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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Música auxilia recuperação de pacientes depois de derrame

 

Fonte: G1 em http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL306297-5603,00-MUSICA+AUXILIA+RECUPERACAO+DE+PACIENTES+DEPOIS+DE+DERRAME.html

20/02/08 - 10h45 - Atualizado em 20/02/08 – 10h45

Pacientes melhoram atenção e memória. Tratamento deve ser iniciado precocemente.

Luis Fernando CorreiaEspecial para o G1

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Uma pesquisa realizada por médicos finlandeses demostrou que ouvir música auxilia a recuperação de pacientes que sofreram um acidente vascular cerebral. Divulgada em artigo publicado nesta quarta-feira (20) na versão na versão online da revista especializada "Brain", traz uma nova abordagem, complementar aos tratamentos convencionais.

Luis Fernando Correia é médico e apresentador do "Saúde em Foco", da CBN; veja o site

Os pesquisadores trabalharam com mais de 60 pacientes da Universidade de Helsinqui, na Finlândia que haviam sofrido um AVC e estavam recebendo tratamento de reabilitação habitual. O tratamento começava ser realizado assim que o paciente era admitido no hospital.

Os cientistas dividiram os pacientes em grupos que ouviram música diariamente, outros ouviam histórias gravadas (áudio-livros) ou somente recebiam o tratamento convencional de reabilitação.

Como muitos desses pacientes apresentam limitações motoras importantes, permanecem longos períodos do dia em seus leitos e muitas vezes sozinhos. A expectativa dos pesquisadores era de que a música e as histórias gravadas pudessem acelerar a recuperação através de uma estimulação mais constante.

Após três meses de tratamento, os pacientes do grupo que ouvia música apresentavam 60% de melhora na avaliação da memória verbal, o grupo dos livros gravados também mostrou progresso, porém mais modesto, somente 18%. Da mesma forma, a atenção e a capacidade de resolver pequenos problemas melhorou quase 20% naqueles que receberam o estímulo musical sem apresentarem diferenças nos outros dois grupos.

Um outro aspecto importante foi o de que os pacientes expostos à música tinham menos depressão e estavam em melhor estado psíquico, quando comparados aos outros.

Os cientistas acreditam que o tratamento deva ser iniciado o mais cedo possível, antes da fase de adapação das funcões cerebrais que se segue a um AVC.

Como esse estímulo é simples, barato e sem contra-indicações, os médicos de Helsinqui estarão desenvolvendo um projeto maior para avaliarem diferentes aspectos envolvidos, como tipos e ritmos variados.

Música e medicina são aliadas eficazes no controle da ansiedade

 

Fonte: ISAUDE em http://www.isaude.net/pt-BR/noticia/13755/geral/musica-e-medicina-sao-aliadas-eficazes-no-controle-da-ansiedade

publicado em 05/01/2011 às 10h55:00

 

Tocar um instrumento exige habilidades necessárias a um cirurgião, o que implica que um bom músico poderia se tornar um bom médico

Música e medicina associadas têm se mostrado eficazes para tratamento, cura e alívio da ansiedade. Estudantes da Faculdade de Física e Cirurgia (P&S) da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, fazem questão de preservar essa parceria, aprimorando suas habilidades como músicos amadores durante a "Segunda Musical", um programa apresentado mensalmente no Bard HallLounge.

Muitas vezes as pessoas veem com surpresa a presença de tantos estudantes de medicina entre os músicos. Alguns teorizam que a destreza necessária para tocar um instrumento musical pode imitar as habilidades necessárias a um cirurgião para realizar uma cirurgia delicada, o que implica que um bom músico poderia se tornar um bom cirurgião.

No entanto, uma explicação mais provável vem de Stephen W. Nicholas, da P&S, que tem sido um apoiador deste programa.

