segunda-feira, 4 de março de 2013

DF começa a vacinar meninas de 11 a 13 anos contra o HPV

 

Fonte: Terra EM http://noticias.terra.com.br/brasil/df-comeca-a-vacinar-meninas-de-11-a-13-anos-contra-o-hpv,b630f5ac7bb2d310VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html

04 de Março de 2013•10h43

O governo do Distrito Federal (GDF) vai iniciar esta semana a vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) em meninas de 11 a 13 anos que estudam em escolas públicas e privadas. A imunização será feita no próprio colégio pelos professores que, segundo a Secretaria de Saúde, foram capacitados para a ação.

A criança ou adolescente na faixa etária definida precisa de autorização dos pais para receber a dose, aplicada em três etapas. De acordo com a secretaria, os pais estão sendo orientados pelos colégios para permitir a vacinação.

Em setembro do ano passado, o Senado aprovou projeto de lei que prevê que meninas de 9 a 13 anos tenham o direito de receber gratuitamente na rede pública de saúde a vacina contra o HPV. O texto, de autoria da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), ainda precisa ser analisado pela Câmara dos Deputados.

A Secretaria de Saúde do DF, em parceria com a Secretaria de Educação, decidiu imunizar, em um primeiro momento, apenas meninas de 11 a 13 anos em razão do preço elevado da vacina. A expectativa é que, nos próximos anos, toda a faixa etária prevista no projeto receba a dose.

O GDF destacou que a dose é nova no calendário de vacinação da rede pública, mas tem a eficácia garantida. Reações adversas como febre podem ser registradas como em qualquer outro processo de imunização. O alerta maior é que a vacina protege apenas contra o HPV e não previne as demais doenças sexualmente transmissíveis (DST).

ESPÍRITO SANTO: surto de dengue no Estado

 

 

Publicado em 01/03/2013

Mais de 13 mil casos de dengue, duas mortes confirmadas este ano. E a Secretaria Estadual de Saúde alerta: a situação pode piorar. Em um bairro de Cariacica quase todos os moradores de uma rua estão com a doença. No município já são dois mil casos registrados.

Nota: então, vale o reforço para tomar os cuidados em casa e não dar moleza para o mosquito da dengue. Mais de 250 casos são registrados por dia no estado. Os municípios mais atingidos são: Colatina, Serra, Cariacica, Guarapari, Piúma e Linhares.

Sistema de contagem de calorias está errado, dizem cientistas

 

Fonte: DIARIO DA SAUDE em http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=sistema-contagem-calorias-esta-errado&id=8612

04/03/2013

 

Com informações da Science

Métrica errada

Há algum tempo que oscientistas vêm questionando o sistema de cálculo de calorias nos alimentos.

Fale com um nutricionista, ou ouça o discurso das autoridades de saúde, e verá que todas as recomendações são baseadas nas calorias.

Mas, e se essa métrica - a própria contagem de calorias - estiver errada?

Que o sistema contém imprecisões sérias é algo sobre o que não há mais dúvidas.

"Nosso atual sistema de avaliar as calorias está certamente errado," disse Richard Wrangham, da Universidade de Harvard e coordenador de um painel que mostrou as deficiências do sistema durante a recente reunião da Associação para o Progresso da Ciência dos EUA.

Como as calorias são calculadas

O processo usado para estimar as calorias dos alimentos foi desenvolvido na virada do 19 para o século 20 por Wilbur Atwater.

É um sistema simples, que atribui quatro calorias para cada grama de proteína, nove calorias para cada grama de gordura, e quatro calorias para cada grama de hidrato de carbono.

Mais tarde, o sistema foi modificado para adicionar duas calorias para cada grama de fibra.

O painel de especialistas coletou uma série de evidências científicas que mostram que há muitos erros nesse sistema de atribuição das calorias aos alimentos.

Eles foram unânimes em atribuir falhas ao sistema de medição das calorias em pelo menos três itens:

  • ele não leva em conta a energia utilizada para digerir os alimentos;
  • não considera a parcela que as bactérias orais e intestinais retiram de vários alimentos; e
  • não considera as propriedades dos diferentes alimentos em si, que aceleram ou retardam sua viagem através dos intestinos.

Cru ou cozido?

As diferenças começam quando as calorias são medidas no mesmo alimento cru ou cozido - o organismo lida com os dois de forma totalmente diferente.

Normalmente se afirma que os alimentos cozidos têm menos calorias do que os mesmos alimentos crus.

Na verdade, afirmam os especialistas, o processo de cozimento "gelatiniza" o colágeno da carne, tornando-a mais fácil de mastigar e digerir - assim, a carne cozida tem mais calorias do que a carne crua.

As batatas são outro exemplo, onde o cozimento tira as qualidades naturais das proteínas, alterando seu valor calórico.

A forma como os alimentos são processados também pode torná-los mais fáceis de digerir, diminuindo a energia necessária para que o organismo os absorva, alterando totalmente sua contagem de calorias.

O que fazer? Ainda não há uma proposta definitiva, mas pelo menos um país, a Austrália, já baniu o sistema de cálculo das calorias devido aos erros que ele induz.

