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sexta-feira, 17 de maio de 2013

OMS divulga nova determinação sobre vacina contra febre amarela

Imunidade dura por toda a vida e não é mais necessário se vacinar a cada dez anos


    A OMS (Organização Mundial da Saúde) anunciou nesta sexta-feira (17) que uma única dose da vacina contra a febre amarela garante imunidade por toda a vida e que não é necessário se vacinar a cada dez anos quando se mora ou viaja para áreas de risco, como é feito atualmente.
    A febre amarela, uma doença viral hemorrágica e para a qual não existe tratamento específico além da vacinação, é endêmica em 44 países, dos quais 9 são latino-americanos: Brasil, Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, Panamá, Paraguai, Peru e Venezuela. A população em risco representa 900 milhões de pessoas no mundo.
    "A indicação costumava ser de que a vacina da febre amarela fosse repetida após dez anos, mas a revisão da grande evidência que temos deixou claro que uma dose única é suficiente", confirmou em Genebra o especialista da OMS, Philippe Duclos.
    Uma equipe de especialistas da OMS em imunização determinou, após vários anos de pesquisas e de reunir evidências científicas, que a vacina de reforço na realidade não oferece nenhuma proteção adicional em relação à que uma pessoa adquire quando recebe a primeira dose. Portanto, a recomendação de imunizar as cidades e povoações em áreas de risco - assim como as pessoas que viajam para esses lugares — a cada dez anos, deixou de valer.
    A cada ano são registrados cerca de 200 mil casos de febre amarela no mundo, com uma concentração crescente na região da África Subsaariana. Cerca de 15% dos doentes desenvolvem uma forma severa da doença e, entre eles, a mortalidade chega a 50%, explicou Duclos à Efe.
    As mortes são estimadas oficialmente em 30 mil por ano no mundo todo, mas a curva foi ascendente nos últimos 20 anos e agora acredita-se que, somente na África, poderiam registrar-se 60 mil mortes por ano pela febre amarela. O organismo internacional transmitirá aos países sua nova determinação para que modifiquem seus calendários de vacinação, embora a decisão final dependa das autoridades nacionais.
    A nova recomendação também terá grande impacto entre os que viajam para os cerca de 40 países que exigem um certificado de vacinação contra a febre amarela, algumas vezes para entrar no país, em outras quando o deslocamento inclui uma região de risco ou quando se solicita um visto de longa duração. 

    quarta-feira, 20 de março de 2013

    USP abre caminho para combater insetos vetores de dengue e febre amarela

     

    Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2013/03/19/interna_ciencia_saude,355511/usp-abre-caminho-para-combater-insetos-vetores-de-dengue-e-febre-amarela.shtml

    Pesquisadores descobrem formas que dificultam ou impedem a digestão em insetos, o que leva os bichos à morte. A constatação pode ajudar no combate a males como a dengue e a febre amarela e melhorar a proteção de lavouras contra pragas

    Paula Carolina - DIRED

    Publicação: 19/03/2013 07:15 Atualização: 18/03/2013 21:13

    Belo Horizonte — Resultado recente de pesquisa desenvolvida pelo Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) abre caminho para o combate a insetos vetores de doenças como a dengue e a febre amarela. O trabalho, que atua em várias linhas, gera ainda possibilidades de controle de pragas que destroem lavouras de diversos tipos. Em ambas as situações, a eliminação ou o controle dos bichos é possível graças ao entendimento sobre o sistema digestório desses seres. O objetivo é dificultar, ou impedir, a digestão, causando a morte do inseto.

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    A pesquisa é conduzida pelo professor titular e coordenador do Laboratório de Biologia de Insetos, Walter Ribeiro Terra, com a também professora titular do mesmo laboratório Clelia Ferreira. “A ideia surgiu há cerca de 20 anos, quando ficou evidente a necessidade de novas formas de controle desses insetos, já que os métodos tradicionais, geralmente com o uso de inseticidas, são nocivos ao meio ambiente”, explica Terra. “Então, buscamos conhecer o sistema digestório deles, que é uma parte menos protegida.” O objetivo era descobrir algo que, ao ser ingerido pelos insetos, prejudicasse a digestão e a absorção de nutrientes, levando-os à morte.

    “Quando começamos, o conhecimento sobre o tubo digestório era precário. Fomos estudando cada aspecto do sistema, dividindo os insetos em grupos diferentes, para ver como eles evoluíram ao longo do tempo. Fizemos um levantamento sobre as enzimas principais e o tipo de proteínas mais importantes para as células”, diz o professor.

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