da pressão sanguínea e da ansiedade.

Médicos também observaram que tocar música clássica enquanto operam seus pacientes pode beneficiá-los tanto que até o período de recuperação é mais rápido. Um estudo feito no Hospital John Radcliffe, em Oxford, Reino Unido, encorajou os pacientes a ouvir peças de Beethoven, Vivaldi, Bach e Frank Sinatra durante as cirurgias. Um total de 96 pacientes submetidos a pequenos procedimentos foram divididos aleatoriamente para participar de operações com música ou silêncio. Todos estavam acordados durante as cirurgias, que incluíram a remoção rotineira de lesões na pele e a limpeza de feridas em membros superiores após acidentes.

A metade dos pacientes que ouviu música clássica durante sua operação relatou níveis de ansiedade mais baixos e respiração mais lenta do que os demais. “Ser submetido a uma cirurgia pode ser uma experiência estressante para os pacientes, e encontrar maneiras de torná-los mais confortáveis deve ser nosso objetivo como clínicos”, disse o cirurgião plástico Hazim Sadideen, que liderou o projeto.

O trabalho, segundo ele, foi a primeira tentativa feita para medir o impacto da música neste grupo específico de pacientes, ressaltando a necessidade de maior investigação para determinar se a música deve tornar-se parte da prática médica comum.A musicoterapia, dizem as mais recentes pesquisas, é capaz de beneficiar os pacientes antes, durante e depois dos procedimentos cirúrgicos, diminuindo a angústia, a percepção da dor, a quantidade de anestésicos e o tempo de restabelecimento. A confirmação desta vez veio da Universidade de Kentucky, também nos Estados Unidos. As canções, segundo o estudo, devem ser escolhidas por um profissional especializado, embora o gosto do paciente também deva ser levado em conta.

Efeito em crianças

Um estudo feito em 2005 pela cardiologista pediátrica Thamine Hatem, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), demonstrou o efeito terapêutico da música em crianças em pós-operatório de cirurgia cardíaca.

Em um ensaio clínico, foram avaliadas 84 crianças e jovens, com faixa etária de 1 a 16 anos, nas primeiras 24 horas após a cirurgia, submetidas à sessão de 30 minutos de musicoterapia. A conclusão do trabalho mostrou a regularidade de sinais vitais nos pequenos pacientes, como frequência cardíaca e respiratória, melhora do consumo de oxigênio, bem como redução na dor.

“O estudo mostrou que há um número considerável de artigos que demonstram o efeito positivo da música na medicina, indicando que a música é uma importante aliada no combate dos agravos da saúde e parceira inseparável na busca de uma medicina mais humanizada”, diz a médica.

Em dez anos, público (médicos e pacientes) passa de 30 mil

Projeto adota música nos hospitais

No Brasil, a atividade é incentivada por entidades médicas. Um projeto, o “Música nos Hospitais”, idealizado pela Associação Paulista de Medicina (APM), em 2002, surgiu com o objetivo de levar uma orquestra para se apresentar no principal ambiente de trabalho do médico. No início, com o nome “Música ao meio-dia”, os concertos eram realizados pela Orquestra da Unesp, nos auditórios das instituições de saúde. Em 2004, a orquestra foi definitivamente contratada e as apresentações passaram a ser feitas nos pátios, recepções e demais locais de fácil circulação dentro dos hospitais - inclusive nos andares de internação.

Aproximadamente 30 mil pessoas, entre médicos, funcionários, pacientes e visitantes já participaram dos concertos. Cada hospital passa por uma visita técnica antes de integrar o roteiro do projeto. Por ano, mais de 15 deles recebem a apresentação da orquestra, em diversas cidades do Brasil. A maioria está em São Paulo, mas outros estados já foram contemplados.

Mente calma

A música, assim como a atividade física, a meditação e a contemplação ou o silêncio, acalma a mente. “E, consequentemente, diminui a produção de vários hormônios que intoxicam em excesso, como cortisol e adrenalina, aumenta a produção de endorfina e serotonina e, com isso, aumenta o sistema imunológico ativo responsável por combater células que estão crescendo em um padrão desordenado”, diz o coach e neurologista Eduardo Silva, do Centro do Cérebro e Coluna, de Rio Preto.

