segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Sessão de musicoterapia com pacientes de Alzheimer

 

Fonte: EBC NOTÍCIAS em http://www.ebc.com.br/noticias/saude/galeria/videos/2013/02/sessao-de-musicoterapia-com-pacientes-de-alzheimer

Thiago Pimenta - Portal EBC20/02/2013

Pacientes de Alzheimer relembram músicas que marcaram épocas de suas vidas em tratamento de musicoterapia. Segundo o maestro Sérgio Kolodziey, a música trabalha com o inconsciente das pessoas, transportando-as para um momento em que foram felizes.

GOIÁS: atenção servidores da SES-GO!

 

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Dez doenças que 'estrelaram' filmes de Hollywood

 

Fonte: ESTADÃO em http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,dez-doencas-que-estrelaram-filmes-de-hollywood,769031,0.htm

06 de setembro de 2011 | 6h 54

Wanise Martinez - estadão.com.br

SÃO PAULO - Cineastas e produtores de todo o mundo sempre gostaram de abordar, na ficção, os problemas físicos e psicológicos enfrentados pelo ser humano. Talvez queiram mostrar que barreiras podem sim ser vencidas ou então que nós também somos falíveis. Pode ser que seja apenas parte do caminho escolhido para contar uma história. Veja a lista que preparamos sobre algumas produções cinematográficas que retratam enfermidades e tire suas conclusões.

Veja também:
Doenças estranhas pelo mundo

Filme: O óleo de Lorenzo (Lorenzo's oil)

Doença: Adrenoleucodistrofia

Essa doença de nome e sintomas complicados atinge principalmente homens a partir dos três anos de idade. Também conhecida como ADL, essa anomalia degenerativa altera a mielina, que é um tipo de proteção existente no sistema nervoso. Por conta disso, a pessoa vai perdendo a capacidade de se comunicar, se movimentar e até de comer. O corpo não consegue funcionar sozinho e o paciente passa a viver em um estado parecido com o coma. Em alguns casos é realizado um transplante de medula óssea para tentar auxiliar o doente a viver melhor. O tratamento inclui medicação para aliviar as dores pelo corpo e alimentação específica, mas a doença é incurável. Ela foi tema da produção 'O óleo de Lorenzo', de 1992, cuja repercussão mostrou ao mundo qual era a gravidade desse problema raro. Baseado na história real do norte-americano Lorenzo Odone, o filme mostra o desespero dos pais de um menino de cinco anos que descobre ser portador de ADL. Eles começam a estudar e criam um óleo eficaz que passa a ser usado no tratamento da enfermidade.

 

Filme: Rain Man (Rain Man)

Doença: Autismo

Essa síndrome é desenvolvida na infância, impedindo a criança de ter relações sociais consideradas normais. Ela prefere ficar sozinha, sem qualquer contato com o próximo, mesmo os parentes. Em boa parte dos casos, a criança tem dificuldade de compreensão e repete as palavras que ouve - sintoma chamado ecolalia. Ainda não há explicação concreta sobre o surgimento do autismo. Estudos sugerem diferenças genéticas, mas não que um único gene determinasse o autismo, mas sim uma interação entre vários genes. Como tratamento, é recomendado proporcionar ao autista educação especial e acompanhada. Um clássico cinematográfico que aborda o tema é 'Rain Man', lançado em 1988, que traz Dustin Hoffman no papel de um autista herdeiro da fortuna deixada pelo pai. Por conta disso, ele encontra um irmão mais novo, interpretado por Tom Cruise, que não conhecia e ambos vão mostrar, muito bem, como é a convivência com o autismo.

 

Filme: Melhor é Impossível (As Good as It Gets)

Doença: Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC)

O paciente que apresenta tal distúrbio, considerado um transtorno mental de ansiedade, é cheio de manias e obsessões, que podem estar ligados ao comportamento, à mente e às emoções. O portador de um TOC é dotado de impulsos incontroláveis que o fazem seguir rituais e compulsões de todos os tipos, de limpeza sem fim à organização precisa e exagerada. A obsessão é tão forte que ocasiona medo, culpa e desespero se não for executada pela pessoa. A doença pode ser tratada e até eliminada com auxílio de psicólogos e psiquiatras. O ator Jack Nicholson assumiu o papel de alguém com TOC em "Melhor é Impossível", de 1997. No filme, o caso é interpretado de forma bem-humorada e didática.

