terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

‘Um Dia na Praia’ discute o destino que damos ao lixo

 

Fonte: SÉCULO DIÁRIO em http://www.seculodiario.com/exibir.php?id=4787&secao=17

Livro-imagem é a nova obra do ilustrador português Bernardo Carvalho

Da Redação

04/02/2013 12:17 - Atualizado em 04/02/2013 12:33

Início de ano é também tempo de férias. Hora de relaxar das provas estressantes e da rotina da escola. E não há lugar melhor para esquecer os problemas do que a praia: a areia fofinha, o céu azul, o mar e... bota, pneu, garrafa, prancha, galhos, regador. É tudo isso – e mais um pouco – que o personagem criado pelo ilustrador português Bernardo Carvalho encontra em Um Dia na Praia

O lançamento chega às lojas junto com o verão. Bernardo Carvalho, conhecido no Brasil pelo emocionante Pê de Pai, publicado em parceria com Isabel Minhós Martins, propõe, neste livro-imagem, uma reflexão sobre o destino que damos ao lixo, a urgência de cuidar do meio-ambiente e sugere o reaproveitamento e a reciclagem como hábitos possíveis – e divertidos – para darmos a nossa pequena contribuição à preservação do planeta. 

Levando ao limite o conceito de livro-imagem, Um Dia na Praia não traz nenhuma palavra nem mesmo na capa. O título só aparece na lombada, e o nome do autor, na quarta capa. E é também na capa que a história começa, com o banhista sentado embaixo de seu guarda-sol. Ao abrir o livro, assumimos o ponto de vista do personagem, com o olhar perdido no horizonte, observando o mar. 

De repente, avista um objeto estranho boiando. E depois outro, e mais outro, e mais outro. É então que ele arregaça as mangas e mergulha de cabeça. Usando da reciclagem e de muita criatividade, ele consegue transformar aquilo que antes era lixo em algo bastante útil e ecológico e, de quebra, ainda deixa a praia limpinha para os próximos que virão. 

O desenho simples de Bernardo Carvalho combina tons de azul e marrom para recriar o ambiente praiano. Ao final, resta apenas a imensidão do mar e o barquinho desaparecendo no oceano. Quase dá pra ouvir o som (e o silêncio) do mar. 

Serviço

Um Dia na Praia

Bernardo Carvalho

Cosac Naify

32 págs

R$ 35,50 em média

TRABALHO: empresas incentivam funcionários a praticar esportes

Do PORTAL DA SAÚDE em http://webradio.saude.gov.br/podcasts.php?idreg=6

Prefeito eleito elenca saúde como maior problema de Guarapari/ES

 

Fonte: G1 ES em http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2013/02/prefeito-eleito-elenca-saude-como-maior-problema-de-guarapari-es.html (acesse o link e veja o vídeo com a entrevista).

04/02/2013 16h04 - Atualizado em 04/02/2013 16h04

 

Orly Gomes será diplomado no dia 20 de fevereiro. TSE determinou nova eleição por considerar 3º mandato de eleito em 2012.

Juirana Nobres Do G1 ES

1 comentário

Após ser eleito o novo prefeito de Guarapari, na região Metropolitana do Espírito Santo, Orly Gomes disse, em entrevista ao Bom Dia ES na manhã desta segunda-feira (4), que vai dar continuidade a todas obras iniciadas pelo prefeito anterior. Para o novo administrador, a saúde é o maior problema do município. Ele acrescentou ainda que seu principal compromisso com a população é a necessidade de um hospital para o município. De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES), Orly será diplomado no próximo dia 20.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou nova eleição para a Prefeitura de Guarapari, no Espírito Santo porque o candidato mais votado nas eleições de outubro de 2012, Edson Magalhães, disputou a eleição municipal de 2012 com a candidatura indeferida. Em 2006, ele era vice-prefeito e assumiu a administração de Guarapari por um ano e oito meses devido à cassação do então prefeito. Eleito em 2008, tentou disputar a reeleição em 2012, mas foi barrado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES) que entendeu que ele estaria tentando um terceiro mandato. Para o TSE, o candidato já exerceu dois mandatos consecutivos.