Na Maternidade São Luís (SP), a música está nas salas de parto, assim como no centro obstétrico. Na hora do parto, no entanto, fica a critério dos pais utilizá-la ou não. Muitos deles acabam optando por músicas às quais o bebê foi exposto durante a gestação. A prática é incentivada pelo hospital nos cursos de pré-natal.

A musicoterapia também é utilizada desde 2002 no departamento de Oncologia do Hospital Israelita Albert Eisntein (SP). A prática ajuda na resolução de conflitos emocionais e aceitação do câncer, na aderência ao tratamento, no alívio da dor e até no processo de fim de vida e elaboração do luto.

Médico diz que música pode contribuir para mudança comportamental em pacientes de Alzheimer

 

Fonte: EBC NOTICIAS em http://www.ebc.com.br/noticias/saude/galeria/videos/2013/02/sessao-de-musicoterapia-com-pacientes-de-alzheimer

Publicado em 20/02/2013

O médico geriatra Marco Polo Dias Freitas explica os benefícios que pacientes com mal de Alzheimer podem obter por meio de tratamento alternativo de musicoterapia. Com o avanço da doença, os pacientes passam a sofrer com agitação, perambulação, insônia, passam a comer muito, ou mesmo pouco se alimentam. Segundo Marco Polo, a música pode trazer melhoras comportamentais.

Sessão de musicoterapia com pacientes de Alzheimer

 

Fonte: EBC NOTÍCIAS em http://www.ebc.com.br/noticias/saude/galeria/videos/2013/02/sessao-de-musicoterapia-com-pacientes-de-alzheimer

Thiago Pimenta - Portal EBC20/02/2013

Pacientes de Alzheimer relembram músicas que marcaram épocas de suas vidas em tratamento de musicoterapia. Segundo o maestro Sérgio Kolodziey, a música trabalha com o inconsciente das pessoas, transportando-as para um momento em que foram felizes.

SP: música nos hospitais

 

Fonte: ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE MEDICNA em http://www.apm.org.br/musica-nos-hospitais.aspx

A Associação Paulista de Medicina e a Sanofi mantêm o programa há nove anos. Já foram realizadas mais de 100 apresentações pela Orquestra do Limiar em diversas instituições hospitalares da capital paulista, interior de São Paulo e outras capitais como Recife, Salvador e Brasília.

Assista a um vídeo sobre o programa. AQUI o canal no YouTube com outros vídeos.


Aguarde a programação 2013!


Mais Informações:

Departamento Cultural da APM
(11) 3188-4302 ou cultural@apm.org.br

Theodor Billroth: medicina e música

 

Fonte:  ARTE MÉDICA em http://medicineisart.blogspot.com.br/2010/06/theodor-billroth-medicina-e-musica.html

DOMINGO, 27 DE JUNHO DE 2010

“É uma das superficialidades do nosso tempo julgar como opostas a ciência e a arte. A imaginação é mãe de ambas.” Theodor Billroth
Christian Albert Theodor Billroth, conhecido como “pai” da moderna cirurgia abdominal, também foi um talentoso pianista e violinista amador.

O MÉDICO:

Billroth trabalhou como médico de 1853-1860 na Charité , em Berlim. De 1860-1867 foi professor na Universidade de Zurique e diretor do hospital cirúrgico de Zurique. Lá, publicou seu livro clássico: Die Allgemeine chirurgische Pathologie und Therapie (1863). Cinco anos depois, Billroth tornou-se professor de cirurgia na Universidade de Viena e, posteriormente, foi nomeado chefe da Clínica Cirúrgica II no Krankenhaus Allgemeine (Hospital Geral de Viena), foi nessa instituição que ele desenvolveu plenamente seus extraordinários talentos e inovações nas técnicas cirúrgicas. O quadro abaixo, pintado por Seligman em 1890, retrata Billroth operando no Krankenhaus Allgemeine:

O cirurgião, descrito como intuitivo e inventivo, foi responsável por uma série de cirurgias, incluindo a primeira esofagectomia (1871), a primeira laringectomia (1873) e a mais famosa, a gastrectomia (1881) para câncer gástrico que recebeu seu nome (Billroth I – gastrectomia com duodenostomia e Billroth II – gastrectomia com jejunostomia). Conta-se que Billroth foi apedrejado quase até a morte nas ruas de Viena, quando o primeiro paciente submetido à gastrectomia morreu após o procedimento.