Álcool líquido acima de 54° GL não pode ser comercializado

 

Fonte: BLOG DA SAUDE em http://www.blog.saude.gov.br/alcool-liquido-acima-de-54-gl-nao-pode-ser-comercializado

1 de março de 2013

Os consumidores devem ficar atentos no momento de comprar álcool líquido. Uma determinação da Anvisa tirará de circulação o álcool líquido com graduação maior que 54° GL (46,3 INPM), em sua forma mais inflamável. Sendo assim, o álcool em alta graduação só poderá ser vendido na forma de gel.

O coordenador de Regulação de Saneantes da Anvisa, Francisco Macilha explica: “O álcool liquido não está proibido. O que está proibido é o álcool líquido em alta graduação, acima de 46%. O álcool 46% na forma líquida é mais diluído e continua sendo permitido. Quanto mais alta a graduação, mais álcool tem e menos água. Acima de 46% só pode ser comercializado em gel. Mas esses valores estão especificados no rótulo dos produtos”.

Em 2002, a Anvisa já havia publicado a RDC 46/02 que proíbe a fabricação, exposição à venda ou entrega ao consumo do álcool etílico de alta graduação. Entretanto, uma entidade representativa do setor obteve uma decisão judicial que permitia aos seus associados continuar comercializando o produto. Por isso, ainda existe álcool líquido de alta graduação circulando no mercado.

Uma decisão judicial do fim de 2012 reconheceu a legalidade da resolução da Anvisa e proibiu que a entidade permanecesse vendendo a solução. A partir de agora, álcool líquido só pode ser comercializado com graduação igual ou inferior a 46,3°INPM (54° GL). Na época, a medida teve como objetivo reduzir o número de acidentes e queimaduras geradas pelo álcool líquido, com alto poder inflamável, além da ingestão acidental. Entre as maiores vítimas deste tipo de acidente estão as crianças que se envolvem em acidentes domésticos.

“Muitas organizações vieram até a Anvisa pedir que fosse feito alguma coisa diante do número elevado de acidentes que envolviam álcool. A Sociedade Brasileira de Queimaduras nos passou números de um estudo onde mostrava que 150 mil pessoas tinham queimaduras provocadas pelo produto líquido, por ano”, comenta. A norma também determina que o produto líquido disponível no mercado tenha uma substância desnaturante, tornando-a intragável para evitar que pessoas o ingiram.

Acidentes – Após a publicação da RDC em 2002, houve uma redução de 60% dos casos de acidentes com álcool, por ano, segundo estimativa da Sociedade Brasileira de Queimaduras. Acidente com álcool reduziu de 150 mil para 60 mil e acidente com crianças, envolvendo álcool, reduziu de 45 mil para 18 mil. O coordenador da Regulação de Saneantes acredita que após a saída dos produtos que ainda estavam no mercado haverá uma redução ainda maior dos casos.

“As pessoas sempre têm que ter cuidado ao manusear álcool. Em gel ele também pega fogo, mas para acender uma churrasqueira, por exemplo, ele não espalha tanto quanto o liquido. Geralmente a pessoa joga o álcool da garrafa direto na churrasqueira e com o álcool gel não tem essa possibilidade da chama vir em direção à garrafa, causando um sério acidente. O gel para efeitos de limpeza e desinfecção também é melhor, porque o liquido evapora muito rápido e não dá tempo de matar as bactérias. Ou seja, o álcool concentrado traz mais riscos do que benefícios”, alerta Francisco Macilha.

Exceção – Os produtos comercializados para fins industriais e hospitalares continuam liberados. Também pode ser comercializado para o consumidor final o álcool líquido com teor maior que 54° GL em embalagens de no máximo 50 mililitros.

Fique Ligado – Gay Lussac (GL) é a medida que estabelece o grau alcoolico das substâncias líquidas. Esta informação aparece nas embalagens de álcool, sendo que 54° GL é equivalente a 46,3° INPM, outra medida que também pode ser utilizada nas embalagens.

Camilla Terra / Blog da Saúde

Ministro Padilha dá posse a presidente da Fiocruz

 

Fonte: BLOG DA SAUDE em http://www.blog.saude.gov.br/ministro-padilha-da-posse-a-presidente-da-fiocruz/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=ministro-padilha-da-posse-a-presidente-da-fiocruz

2 de março de 2013

Foto: Erasmo Salomão – ASCOM/MS

O presidente reeleito da Fiocruz, Paulo Gadelha, tomou posse nesta sexta-feira (1º/3) para o seu segundo mandato à frente da instituição. Reeleito pelos servidores da Fundação em novembro, Gadelha foi reconduzido ao cargo por decreto da presidente Dilma Rousseff e empossado em cerimônia no campus de Manguinhos que contou com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Ao discursar, Padilha disse que o processo democrático e participativo da Fiocruz, reafirmado com a solenidade de posse, é um exemplo para outras instituições e reforça o papel singular que a Fundação ocupa na História do Brasil. “Temos uma noção exata do que a Fiocruz passou a representar para a saúde e a ciência nos últimos dez anos, ao ganhar uma dimensão ainda maior do que já tinha. E na próxima década, com tudo que está planejado e será investido, passará a ter mais destaque, contribuindo para tornar o país menos desigual e iníquo”.