A nova eleição no município aconteceu neste domingo (3). Orly Gomes recebeu 24 mil 709 votos, vencendo a eleição com 43%. O município foi o primeiro do Brasil a ter eleições suplementares em 2013.

Saúde
Orly Gomes informou que o maior problema de Guarapari é a saúde e por isso vai fazer a licitação das obras do hospital da cidade o mais rápido possível. “Já temos parte do dinheiro depositado e o projeto aprovado pela Caixa Econômica Federal. Precisamos priorizar a saúde da família, melhor o salário dos servidores e qualificar os os médicos, os gentes de saúde e enfermeiros”, explicou Gomes.

O novo prefeito ainda destacou que pretende mudar de lugar o Batalhão da Polícia Militar e municipalizar trânsito no município. Para ele, no verão o fluxo de veículos aumenta e deixa o trânsito caótico. “Vamos nos atentar para os ciclistas. Não temos acidentes diários por sorte e graças. O trânsito é desordenado e sem respeito entre ambas as partes”, ressaltou.

O prefeito eleito é formado em turismo e administração e que nunca teve cargo político. Orly foi candidato a vice-prefeito na chapa de Edson Magalhães.

Orly Gomes mora em Guarapari há 31 anos e trabalhava com comércio e construção. Após as eleições, o candidato eleito informou que vai descansar com a família. “Vou viajar com a minha esposa e com meu quatro filhos. Preciso descansar um pouco para dar conta do trabalho que me espera”, disse gomes, que dever ser empossado no dia seis de março.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Arte para tratar o crack

 

Fonte: BLOG DA SAÚDE em http://www.blogdasaude.com.br/saude-cultural/2013/02/04/arte-para-tratar-o-crack/

4 de fevereiro de 2013

O polegar usado para atiçar o isqueiro e acender freneticamente o cachimbo agora tem outra função. As mãos de Índio, 37 anos, há quatro meses, fazem arte. Transformam lixo em quadros e murais, em um processo realizado dentro de um ateliê instalado na Cracolândia – região da capital paulista que acumula, a céu aberto, milhares de pulmões e cérebros devastados pelo crack.

Com os dedos torturados pelos 20 anos passados na rua, Índio – que nasceu Cícero Rodrigues e ganhou o apelido devido aos traços caboclos herdados da avó – usa o artesanato para driblar a dependência química de forma autodidata, “por instinto”. Mesmo sem ter consciência disso, ele mira a abstinência usando uma ferramenta terapêutica que ganhou os consultórios, as clínicas e os centros de saúde espalhados por todo País.

Psiquiatras, psicólogos e educadores enxergaram no artesanato, no samba, no rap, no funk e na poesia uma maneira eficaz de tratar o uso compulsivo de álcool e drogas. Os resultados da chamada arteterapia para a dependência começam a aparecer catalogados em pesquisa. Um indicativo de caminho de conduta médica para uma área da saúde mental que ainda ostenta o índice de 45% de falha na recuperação dos pacientes.

Índio passou a fumar menos crack quando ingressou na rotina artística. José Benedito Leal, 45 anos, deixou de esconder as garrafas de cachaça no armário da faculdade onde lecionava após descobrir-se poeta. “Nenhuma gota há cinco anos e milhares de versos produzidos no período”, conta ele, pós-graduado em Matemática.

“Arte de resgate”

A instituição pública fluminese dirigida por Leonardo oferece aos 220 pacientes internados oficinas de samba e percussão. Todo ano, eles colocam na rua o bloco de carnaval. A entidade, inclusive, foi batizada em homenagem a uma precursora da arte como remédio para a saúde mental.

