terça-feira, 21 de maio de 2013

Menina de 18 anos cria algoritmo que diagnostica leucemia


Estudante americana desenvolveu ferramenta que identifica casos da doença por meio de determinadas características das células

Brittany Wenger vive em Sarasota, na Flórida, e desenvolveu uma ferramenta capaz de diagnosticar a leucemia de linhagem mista

São Paulo – Muitas garotas de 18 anos costumam ouvir música, navegar na internet e ir às compras. No caso da americana Brittany Wenger, a ciência é outro hobby. A estudante desenvolveu uma ferramenta capaz de diagnosticar a leucemia de linhagem mista, uma das formas mais agressivas e menos detectáveis da doença já catalogadas pela medicina.
Wenger criou uma "rede neural artificial" que detecta determinados padrões na expressão genética dos pacientes. "Diferentes tipos de câncer têm diferentes impressões digitais moleculares", explicou ela ao siteMashable. Ao analisar características específicas como tamanho, forma e espessura das células, o algoritmo pode dizer se a pessoa tem leucemia ou não.
A pesquisa que deu origem à nova ferramenta começou quando a estudante tinha 15 anos. Sua prima foi diagnosticada com câncer de mama e Wenger decidiu juntar seus conhecimentos de programação para ajudar na melhor detecção da doença.
Para isso, ela analisou padrões genéticos a fim de identificar quais aspectos estavam presentes em células cancerígenas. O trabalho voltado para o câncer de mama rendeu a Wenger um prêmio de 10 mil dólares pago pelo Google em 2012. Foi um estímulo para ela prosseguir buscando uma solução similar para a leucemia.
Como funciona
Por meio do site Cloud4Cancer, é possível ter uma ideia de como a ferramenta funciona. A plataforma foi criada pela jovem para que o algoritmo ficasse ao alcance dos médicos. Nela, o especialista preenche um breve formulário sobre os aspectos de uma amostra celular previamente recolhida e recebe na hora o diagnóstico sobre o câncer de mama.
Os números do trabalho são animadores. A ferramenta identificou cerca de 99% dos casos de câncer avaliados – índice de sucesso 5% acima daquele oferecido por outros métodos disponíveis no mercado. Ao todo, mais de 7 milhões de testes já foram realizados com o algoritmo em três anos.
"Eu ensinei o computador a responder uma questão simples: o nódulo é maligno ou benigno?", resume Wenger.
O Instituto Nacional do Câncer estima que 52 mil novos casos de câncer de mama foram registrados no Brasil em 2012. Na última semana, a atriz Angelina Jolie, que tinha predisposição genética para a doença, teve suas mamas removidas cirurgicamente para reduzir as chances de contrair a doença.
Assista aqui ao vídeo (em inglês) no qual Brittany fala sobre sua pesquisa sobre câncer de mama que levou à criação do algortimo premiado pelo Google: 



Médicos deveriam se submeter a exames de drogas e álcool

Para melhorar a segurança dos pacientes, os hospitais devem examinar aleatoriamente seus médicos quanto ao uso de drogas e álcool, da mesma forma que outras grandes indústrias fazem para proteger seus clientes.
A recomendação está sendo feita por especialistas da Universidade Johns Hopkins (EUA).
Além disso, dizem os especialistas, as instituições médicas devem seguir o exemplo de outras indústrias de alto risco, como as companhias aéreas, ferrovias e usinas nucleares, e defendem que os médicos sejam testados para disfunções geradas por drogas ou álcool imediatamente após uma morte inesperada de um paciente ou outro evento significativo.
"Os pacientes podem ser melhor protegidos contra danos evitáveis. Médicos e empregadores poderão contar com uma redução nos eventos negativos não-intencionais, acidentes, troca de mão-de-obra, e a identificação precoce de um problema debilitante," escrevem os autores Julius Cuong Pham, Peter Pronovost e Gregory Skipper no The Journal of the American Medical Association.