 

Filme: Em busca da luz (Go Toward The Light)

Doença: Hemofilia

O portador desse grave distúrbio genético sofre sangramentos prolongados cada vez que tem um ferimento. Isso ocorre porque seu organismo não responder por uma coagulação normal do sangue - lhe falta o gene responsável por isso. Podem ocorrer também sangramentos espontâneos na gengiva e no nariz. Apesar da complexidade, essa doença pode ser tratada, para evitar as hemorragias recorrentes, mas ainda não existe tratamento para extingui-la. Um filme que trouxe esse tema para o cinema e foi bem aceito pela crítica e o público é 'Em busca da luz', de 1993. A história retrata o drama vivido pelos três filhos hemofílicos da personagem de Linda Hamilton, com foco no mais velho deles, que adoece gravemente e faz a família viver momentos de tensão para tentar salvá-lo.

 

Filme: Um Amor Para Recordar (A Walk To Remember)

Doença: Câncer

Essa doença é um das que mais impressionam as pessoas e, talvez por isso, é frequentemente abordada em produções cinematográficas. O câncer, por definição, é um conjunto de mais de cem tipos de doenças que ocasionam o crescimento anormal das células. Esse aumento, quando maligno, forma tumores que destroem o tecido corporal da região afetada e podem se espalhar pelo corpo. Felizmente, quando detectada em tempo, a enfermidade pode ser tratada e até eliminada. No entanto, é preciso estar sempre sob vigilância médica para que ela não volte a se manifestar. Uma comédia romântica que abordou o tema foi 'Um Amor Para Recordar', de 2002. Na trama, é retratado o relacionamento de um jovem casal que se vê diante da doença. A atriz Mandy Moore interpreta a paciente que tem seus desejos realizados pelo amado enquanto luta para sobreviver. Um tanto piegas, mas explicita bem o drama.

 

Filme: O Homem Elefante (The Elephant Man)

Doença: Síndrome de Proteus

Quem sofre dessa anomalia rara vê surgir malformações cutâneas e subcutâneas em seu corpo. Pode haver também crescimento irregular dos ossos e membros e hiperpigmentação, desfigurando a pessoa completamente. Existem relatos sobre aparição constante de tumores. Não se sabe ao certo como essa doença se desenvolve; alguns médicos acreditam que seja causada por um gene dominante letal, que não afeta a capacidade cerebral, somente o físico do paciente. Não há cura. No cinema, o assunto foi abordado de maneira impressionante em 'O homem elefante', um clássico de 1980, no qual John Hurt assume o papel de um portador da síndrome. O filme é baseado no caso real do inglês Joseph Merrick.

 

Filme: O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button)

Doença: Síndrome de Hutchinson-Gilford ou Progeria

Os portadores dessa doença apresentam sintomas de envelhecimento precoce por volta dos 18 meses. São bebês aparentemente normais que começam a ficar com a pele enrugada e os cabelos ralos, além de desenvolverem artrite, osteoporose e problemas cardíacas. Essa doença rara acelera em cerca de sete vezes o processo de envelhecimento, pois é causada por um defeito no código genético da criança. Por conta disso, há uma expectativa média de vida de apenas 13 a 14 anos. Normalmente, o portador de Progeria morre de aterosclerose, já que não há cura. Um filme ótimo cujo tema se assemelha com essa doença é 'O Curioso Caso de Benjamin Button', lançado em 2008. O personagem de Brad Pitt nasce velho, um bebê idoso que, com o passar dos anos, vai rejuvenescendo - coisa que não acontece com os pacientes reais. Ele conhece uma moça por quem se apaixona, mas eles têm de enfrentar a barreira da idade, que vai em direção contrária.

 

Filme: Dr. Strangelove (How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb)

Doença: Síndrome da mão alienígena

A pessoa que apresenta esse distúrbio neurológico, geralmente causado por um trauma cerebral, começa a acreditar que uma de suas mãos não pertence ao próprio corpo e pode tentar estrangulá-la, a qualquer momento. Há tratamentos para tentar minimizar os efeitos, porém não existe cura. O ator Petter Sellers representou bem o papel de um paciente com Síndrome da mão alienígena quando fez o Doutor Strangelove, no filme de mesmo nome dirigido por Stanley Kubrick, em 1964. Na trama, o personagem perde o controle do braço direito e, por muitas vezes, termina envolvido em situações embaraçosas. Por conta disso, a doença também ficou conhecida como 'Síndrome do Doutor Strangelove'.