Nise (1905-1999), na década de 1940, descobriu no traço artístico uma arma para substituir os eletrochoques e o confinamento nos manicômios, formas controversas e torturantes usadas em depressivos, esquizofrênicos e dependentes químicos da época. Um de seus pacientes foi Arthur Bispo do Rosário – cujas obras ganharam o mundo e foram tema da última Bienal de Artes de São Paulo.

No legado de Nise, não estão apenas descobertas de artistas famosos e anônimos. O psiquiatra Luiz Guilherme Ferreira Filho acredita que este olhar médico sobre os efeitos da arte foram fundamentais para implementar os planos de humanizar o tratamento e promover reinserção social dos pacientes – dois pilares definidos pelo Ministério da Saúde como fundamentais para vencer o crack, a cocaína, o alcoolismo e o uso de maconha.

Hoje, de acordo com o último censo do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), 10% da população brasileira (19 milhões de pessoas) necessitam de intervenção médica para tratar o vício.

Arte é neurociência. “Por meio da pintura, da música, do artesanato você alcança o inconsciente do paciente e restabelece o mecanismo de recompensa cerebral, deturpado pela droga”, diz Ferreira Filho.

“Amplia o repertório de atuação do paciente. Ele, ainda que não tenha talento, descobre que há outras formas menos nocivas de ter prazer. Não é arte bela e nem feita para estar em galerias. É arte de resgate.”

Sem mágica

A dependência química é doença considerada epidemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS). As causas são múltiplas, passam pela genética e exigem terapia, medicamentos, em alguns casos internação, resume o psiquiatra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Dartiu Xavier.

Grupo que discute a qualidade do ar de Vitória/ES se reúne na próxima terça-feira

 

Fonte: SOS ESPÍRITO SANTO AMBIENTAL em https://www.facebook.com/S.O.SESPIRITOSANTOAMBIENTAL/posts/478872715502101

Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2013

A sétima reunião do Grupo Respira Vitória acontece no Plenário da Câmara Municipal às 14h

Após recesso da Câmara Municipal em janeiro, o Grupo de Trabalho Interinstitucional (GTI) Respira Vitória volta a se reunir na próxima terça-feira (5), dando continuidade às apresentações de estudos técnicos das entidades que compõem o grupo.

Na ocasião, Maria de Fátima Bertollo Dettoni, do Núcleo de Vigilância Ambiental da Secretaria Estadual de Saúde, e Valderio Dettoni, Médico Pneumologista da Universidade Federal do Espírito Santo, falam sobre “Os efeitos da poluição atmosférica na saúde humana”; e Dione da Conceição Miranda, da Secretaria Municipal de Saúde, aborda as “Associações entre exposição e efeitos da poluição atmosférica na saúde humana: A situação dos territórios de saúde do município de Vitória”.

“O Grupo vai se encaminhando para um momento crucial: estão sendo apresentados dados técnicos que irão contribuir para a criação de uma legislação mais rigorosa e eficaz para o município de Vitória”, explica o vereador Serjão, secretário executivo do Grupo e Presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara.

Conclusão dos trabalhos

Ao fim das apresentações das quinze entidades que fazem parte do GTI, a intenção do Respira Vitória é apresentar, em agosto, uma proposta de nova legislação, tornando mais rígido os limites permitidos de poluentes emitidos na atmosfera.

Bicicleta e saúde: implemente esta idéia na sua família toda!

 

Fonte: EMAGRECER CERTO em https://www.facebook.com/photo.php?fbid=287809068004296&set=pb.258382547613615.-2207520000.1360007175&type=3&theater

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CRACK: internação compulsória é tentativa de 'faxina social'

 

Fonte: SÉCULO DIÁRIO em http://seculodiario.com/exibir.php?id=4768

O psicólogo Felipe Rafael Kosloski compara a internação à força dos dependentes com os doentes de hanseniáse

02/02/2013 18:37 - Atualizado em 03/02/2013 09:46

Lívia Francez
Fotos: MarceloCamargo/Abr

Desde que a população em situação de rua – principalmente aquela parcela dependente de crack – passou a se instalar em zonas mais abastadas das cidades, a sociedade passou a cobrar soluções para que essas pessoas fossem retiradas dos locais, mesmo que nenhuma solução para o vício, moradia e promoção da dignidade sejam apresentadas pelo poder público aos usuários.