Os autores observam que "o teste obrigatório de álcool e de drogas para os médicos envolvidos com mortes inesperadas ou eventos sentinela não é uma prática em Medicina" ainda que os médicos sejam tão suscetíveis ao vício em álcool, narcóticos e sedativos quanto o público em geral - um evento sentinela é um incidente que resulta em morte ou danos físicos graves.
Eles recomendam que os hospitais tomem uma série de medidas como modelo para resolver esse negligenciado problema da segurança dos pacientes:
  • Exame físico obrigatório, testes de drogas ou ambos, antes da contratação de um médico por um hospital;
  • um programa aleatório de testes de álcool e de drogas;
  • uma política para testes de rotina de drogas e álcool para todos os médicos envolvidos com eventos sentinela que levem à morte do paciente;
  • estabelecimento de normas padrão por um hospital regulador nacional ou organismo de credenciamento.
Nos casos em que um médico esteja sem condições, o hospital poderia "suspender ou revogar os privilégios e, em alguns dos casos, relatar o caso para o organismo de licenciamento estadual," escrevem os autores.
Médicos com disfunção deveriam se submeter a tratamento e acompanhamento de rotina, como condição para continuar a exercer a profissão e contar com os privilégios hospitalares.
"Os pacientes e seus familiares têm o direito de ser protegidos de médicos deficientes," argumentam os autores. "Em outras indústrias de alto risco, este direito é garantido por regulamentos e fiscalização. Não deveria ser assim com a Medicina? Um sistema robusto para identificar médicos deficientes pode aumentar o profissionalismo que a revisão por pares procura proteger."
Mark Guidera

“Não há desculpas” para o diabetes

Quase um em cada três pacientes internados com diabetes são vítimas de erros de medicação que podem levar a níveis perigosos de glicose no sangue, de acordo com um relatório.
Hospitais da Inglaterra e do País de Gales cometeram pelo menos um erro por internamento no tratamento de 3.700 portadores de diabetes em uma semana, mostraram os dados.
Durante este período, os pacientes afetados sucumbiram a mais do que o dobro do número de episódios de hipoglicemia grave ou “hipo”, do que pacientes sem erros sofridos, de acordo com o National Audit Inpatient Diabetes.
Hipoglicemia ocorre quando os níveis de glicose no sangue caem a níveis perigosamente baixos e se não tratados podem levar a convulsões, coma ou morte.
Além disso, 68 pacientes desenvolveram cetoacidose diabética (CAD), durante a sua estadia no hospital.
Cetoacidose diabética ocorre quando os níveis de glicose no sangue são consistentemente altos e pode ser fatal se não for tratado.
Isto sugere que o tratamento com insulina não foi administrado por um período significativo de tempo, disse o relatório.
De acordo com os resultados, 32 por cento dos pacientes (3.430) apresentaram pelo menos um erro de medicação nos últimos sete dias de sua internação.
Esta foi uma pequena melhoria em relação ao ano anterior, quando o valor era de 36,6 por cento, ou 4.120.
Os erros mais comuns foram resultantes da não assinatura na cabeceira da cama do gráfico de informações do paciente, em relação à insulina já aplicada, o que aconteceu com 11,1 por cento dos pacientes (440), e por não ajustarem adequadamente a medicação quando o paciente tinha um alto nível de açúcar no sangue, que aconteceu para 23,9 por cento (800).



