"Segundas Musicais é uma das grandes alegrias aqui no P & S", disse ele. "Para aqueles que se perguntam como é ser um músico ligado ao médico, eu dou a resposta: a auto-disciplina da prática, o trabalho da equipe, o ouvido interno, que ouve música em todos os lugares. Essas são características que fazem excelentes médicos e compassivo".

Benefícios da música para a saúde

 

Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO em http://www.portaleducacao.com.br/medicina-alternativa/artigos/12110/beneficios-da-musica-para-a-saude

3 de maio de 2012

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Música para relaxar e expressar as emoções

A música envolve a nossas vidas desde a infância. As crianças adoram ouvir música e cantar. Ainda no ventre materno, os bebês são estimulados ao ouvir sons musicais. Estudos comprovam que a música exerce poder sobre a cura e a manutenção da saúde e também pode ser usada como coadjuvante no tratamento de pessoas com algum tipo de deficiência mental. Crianças com dificuldades de aprendizado, idosos portadores de Alzheimer, entre outros problemas.

O ato de cantar leva a sensação de prazer e bem-estar, por isso a importância de ser usado como terapia. De acordo com Stephen Chun-Tao Cheng em sua obra "O Tao da Voz", ao cantar com uma voz expressiva e bem produzida, são criadas vibrações emocionais e sonoras que podem elevar o espírito, expandir a mente e fazer você se sentir além do seu ser. Há liberação das tensões nervosas e produção de energia. Isso leva a paz interior e alívio da sensação de carregar o mundo nas costas.

Um estudo, da Stanford University (Califórnia, Estados Unidos), comprova que a música ajuda a melhorar a capacidade do cérebro em distinguir entre sons que mudam rapidamente. Isto é a chave para compreender e utilizar a linguagem. Isto também confirma a noção de que o cérebro não é um órgão imutável, mas adaptável, o que significa que, com treino adequado, as pessoas podem melhorar a sua agilidade mental.

A música também é usada na terapia bioenergética. De acordo com esta teoria, sentimentos reprimidos, ansiedade, estresse e fadiga mental acabam se refletindo no corpo físico através de dores musculares. Estes problemas podem ser aliviados a través da liberação da tensão emocional e muscular, que pode realizada através do canto.

Segundo o psiquiatra John M Bellis, o uso do corpo como instrumento vê o uso da voz como recurso para olhar para dentro de nós mesmos e assim levar a liberação das tensões existentes. Nossa voz é produzida pelas pregas vocais, mas elas não são as únicas responsáveis pelo som.

É preciso um bom apoio respiratório, para que elas vibrem perfeitamente, tenham adução e apoio relacionado ao som. Esse apoio está no trabalho de ressonância e articulação. A ressonância é a propagação vibratória do som e é a base para o processo de cura através da música. Como nosso corpo é formado por grande quantidade de água, a condução sonora é favorecida. As ondas sonoras penetram o nosso corpo e as vibrações produzidas ativam o sistema nervoso simpático que aciona as células vivas e levam a um equilíbrio e a regulação da saúde.

Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 900 cursos online com certificado
http://www.portaleducacao.com.br/medicina-alternativa/artigos/12110/beneficios-da-musica-para-a-saude

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Música produz bem-estar, acalma a mente e ajuda pacientes

 

Fonte: http://www.diarioweb.com.br/novoportal/Noticias/Saude/125988,,Musica+produz+bemestar,+acalma+a+mente+e+ajuda+pacientes.aspx

São José do Rio Preto, 17 de Fevereiro, 2013 - 1:42

Gisele Bortoleto

Mais de 15 hospitais recebem apresentações da Orquestra da Unesp pelo projeto “Música nos Hospitais”, idealizado pela Associação Paulista de Medicina (APM).

Não é por acaso que ela é uma das expressões de sabedoria popular mais conhecidas: “música para os ouvidos”. Música é uma combinação de sons rítmicos, harmônicos e melódicos, e muitos povos, através da história, acreditavam em seu efeito medicinal. A música tem sido utilizada de forma terapêutica por séculos e existem numerosos exemplos dos poderes curativos e preventivos da música, em vários documentos históricos, de diferentes culturas.