Bastante emocionado, o que o levou a interromper o discurso em diversas ocasiões, Gadelha agradeceu a confiança depositada nele pelos servidores, que o reelegeram, e exclamou que “a intimidade e a familiaridade que me unem a Manguinhos mesclam-se com o sentimento de uma enorme responsabilidade de projetarmos um legado, que é patrimônio nacional, e realizar expectativas”. Entre os participantes da cerimônia estavam o secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Hans Dohmann, do diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Dirceu Barbano, do secretário-executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luiz Antonio Elias, do secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha, do presidente do Instituto Sul-Americano em Saúde (Isags), José Temporão, de presidentes de associações do setor saúde (públicas e privadas), de representantes de comunidades do entorno da Fundação e do presidente do Sindicato dos Servidores da Fundação (Asfoc-SN), Paulo Garrido.

Ao fazer uma correlação entre a atuação e o crescimento da Fiocruz nos últimos dez anos e a situação nacional, Padilha observou que expansão da cobertura de atenção básica à saúde, que neste período subiu de 16 milhões para 100 milhões de brasileiros, a redução pela metade das mortalidades materna e infantil, as ações de cooperação sul-sul na área da saúde, a formação de recursos humanos, a melhor gestão dos hospitais federais, o incremento na produção de medicamentos e vacinas, entre outros itens, têm a participação direta ou indireta de pesquisadores da Fundação. “Esses avanços se devem à consolidação desta instituição como referência para o sistema público, universal e gratuito de saúde”, disse o ministro. Segundo Padilha, há um espaço a ser ocupado pela Fundação tanto no mercado nacional de saúde quanto no internacional, desde que, sem abrir mão de seu caráter público, transforme seu modelo gerencial: “assim a Fiocruz poderá exportar vacinas, incorporar novas tecnologias, produzir novos medicamentos e insumos e ampliar sua posição como Instituição Estratégica de Estado para a Saúde”.

O ministro lembrou que neste sábado o Estado do Rio de Janeiro passará a contar com 204 médicos selecionados para participar do Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab), iniciativa que conta com a parceria da Fiocruz. E, para reforçar o aspecto ímpar do processo eleitoral da Fundação, comentou que, entre todos os membros do Colegiado do Ministério da Saúde, o presidente da Fundação é o único eleito. Todos os demais, em seus respectivos cargos, são indicados e nomeados.

Em sua intervenção, Gadelha disse que a expressão-síntese que foi adotada para a Fundação em seu primeiro mandato, “Instituição Estratégica do Estado para a Saúde”, traduz o compromisso com o país, o lugar e o sentido da missão da Fiocruz e ganhou, a partir da gestão inicial, uma nova dimensão, ao ampliar de forma significativa sua participação nacional e internacional, contribuindo para as políticas de Estado e para o fortalecimento do SUS. Gadelha listou os avanços que a Fundação tem obtido e anunciou planos. Segundo ele, “a dimensão estratégica de Estado para a saúde, em forte interação com as realidades regionais, está no DNA desta instituição. A atualização do projeto nacional da Fiocruz, mobilizando toda a sua competência, é prioridade absoluta. E, para sua maior abrangência, vamos ampliar nossa presença, abrindo unidades no Ceará, em Rondônia, no Mato Grosso do Sul e no Piauí, chegando a todas as regiões e a 11 estados brasileiros”.

Gadelha afirmou que a Fiocruz ”vem contribuindo, com papel destacado, para as concepções do conceito e das formas e instrumentos de consolidação do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, orientada para dar respostas às demandas sociais e de sustentabilidade do SUS”. Ele citou a participação da instituição em programas prioritários do governo, como Farmácia Popular, Rede Cegonha, Brasil Carinhoso, Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, entre outros. Acrescentou que a Fiocruz responde por seis das 13 vacinas do Programa Nacional de Imunizações e, no programa brasileiro de Aids, contribui com sete dos 20 tipos de medicamentos que beneficiam 217 mil pessoas. E recordou que a Fundação apoia fortemente o programa Brasil sem Miséria, com projetos voltados para o semiárido nordestino, acesso à agua e concessão de bolsas de doutorado e pós-doutorado para trabalhos socialmente relevantes.

O presidente da Fiocruz também disse que, no momento em que o SUS completa 25 anos, a instituição vai investir, nesta sua segunda gestão, em pesquisas para doenças crônico-degenerativas, cardiovasculares, auto-imunes e neurológicas, obesidade, envelhecimento e doenças negligenciadas, além de estabelecer uma rede de instituições para o desenvolvimento de pesquisas sobre as recentes mudanças demográficas e epidemiológicas verificadas no Brasil. Outro foco será contribuir com a construção da Agenda de Desenvolvimento Pós-2015 das Nações Unidas e na definição dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

O segundo mandato de Gadelha vai até o final de 2016. Ele obteve 2.415 votos para primeiro lugar na votação realizada em novembro passado, quando foram às urnas 4.211 eleitores – uma taxa de comparecimento de 83,6% do total de servidores. O resultado foi homologado pelo Conselho Deliberativo da Fiocruz, por unanimidade de seus membros, e então encaminhado ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A presidente Dilma Rousseff, por meio de decreto publicado no Diário Oficial da União de 18 de janeiro, reconduziu Gadelha ao cargo de presidente da instituição. Graduado em medicina e doutor em saúde pública, Gadelha atua na gestão institucional da Fundação desde 1985. É presidente da Fiocruz desde 2009.