O MÚSICO:

Relatos biográficos deixam claro que o primeiro amor de Billroth foi a música. Quando jovem, não pensava em ser médico; graças ao incentivo da mãe e família, entrou na escola médica, onde foi considerado um aluno deficiente e com incapacidade de se concentrar em quaisquer coisas que não a música. Tempos depois, apaixonado pela profissão de médico, o cirurgião escreveria “Descobri que a medicina é uma arte tão encantadora quanto as outras”. Passou a valorizar seu ofício, mas mesmo depois que tornou-se famoso como cirurgião, Billroth continuou a ser apaixonado por música clássica. Seus avós, ambos profissionais cantores de ópera, ensinaram-o a tocar piano durante a infância, desde então passou a ser familiarizado com as obras de compositores clássicos. Em 1960, Billroth conheceu Johannes Brahms, época em que o compositor era ainda uma estrela em ascensão da cena musical vienense. Eles se tornaram amigos íntimos, e, influenciado por ele, o cirurgião resolveu escrever um livro chamado "Wer ist Musikalisch?" , segundo ele, tratava-se de uma “pequena obra fisiológica e psicológica sobre a música”. A obra, publicada postumamente por Hanslick, foi uma das primeiras tentativas de aplicar métodos científicos à musicalidade. Em 1887, vítima de insuficiência cardíaca, Billroth morreu em Opatija, Áustria-Hungria , antes que pudesse concluir a investigação.

O notável médico historiador Henry Sigerist descreveu Billroth como um herói carismático e um dos mais agradáveis personagens da história da cirurgia.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Kazi RA, Peter RE. "Christian Albert Theodor Billroth: master of surgery"; J Postgrad Med 2004; 50:82-83.
Tan S Y, MD, JD and Davis C A; “Theodor Billroth (1829-1894): pioneer of modern surgery”; Singapore Med J 2008; 49 (1) : 4

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

A interface música, cérebro, neurodesenvolvimento e saúde

 

Fonte:  NEUROCIÊNCIAS EM DEBATE em http://cienciasecognicao.org/neuroemdebate/?p=532

nov 23

por Paulo Estevão Andrade e Elisabete Castelon Konkiewitz

1. Introdução

tocadores de Didgeridoo-aborígenes da Australia

A música sempre esteve presente em todas as culturas humanas existentes ou extintas, e sempre ligada às emoções. Ela deixa as pessoas alegres ou tristes, calmas ou ansiosas. Ela é inerente às interações mãe-criança e às tradições orais em rituais de música e dança e jogos. A presença ubíqua da música nas culturas humanas, e a similaridade funcional com que se manifesta, sugere uma profunda necessidade humana de criar, ouvir e fazer música, e uma natureza humana profundamente musical.

Entretanto, numa visão eminentemente culturalista da música, Abbate (1991 apud CROSS, 2001, p.1) sustenta que nossa percepção da música é sempre mediada pelas fórmulas verbais: “Não há nada de imanente em um trabalho musical (além da realidade material de seus traços sônicos e escritos) e nossas percepções das formas, configurações, significados, gestos e símbolos são sempre mediados pelas fórmulas verbais, como em uma escala maior pela ideologia e cultura”. Muitos teóricos, influenciados por essa abordagem também acreditam que as emoções musicais são dependentes da cultura e, portanto, não verdadeiras (Cross, 2001).

Porém, nos últimos 20 anos já se produziu evidência consistente e suficiente para acreditarmos que a percepção da música, com sua universalidade e seu imenso poder emocional, pode ser estudada em bases objetivas e científicas. Estes estudos estão revelando de forma crescente consistente que a música é um comportamento universal e, apesar das óbvias diferenças culturais, apresenta uma série de princípios universais de organização, e processamento afetivo, descortinando um horizonte promissor e amplo de utilização da música na educação e na saúde, tanto no aspecto cognitivo quanto no emocional

2. Universalidades Comportamentais e Neurológicas

Cada vez mais os princípios de seleção sexual e natural têm levado em consideração as evidências antropoculturais e os estudos psicológicos interculturais que revelam a existência de comportamentos e mecanismos cognitivos universais, tais como os números, a música e a linguagem, que, ao que tudo indica, são adaptações universais evolutivamente determinadas. Nesta perspectiva, o processo de seleção natural molda as espécies à sua ecologia não somente nos seus tratos físicos (força, agilidade, resistência, etc.) e fisiológicos (imunidade, alimentação, etc.), mas também nos seus tratos comportamentais, como a percepção dos objetos, sua permanência no tempo e no espaço, sua localização e numerosidade, assim como comportamentos sociais como a linguagem, a música, etc. A existência de comportamentos e mecanismos cognitivos que, pela sua universalidade, presença precoce em membros imaturos da espécie e grau de automaticidade com que são processados, sugere adaptações evolutivamente determinadas (GAZZANIGA, IVRY, MANGUN, 2006). Hoje, todas as evidências convergem no sentido de que a habilidade musical é um componente essencial da natureza humana e não há nenhuma sociedade conhecida desprovida de música (WALLIN, MERKER, & BROWN, 2000; para uma revisão veja ANDRADE, 2004).

