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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Exposição a pesticidas e solventes aumenta risco de desenvolver Parkinson

Revisão de estudos revela que contato com produtos químicos eleva probabilidade da doença em cerca de 33 a 80%




























A análise de mais de 100 estudos de todo o mundo revelou que a exposição a pesticidas, ou herbicidas e solventes, está associada a um maior risco de desenvolver a doença de Parkinson.
pesquisa aparece na revista Neurology, o jornal médico da Academia Americana de Neurologia.
Os pesquisadores, liderados por Emanuele Cereda, da University Hospital San Matteo Foundation, na Itália, revisaram 104 estudos que analisaram a exposição de plantas, fungos, roedores a herbicidas e solventes e o risco de desenvolver a doença de Parkinson.
Estudos que avaliaram a proximidade da exposição, como o trabalho e o consumo de água de poço também foram incluídos.
Os resultados da pesquisa mostraram que a exposição a herbicidas, pesticidas e solventes aumenta o risco de desenvolver a doença de Parkinson em 33 a 80%.
Em estudos controlados, a exposição ao herbicida paraquat ou os fungicidas maneb e mancozeb foi associada com duas vezes mais risco de desenvolver a doença neurológica.
"Nós não estudamos se o tipo de exposição, por exemplo, se o composto foi inalado ou absorvido através da pele, e o método de aplicação, tais como pulverização ou mistura, afetou o risco de Parkinson. No entanto, o nosso estudo sugere que o risco aumenta em um modo de resposta à dose, conforme a duração da exposição a estes produtos químicos aumenta", concluem os autores.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Tecnologia – Médicos russos conseguem ver interior do cérebro em atividade e poderão ajudar a tratar doenças como a epilepsia e a doença de Parkinson.

O Centro de Estudos Neurocognitivos da Universidade de Psicologia Pedagógica de Moscou é um laboratório único na Europa de Leste. É um espaço pequeno que tem no seu centro um sistema de aparelhos de diagnóstico com o nome de código “capacete”. A pessoa se senta numa cadeira, coloca o “capacete” na cabeça e o operador “vê” literalmente no seu computador o que se passa na sua cabeça.






















Os médicos russos poderão agora estudar o cérebro humano com o recurso de campos eletromagnéticos. Esse método poderá ajudar a tratar doenças como a epilepsia e a doença de Parkinson.

O vídeo na tela do computador parece a transmissão de uma espaçonave. Só que quem lá trabalha não são cosmonautas, mas sim psicólogos investigadores. De resto, a sua missão não é por isso menos importante. Eles procuram a localização de patologias que provocam diversas doenças psíquicas e neurológicas. As profundezas do cérebro são estudadas com a ajuda de um aparelho de eletroencefalograma especial, refere a diretora do Centro de Estudos Neurocognitivos da Universidade de Psicologia Pedagógica de Moscou Tatiana Stroganova:
“O aparelho mede a atividade magnética das células do cérebro. Quanto as células estão a trabalhar, elas geram à sua volta um campo elétrico”.
O aparelho de encefalograma eletromagnético funciona por analogia com o aparelho de TAC (tomografia axial computadorizada), mas tem diferenças significativas. O TAC submete o cérebro à ação de um campo magnético, enquanto o aparelho de eletroencefalograma magnético regista as fracas perturbações do campo magnético que ocorrem quando o cérebro está a funcionar.
O aparelho de encefalograma eletromagnético é um aparelho extremamente sensível e, para que a radiação natural da Terra não influencie o sistema, o aparelho foi colocado numa câmara blindada especial.
O novo método de diagnóstico já foi testado em doentes com epilepsia que não reagiam positivamente à terapêutica com medicamentos. Ou seja, a perspetiva era uma operação para a remoção da zona do cérebro responsável pelos ataques, explica Alexandra Koptelova, investigadora do Centro de Estudos Neurocognitivos da Universidade de Psicologia Pedagógica de Moscou:
“Os médicos conseguiram ver que o foco da atividade epilética estava localizado em vários sítios. Se isso não tivesse sido detetado, era possível que depois da intervenção cirúrgica o paciente não se liberasse desses ataques”.
O mesmo método pode detectar a origem de outras doenças graves como a esquizofrenia, a doença de Alzheimer e o autismo.
Os cientistas russos pensam que a nova aparelhagem poderá ajudar os neurofisiologistas, num futuro próximo, a começar a investigar o subconsciente.
Com informações Voz da Rússia
Fonte: Portal Bragança

sexta-feira, 15 de março de 2013

Medicamento contra Parkinson será fabricado no Brasil

 