Mais de 17 por cento (600) dos pacientes com erros de medicação tiveram um ataque de hipoglicemia grave, enquanto no hospital, em comparação com 7,5 por cento (550) dos pacientes que não sofreram erros em sua medicação.
O relatório também descobriu:
  • Quase um terço (30,6 por cento) dos pacientes que responderam ao questionário sobre sua experiência de paciente, disseram não ter sido capazes de assumir o controle de sua própria diabetes, enquanto no hospital, tanto quanto gostariam de ter.
  • Mais de 13 por cento dos pacientes disseram que o hospital não forneceu o tipo certo de alimento para gerenciar a sua diabetes.
  • Quase 10 por cento dos pacientes internados com diabetes haviam tomado uma infusão de insulina nos últimos sete dias do período de auditoria, mas os profissionais de saúde sugeriram que um décimo dessas infusões foram indevidas.
  • Nível das pessoal especializado era menor do que o recomendado.
Chefe da Auditoria, o clínico Dr. Gerry Rayman, médico consultor e chefe do serviço de Ipswich Hospital NHS Trust Diabetes e Centro de Endocrinologia, disse: “Embora seja gratificante ver que tem havido melhorias em erros de medicação desde a última auditoria, há um longo caminho a percorrer e de fato a maioria dos médicos e enfermeiros do hospital ainda não têm formação básica em gestão de insulina e controle da glicose”.
“A formação deve ser obrigatória para melhorar o controle do diabetes e reduzir a freqüência de hipoglicemia grave”.
“Ele também é necessário para evitar que a cetose diabética ocorra em um hospital, para o qual não pode haver nenhuma desculpa”.
“Sua ocorrência é negligente e nunca deve acontecer.”
Diabetes UK disse que as descobertas eram um indício de como os hospitais estão deixando de cuidar de pessoas com diabetes.
Chefe executivo Barbara Young disse: “O fato de existir tantos erros, para algumas pessoas ficar no hospital significa que eles pioram, o que simplesmente não deveria estar acontecendo”.
“Má gestão de glicose no sangue, causado por erros no tratamento hospitalar, está levando a graves e perigosas consequências para muitos pacientes”.
“Embora saibamos que foram tomadas algumas excelentes medidas, incluindo cursos e ferramentas online para aumentar o conhecimento e a educação entre a equipe de saúde para o tratamento de pessoas com diabetes em enfermarias de hospitais, não estamos vendo bons resultados ainda”.
“O fato de que a situação pouco melhorou no último ano mostra que o SNS ainda não está levando isso a sério o suficiente”.
“Ação urgente é necessária para certificar-se de que o pessoal de enfermaria geral é competente e confiante em relação ao tratamento de pacientes com diabetes”.
A auditoria foi realizada pelo Ministério da Saúde e do Centro de Informações Assistência Social em parceria com a Diabetes UK, e encomendada pela Parceria de Melhoria da Qualidade Healthcare.
Ele analisou dados de cabeceira para 12.800 pacientes e 6.600 questionários de paciente, cobrindo assuntos como erros de medicação e dano ao paciente por um período de sete dias em outubro de 2011.
Ela envolveu 11.900 pacientes em 212 hospitais ingleses e 900 pacientes em 18 hospitais de Gales.
O Departamento de Saúde (DH), disse que a gestão da medicina melhorou desde 2010, mas admitiu que ainda há muitos erros.
Um porta-voz  disse: “Vamos continuar a trabalhar com os médicos para reduzir os erros para que os pacientes possam ter a certeza de que os medicamentos que recebem são seguros e apropriados.”
  


Café pode reduzir risco de cancro oral

21 de Maio - 2013
Um novo estudo da Sociedade Americana de Cancro revela que existe uma relação direta entre beber café e a redução do risco de morte devido a cancro oral e da faringe.


Entre os indivíduos estudados, os que bebiam mais do que quartro cafés por dia tinham metade da probabilidade de morrer de cancro oral do que aquelas que bebiam café apenas ocasionalmente ou que não bebiam.
Os investigadores analisaram o consumo de café e de chá nas pessoas envolvidas num estudo sobre prevenção do cancro a decorrer desde 1982. Entre os 968 432 homens e mulheres que não tinham cancro quando se inscreveram, 868 morreram de cancro oral ou da faringe durante os 26 anos de follow-up deste estudo.
Beber mais do que quatro cafés por dia foi relacionado com a redução do risco de cancro oral em 49% dos casos, quando comparado com os casos de pessoas que só bebiam café ocasionalmente ou que não bebiam de todo.
O café contém antioxidantes e outros componentes que podem ajudar a proteger contra o desenvolvimento ou progressão do cancro. Os maiores fatores de risco continuam a ser o consumo de tabaco e de álcool.
A responsável por este estudo, Janet Hildebrand, disse que “não estamos a recomendar que todas as pessoas bebam quatro cafés por dia. Isto é apenas uma boa notícia para aqueles que gostam de beber café. Podem haver outros efeitos do café que podem impedir as pessoas com alguns problemas de saúde de beber muita cafeína”.