Uma flauta com cerca de 30 mil anos,
feita a partir do marfim das presas de um mamute, tem 18,7cm.
Encontrada na suábia-sul da Alemanha

Uma vez que o cérebro é o órgão do comportamento a existência de comportamentos distintos e universais parecem refletir a seleção de sistemas neurais relativamente distintos selecionados pela evolução, e sua compreensão é fundamental para todos envolvidos na área da saúde (e também na educação). Estudos com lesões e neuroimagens mostram que uma significativa porção do cérebro humano é devotada de forma mais ou menos específica a comportamentos relevantes para a sobrevivência, formando sistemas cognitivos distintos para o processamento dos atributos físicos, biológicos e sociais do meio. Estudos sobre o desenvolvimento cerebral suportam uma estruturação cortical geneticamente determinada e a existência, desde o nascimento, de áreas cerebrais citoarquitetonicamente muito bem definidas e distintas que sugerem, de fato, certas especializações neuroanatômicas moldadas pela evolução biológica (veja ANDRADE,2006 a,b).

2. Cérebro, comportamento e cultura

Áreas do córtex cerebral superfície lateral

Assim, a porção posterior do neocórtex contém as áreas sensório-motoras específicas (unimodais) da visão (córtex occipital), audição (córtex temporal superior), tato (córtex parietal anterior), motricidade (córtex frontal), e as áreas de integração sensório-perceptiva no córtex parietal posterior. A parte anterior do neocórtex contém as áreas multimodais do córtex pré-frontal, o mais recente de todos, que se comunica com todas as áreas unimodais e é o principal centro do planejamento e controle das emoções. Já, o processamento das emoções biologicamente primárias (prazer/recompensa, alegria, tristeza, medo, raiva, e nojo) se dá em estruturas subcorticais filogeneticamente antigas no centro do cérebro, como o hipotálamo, gânglios basais, amídala, insula, bem como no córtex orbitofrontal (a parte inferior do córtex pré-frontal que fica logo acima das órbitas oculares) (GAZZANIGA, IVRY, MANGUN, 2006). Com relação à relativa especialização cerebral para certos comportamentos universais, os estudos com lesões e neuroimagem revelam áreas cruciais para a linguagem nos córtices frontal inferior, temporal superior e médio e temporoparietal do hemisfério esquerdo que, juntas, são globalmente referidas como áreas perisilvianas por ficarem em volta do sulco de Sylvius que separa o lobo temporal dos lobos frontal e parietal. O domínio espacial (processamento dos atributos físicos e navegação no ambiente) parece depender de circuitos temporoparietais do hemisfério direito, e o domínio numérico, intimamente relacionado ao espacial, parece envolver parte deste circuito bilateralmente (DRONKERS et al., 2004; para uma revisão veja ANDRADE, 2006a,b). A música parece depender crucialmente de circuitos neurais fronto-temporo-parietais do hemisfério direito, embora envolva extensas áreas dos dois hemisférios compartilhadas com outros domínios como linguagem e cognição espacial (ANDRADE, 2004).

Áreas do córtex cerebral-corte sagital- visão medial

A inextricável ligação entre biologia e cultura é brilhantemente discutida por Geary (1996, 2001 apud ANDRADE & PRADO, 2003, p. 73-80) que, baseado em evidências, discute sobre como essas habilidades ‘biologicamente primárias’, como representação e navegação do espaço físico e numerosidade, habilidades sócio-cognitivas, etc. constituem um ‘esqueleto cognitivo’ no qual se desenvolvem as habilidades ‘biologicamente secundárias’ culturalmente desenvolvidas, tais como a aprendizagem dos símbolos numéricos e algébricos, do uso do sistema decimal, dos cálculos, a escrita e a música, respectivamente. Embora as habilidades secundárias dependam das habilidades biológicas primárias, o seu desenvolvimento é totalmente dependente da valoração cultural e práticas formais escolares, as quais, por sua vez, diferem de uma cultura para outra (ANDRADE & PRADO, 2003).