 

Filme: Como se fosse a primeira vez (50 first dates)

Doença: Síndrome de Korsakoff (ou Korsakov)

Quem desenvolve essa enfermidade começa a sofrer de amnésia, que pode ser de dois tipos: anterógrada ou retrógrada. Em ambos os casos há comprometimento da memória. No primeiro deles, a memória de curto prazo é atingida e a pessoa não consegue mais formar novas memórias a partir do momento em que adquiriu a síndrome, já no outro caso, há problemas com a memória de longo prazo, ou seja, o doente perde a maioria das memórias que tinha antes do trauma. Também pode ocorrer desorientação de tempo e espaço. A Síndrome de Korsakoff também pode ser causada por alcoolismo crônico. Não existe cura. O filme que apresenta uma síndrome fictícia, inspirada na de Korsakoff, é "Como se fosse a primeira vez", lançado em 2004. Após uma lesão no cérebro, a personagem de Drew Barrymore perde a capacidade de reter a memória de curto prazo. O personagem de Adam Sandler tem de lembrá-la de sua vida todas as manhãs, quando ela acorda e está com a memória no dia do acidente que causou seu problema.

 

Filme: Gigolô por Acidente (Deuce Bigalow: Male Gigolo)

Doença: Coprolalia

Esse sintoma atinge alguns dos portadores da Síndrome de Tourette, uma doença que provoca tiques nervosos, motores e vocais. Os tiques são involuntários e podem incluir chutes, socos, caretas e o piscar de olhos constante. Além desse comportamento, quem apresenta coprolalia também passa a dizer em voz alta palavras obscenas e pesadas, e a fazer comentários inadequados, geralmente relacionados a sexo, órgãos sexuais ou excrementos. Tudo isso é feito sem planejamento, simplesmente não há controle por parte do doente. Os tiques normalmente começam na infância ou na adolescência. Existe tratamento, mas não cura. No filme 'Gigolô por acidente', de 1999, uma cliente do protagonista de Robert Schneider, interpreta uma mulher com coprolalia. Apesar do exagero na representação, dá para se ter uma ideia de como é conviver com um distúrbio desse tipo.

 

Tosse e falta de ar são os principais sintomas de doença pulmonar obstrutiva crônica

 

Fonte: CBN CONSULTORIO em http://cbn.globoradio.globo.com/colunas/consultorio-cbn/CONSULTORIO-CBN.htm

SÁBADO, 23/02/2013

Entrevista com o pneumologista José Eduardo Afonso Júnior.

 

ES: de mofo a falta de médicos… O retrato da saúde em Vila Velha

 

Fonte: SIMES em http://www.simes.org.br/noticia.php?id=bac9162b47c56fc8a4d2a519803d51b3

08/02/2013
Jornal A Gazeta   |   Priscila Tompson

Infiltração e mofo nas paredes, equipamentos sucateados, destinação incorreta de lixo, falta de aparelhos para esterilização de equipamentos e um falta de mais de 210 profissionais. Essa é a situação encontrada na maioria das unidades de saúde de Vila Velha neste início de ano, segundo um relatório elaborado pela própria prefeitura.

Nas 17 unidades responsáveis pelo atendimento à população, o déficit de médicos, técnicos e auxiliares de enfermagem e de saúde bucal, enfermeiros e cirurgiões dentistas representa 22% do total de 632 funcionários necessários nessas áreas, sem contar os profissionais de outras áreas, como dentistas, auxiliares administrativos e psicólogos. Há 93 médicos trabalhando nos postos, que carecem de outros 42.

Todas as unidades sofrem com a falta de funcionários. É raro encontrar, também, postos sem problemas graves na infraestrutura. A única exceção, neste caso, é a Unidade de Saúde da Ponta da Fruta, que não sofre com a falta de equipamentos. Todos esses problemas, diz a prefeitura, fizeram cair quase pela metade o número de consultas nos postos, entre 2009 e 2012.