De fato não é agradável para ninguém se deparar com dependentes esquálidos que lembram "zumbis" de filme de terror. Alguns se sentem culpados, outros amedrontados, e os menos tolerantes revoltados. Apesar do problema, de alguma maneira, constranger a todos, não é justo promover uma simplesmente uma "faxina social" para se ver livre dessas pessoas.

A presença crescente dessa população de viciados levou o poder público de algumas cidades brasileiras a adotar a internação compulsória, mesmo que isso tenha que ser feito à força, sem dar perspectivas para os moradores de rua e usuários de drogas que estão em situação de completo abandono e passam por problemas que vão muito além do vício. 

Esse desejo por “limpeza”, por parte da sociedade, não é novo, o que é novo é o suposto problema que demanda a higienização. É uma situação que se repete de tempos em tempos e fatalmente acaba em tragédia, principalmente para aquelas que sofrem as ações truculentas em favor de uma “cidade limpa”, livre do chamado "entulho social".

O psicólogo e conselheiro do Conselho Regional de Psicologia da 16ª Região (CRP16), Felipe Rafael Kosloski, explica como a mesma situação se repete em diferentes momentos históricos. “É o mesmo caso que ocorreu durante o período de internação compulsória dos pacientes portadores de hanseníase, que eram retirados à força do convívio em sociedade e levados para locais isolados, com o respaldo da lei”. 

A política de isolamento e internação compulsórios de pacientes portadores de hanseníase foi disciplinada e sistematizada no primeiro governo do então presidente Getúlio Vargas, entre os anos de 1930 e 1945. Foi neste período em que se concluiu a rede de asilos para os portadores no País e foi dado início à internação em massa dos pacientes.

A maior parte dos portadores de hanseníase dos hospitais-colônia foi retirada do convívio social ainda na juventude, de forma violenta, e permaneceu institucionalizada por décadas. O fim da internação compulsória só ocorreu oficialmente em 1962, mas registros atestam que ainda ocorriam casos na década de 1980. 

Em 2007 foi sancionada pelo então presidente Lula a Lei n° 11.520, oriunda da Medida Provisória (MP) 373/2007, que institui pensão vitalícia às pessoas atingidas pela hanseníase e que foram submetidas a isolamento e internação compulsórios em hospitais-colônia até 31 de dezembro de 1986. No âmbito dos estados existe um movimento para indenizar filhos de pacientes de hospitais-colônia que foram retirados dos pais e enviados para instituições denominadas “preventórios”. 

O caso dos pacientes de hanseníase se assemelha em diversos pontos com a questão da população de rua, principalmente da dependente de crack. Para os dois casos a sociedade exige uma solução imediata, mesmo que ela não represente a solução para o problema. 

Felipe lembra que mesmo em uma democracia jovem, de menos de 25 anos, ainda há a tendência em se procurar uma solução imediata e ainda há grupos políticos que se aproveitam desse momento para propor esse tipo de solução, sem se importar com outras estratégias que contemplam a pessoa que está em situação de abandono – e consequentemente toda a sociedade.  Ele ressalta que uma política bem enraizada de educação, saúde, habitação e assistência social evita que essas pessoas saiam do convívio familiar e fiquem sem perspectivas. 

O conselheiro do CRP afirma que a internação compulsória não vai resolver a questão, entendimento que é respaldado pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) e por inúmeras entidades de proteção e defesa dos direitos humanos. “A internação compulsória deve ser usada como último recurso. É preciso ofertar outras opções para essa pessoa”. No entanto, ele alerta, o que vem sendo difundida é a ideia da retirada das pessoas do convívio em sociedade, sendo que existem outras políticas públicas que não são calcadas no imediatismo para o atendimento a essa parcela da população. 