3. Aspectos universais do comportamento musical

Saraswati- deusa indu das artes, da música e do conhecimento

A pesquisa em bebês e as comparações inter-culturais são duas das principais abordagens empíricas para o estudo da contribuição dos aspectos culturais e universais para vários comportamentos, incluindo a música. A pesquisa com bebês ajuda a esclarecer as predisposições para o processamento musical que transcendem a cultura e a descrever como as propriedades específicas da cultura se desenvolvem (ANDRADE, 2004). As investigações inter-culturais comparam as respostas de ouvintes de contextos histórico-culturais diferentes procurando por fatores transcendentes à cultura e fatores específicos da cultura.

Adultos através das culturas brincam de jogos de imitação com as suas crianças que incorporam o caráter temporal da “alternância de vez” que também está presente na “dança rítmica” entre mãe e criança. Bebês humanos interagem com seus cuidadores produzindo e respondendo a padrões de som e ação. Estas interações controladas no tempo envolvem sincronismo e “alternância da vez” e são empregadas na modulação e regulação de estados afetivos bem como na aquisição e controle da atenção compartilhada

Primeiro, com relação à universalidade, há evidência de características comuns entre todas as músicas do mundo nos princípios subjacentes às melodias tais como: a) a organização das notas dentro de escalas musicais contendo de 5 a7 tons fechando no intervalo de oitava (escalas diatônicas consonantes), b) nas respostas às consonâncias e dissonâncias dos intervalos musicais (combinação de duas notas diferentes), e c) na organização temporal com uma tendência a formação de ritmos métricos (durações baseadas numa pulsação regular) (para uma revisão da literatura psicológica e neurocientífica veja ANDRADE, 2004). Há universalidade também nas expectativas melódicas, isto é, quais notas são esperadas, ou que melhor se encaixam como conseqüentes após uma dada seqüência de notas antecedentes (Eerola, 2003), bem como no julgamento emocional-afetivo das várias características musicais, como tempo (lento ou rápido), consonância (dissonante ou consonante), complexidade, intensidade, etc. (BALKWILL et al., 2004). Quanto à precocidade, hoje sabemos que os bebês processam os padrões musicais de forma muito semelhante aos adultos, preferindo os padrões universais acima reportados a outros, além de possuírem memória de longo prazo para melodias (ANDRADE, 2004; ANDRADE & BHATTACHARYA, 2003).

Córtex parietal: Área cerebral multimodal que integra informações de diferentes áreas sensoriais:
visão, audição, tato, e propriocepção, envolvidos na construção de um modelo coeso do espaço externo
a partir da associação das informações de diferentes modalidades sensório-perceptivas.

Além disso, as emoções musicais são reais e a maioria das pessoas alega ouvir música porque ela provoca emoções e alivia o tédio (PANKSEPP, 1995). Hoje também sabemos que ela não simplesmente simboliza emoções cuja compreensão ou apreciação depende exclusivamente da apropriação cultural dos códigos do sistema musical, mas sim é capaz de disparar fortes emoções de uma forma universal e independentemente da história sócio-cultural do ouvinte. As fortes emoções musicais podem ser de valências tanto positivas quanto negativas, e são altamente consistentes entre os sujeitos de várias culturas, tanto em estudos intra quanto inter-culturais, e com aspectos particulares e universais da estruturação musical (KRUMHANSL, 1997; BALKWILL et al., 2004). Essas respostas emocionais são acompanhadas por alterações psicofisiológicas ou autonômicas, como na circulação sanguínea, condutividades elétrica da pele, temperatura corporal, etc. (KRUMHANSL, 1997; KHALFA et al., 2002), as quais são geralmente descritas pelas pessoas como arrepios, calafrios, lacrimejamento, etc e estão relacionadas a ativações de áreas subcorticais das emoções envolvidas no comportamento aversivo (de fuga), tal como o giro parahipocampal, amídalas e outras, e no comportamento de recompensa/prazer (sexo, alimento) tais como o sistema mesolímbico de dopamina, córtex orbitofrontal e outras (BROWN et al., 2004).