 

Fonte: Agência Brasil

Crianças de 1 a 4 anos são principais vítimas de intoxicação por medicamentos, alerta médico

 

Fonte: FOLHA VITÓRIA em http://www.folhavitoria.com.br/geral/noticia/2013/03/criancas-de-1-a-4-anos-sao-principais-vitimas-de-intoxicacao-por-medicamentos-alerta-medico.html

3/3/2013 às 15h42 - Atualizado em 3/3/2013 às 15h42

Agência Brasil

Redação Folha Vitória

A curiosidade infantil e o apelo visual dos medicamentos coloridos em cápsulas, comprimidos ou líquidos acondicionados em frascos são um perigo à saúde das crianças, principalmente, na faixa etária de 1 a 4 anos. O alerta é do médico e toxicologista Anthony Wong, diretor do Centro de Assistência Toxicológica (Ceatox) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Ele observou que cada vez mais os adultos recorrem a medicamentos para transtornos psíquicos como os antidepressivos, os calmantes, os estimulantes, os ansiolíticos e as drogas para dormir. Segundo o médico, não são raros os casos de crianças que, atraídas pela cor ou pelo cheiro, pegam esses remédios em gavetas e armários e acabam tomando-os.

Segundo o médico, nem sempre ingerir inadequadamente esses medicamentos leva a uma intoxicação. Ele diz que os responsáveis pela criança devem agir com calma e buscar orientação. Também alerta que beber água ou leite após o uso indevido de algum medicamento pode até comprometer mais a saúde. Tomar água, por exemplo, potencializa o efeito do remédio, porque o composto químico irá percorrer a corrente sanguínea mais depressa. Se for leite, há risco de uma reação, lembra o especialista. Outro procedimento a ser evitado é provocar o vômito.

Uma pesquisa feita pelo Ceatox indicou que, no primeiro semestre do ano passado, ocorreram 600 casos de intoxicação, dos quais a maioria das vítimas (25%) era criança de 1 a 4 anos. A faixa de 5 a 9 anos representou 8% dos casos.

Os adultos somaram 11% dos atendimentos, prevalecendo os que tinham entre 30 e 39 anos. Mais da metade (60%), incluindo todas as faixas etárias, são do sexo feminino.

O Ceatox oferece atendimento para os primeiros socorros por telefone. Médicos, enfermeiros e farmacêuticos estão à disposição 24 horas por dia. Para falar com eles, os interessados podem ligar para número 0800 0148110.

Métodos Anticoncepcionais: Prós e Contras

 

Fonte: FOLHA VIÓRIA em http://www.folhavitoria.com.br/geral/blogs/dicasdesaude/2013/03/04/metodos-anticoncepcionais-pros-e-contras/

4mar2013

Publicado às 10:18 | Postado por saulomalbar

Fonte: Viver Unimed – Enio Rodrigo

O desenvolvimento da pílula anticoncepcional na década de 1960 trouxe liberdade às mulheres. Libertou a população feminina de um determinismo social que influenciava sua vida profissional, por exemplo, facilitando o gerenciamento de suas vidas. Mas em pouco tempo, somente suspender a ovulação não era o suficiente, era necessário ter o conforto associado. Para isso, a indústria farmacêutica se concentrou em desenvolver cada vez mais os medicamentos, diminuindo as concentrações hormonais. Os comprimidos foram ficando cada vez menos agressivos ao corpo.

As pílulas anticoncepcionais, hoje, são amplamente aceitas. Uma pesquisa recente mostrou que quase 100% das mulheres entrevistadas, independentemente da idade e da classe social, conheciam o método e por volta de 80% usavam ou haviam feito uso de pílulas anticoncepcionais em alguma época da vida.

Paralelamente a tudo isso, indústrias farmacêuticas continuaram investindo em pesquisa e outros métodos anticoncepcionais também foram agregados ao rol de opções que as mulheres têm disponíveis atualmente. DIUs, SIUs, implantes, aplicações de hormônio além das barreiras físicas tradicionais (como as camisinhas masculina e feminina). Abaixo, os métodos mais populares disponíveis no mercado e alguns prós e contras.

• Pílulas orais tradicionais

A cartela tem 21, 24 ou 28 comprimidos, dependendo da dosagem ou do ciclo de cada mulher ou, ainda, do hormônio.

Prós: é o método mais tradicional; fácil acesso; culturalmente mais aceito; facilidade de uso; tem diversas fórmulas que se adéquam a todos os perfis de mulheres.

Contras: pode haver intolerância gástrica em algumas mulheres e seu efeito depende da disciplina de quem toma, o que pode reduzir sua eficácia.