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/geral,medicamento-contra-parkinson-sera-fabricado-no-brasil,1009239,0.htm

Transferência de tecnologia e conhecimento para a produção deve ser concluída em cinco anos

15 de março de 2013 | 18h 13

Clarissa Thomé

O Instituto de Tecnologia em Fármacos da Fundação Oswaldo Cruz (Farmanguinhos/Fiocruz) vai iniciar a distribuição de medicamento para tratamento da doença de Parkinson, o dicloridrato de pramipexol. O acordo com o laboratório Boehringer Ingelheim prevê a transferência de tecnologia em cinco anos e permitirá a economia de R$ 90 milhões nesse período. A estimativa é de que 20 mil pessoas estejam em tratamento para Parkinson em instituições públicas.

Veja também:
link SUS vai oferecer novo medicamento a hemofílicos
link Anvisa quer facilitar registro de remédios fitoterápicos

"Hoje os Estados fazem a compra do pramipexol, por licitação. O Ministério da Saúde centralizará a aquisição desses medicamentos e passará a comprá-los de Farmanguinhos", explicou Hayne Felipe da Silva, diretor executivo de Farmanguinhos. "A transferência de tecnologia reduz custos e amplia a oferta de medicamento, desse produto ou de outro item".

Nos primeiros três anos da transferência de tecnologia, o remédio será produzido na Alemanha, com acompanhamento de técnicos de Farmanguinhos, e embalado no Brasil. Nos dois anos seguintes, representantes do laboratório vão ao Rio de Janeiro para supervisionar a fabricação do medicamento. Nesse período, metade da demanda nacional será produzida por Farmanguinhos. O restante continuará sendo importado. A partir de então, o pramipexol será produzido integralmente no Brasil.

Hayne ressalta que a produção nacional tem importância do ponto de vista da inovação tecnológica - a partir do que for aprendido na fabricação do pramipexol, pode-se chegar ao desenvolvimento de outras substâncias. "Outro aspecto importante é aumentar a soberania. Não sofre, por exemplo, com interrupção da produção caso a empresa desista de fabricar o medicamento", disse. É o que está acontecendo com o quimioterápico L-asparginase, indicado para leucemia aguda. "A empresa anunciou que não produzirá mais o medicamento a partir do segundo semestre e o Ministério da Saúde está trabalhando parcerias para evitar o desabastecimento".

Esse é o 14º convênio de transferência de tecnologia assinado por Farmanguinhos. O instituo firmou parcerias para a produção nacional de antirretrovirais, imunossupressores, indicados para evitar rejeição de órgãos transplantados, asma, doenças do sistema nervoso central e tuberculose.

Remédio contra mal de Parkinson será fabricado no Brasil em três anos

 

Fonte: http://noticias.r7.com/saude/remedio-contra-mal-de-parkinson-sera-fabricado-no-brasil-em-tres-anos-15032013

15/3/2013 às 14h04

Laboratório privado do País será responsável por produzir a matéria-prima do medicamento

Agência Brasil

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) vai começar a produzir, daqui a três anos, o medicamento dicloridrato de pramipexol, usado no tratamento do mal de Parkinson. O remédio, distribuído gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde), precisa atualmente ser importado do laboratório alemão Boehringer Ingelheim, pelo Brasil.

A produção do medicamento no país será possível por meio de uma parceria de Farmanguinhos com a empresa da Alemanha, que transferirá tecnologia para o laboratório público brasileiro. A parceria ainda vai contar com o auxílio de um laboratório privado do Brasil, que será responsável por produzir o insumo ativo, ou seja, a matéria-prima do remédio.

Farmanguinhos ficará responsável pela transformação do princípio ativo em comprimidos. Daqui a três anos, o Brasil produzirá metade da demanda do medicamento. Em 2018, Farmanguinhos e o laboratório privado poderão atender integralmente a demanda do SUS, não sendo mais necessário importar o remédio.

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Segundo o diretor de Farmanguinhos, Hayne Felipe da Silva, em cinco anos, a parceria permitirá uma economia de R$ 90 milhões ao SUS.

— No futuro, com a redução do custo, o Ministério [da Saúde] poderá ampliar o acesso [da população a medicamentos], aumentando a oferta desse próprio remédio ou utilizando o recurso economizado para incluir novos medicamentos na lista e ofertá-los à população.

De acordo com Farmanguinhos, cerca de 20 mil pacientes são tratados com o dicloridrato de pramipexol, mas estima-se que 200 mil pessoas sofram de Parkinson no país.