por Ana Rita Costa

Mais de 20% dos enfartes são ignorados nas urgências

Presença de técnicos de cardiopneumologia nas urgências seria uma das soluções para o problema

21 de maio de 2013 - 09h49

Um em cada cinco doentes que entram nas urgências com sintomas leves de enfarte são triados como casos não urgentes, por o seu problema não ser identificado, revelou hoje o presidente da Associação Portuguesa de Cardiologia de Intervenção (APCI).

Helder Pereira falava à Lusa a propósito do balanço de um ano de plena atividade em Portugal do programa Europeu Stent For Life, que visa diminuir a mortalidade por enfarte através de uma ação rápida, quer no pedido de ajuda dos doentes, quer na intervenção médica, que passa pela realização de angioplastias.

A triagem de Manchester (sistema de triagem por prioridade nas urgências hospitalares) pode representar nestes casos um entrave, porque se o doente se dirige pelos seus próprios meios ao hospital e entra com uma dor torácica leve ou uma dor abdominal alta não traumática pode ser triado como não urgente, o que acontece em 21% dos casos, explicou.

Como não é possível alterar sistema de triagem existente, o especialista sugere – proposta que já apresentou à tutela - a presença de técnicos de cardiopneumologia nas urgências, para fazerem eletrocardiogramas e reportarem os doentes que a triagem falha.

No entanto, Helder Pereira reconhece que este é “um problema menor” no âmbito do programa Stent For Life, que tem conhecido “grandes melhorias” desde que foi implantado em Portugal.


O principal problema que este projeto tem tentado resolver, e que de certa forma está ligado à questão das urgências hospitalares - é o atraso no atendimento do doente por este se deslocar pelos seus meios para um hospital quando sente dor no peito, em vez de chamar o INEM.

“Temos registado progressos sobretudo no atraso do doente, que era uma das principais barreiras. De 33% de doentes que ligavam para INEM, passou-se para 38%. Parece pouco mas é um progresso significativo, porque em situações de enfarte os minutos contam muito”, afirmou.

Quanto à mediana de tempo desde que começa a dor até pedir ajuda, baixou dos 118 minutos para 102 minutos, e a percentagem de pessoas que se dirigiam pelos seus meios para o hospital caiu de 60% para 40%, acrescentou o especialista.

O responsável pelo Stent For Life em Portugal destaca que “este programa tem como objetivo conseguir chegar ao número de 600 angioplastias primárias por milhão, por ano, e neste momento já se ultrapassou os 300 por milhão”.

Outro aspeto que melhorou foi a rede de atuação no país, já que o Alentejo, única que região que ainda estava de fora, passou a estar abrangido por infraestruturas de angioplastia primária, desde 2012.

Além disso, foi criada em cada uma das cinco regiões de saúde do país “um mini Stent For Life” que coordena as ações nas respetivas regiões.

Helder Pereira refere ainda o sucesso da parceria com o INEM.

Por um lado, o INEM transmite imediatamente ao hospital para onde se dirige o eletrocardiograma do doente, de forma a que quando o doente chega esteja tudo preparado para fazer uma angioplastia primária.

Por outro lado, o INEM passou a fazer o transporte destes doentes entre hospitais (nos casos em que a pessoa se dirige pelos seus meios a um hospital que não efetue angioplastias).

“O INEM já assume a missão de transportar os doentes. No momento zero [ano de arranque do projeto, em 2011], nenhum doente foi transportado entre hospitais pelo INEM. Neste momento esse transporte já é assegurado em 31% dos casos”, explicou.