• Pílulas orais de uso contínuo

As cartelas podem ser emendadas, causando amenorreia (interrupção da menstruação) em aproximadamente 30% das pacientes. A cada três meses interrompe-se o tratamento.

Prós: similares aos das pílulas tradicionais; entre os períodos de três meses a regra geral é que não ocorra a menstruação (com exceção do primeiro trimestre utilizado).

Contras: similares à pílula tradicional; “sangramento de escape” pode não seguir um ciclo determinado, causando imprevistos.

• Adesivos

Para cada mês são necessários três adesivos, trocados a cada sete dias. Na quarta semana ocorre a menstruação.

Prós: não é necessário tomar o medicamento todo dia; é cômodo e discreto; pode ser usado por mulheres com intolerância gástrica.

Contras: não é um método popular ainda; custo um pouco maior.

• DIU

Dispositivo intrauterino em forma de “T” com as hastes em cobre, que muda o ambiente uterino tornando-o espermaticida.

Prós: não é necessário tomar o medicamento todo dia; é um método discreto; pode ser usado por até dez anos, desde que com controle rigoroso e acompanhamento do médico, especialmente para constatar se o dispositivo se mantém na posição exata indicada; pode ser usado por mulheres com intolerância gástrica.

Contras: aumenta a quantidade do fluxo menstrual; aumenta os dias de menstruação (até dez dias); pode causar cólicas mais intensas em algumas pacientes.

• SIU

Dispositivo intrauterino em forma de “T” e medicamentado, liberando os hormônios continuamente.

Prós: não é necessário tomar o medicamento todo dia; é um método discreto; pode ser usado por até cinco anos; não precisa estar na posição exata como o DIU, pois é medicamentoso; pode ser usado por mulheres com intolerância gástrica.

Contras: investimento inicial muito alto, apesar de diluir a longo prazo.

• Implante Endodérmico

Implantado sob a pele, o dispositivo libera os hormônios continuamente.

Prós: não é necessário tomar o medicamento todo dia; é um método discreto; pode ser usado por até três anos; pode ser usado por mulheres com intolerância gástrica.

Contras: investimento inicial muito alto, apesar de diluir a longo prazo.

• Injeções de hormônios

Injeções no músculo em intervalos que podem ser mensais ou trimestrais. As gerações mais modernas são microencapsuladas e têm liberação lenta.

Prós: não é necessário tomar o medicamento todo dia e pode ser usado por mulheres com intolerância gástrica.

Contras: caso haja algum sintoma físico indesejado, não é possível interromper o tratamento, pois a dosagem é única e fica no corpo.

• Barreiras físicas

Além dos medicamentos, é sempre bom lembrar que as barreiras físicas também são consideradas métodos anticoncepcionais.

As mais importantes são os preservativos, tanto masculino quanto feminino – lembrando que esses são os únicos métodos que garantem proteção contra DSTs, inclusive Aids – e o diafragma (que pode ser utilizado por até 24 horas, associado ao espermaticida).

Evite os nove maiores erros ao tomar remédios orais

 

Fonte: MINHA VIDA em http://www.minhavida.com.br/saude/galerias/16093-evite-os-nove-maiores-erros-ao-tomar-remedios-orais?utm_source=news_mv&utm_medium=saude&utm_campaign=1044420

Misturar com álcool ou triturar o comprimido comprometem eficácia da medicação

POR CAROLINA GONÇALVES - PUBLICADO EM 21/02/2013

Desde 2009, a Anvisa estabeleceu que todos os remédios devem ser acompanhados da bula do paciente, além da bula técnica já comum nos produtos. Na bula do paciente, deve ser especificada a forma como ele deve ser ingerido e seus riscos específicos de forma clara e objetiva. No entanto, ainda existem muitas dúvidas sobre a melhor maneira de tomar uma medicação e outras crenças tão comuns que sequer são colocadas em dúvida - e muitos desses hábitos podem não só interferir na eficácia do medicamento, como também prejudicar seu organismo. Confira os erros mais comuns na hora de ingerir uma medicação: 

Tomar o medicamento acompanhado de líquidos com sabor

O líquido mais indicado para acompanhar a ingestão de todos os tipos de medicamentos é aágua. "Isso porque algumas medicações desencadeiam reações químicas quando ingeridas com sucos, leite, refrigerantes, chás ou café, que podem comprometer sua eficácia", explica a clínica geral Fernanda Galvão, da Amil, em Brasília. De acordo com a especialista, um bom exemplo são os antibióticos com tetraciclina na composição - essa substância reage na presença de cálcio, e portanto tem sua eficácia comprometida se ingeridos com leite.
Outra combinação perigosa e muito conhecida é remédio e bebidas alcoólicas. "O álcool pode tanto potencializar quanto neutralizar os efeitos de um medicamento, em alguns casos ativando enzimas que transformam o remédio em substâncias tóxicas para o organismo", alerta a clínica geral Fernanda. Por isso, na dúvida, sempre tome seus medicamento acompanhados de água apenas. 