Sobre a questão da população em situação de rua, o psicólogo lembra que esse desejo de “limpeza” parte de um mecanismo de exclusão. Ele lembra o caso do índio pataxó Galdino Jesus dos Santos, morto em 1997, depois de ter o corpo incendiado enquanto dormia em um ponto de ônibus em Brasília. Ao serem presos, os jovens que atearam fogo no índio tentaram justificar a atrocidade dizendo que “pensaram que fosse um mendigo”, como se o ato se justificasse se fosse esse o caso. 

O que se depreende dessa histeria geral da sociedade cobrando a “solução do problema” e a internação compulsória das pessoas que moram na rua – e não necessariamente são viciados em crack, muito menos bandidos, assaltantes ou homicidas – é o desejo de estar em um lugar limpo e aparentemente seguro, até porque não são as pessoas em situação de rua as responsáveis pelas altas taxas de homicídios do Estado. Ainda, cobra-se que o aparato policial reprima essas pessoas, sendo que o vício na droga é uma questão de saúde pública.  

Ainda na seara da pretensa internação compulsória, não se sabe se o Estado e municípios têm retaguarda para internar os pacientes que seriam recolhidos. Quando o Estado não cumpre a parcela que lhe cabe, esse trabalho acaba sendo feito por entidades, geralmente ligadas a grupos religiosos que performam o tratamento, que não necessariamente preconiza o que estabelece o Sistema Único de Saúde (SUS). 

São Paulo

O promotor de Justiça de Habitação e Urbanismo do Ministério Público de São Paulo (MPSP), Maurício Antônio Ribeiro Lopes, questiona o que chama de farsa da internação compulsória. Em artigo (O mês das ideias exóticas em SP) publicado em 10 de janeiro deste ano na revista Carta Capital, ele afirma que a internação compulsória aparece como pretexto de ser a única saída para “mães aflitas que buscam a proteção do Estado para seus filhos que estão mergulhados no submundo das drogas”.

O promotor lembrou que especialistas ouvidos no inquérito civil do Ministério Público evidenciaram duas conclusões: a eficiência de qualquer tratamento a usuários de droga está enraizada na adesão voluntária como premissa; as situações-limite que ensejam a internação compulsória (art. 6º, Lei n. 10.216/01), são em média 1% dos casos dentro da população alvo.

Em outro trecho do artigo, o promotor ressalta que s pessoas a quem o poder público só prestou histórico de abandono, a única alternativa à frente que se enxerga é a internação compulsória. “Seria apenas ridículo como política pública, não fosse desumano. O catatonismo da política social não se rompe pelo histrionismo higienista. Novas tentativas que levem a sacrifícios de direitos fundamentais serão coibidas com as armas da lei: de liminares à improbidade ‘e tudo o que houver nesta vida’ e nos tribunais. ”,  diz o artigo.

Como se recuperar da folia do carnaval capixaba

 

Fonte: A GAZETA em http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2013/02/voce_ag/vida/1397403-como-se-recuperar-da-folia-do-carnaval-capixaba.html

03/02/2013 - 15h29

 

Especialistas dão dicas para se refazer dos estragos que o agito causou ao seu corpo

Foto: Divulgação

Divulgação

Hoje é adequado investir em uma alimentação saudável, com muitas frutas

Renata Lacerda
rlacerda@redegazeta.com.br

Você passou o fim de semana acordado sambando ou torcendo por sua escola preferida no Sambão do Povo? Passou o fim de semana comendo besteiras e bebendo? Está tão cansado que não sabe nem como vai trabalhar amanhã? Calma, existe luz no fim do túnel.

Segundo algumas dicas de especialistas, é possível usar o dia de hoje para se recuperar da folia capixaba e estar pronto para enfrentar a semana até a próxima festa de carnaval.