Pior unidade

A unidade com as piores condições de trabalho é a de São Torquato, aponta a secretária de Saúde, Andréia Passamani Corteletti: "O lixo contaminado é armazenado dentro da própria unidade e há vazamento de esgoto no prédio". Segundo a secretária, os problemas mais emergentes nas unidades já estão sendo solucionados, como o conserto de redes elétricas, vazamentos de esgoto, infiltração e iluminação. Hoje, quase 180 mil pessoas não têm acesso aos serviços básicos de saúde. É preciso construir mais 17 postos". Problemas fizeram atendimentos caírem nos postos.

Mais de 120 demitidos após fim de convênio

A situação da falta de funcionários nas unidades de saúde deve ficar ainda pior nos próximos meses. É que 128 funcionários que atuam na área de saúde por meio de um contrato com a Cáritas devem ser demitidos até o dia 30 de março. O contrato terminou seguindo uma orientação do Ministério Público Estadual para que os aprovados no último concurso sejam convocados.

A Secretaria Municipal de Saúde de Vila Velha, Andréia Passamani Corteletti, explica que a convocação começou no ano passado e que a prefeitura ainda estuda outras formas de preencher o restante das vagas e acabar com o déficit de funcionários. “Não há definição, ainda, de abertura de novo concurso público, mas vamos encontrar uma solução ainda este mês”, garante.

A respeito das reformas nas unidades, a secretária diz que ainda não há previsão de investimento.

A Arte de vHIVer com AIDS

 

Fonte: ARTE MÉDICA em http://medicineisart.blogspot.com.br/2012/12/a-arte-de-vhiver-com-aids.html

MATÉRIA DE DEZEMBRO DE 2012

SÁBADO, 1 DE DEZEMBRO DE 2012

O vírus da AIDS é apenas um vírus. É apenas outra criatura na criação de Deus. Frank Moore
O dia 1º de dezembro é o Dia Mundial de Combate a AIDS.

Aproveito a data de hoje para reforçar a admiração que nutro pelas pessoas que sofrem da doença.

Quando o individuo se descobre portador do vírus HIV, passada a fase de aflição e atingida a aceitação, a resiliência o permite enxergar a oportunidade de uma neovida, cujo caminho crucial para sobrevivência é adquirir hábitos e cuidados regulares numa trajetória sem exposição a riscos desnecessários.

A doença o possibilita refletir sobre a necessidade de mudar algumas atitudes pra que o bem estar prevaleça. Doravante, o infectado deverá viver consigo um caso de amor e dedicação.

O vírus com o poder de enfraquecer o corpo fortalece o espírito, ensinando-o a criar munições psicológicas que funcionam como projéteis de animo para lutar pela vida a despeito da deficiência imune. A vítima, capacitada para combater – pois lutam diariamente contra o preconceito, em prol do desapego dos vícios, contra os desagradáveis efeitos adversos dos coquetéis, etc. – independentemente das armas imunológicas, torna-se um mestre na arte da resistência.

O pintor Frank Moore, artista portador de HIV que fez da Acquired immunodeficiency syndrome (AIDS) o seu foco principal de trabalho, confeccionou este criativo autorretrato colocando-se como o personagem Gulliver, gigante da obra As Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift.

Frank Moore.Gulliver Awake, 1994 - 1995

Ao cabo desse tempo, acordei, tentei levantar-me, mas em vão o fiz. Vi-me deitado de costas, notando também que as pernas e os braços estavam presos ao chão, assim como os cabelos. Cheguei a observar que muitos cordões delgadíssimos me rodeavam o corpo, das axilas às coxas. Só podia olhar para cima; o sol começava a aquecer e a sua forte claridade feria-me a vista. Ouvi um confuso rumor em torno de mim, mas na posição em que me encontrava só podia olhar para o sol. ("As Viagens de Gulliver", J. Swift, 1726).
Gulliver acordando (1994 - 1995) mostra um homossexual infectado pelo HIV despertando em uma terra desconhecida. Os pequenos seres ao redor (liliputianos), assustados com a ameaça que o gigante representa, tentam em vão amarrar seu corpo. A cena nos induz a entender o quanto as pessoas que temem a presença do infectado e tentam paralisá-lo com finas amarras são pequenas e insuficientes perante uma criatura disposta a levantar-se.
Qual não foi o meu espanto quando enxerguei uma figurinha humana que pouco mais teria de seis polegadas, empunhando um arco e uma flecha, e com uma aljava às costas! Quase ao mesmo tempo os meus olhos viram mais uns quarenta da mesma espécie [...] Era com razão que me supunha de uma força igual aos mais poderosos exércitos que viessem atacar-me, desde que seus componentes fossem do tamanho daqueles que vira até então. ("As Viagens de Gulliver", J. Swift, 1726).
Muitas são as interpretações inferidas na imagem. O vírus HIV, que parece poderoso e invencível, mostra que o soropositivo oferece um risco gigante a sociedade e precisa ser um gigante para encará-la.