O balanço da iniciativa Stent For Life em Portugal vai ser apresentado hoje em Paris.

Segundo Helder Pereira, Portugal foi convidado a participar no “Congresso Euro PCR” por ser um exemplo de “sucesso com gastos reduzidos”, para outros países.

Lusa



segunda-feira, 20 de maio de 2013

Bebida e fumo em conjunto causam 'envelhecimento precoce' do cérebro

Indivíduos dependentes de álcool e fumantes apresentam mais problemas com a memória e capacidade de pensar com rapidez

Foto: Igor Kovalchuk/Foto Stock


O consumo de bebida e o fumo em excesso causam envelhecimento precoce do cérebro, de acordo com estudo de pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Francisco, nos EUA.
Os resultados mostram que os indivíduos dependentes de álcool que fumam apresentam mais problemas com a memória, capacidade de pensar com rapidez e eficiência e habilidades de resolução de problemas do que aqueles que não fumam. Segundo os pesquisadores, os efeitos parecem se tornarem agravados com a idade.
O líder da pesquisa, Timothy C. Durazzo e seus colegas compararam o funcionamento neurocognitivo de quatro grupos de participantes, todos com idades entre 26 e 71 anos. Os participantes foram divididos entre indivíduos saudáveis que nunca fumaram ou "controles" (n = 39); e indivíduos viciados em álcool em tratamento de abstinência por um mês que nunca foram fumantes (n = 30); ex-fumantes (n = 21) e fumantes (n = 68).
As habilidades cognitivas avaliadas incluíram eficiência cognitiva, funções executivas, habilidades motoras finas, inteligência geral, aprendizagem e memória, velocidade de processamento, funções visuo-espaciais e memória de trabalho.
"Descobrimos que, em um mês de abstinência, indivíduos dependentes de álcool que fumavam tiveram efeitos do envelhecimento maiores que o normal sobre as medidas de aprendizagem, memória, velocidade de processamento, raciocínio e resolução de problemas e habilidades motoras finas", afirma Durazzo.
Indivíduos viciados em álcool que nunca fumaram e aqueles que eram ex-fumantes apresentaram mudanças equivalentes ao aumento da idade em todas as medidas, como os controles não fumantes.
Segundo os pesquisadores, estes resultados indicam que a combinação de dependência de álcool e tabagismo crônico ativo foi relacionada a uma diminuição anormal de várias funções cognitivas com a idade.
"Os dados indicam que os efeitos combinados dessas drogas são especialmente prejudiciais e tornam-se ainda mais evidentes com o avanço da idade. Em geral, as pessoas mostram declínio cognitivo em idade mais avançada. No entanto, parece que os anos de vício em álcool combinado com uso do cigarro agravam este processo, contribuindo para um declínio ainda maior em habilidades de pensamento em anos posteriores", conclui a pesquisadora Alecia Dager, da Universidade de Yale, nos EUA.

Fonte: Isaude.ne


Vitamina D, a vitamina do sol, pode ajudar no tratamento de asma

O tempo que pacientes que sofrem de asma ficam sob a luz do sol pode ter um impacto sobre os efeitos da doença, revela um estudo de uma equipe de cientistas da universidade King’s College, de Londres.




















A pesquisa indica uma relação entre baixos níveis de vitamina D, que é fabricada pelo corpo durante a exposição ao sol, à piora dos sintomas da asma.
Dentre os resultados do trabalho, os especialistas descobriram que o contato com a luz solar "acalma" uma parte do sistema imunológico que é estimulada em excesso pela asma.
O tratamento de pacientes asmáticos com a administração de vitamina D, no entanto, não foi testado pelo estudo.
As pessoas que têm asma apresentam dificuldades para respirar quando suas vias aéreas ficam inchadas, inflamadas e contraídas, e elas geralmente são tratadas com esteroides, mas nem todos respondem bem.