Achados arqueológicos mostraram que o homem primitivo doente usava a música como uma forma de acalmar os deuses. Os egípcios, em torno de 1500 a.C., achavam que a música poderia aumentar sua fertilidade. Enquanto gregos e romanos acreditavam na harmonia do corpo e da alma através da música.

Os filósofos gregos Aristóteles e Platão há séculos já sabiam que a música pode, sim, afetar a saúde das pessoas. Mas essa relação só foi estudada a fundo bem mais tarde, após 1940, quando, no fim da Segunda Guerra Mundial, músicos foram chamados para tocar em hospitais e ajudar no tratamento dos feridos. A experiência deu certo. Médicos norte-americanos decidiram, então, habilitar profissionais para utilizar a música como terapia. Ao que, em 1944, surgiu o primeiro curso de musicoterapia, na Universidade Estadual de Michigan, nos Estados Unidos.

A partir daí, correu o mundo com a mesma velocidade que as pesquisas que são realizadas até hoje para comprovar sua eficácia e incentivar sua aplicação na busca de uma medicina mais humanizada. Um estudo feito pela Arts and Quality of Life Research Center, na Filadélfia, nos Estados Unidos, comprovou que a música reduz as taxas de respiração e de batimentos cardíacos. O estudo mostrou que pacientes com doença arterial coronariana encontraram benefícios em ouvir música, como a redução da pressão sanguínea e da ansiedade.

Médicos também observaram que tocar música clássica enquanto operam seus pacientes pode beneficiá-los tanto que até o período de recuperação é mais rápido. Um estudo feito no Hospital John Radcliffe, em Oxford, Reino Unido, encorajou os pacientes a ouvir peças de Beethoven, Vivaldi, Bach e Frank Sinatra durante as cirurgias. Um total de 96 pacientes submetidos a pequenos procedimentos foram divididos aleatoriamente para participar de operações com música ou silêncio. Todos estavam acordados durante as cirurgias, que incluíram a remoção rotineira de lesões na pele e a limpeza de feridas em membros superiores após acidentes.

A metade dos pacientes que ouviu música clássica durante sua operação relatou níveis de ansiedade mais baixos e respiração mais lenta do que os demais. “Ser submetido a uma cirurgia pode ser uma experiência estressante para os pacientes, e encontrar maneiras de torná-los mais confortáveis deve ser nosso objetivo como clínicos”, disse o cirurgião plástico Hazim Sadideen, que liderou o projeto.

O trabalho, segundo ele, foi a primeira tentativa feita para medir o impacto da música neste grupo específico de pacientes, ressaltando a necessidade de maior investigação para determinar se a música deve tornar-se parte da prática médica comum.A musicoterapia, dizem as mais recentes pesquisas, é capaz de beneficiar os pacientes antes, durante e depois dos procedimentos cirúrgicos, diminuindo a angústia, a percepção da dor, a quantidade de anestésicos e o tempo de restabelecimento. A confirmação desta vez veio da Universidade de Kentucky, também nos Estados Unidos. As canções, segundo o estudo, devem ser escolhidas por um profissional especializado, embora o gosto do paciente também deva ser levado em conta.

Efeito em crianças

Um estudo feito em 2005 pela cardiologista pediátrica Thamine Hatem, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), demonstrou o efeito terapêutico da música em crianças em pós-operatório de cirurgia cardíaca.

Em um ensaio clínico, foram avaliadas 84 crianças e jovens, com faixa etária de 1 a 16 anos, nas primeiras 24 horas após a cirurgia, submetidas à sessão de 30 minutos de musicoterapia. A conclusão do trabalho mostrou a regularidade de sinais vitais nos pequenos pacientes, como frequência cardíaca e respiratória, melhora do consumo de oxigênio, bem como redução na dor.