O corpo de Gulliver é sustentado por medicamentos. Na parte superior direita da pintura aparecem halteres feitos de comprimidos, aludindo ao fato de que o que torna o gigante mais forte (os antirretrovirais), não deixa de ser também um peso pra o usuário por conta dos efeitos colaterais.

À direita de Gulliver, surge uma caixa com uma citação do poeta árabe Abu Nuwas, afirmando que o amor pode dissolver os males e, mais filosoficamente, que o desejo vence a morte.

Outro trabalho de Frank Moore relacionado à AIDS que me tocou profundamente surgiu a partir de um passeio do artista num bosque perto de sua propriedade rural em Nova Iorque. Moore notou o crescimento de folhas numa árvore podre e caída. A cena o inspirou a criar a obra Release (1999):

Release. 1999. Frank Moore.

A árvore é representada como um braço estendido coberto de feridas sangrentas e lesões, mas desta “árvore” brota vida. A imagem revela, através das plantas e das borboletas, o renascimento e a regeneração após a aparente morte.

Falta-nos a consciência do que todo ser humano é naturalmente dotado de fragilidade, tanto corporal quanto psíquica. O ideal seria que nos valorizássemos como se portássemos o vírus HIV, vigiando nossos limites e podando nossos defeitos comportamentais. Diariamente, somos expostos a sedutoras toxinas sociais altamente virulentas que podem nos tornar deficientes da integridade humana. Precisamos proteger nossa essência e dignidade para evitar que, posteriormente, num momento de debilidade, a destrutiva miserabilidade de caráter se manifeste em nós.
REFERÊNCIAS:

Jonathan Swift. As Viagens de Gulliver

ES: Sindicato dos Médicos do Espírito Santo diz que pesquisa não mostra realidade

 

Fonte: SIMES em http://www.simes.org.br/noticia.php?id=d709f38ef758b5066ef31b18039b8ce5

22/02/2013
Gazetaonline

O presidente do Sindicato dos Médicos do Espírito Santo, Dr. Otto Baptista, diz que a pesquisa divulgada nesta semana intitulada Pesquisa Demografia Médica no Brasil 2 não mostra a realidade do Espírito Santo.

“A proporção aqui pode ser das maiores no país, mas isso não significa que o número seja suficiente. Vitória foi a capital com maior índice, porque o levantamento do Conselho Federal de Medicina considera o município de residência desses médicos. Se considerarmos vínculos de emprego em outras cidades, a conta não fecha”, diz Baptista.

O sindicato reconhece que a população enfrenta dificuldades, pois muitos profissionais deixam de atender por falta de condições de trabalho, insegurança e trabalho. E o problema atinge os consultórios de especialistas, pois os “valores pagos pelos planos de saúde são baixos”.

“O serviço público não tem atraído o médico, o que gera escassez de profissionais para o atendimento à população. Além disso dos  médicos que atuam no Espírito Santo, apenas 55% têm vínculo com o SUS. Isso é menos de um médico mil habitantes. Há municípios em que se o médico receber o piso determinado pela Fenam, vai ganhar mais que o prefeito. A situação é muito difícil”, disse Dr. Otto.

SP: música nos hospitais

 

Fonte: ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE MEDICNA em http://www.apm.org.br/musica-nos-hospitais.aspx

A Associação Paulista de Medicina e a Sanofi mantêm o programa há nove anos. Já foram realizadas mais de 100 apresentações pela Orquestra do Limiar em diversas instituições hospitalares da capital paulista, interior de São Paulo e outras capitais como Recife, Salvador e Brasília.

Assista a um vídeo sobre o programa. AQUI o canal no YouTube com outros vídeos.