Controle
"Nós sabemos que pessoas com altos níveis de vitamina D conseguem controlar melhor sua asma – esta conexão chama bastante a atenção", disse a pesquisadora Catherine Hawrylowicz.
A equipe da cientista investigou o impacto da vitamina em uma substância química do corpo humano, interleucina-17.
Trata-se de uma parte vital do sistema imunológico que ajuda a combater infecções.
Entretanto, ela também pode causar problemas quando atinge níveis muito altos e já foi relacionada intensamente à asma.
Neste estudo, divulgado na publicação especializada Journal of Allergy and Clinical Immunology, a vitamina D foi capaz de reduzir os níveis de interleucina-17 em 28 pacientes.

Testes clínicos

A equipe do King’s College realiza agora uma série de testes clínicos para ver se a administração de vitamina D pode realmente ajudar os pacientes de asma a lidarem melhor com os sintomas da doença.
O foco do estudo deve ser os pacientes que não respondem bem aos esteroides, e produzem sete vezes mais interleucina-17 do que os outros.
"Nós acreditamos que tratar as pessoas com vitamina D pode fazer com que os pacientes resistentes aos esteroides passem a responder a eles ou permitam que aqueles que já conseguem controlar sua asma tomem menos esteroides", disse Hawrylowicz.
A especialista explica que uma cultura de se cobrir no sol e usar protetor solar pode ter aumentado as taxas de asma, mas ela aproveita para alertar que "sol demais faz mal".

Efeitos colaterais

Malayka Rahman, da organização de caridade britânica voltada para o tratamento e esclarecimento sobre asma, a Asma UK, valoriza os resultados do trabalho.
"Para a maioria das pessoas com asma, os remédios atualmente disponíveis são uma forma efetiva de controlar a doença, mas nós sabemos que eles não funcionam para todos, e é por isso que pesquisar novos tratamentos é vital", disse.
Ela também menciona o fato de muitos destes medicamentos apresentarem efeitos colaterais – algo que poderia ser aliviado com uma diminuição da quantidade de remédios ingeridos pelos asmáticos.
"Também sabemos que muitas pessoas com asma se preocupam com os efeitos adversos dessas drogas, então se a vitamina D reduzir a quantidade de remédios necessária, isto teria um impacto enorme na qualidade de vida desses pacientes", afirmou.

Fonte: James Gallagher
Repórter de Ciência e Saúde da BBC News



Lei que obriga tratamento em 60 dias para câncer começa a valer dia 23 de maio

Prazo começa a contar após identificação no prontuário, informou ministro.
Governo dará incentivo fiscal para doações que beneficiem serviço na área.
 


Alexandre Padilha, ministro da Saúde, em coletiva nesta
quinta (16) (Foto: Mariana Oliveira/G1).