“O estudo mostrou que há um número considerável de artigos que demonstram o efeito positivo da música na medicina, indicando que a música é uma importante aliada no combate dos agravos da saúde e parceira inseparável na busca de uma medicina mais humanizada”, diz a médica.

Em dez anos, público (médicos e pacientes) passa de 30 mil

Projeto adota música nos hospitais

No Brasil, a atividade é incentivada por entidades médicas. Um projeto, o “Música nos Hospitais”, idealizado pela Associação Paulista de Medicina (APM), em 2002, surgiu com o objetivo de levar uma orquestra para se apresentar no principal ambiente de trabalho do médico. No início, com o nome “Música ao meio-dia”, os concertos eram realizados pela Orquestra da Unesp, nos auditórios das instituições de saúde. Em 2004, a orquestra foi definitivamente contratada e as apresentações passaram a ser feitas nos pátios, recepções e demais locais de fácil circulação dentro dos hospitais - inclusive nos andares de internação.

Aproximadamente 30 mil pessoas, entre médicos, funcionários, pacientes e visitantes já participaram dos concertos. Cada hospital passa por uma visita técnica antes de integrar o roteiro do projeto. Por ano, mais de 15 deles recebem a apresentação da orquestra, em diversas cidades do Brasil. A maioria está em São Paulo, mas outros estados já foram contemplados.

Mente calma

A música, assim como a atividade física, a meditação e a contemplação ou o silêncio, acalma a mente. “E, consequentemente, diminui a produção de vários hormônios que intoxicam em excesso, como cortisol e adrenalina, aumenta a produção de endorfina e serotonina e, com isso, aumenta o sistema imunológico ativo responsável por combater células que estão crescendo em um padrão desordenado”, diz o coach e neurologista Eduardo Silva, do Centro do Cérebro e Coluna, de Rio Preto.

Na Maternidade São Luís (SP), a música está nas salas de parto, assim como no centro obstétrico. Na hora do parto, no entanto, fica a critério dos pais utilizá-la ou não. Muitos deles acabam optando por músicas às quais o bebê foi exposto durante a gestação. A prática é incentivada pelo hospital nos cursos de pré-natal.

A musicoterapia também é utilizada desde 2002 no departamento de Oncologia do Hospital Israelita Albert Eisntein (SP). A prática ajuda na resolução de conflitos emocionais e aceitação do câncer, na aderência ao tratamento, no alívio da dor e até no processo de fim de vida e elaboração do luto.

Médico diz que música pode contribuir para mudança comportamental em pacientes de Alzheimer

 

Fonte: EBC NOTICIAS em http://www.ebc.com.br/noticias/saude/galeria/videos/2013/02/sessao-de-musicoterapia-com-pacientes-de-alzheimer

Publicado em 20/02/2013

O médico geriatra Marco Polo Dias Freitas explica os benefícios que pacientes com mal de Alzheimer podem obter por meio de tratamento alternativo de musicoterapia. Com o avanço da doença, os pacientes passam a sofrer com agitação, perambulação, insônia, passam a comer muito, ou mesmo pouco se alimentam. Segundo Marco Polo, a música pode trazer melhoras comportamentais.

Sessão de musicoterapia com pacientes de Alzheimer

 

Fonte: EBC NOTÍCIAS em http://www.ebc.com.br/noticias/saude/galeria/videos/2013/02/sessao-de-musicoterapia-com-pacientes-de-alzheimer

Thiago Pimenta - Portal EBC20/02/2013

Pacientes de Alzheimer relembram músicas que marcaram épocas de suas vidas em tratamento de musicoterapia. Segundo o maestro Sérgio Kolodziey, a música trabalha com o inconsciente das pessoas, transportando-as para um momento em que foram felizes.

SP: música nos hospitais

 

Fonte: ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE MEDICNA em http://www.apm.org.br/musica-nos-hospitais.aspx

A Associação Paulista de Medicina e a Sanofi mantêm o programa há nove anos. Já foram realizadas mais de 100 apresentações pela Orquestra do Limiar em diversas instituições hospitalares da capital paulista, interior de São Paulo e outras capitais como Recife, Salvador e Brasília.