O médico nutrólogo e clínico geral Marcos Dantas explicou que o primeiro passo é cuidar da alimentação e beber muita água - ela vai ajudar a purificar seu organismo e a minimizar os efeitos da ressaca.

É importante também dar preferência a uma alimentação mais leve, com bastante carboidrato. “O carboidrato repõe a energia que você perdeu. Impede que você se sinta fraco”, afirmou o médico.

Uma dica do nutrólogo para quem está de ressaca é repor o açúcar perdido com a bebida, usando mel, frutas e sucos. Nada de devorar chocolates ou tomar refrigerantes. Apesar da fama de dar energia, esses alimentos vão atrapalhar sua recuperação.

Os refrigerantes podem piorar sua sensação de cansaço e os chocolates devem ser evitados, principalmente, por quem ficou rouco ou está com a garganta doendo de tanto cantar. “Chocolate e derivados do leite deixam a secreção da garganta mais espessa e prejudica as cordas vocais”, contou o otorrinolaringologista Giulliano Luchi.

Ele também recomendou que as pessoas tomem pequenos goles de água em temperatura ambiente ao longo do dia para hidratar a garganta e que evitem bebidas geladas.
Já o médico do sono Sérgio Barros garante que a melhor forma de repor o sono perdido com as noites em claro durante o desfile é não dormir muito hoje. “O melhor é chegar do desfile de manhã e dormir, no máximo, três horas. E só voltar para cama a noite”, disse.


Beba bastante água

Cansaço

Não à gordura
Evite comidas pesadas, como frituras e gorduras, que sobrecarregam o trato gastrointestinal e dê preferência para frutas, legumes, saladas e grelhados

Sim aos carboidratos
A cada 3h ou 4h coma alguma porção de carboidrato, que repõe a energia perdida durante a noite de folia

Água
Sua vó já dizia que ela é um santo remédio. Beba muita água e água de coco, para ajudar na purificação do organismo e aliviar também possíveis sintomas da ressaca

Açúcar
Seu corpo precisa repor a glicose perdida, para que você não se sinta fraco: pode ser através de mel, sucos e frutas - mas evite o açúcar refinado

Evite refrigerante
Essa bebida possui muito fosfato, que retira cálcio do organismo e aumenta a sensação de cansaço do seu corpo

Garganta e voz

Pigarro
Sabe aquele bichinho do “rã-rã”? Resista à tentação e evite coçar a garganta pigarreando - isso só vai irritá-la ainda mais. Quando vier a coceira, beba um gole de água para aliviar a sensação

Hidratação
Para hidratar a garganta, o ideal é beber ao longo do dia pequenos goles de água em temperatura ambiente - evite bebidas geladas hoje

Leite e chocolate
Chocolate e alimentos derivados do leite aumentam a secreção da garganta e prejudica as cordas vocais. Corte-os do cardápio até sua voz voltar ou até sua garganta melhorar

Outros cuidados

Sono
Para não virar um zumbi no trabalho amanhã, não durma hoje durante o dia. Quem passou a noite em claro deve dormir de 2 a 3 horas, no máximo, ao chegar em casa. É o suficiente para dar uma energizada no corpo e fazer com que você consiga permanecer acordado ao longo do dia. Depois dessa soneca, espere até seu horário habitual para dormir de verdade. Assim, você já ajustará seu relógio biológico amanhã

Pés
Se os pés estiverem cansados ou inchados de tanto sambar, faça um escalda-pés (colocar água quente em uma bacia e fazer imersão dos pés). Outra opção é fazer compressas com água morna para aliviar o incômodo

Falsos médicos e médicas, falsos enfermeiros e enfermeiras… Sites vendem diplomas falsificados de universidades

 

Fonte: FOLHA VITÓRIA em http://www.folhavitoria.com.br/geral/noticia/2013/02/sites-vendem-diplomas-falsos-de-universidades.html

4/2/2013 às 9h54 - Atualizado em 4/2/2013 às 9h56

Redação Folha Vitória

São Paulo - Diplomas falsificados de nível superior estão sendo vendidos livremente na internet. A compra pode ser feita por qualquer pessoa - até mesmo por quem nunca cursou uma universidade. Os supostos comerciantes oferecem até certificados da área médica. Um diploma de Enfermagem, por exemplo, custa R$ 6 mil.