antiácido - Foto: Getty Images

Misturar com antiácidos

Os antiácidos também interferem na absorção de medicamentos, para mais ou para menos, dependendo da interação. "Além de deixar o estômago com pH alcalino - muitos remédios precisam da acidez gástrica para serem aproveitados - os antiácidos podem conter alumínio, que se ingerido com medicamentos que contenham citrato de cálcio podem atingir níveis tóxicos no sangue, sendo perigosos principalmente para os rins, que podem ter seu funcionamento afetado e até sofrer graves consequências", explica a hepatologista Marta Deguti, do Centro de Referência em Gastroenterologia do Hospital 9 de Julho, em São Paulo.  

mulher com comprimido na língua - Foto: Getty Images

Ingerir o comprimido sem beber água

Assim como não é recomendada a ingestão de medicamentos com outros líquidos que não sejam água, tomá-lo a seco também pode trazer malefícios. "Existe o risco da medicação ficar parcialmente retida no esôfago, podendo haver irritação na mucosa em que o comprimido se prendeu", explica a hepatologista Marta. Além disso, um pouco da dose da medicação é perdida, já que passa a ser absorvida enquanto está retida. "Um exemplo muito sério é o alendronato, usado no tratamento da osteoporose, que pode causar, se retido no esôfago, até mesmo perfuração do órgão", alerta a especialista. Por isso, deve-se sempre ter muito cuidado com as medicações, seguir as orientações do seu médico e tirar dúvidas tanto com ele quanto com o farmacêutico devidamente habilitado.  

cápsula aberta - Foto: Getty Images

Retirar o conteúdo da cápsula

Muitas pessoas optam por abrir a cápsula do medicamento e ingerir apenas o pó, para tornar o processo de deglutição mais simples. No entanto, essas cápsulas são concebidas com a função de proteger a mucosa da boca e do esôfago do contato com a medicação, para que ela possa agir de forma lenta, garantindo sua eficácia. ?Para alguns remédios, a remoção da cápsula pode ter consequências como dor no tórax, vômitos e esofagite?, diz a hepatologista Marta. 

comprimidos - Foto: Getty Images

Triturar o comprimido para facilitar a digestão

Com a justificativa de facilitar a deglutição, também é comum as pessoas triturarem o comprido ou cortá-lo ao meio, prática que também pode interferir na absorção pelo organismo. Segundo as especialistas, os únicos comprimidos que podem ser cortados ao meio são aqueles que possuem uma linha no meio, desenhada inclusive para facilitar o corte. "Fora isso, os medicamentos devem ser ingeridos inteiros, da maneira como vieram na cartela", diz a clínica geral Fernanda. Os problemas nesse caso são muito parecidos com o de ingerir o remédio fora da cápsula - o corpo irá absorvê-lo mais rápido do que deveria, levando a uma intoxicação. "O desenho do comprimido foi feito para facilitar a ingestão da quantidade necessária de medicamento e o contato do comprimido com o ácido gástrico deve dissolvê-lo e quebrá-lo em partículas que serão absorvidas", afirma a hepatologista Marta. "Se houver maior dificuldade para ingerir o comprimido, converse com o seu médico para buscar formulações alternativas."

mulher colocando remédio em gotas na colher - Foto: Getty Images

Ingerir o medicamento em gotas a seco

"As medicações em gotas também são melhor absorvidas quando diluídas em água, em vez de pingadas direto na língua ou dadas em colher", explica Fernanda Galvão. Como geralmente são prescrições pediátricas, essas já são fabricadas com sabor e aroma diferentes para facilitar a ingestão pelas crianças. Devemos lembrar que os medicamentos devem ser diluídos preferencialmente em água. "O risco da diluição em outras bebidas é principalmente a perda da eficácia terapêutica", diz Fernanda.  

remédios e relógio - Foto: Getty Images

Tomar a medicação fora do horário

As atividades do organismo variam ao longo do dia de acordo com nosso relógio biológico, e cada medicamento é estudado minuciosamente em relação ao tempo que leva para ser absorvido, o tempo de duração do efeito e modo como é eliminado do corpo de acordo com essas atividades fisiológicas. "Por isso, atrasar ou adiantar o horário do medicamento pode reduzir a eficiência e até mesmo provocar efeitos colaterais", afirma a clínica geral Fernanda. A hepatologista Marta alerta para os antibióticos e antidiabéticos, que podem trazer consequências mais sérias. "Se a pessoa está tomando antibióticos e atrasa um período inteiro, a bactéria pode tornar a se multiplicar e criar resistência ao antibiótico, já no caso de antidiabéticos, os níveis de açúcar do sangue podem subir ou descer demais, o que pode resultar até mesmo em coma", diz.  

prato com comprimidos e comida - Foto: Getty Images

Preste atenção nas interações com alimentos

Muitos medicamentos devem ser ingeridos em jejum porque eles necessitam do ambiente mais ácido do estômago para que sejam melhor absorvidos. "Já outros são absorvidos com mais eficácia na presença de alimentos, ou são menos agressivos ao estômago quando tomados desta maneira", explica a clínica geral Fernanda. A especialista afirma que existem também substâncias que possuem interação com determinados tipos de alimentos, formando um complexo que o organismo não consegue absorver, diminuindo ou até mesmo neutralizando a ação do medicamento. Por conta disso, o ideal é perguntar ao médico e sempre seguir as instruções da bula. 