Assista a um vídeo sobre o programa. AQUI o canal no YouTube com outros vídeos.


Aguarde a programação 2013!


Mais Informações:

Departamento Cultural da APM
(11) 3188-4302 ou cultural@apm.org.br

Theodor Billroth: medicina e música

 

Fonte:  ARTE MÉDICA em http://medicineisart.blogspot.com.br/2010/06/theodor-billroth-medicina-e-musica.html

DOMINGO, 27 DE JUNHO DE 2010

“É uma das superficialidades do nosso tempo julgar como opostas a ciência e a arte. A imaginação é mãe de ambas.” Theodor Billroth
Christian Albert Theodor Billroth, conhecido como “pai” da moderna cirurgia abdominal, também foi um talentoso pianista e violinista amador.

O MÉDICO:

Billroth trabalhou como médico de 1853-1860 na Charité , em Berlim. De 1860-1867 foi professor na Universidade de Zurique e diretor do hospital cirúrgico de Zurique. Lá, publicou seu livro clássico: Die Allgemeine chirurgische Pathologie und Therapie (1863). Cinco anos depois, Billroth tornou-se professor de cirurgia na Universidade de Viena e, posteriormente, foi nomeado chefe da Clínica Cirúrgica II no Krankenhaus Allgemeine (Hospital Geral de Viena), foi nessa instituição que ele desenvolveu plenamente seus extraordinários talentos e inovações nas técnicas cirúrgicas. O quadro abaixo, pintado por Seligman em 1890, retrata Billroth operando no Krankenhaus Allgemeine:

O cirurgião, descrito como intuitivo e inventivo, foi responsável por uma série de cirurgias, incluindo a primeira esofagectomia (1871), a primeira laringectomia (1873) e a mais famosa, a gastrectomia (1881) para câncer gástrico que recebeu seu nome (Billroth I – gastrectomia com duodenostomia e Billroth II – gastrectomia com jejunostomia). Conta-se que Billroth foi apedrejado quase até a morte nas ruas de Viena, quando o primeiro paciente submetido à gastrectomia morreu após o procedimento.

O MÚSICO:

Relatos biográficos deixam claro que o primeiro amor de Billroth foi a música. Quando jovem, não pensava em ser médico; graças ao incentivo da mãe e família, entrou na escola médica, onde foi considerado um aluno deficiente e com incapacidade de se concentrar em quaisquer coisas que não a música. Tempos depois, apaixonado pela profissão de médico, o cirurgião escreveria “Descobri que a medicina é uma arte tão encantadora quanto as outras”. Passou a valorizar seu ofício, mas mesmo depois que tornou-se famoso como cirurgião, Billroth continuou a ser apaixonado por música clássica. Seus avós, ambos profissionais cantores de ópera, ensinaram-o a tocar piano durante a infância, desde então passou a ser familiarizado com as obras de compositores clássicos. Em 1960, Billroth conheceu Johannes Brahms, época em que o compositor era ainda uma estrela em ascensão da cena musical vienense. Eles se tornaram amigos íntimos, e, influenciado por ele, o cirurgião resolveu escrever um livro chamado "Wer ist Musikalisch?" , segundo ele, tratava-se de uma “pequena obra fisiológica e psicológica sobre a música”. A obra, publicada postumamente por Hanslick, foi uma das primeiras tentativas de aplicar métodos científicos à musicalidade. Em 1887, vítima de insuficiência cardíaca, Billroth morreu em Opatija, Áustria-Hungria , antes que pudesse concluir a investigação.