Em diversos sites, falsificadores prometem entregar os diplomas de curso superior em prazos de até dez dias. Dizem também que o documento entregue terá um suposto reconhecimento do Ministério da Educação (MEC) e será oficializado, com a publicação no Diário Oficial da União (DOU).
Sem saber que se tratava de uma reportagem, um atendente do site Sucesso Corp. (www.sucessocorp.com.br), explicou por telefone como funciona o esquema ilegal à Rádio Estadão. É preciso enviar documentos à faculdade indicada pelo negociador e pagar 60% do valor, como sinal. Por um diploma de Pedagogia, ele cobrou R$ 4,5 mil.

"Tudo legalizado em 15 dias. Reconhecido e publicado", afirmou. "Você vai escanear os documentos e mandar por e-mail para lá. Eles vão fazer o encaixe e mandar para o MEC. Em dois ou três dias, o MEC deu OK. Você faz 60%. Mais oito dias, sai a publicação e eu mando levar."

Identificando-se como Marcos, o atendente também disse que há a possibilidade de o comprador escolher a universidade pela qual o documento falso será emitido. "De repente, eu posso conseguir na (faculdade) que você pretende. Como posso conseguir outra", disse.

Em outro portal de compras e vendas, um atendente ofereceu os serviços com a promessa de entregar diplomas em todo o País. Também por telefone, o infrator garantiu à reportagem a autenticidade do diploma e disse conseguir um número de registro que dá acesso exclusivo ao histórico escolar de um aluno desistente do curso pretendido.

O homem chegou a oferecer a emissão do diploma por duas instituições de ensino superior de São Paulo. "Aí em São Paulo tem a Presbiteriana (Mackenzie) e, se for o caso, consigo pra você na Unip", disse.

"O diploma é reconhecido e registrado e tem até o RA. Você vai poder checar dentro da própria instituição a autenticidade do que você está comprando. Tem muita gente que te vende um pedaço de papel e você não pode averiguar nada", continuou.

Questionado se havia riscos no esquema, ele garantiu que não: "Não vai ter. Se der problema para você, com certeza eles vão chegar até mim".

Máfia
Questionado sobre o caso, o diretor jurídico da Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior, José Roberto Covac, levantou a hipótese de que diplomas originais estejam sendo usados no esquema fraudulento e de que haja envolvimento de funcionários das universidades.

"Quem assina o diploma é o reitor. Quando a universidade faz o registro do diploma, ela verifica todo o registro acadêmico do aluno. Parece que há uma máfia e que alguém de dentro da universidade está fabricando documentação e registro. E o reitor acaba até assinando o diploma sem ter conhecimento", disse.

A Universidade Presbiteriana Mackenzie afirmou por nota que repudia a comercialização de diplomas. A instituição diz que o processo seria "praticamente impossível de ser realizado dentro da universidade", por causa do número de setores e profissionais envolvidos na diplomação dos alunos.

Também citada pelo fraudador, a Universidade Paulista (Unip) afirmou que "os sistemas adotados pela instituição inviabilizam o esquema de confecção de diplomas a não formandos". A Unip disse que pretende procurar a Polícia Civil para requerer a instauração de um inquérito para investigar a identidade de possíveis criminosos e a forma de atuação deles.

Sobre a suposta ajuda que os fraudadores mencionam ter na confecção dos diplomas, a assessoria de imprensa do MEC disse que as universidades são "inteiramente responsáveis" pelo documento e "não cabe ao MEC parte alguma no processo".

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Sono: dormir menos altera o metabolismo e pode resultar em obesidade

Do PORTAL DA SAÚDE em http://webradio.saude.gov.br/podcasts.php?idreg=6

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