mulher em consulta médica - Foto: Getty Images

Não avisar seu médico que toma anticoncepcional

No geral, não existem grandes restrições na mistura de remédios com anticoncepcionais. Mas é preciso estar atenta, pois existem combinações que reduzem a eficácia do anticoncepcional ou da outra medicação. A hepatologista Marta cita alguns exemplos: "Remédios para micose de unha e candidíase, antibióticos, medicações para epilepsia e para tratamento de tuberculose podem reduzir a eficácia do anticoncepcional', diz. Além disso, o contraceptivo pode diminuir a eficácia da aspirina, AAS ou de calmantes, e pode também potencializar os efeitos do Diazepan, da cafeína, dos corticoides e de alguns antidepressivos. 

A doença da mulher: hipotireoidismo chega a afetar 15 vezes mais elas do que eles

 

Fonte: A GAZETA em http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2013/03/voce_ag/revista_ag/1411501-a-doenca-da-mulher-hipotireoidismo-chega-a-afetar-15-vezes-mais-elas-do-que-eles.html

03/03/2013 - 00h00 - Atualizado em 04/03/2013 - 10h11

 

O pior é que esse mal costuma ser assintomático

Leticia Nóbrega
lnobrega@redegazeta.com.br

Foto: Guilherme Ferrari

Guilherme Ferrari

Para ajudar no tratamento, Camila faz aula de dança com o professor Joilson Santana

Durante boa parte da adolescência, a professora Camilla Reisler, 44 anos, sentia tanto sono que chegava a dormir 10, 12 horas direto. “Ganhei o apelido de dorminhoca e nem desconfiava o que estava acontecendo”, lembra ela, que só aos 25 anos foi descobrir a razão de tanta queda de energia. Era hipotireoidismo.

Leia mais notícias de Vida

O distúrbio, que ficou famoso há dois anos por causa do jogador Ronaldo Fenômeno, é, na verdade, muito mais frequente nas mulheres. Chega a afetar 15 vezes mais elas do que eles. As razões são biológicas, explica a endocrinologista Rosina Vilellla, que também confirma o crescimento dos relatos sobre a doença.

“O número de diagnósticos tem crescido entre mulheres com idade abaixo de 40 anos. Acredito, no entanto, que isso se dá pelo fato dos médicos estarem pedindo mais exames, especialmente em casos de gravidez, e também porque as mulheres estão tendo maior acesso a informações e descobrindo mais cedo o problema”, explica Rosina.

Muitos dos sintomas não denunciam de cara o distúrbio e nem necessariamente aparecem em todos os casos. O cansaço que atingia Camilla, por exemplo, não afetou a coordenadora de relacionamento Thaís Puck, 29 anos. “Eu não sentia essa preguiça que todo mundo fala e sequer descobriria não fosse uma bateria de exames para uma cirurgia”, conta ela que descobriu o hipotireoidismo aos 25.

Embora tenha descoberto o problema por acaso, Thaís já estava sofrendo com um outro sintoma do hipotiroidismo: o aumento de peso. Ela engordou 20 quilos e não conseguia mais voltar ao peso original. “Eu era magra e de repente ganhei muito peso”, conta ela. “Fiz uma viagem para a Alemanha, onde a água tem pouco iodo, e engordei 12 quilos. Quando voltei ao Brasil, consegui emagrecer. Mas ao retornar para lá engordei 4 quilos em duas semanas”.

Esse ganho de peso não é, segundo a endocrinologista Rosina Vilella, provocado pelo hipotireoidismo. “Ninguém fica obeso por causa dele. Na verdade, o que acontece é que, como o metabolismo fica mais lento, as pessoas têm dificuldade em emagrecer”.

Os casos mais comuns, ela explica, são genéticos, mas há situações transitórias disparadas pela gravidez. “É comum no quarto ou quinto mês acontecer de ser diagnosticado um hipotireoidismo, que depois do parto é revertido. É nessa época que a mulher deve ficar mais em alerta, pois, mesmo leve, o hipotiroidismo pode afetar o QI do bebê. Por isso, é necessário um controle”.

Sem sintomas

Há, porém, casos em que a falta dos sintomas comuns pode despistar o diagnóstico. Isso acontece quando o exame mais simples – que identifica principalmente os níveis dos hormônios T4 livre e do TSH – não é suficiente e é preciso um complemento de exames mais abrangentes, incluindo até ultrassom.

“É o chamado hipotireoidismo subclínico, assintomático ou laboratorial. Nesse caso, há pouca ou nenhuma evidência dos sintomas mais comuns, e aparecimento de outros sintomas como alterações de humor”, explica a endocrinologista Danielli Gadioli.

Ela explica que há casos em que a pessoa chega a buscar tratamento psicológico achando que há algo errado nesse sentido. A falta de tratamento pode ocasionar, entre outros problemas, alteração das taxas de colesterol e problemas cardíacos. Segundo pesquisas recentes, pacientes com hipotireoidismo subclínico têm um risco 89% maior de contrair doenças cardiovasculares em relação a um não-portador e o risco de morrer em decorrência delas é 58% maior.