A lei que estabelece prazo de até 60 dias para que pacientes com câncer comecem o tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS) começa a valer em todo o país na próxima quinta-feira (23).
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, apresentou nesta quinta (16) detalhes sobre a nova regra e informou que o prazo começa a ser contado a partir da inclusão do laudo que confirmou o diagnóstico no prontuário do paciente.
O intervalo de dois meses é válido para que o paciente passe por cirurgia ou inicie sessões de quimioterapia ou radioterapia.
A nova regra tem apenas três exceções de casos que não precisam ser tratados dentro desse prazo: câncer de pele não melanoma, câncer de tireoide que não seja de alto risco e casos sem indicação de cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Segundo explicou a coordenadora de Oncologia do MInistério da Saúde, Patrícia Sampaio, em algumas dessas situações o tratamento com remédios começa imediatamente após o diagnóstico.
A nova legislação que obriga o tratamento foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff em 23 de novembro de ano passado (o texto previa que a regra passaria a vigorar em 180 dias).
De acordo com Padilha, os pacientes deverão buscar os equipamentos de saúde do município e poderão cobrar a Secretaria Municial de Saúde caso o prazo máximo esteja próximo do fim e o tratamento não tenha começado. "Sabemos que será um grande desafio para os municípios cumprir o prazo, mas é preciso que o cidadão busque informações nos equipamentos de saúde. [...] O ministério também terá uma comissão de acompanhamento de cumprimento dos prazos em todo o país", disse.
Segundo ele, a partir desta quinta (16),  municípios e estados terão acesso ao Sistema de Informação do Câncer (Siscan), que reunirá o histórico de todos os pacientes e do tratamento de cada um. Prefeituras e governos estaduais serão obrigados a cadastrar as informações no sistema a partir de agosto. Quem não fizer, terá repasses suspensos por parte do governo federal.
Dados do ministério - que têm desasafem de dois anos e foram coletados após entrevistas com pacientes - mostram que, antes mesmo da nova lei, 78% dos casos de câncer em estágio inicial já são tratados em até 60 dias; nos casos de câncer em estágio avançado, o percentual sobe para 79%. As informações mostram ainda que 95% das crianças e adolescentes começam a ser tratados dentro desse prazo.
Conforme Padilha, apesar dessas informações positivas, há grande desigualdade em relação ao tratamento em cidades mais distantes dos grandes centros urbanos. "Queremos reduzir as desigualdades em relação ao tratamento de câncer no país. Queremos que todos sejam tratados em 60 dias."
Segundo o ministro, um dos principais entraves para cumprimento dos prazos é a falta de médicos oncologistas no Brasil. Para tentar solucionar a questão, disse ele, há convênios com hospitais para abertura de vagas em residência médica. O Ministério da Saúde também está investindo na compra de equipamentos, informou Padilha.
Incentivo fiscal
O governo também informou que dará incentivo fiscal a pessoas físicas e jurídicas que fizerem doações para iniciativas de prevenção e combate ao câncer. Pelas regras, o contribuinte poderá deduzir até 1% do Imposto de Renda devido.
Primeiramente, as entidades interessadas precisarão apresentar projetos na área assistencial, formação de profissionais e pesquisas. As iniciativas serão avaliadas pelo Ministério da Saúde. Se os projetos forem aprovados, as pessoas ou empresas que fizerem doações terão o benefício fiscal.
As doações podem ser feitas por transferência de valores ou cessão de bens móveis, material de consumo, hospitalar, medicamentos ou itens de alimentação. "Além de contribuir fortemente para humanizar o atendimento às pessoas com câncer, [o incentivo] certamente será um estímulo para pesquisas", avaliou o ministro Alexandre Padilha.
Dados sobre o câncer
O governo apresentou estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) de que 518 mil casos de câncer sejam diagnosticados somente neste ano. Somente no ano passado, foram mais de 500 mil casos constatados e o gasto público por internações com câncer foi de R$ 806 milhões. Trata-se da segunda doença que mais mata no Brasil, depois apenas das complicações cardiovasculares.
Entre as mulheres, o câncer que mais mata é o de mama - foram 12.705 casos entre 2010 e 2011 que representaram 15,3% das mortes femininas no país. Já entre os homens o câncer de traqueia, brônquios e pulmões somou 13.677 casos no mesmo período, alcançando 14,2% dos óbitos.
De acordo com o ministro Alexandre Padilha, a população também precisa melhorar hábitos como forma de prevenção da doença. "É um problema de saúde pública que será cada vez mais presente por conta do modelo de vida, urbanização e do envelhecimento da população. [...] A prevenção do câncer, antes de mais nada, é não fumar, ter hábitos saudáveis, fazer exercícios."



domingo, 19 de maio de 2013

19 de maio – Dia Mundial de Combate à Hepatite

Considerada um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo, a hepatite é a inflamação do fígado e pode ser causada por vírus, consumo de álcool e drogas, uso de alguns tipos de remédios, além de doenças autoimunes, metabólicas e genéticas.

Existem cinco tipos de vírus causadores da hepatite: o A, B, C, D e E. No Brasil, porém, os casos mais comuns são os tipos causados pelo vírus A, B e C. Os tipos D e E são mais frequentes no continente africano e asiático. No Brasil podem ser registrados nas regiões norte e nordeste, devido à falta de saneamento básico em alguns locais.