A lição de música, 1877, por Lord Frederick Leighton

4. A interface música e saúde

Essas propriedades universais da música refletem propriedades anatômicas e fisiológicas de nossos circuitos auditivos, evoluídos para o processamento de eventos acústicos biologicamente relevantes (TRAMO et al., 2001): ”…nosso amor pela música reflete uma habilidade ancestral de nossos cérebros em transmitir e receber sons emocionais básicos” biologicamente relevantes e de efetuar “…movimentos rítmicos de nosso aparato motor instintivo/emocional evoluídos para indicar certos estados que possam promover ou prejudicar nosso bem estar (PANKSEPP and BERNATZKY, 2002, p.134).

De fato, os processos neurais subjacentes às respostas estéticas da música são muito mais claros e facilmente detectáveis cientificamente do que os das artes visuais (RAMACHANDRAN and HIRSTEIN, 1999), provavelmente porque a música deve exercer influências mais diretas e poderosas nos sistemas emocionais subcorticais do que as artes visuais. De fato, há estudos preliminares que mostram que drogas como a Naloxona e a Naltrexona, substâncias antagonistas (ou bloqueadoras) da ação de opióides endógenos (fabricados pelo próprio corpo) que são neurotransmissores envolvidos no sistema de recompensa/prazer e da analgesia, também reduzem as emoções e arrepios com a música (PANKSEPP and BERNATZKY, 2002).

Assim, com base nas evidências antropoculturais, neurobiológicas, e de estudos sobre o uso da música na saúde, nós argumentamos que:

a)      Diferentemente da linguagem oral, a música é tanto polissêmica e emocional quanto ‘corporificada’, envolvendo não somente o som, mas também a ação. Aqui, definiremos a música como uma forma de comunicação baseada no som construída a partir da organização sonora na altura (tons) e no tempo (metro e ritmo), corporificada no movimento e essencialmente emocional.

b)      Apesar de possuir substratos neurais relativamente específicos (circuitos temporo-frontais do hemisfério direito), a música é o comportamento que mais envolve áreas cerebrais distintas, incluindo as áreas lingüísticas esquerdas e, bilateralmente, áreas visuo-espaciais e motoras (veja ANDRADE, 2004). Seu amplo espectro cognitivo tem efeitos terapêuticos na melhora da memória autobiográfica em pacientes com demência, melhora nos sintomas de heminegligência em pacientes com AVC, repetição de palavras e memória verbal em pacientes afásicos, bem como capacidades cognitivas gerais de pacientes com demência. Melhorias significativas na habilidade de comunicação em crianças autistas (SÄRKÄMÖ et al., 2008) e habilidades fonológicas e de leitura-escrita em crianças disléxicas também têm sido demonstradas (OVERY, 2003). Os efeitos motores positivos da música já estão amplamente confirmados em pacientes com mal de Parkinson (PACCHETTI et al., 2000). Esses benefícios provavelmente também se devem ao poder emocional-afetivo da música.

c)      A música desencadeia natural e automaticamente emoções biologicamente primárias, como alegria e tristeza, surpresa e medo, raiva, nojo, etc. Emoções musicais negativas (principalmente música dissonante) ativam o giro parahipocampal e a amídala e estão associadas à liberação de noradrenalina na circulação sangüínea, correlatos neurofisiológicos do comportamento de fuga ou medo.  Emoções musicais positivas (principalmente música consonante) ativam áreas cerebrais envolvidas no comportamento de recompensa/prazer (sexo, alimento, etc.), como o sistema mesolímbico de dopamina (área tegmentar ventral do mesencéfalo e o núcleo acumbente dos gânglios da base) e o córtex orbitofrontal (veja Andrade, 2004). Assim, a audição de música relaxante/prazeirosa (consonante) incrementa a recuperação das funções respiratórias e cardiovasculares e diminui o nível de cortisol após o estresse (KHALFAet al., 2003), reduz a ansiedade a depressão (SÄRKÄMÖ et a., 2008), e possui efeitos analgésicos (ROY et al., 2008).

d)     Graças à plasticidade cerebral, a música é uma poderosa ferramenta terapêutica de baixo custo e risco, com efeitos positivos significativos na atenção, processamento semântico, memória, funções motoras e emoções. A música pode e deve ser usada tanto em casos clínicos de lesões cerebrais e doenças degenerativas, como em intervenções de distúrbios do comportamento e emocionais, e, finalmente, em intervenções psicopedagógicas.

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