Mas, segundo as endocrinologistas, não há razão para alardes. Diagnosticada e tratada, a pessoa segue com a vida normalmente. O tratamento consiste na reposição do hormônio (T4) em dosagens calculadas de acordo com o grau da doença e o peso do paciente. Esse deve, no entanto, acompanhar periodicamente – de seis em seis meses – o nível a ser reposto pelo medicamento, tomado pelo resto da vida.

Já o hipertiroidismo, por exemplo, é um pouco mais complicado de se tratar. “A reposição é mais delicada e os efeitos colaterais do medicamento são mais frequentes”, explica Rosina, enumerando, entre eles, a taquicardia, o olho “saltado”, alergia e queda do número de leucócitos.

É importante lembrar ainda que não há idade para se detectar o hipotireoidismo e que o teste do pezinho é o meio de se identificar o distúrbio nos bebês. Além disso, é preciso ficar de olho na genética. “Se há algum caso na família, é provável que as pessoas herdem o problema que pode dar sinais só mais tarde”, alerta Rosina Villela.

O Hipotireoidismo traduzido

O que é? É um distúrbio caracterizado pela baixa produção de hormônios pela tireoide, uma glândula localizada na região do pescoço. Esses hormônios (T3 e T4) são praticamente o “motor” do organismo, responsáveis pelo metabolismo. Em baixa quantidade, causa fadiga, cansaço, alterações de humor. A queda de energia é tanta que, em alguns casos, suspeita-se (equivocadamente) de depressão.

Quem afeta? É mais comum entre o sexo feminino, atingindo cerca de 15 mulheres para cada homem. A faixa etária mais comum para o aparecimento da doença nas mulheres é entre 40 e 60 anos, e os seus sintomas se confundem com os da menopausa. Mas pode surgir numa condição temporária durante a gravidez.

Qual são as causas? A maioria dos casos é por razões genéticas, na chamada Tireoidite de Hashimoto. Mas em casos menos comuns pode surgir devido à redução do tecido tireoidiano – por iodo radioativo ou por cirurgia – por deficiência de iodo e em decorrência de medicamentos, entre outras.

Quais são os sintomas? Os mais comuns são pele ressecada, unha quebradiça, queda de cabelos, dificuldade de emagrecer, cansaço, sonolência e alterações de humor.

Como é o tratamento?  É simples, por meio da reposição dos hormônios em formato sintético. Sem efeito colateral, eles devem, porém, ser tomados para o resto da vida. E, além disso, deve-se verificar periodicamente os níveis para se readequar a dosagem.

Fonte: A Gazeta

Sete especialidades concentram mais da metade dos médicos brasileiros

 

Fonte: ASSOCIAÇÃO DE MEDICINA INTENSIVA BRASILEIRA em http://www.amib.org.br/detalhe/noticia/sete-especialidades-concentram-mais-da-metade-dos-medicos-brasileiros/

Publicada em 01/03/2013 às 11h34

Um total de sete especialidades médicas concentram 53% dos profissionais com títulos dentre as 53 áreas reconhecidas no Brasil. A Pediatria é a área mais procurada entre os médicos brasileiros, reunindo 30.112 titulados, ou 11,23% do total de especialistas no país. A ela, se juntam Ginecologia e Obstetrícia, Cirurgia Geral, Clínica Médica, Anestesiologia, Medicina do Trabalho e Cardiologia no topo desse ranking.

As quatro primeiras especialidades, que somam 37%, pertencem às chamadas áreas básicas da Medicina (Tabela 10). Além das primeiras da classificação, também se destacam a Ortopedia e Traumatologia, Oftalmologia, Radiologia e Diagnóstico por Imagem, Psiquiatria, Dermatologia, Otorrinolaringologia, Cirurgia Plástica e Medicina Intensiva. Assim, as 15 especialidades do topo concentram 74% do total de médicos titulados (197.718).

Na posição oposta, outras dez especialidades agregam 5.937 profissionais, o que representa 2,21% do total. Entre elas, aparecem: Genética Médica, Cirurgia de Mão, Radioterapia, dentre outras. As três últimas deste grupo contabilizam em todo o país um total de apenas 908 médicos titulados. A Radioterapia possui 497 profissionais (0,19% do total); a Cirurgia da Mão, outros 411 (0,15%); e a Genética Médica um montante de 200 (0,07%).

Idade dos profissionais – Outra constatação do estudo é que médicos mais jovens e mulheres – grupos que apresentam tendência de crescimento consistente – tem concentrado suas escolhas nas especialidades básicas. A presença expressiva desses grupos em áreas básicas fragiliza a tese de que as novas gerações de médicos estariam concentradas ou procurando formação em especialidades mais consideradas “rentáveis”, embora elas possam ter maior proporção de candidatos por vaga nas provas de Residência Médica.

O estudo sugere ainda que o futuro número de especialistas poderá sofrer influência da oferta de postos de trabalho e de políticas de abertura de vagas de Residência Médica em determinadas especialidades. Esta tendência revela um cenário desafiador para o Governo: atrair estes profissionais para atuarem no sistema público de saúde e nas regiões de difícil provimento de profissionais.

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