Levantamento realizado pelo Ministério da Saúde indica que 33 mil novos casos de hepatites virais são registrados no País por ano. O maior número de infecções entre 1999 e 2011 é de hepatite B, que atingiu 120 mil pessoas. 
No mundo, a hepatite C é a que mais acomete as pessoas, aproximadamente 3% da população mundial, 170 milhões de pessoas, são portadores do tipo da doença.  “A hepatite C é considerada a principal causa de transplante de fígado em países desenvolvidos e responsável por cerca de 60% das hepatopatias crônicas”, afirma Cátia Rejania Ribeiro de Melo, coordenadora do Núcleo de Gastroenterologia do Hospital Samaritano de São Paulo.
As hepatites virais têm como sintomas mais frequentes o cansaço, tontura, enjoo, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Os sintomas, no entanto, muitas vezes não são facilmente identificados, dificultando o diagnóstico da doença, que é confirmada por meio de exames de sangue específicos. “A incidência da hepatite ainda é grande no Brasil e o grande problema é que seus sintomas não são tão facilmente identificados”, destaca Cátia.
A hepatite tipo A é transmitida por meio da ingestão de alimentos contaminados com fezes infectadas pelo vírus. O tipo B é transmitido por meio de contato com sangue de uma pessoa que tenha a doença, relação sexual sem uso de preservativo ou de mãe para filho, por meio do cordão umbilical. O tipo C é transmitido somente por meio do sangue contaminado com o vírus.
A especialista explica que todos os tipos de vírus causam um quadro de hepatite aguda e, os tipos B, C e D, se  não tratados corretamente, podem evoluir para cirrose, mau funcionamento do fígado e câncer hepático, além de infecção crônica e prolongada.
Algumas atitudes simples, porém, podem ajudar na prevenção da doença. Manter as mãos sempre limpas e higienizadas previnem a hepatite A. Já a hepatite B e C podem ser evitadas com o uso de preservativos durante as relações sexuais, além de evitar o compartilhamento de seringas e contato com sangue. “A hepatite B é a única que tem uma vacina de prevenção. Ela foi criada em 1982 e, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, é eficaz em 95% dos casos. Mais de um bilhão de doses da vacina já foram utilizadas em todo o mundo”, conclui Cátia.

Hospital Samaritano




Doenças mentais afetam 700 milhões

As doenças mentais e neurológicas representam já um terço do total de casos de doenças não transmissíveis no mundo.
































Grande parte de 700 milhões de pessoas afetadas por doenças mentais e neurológicas não está a ser acompanhada a nível médico, segundo dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
Por forma a reverter esta situação, a OMS redigiu uma proposta de Plano de Ação para a Saúde Mental 2013-2020 que deverá ser analisado e aprovado pelos estados membros da Assembleia Mundial da Saúde, que vai decorrer esta semana em Genebra, Suíça.
O documento refere que as doenças mentais representam 13 por cento do total de todas as doenças do mundo e são já um terço das patologias não transmissíveis.
Segundo as estimativas da OMS, cerca de 350 milhões de pessoas deverão sofrer de depressão e 90 milhões terão uma desordem pelo abuso ou dependência de substâncias.
No foro neurológico, calcula-se que 50 milhões de pessoas sofram de epilepsia e mais de 35 milhões devem sofrer de Alzheimer ou de outros tipos de demências.
Na União Europeia, estima-se que a falta de produtividade decorrente das doenças mentais provoque uma quebra do Produto Interno Bruto (PIB) de entre três a quatro por cento. Já o Fórum Económico Mundial indica que o custo global das doenças mentais ultrapassa os 2,5 mil milhões de dólares (cerca de dois mil milhões de euros).
Apesar do impacto social e econômico destas doenças, a sua prevenção e tratamento não têm sido prioritários, considera a OMS, que pretende inverter esta situação com o Plano de Ação que será apresentado esta semana.


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