— Hoje há uma oferta por meio das secretarias estaduais. Provavelmente, pela limitação de recursos dos estados, devemos ter uma demanda não atendida nesse momento. Na medida em que isso se torna um produto mais barato e mais econômico, pode-se ampliar a oferta para os que não estão sendo atendidos hoje.

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Além da economia, a produção nacional do medicamento também é importante, segundo Hayne, para fortalecer a indústria farmacêutica nacional, que hoje importa 80% dos insumos ativos usados em seus medicamentos, e reduzir a dependência do Brasil em relação à importação desses produtos.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Estudo mostra benefícios significativos da DBS em Parkinson

 

Fonte: CIÊNCIA HOJE em http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=57056&op=all

Terapia por estimulação cerebral profunda traz melhorias a nível motor

2013-02-21

Projecto Earlystim incluiu 251 doentes de Parkinson

Projecto Earlystim incluiu 251 doentes de Parkinson

Os resultados de um estudo clínico, publicado recentemente no«The New England Journal of Medicine», mostram que o uso da terapia por estimulação cerebral profunda (Deep Brain Stimulation, DBS) garante maiores benefícios em doentes de Parkinson com problemas motores numa fase inicial, quando comparados com doentes em tratamento médico optimizado ou farmacológico. O projecto Earlystim incluiu 251 pessoas com Doença de Parkinson de 17 centros na Alemanha e França, seguidos ao longo de dois anos.

O primeiro grande estudo multicêntrico, randomizado e controlado para avaliar os doentes de Parkinson com complicações motoras precoces mostra que os pacientes tratados com a terapia por DBS, em conjunto com o tratamento farmacológico, obtiveram uma melhoria média de 26 por cento na sua qualidade de vida relacionada com a doença aos dois anos.

Outras conclusões importantes do estudo revelam uma melhoria de 53 por cento nas aptidões motoras (numa condição sem medicação), de 30 por cento em várias actividades da vida diária, incluindo a fala, a escrita, capacidade para vestir-se e para andar; uma melhoria de 61 por cento em complicações induzidas pela levodopa (fármaco do grupo dos antiparkinsónicos), incluindo discinesias e flutuações motoras, nos participantes que receberam a terapia de estimulação cerebral profunda há dois anos; uma redução de 39 por cento da dose diária equivalente de levodopa no grupo de terapia DBS versus um aumento de 21 por cento na dosagem em participantes que receberam unicamente tratamento médico optimizado.

"Estes resultados reflectem uma mudança na forma como os pacientes podem ser tratados e provam que a DBS pode melhorar a sua qualidade de vida, mesmo nos estádios iniciais da doença quando as flutuações e discinesias começam e tradicionalmente os médicos usam exclusivamente tratamento farmacológico", segundo Günther Deuschl, professor de Neurologia da Christian-Albrechts-University de Kiel e investigador principal do estudo Earlystim na Alemanha.

Por seu lado, Yves Agid, do Pitié-Salpêtrière University Hospital (Paris) e investigador principal do estudo em França, refere que "estes resultados permitem que os médicos se sintam confiantes ao usar a terapia de DBS no início da progressão da doença em pacientes que cumpram os critérios de selecção adequados".

DSB em fase inicial

Actualmente, a terapia de DBS é usada principalmente no tratamento de pacientes com Parkinson em estádios avançados da doença e que consequentemente apresentam complicações motoras incapacitantes, induzidas por levodopa, e que já não têm resultados satisfatórios apenas com medicação.

Os participantes no projecto Earlystim tinham uma duração média da doença de 7 anos e meio – cerca de cinco anos a menos do que os participantes em ensaios clínicos anteriores –, o que permitiu aos investigadores testar os benefícios da terapia de DBS logo no início das flutuações motoras e discinesia e enquanto as competências psicossociais ainda estavam asseguradas.

“Este estudo demonstra que não só é seguro tratar doentes de Parkinson numa fase inicial com a DBS, mas também que os pacientes obtêm maior benefícios terapêuticos comparativamente ao tratamento com medicação apenas. Por outras palavras, estes resultados permitem expandir a ‘janela de terapêutica’ durante a qual os pacientes podem beneficiar da DBS”, disse Lothar Krinke, médico, vice-presidente e manager da área de DBS na divisão de Neuromodulação da Medtronic.

Os parâmetros primários de segurança do estudo, tais como bem-estar psicológico e memória, e a incidência de eventos adversos não diferem significativamente entre os dois grupos.

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