O notável médico historiador Henry Sigerist descreveu Billroth como um herói carismático e um dos mais agradáveis personagens da história da cirurgia.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Kazi RA, Peter RE. "Christian Albert Theodor Billroth: master of surgery"; J Postgrad Med 2004; 50:82-83.
Tan S Y, MD, JD and Davis C A; “Theodor Billroth (1829-1894): pioneer of modern surgery”; Singapore Med J 2008; 49 (1) : 4

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Musicoterapia e Idosos Institucionalizados

 

Fonte: MUSICA & SAUDE em http://musicasaude.blogspot.com.br/2011/03/musicoterapia-e-idosos.html

15:55  Flavia Nogueira

 

Vivemos atualmente uma realidade almejada pela grande maioria das pessoas:  vida longa.

A conquista da longevidade é reflexo dos avanços da medicina, da melhoria da qualidade de vida e queda das taxas de mortalidade e fecundidade. Assim, as estatísticas prevêem em um futuro próximo, uma relativa diminuição da população jovem e aumento da longevidade, contribuindo para um crescente aumento da população idosa.

Porém, com o ritmo acelerado de tal fenômeno, a sociedade ainda não encontra-se satisfatoriamente preparada.

A começar pelo núcleo familiar. O estatuto do idoso visa a  "priorização do atendimento do idoso por sua própria família, em detrimento do atendimento asilar, exceto dos que não a possuam ou careçam de condições de manutenção da própria sobrevivência (Lei 10.741, 10/2003).

Portanto, segundo o estatuto, o idoso deve ser atendido por sua própria família, e a institucionalização evitada na medida do possível. Muitas vezes, porém, as famílias não dispõem de condições suficientes para disponibilizar uma atenção efetiva e satisfatória, ou o histórico familiar não proporcionou a criação de laços afetivos fortes que justifiquem ao indivíduo assumir o cuidado de seu parente idoso, ou ainda, o núcleo familiar é inexistente.

O asilamento do idoso, embora cada vez mais frequente, ainda é visto com muitas ressalvas. Imagina-se um lugar deprimente, onde pessoas são abandonadas e esquecidas. Apesar dessa ser uma infeliz realidade em muitas instituições pelo Brasil, esse estereótipo não deve ser generalizado e tomado como realidade. As boas instituições (e claro, que podem contar com recursos adequados) contam com equipes preparadas e ambientes adaptados.

A musicoterapia na instituição
Vemos abaixo, um texto retirado do site do Grupo Vida Brasil, uma instituição civil sem fins lucrativos que tem como missão “promover a defesa dos direitos e o exercício da cidadania do idoso, valorizando o envelhecimento e a qualidade de vida”. Fundado em 1997, o Grupo Vida presta serviços gratuitos às pessoas com idade igual ou superior a 60 anos. Localizada em Barueri, SP, a entidade tem atuação nacional.

Música e alegria para os idosos no atendimento de Musicoterapia


Atendimento de musicoterapia realizado pela musicoterapeuta Flávia Nogueira

"Os idosos moradores da unidade Residência do Grupo Vida – Brasil agora também participam de atividades de Musicoterapia.
Desenvolvido por uma musicoterapeuta, o novo projeto oferece atendimentos em grupo e em duplas, utilizando instrumentos como pandeiro, afoxé, chocalhos, violão, cítara, bongô, cuíca e kalimba, e músicas e canções sugeridas pelos próprios idosos. O atendimento visa favorecer a exteriorização das potencialidades, proporcionar a expressão de emoções e promover o desenvolvimento da criatividade, ampliando perspectivas de vida através do fortalecimento da autoestima e das conexões cerebrais. Por meio da música, são estimulados os sentidos (audição e tato) e a linguagem, além de evocar memórias e histórias dos participantes.
O grupo de Musicoterapia está tão interessado que já ensaia apresentações para animar os eventos e festas da Residência."


A instituição não precisa ser um local de tristeza e melancolia. Os  idosos do Grupo Vida provam que morar em uma instituição pode ser uma experiência muito rica,  de trocas, amizades, aprendizados e projetos para o futuro. A instituição não é o fim, mas uma  porta que se abre com novas oportunidades.

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