Aguarde a programação 2013!


Mais Informações:

Departamento Cultural da APM
(11) 3188-4302 ou cultural@apm.org.br

Theodor Billroth: medicina e música

 

Fonte:  ARTE MÉDICA em http://medicineisart.blogspot.com.br/2010/06/theodor-billroth-medicina-e-musica.html

DOMINGO, 27 DE JUNHO DE 2010

“É uma das superficialidades do nosso tempo julgar como opostas a ciência e a arte. A imaginação é mãe de ambas.” Theodor Billroth
Christian Albert Theodor Billroth, conhecido como “pai” da moderna cirurgia abdominal, também foi um talentoso pianista e violinista amador.

O MÉDICO:

Billroth trabalhou como médico de 1853-1860 na Charité , em Berlim. De 1860-1867 foi professor na Universidade de Zurique e diretor do hospital cirúrgico de Zurique. Lá, publicou seu livro clássico: Die Allgemeine chirurgische Pathologie und Therapie (1863). Cinco anos depois, Billroth tornou-se professor de cirurgia na Universidade de Viena e, posteriormente, foi nomeado chefe da Clínica Cirúrgica II no Krankenhaus Allgemeine (Hospital Geral de Viena), foi nessa instituição que ele desenvolveu plenamente seus extraordinários talentos e inovações nas técnicas cirúrgicas. O quadro abaixo, pintado por Seligman em 1890, retrata Billroth operando no Krankenhaus Allgemeine:

O cirurgião, descrito como intuitivo e inventivo, foi responsável por uma série de cirurgias, incluindo a primeira esofagectomia (1871), a primeira laringectomia (1873) e a mais famosa, a gastrectomia (1881) para câncer gástrico que recebeu seu nome (Billroth I – gastrectomia com duodenostomia e Billroth II – gastrectomia com jejunostomia). Conta-se que Billroth foi apedrejado quase até a morte nas ruas de Viena, quando o primeiro paciente submetido à gastrectomia morreu após o procedimento.

O MÚSICO:

Relatos biográficos deixam claro que o primeiro amor de Billroth foi a música. Quando jovem, não pensava em ser médico; graças ao incentivo da mãe e família, entrou na escola médica, onde foi considerado um aluno deficiente e com incapacidade de se concentrar em quaisquer coisas que não a música. Tempos depois, apaixonado pela profissão de médico, o cirurgião escreveria “Descobri que a medicina é uma arte tão encantadora quanto as outras”. Passou a valorizar seu ofício, mas mesmo depois que tornou-se famoso como cirurgião, Billroth continuou a ser apaixonado por música clássica. Seus avós, ambos profissionais cantores de ópera, ensinaram-o a tocar piano durante a infância, desde então passou a ser familiarizado com as obras de compositores clássicos. Em 1960, Billroth conheceu Johannes Brahms, época em que o compositor era ainda uma estrela em ascensão da cena musical vienense. Eles se tornaram amigos íntimos, e, influenciado por ele, o cirurgião resolveu escrever um livro chamado "Wer ist Musikalisch?" , segundo ele, tratava-se de uma “pequena obra fisiológica e psicológica sobre a música”. A obra, publicada postumamente por Hanslick, foi uma das primeiras tentativas de aplicar métodos científicos à musicalidade. Em 1887, vítima de insuficiência cardíaca, Billroth morreu em Opatija, Áustria-Hungria , antes que pudesse concluir a investigação.

O notável médico historiador Henry Sigerist descreveu Billroth como um herói carismático e um dos mais agradáveis personagens da história da cirurgia.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Kazi RA, Peter RE. "Christian Albert Theodor Billroth: master of surgery"; J Postgrad Med 2004; 50:82-83.
Tan S Y, MD, JD and Davis C A; “Theodor Billroth (1829-1894): pioneer of modern surgery”; Singapore Med J 2008; 49 (1) : 4

Pesquisa da FFLCH analisa influência das Princesas da Disney nas meninas

 

Fonte: USP em http://www5.usp.br/22326/pesquisa-da-fflch-analisa-influencia-das-princesas-da-disney-nas-meninas/?utm_source=Facebook&utm_medium=princesas180213&utm_campaign=Metas

Publicado em Comportamento, USP Online Destaque por Redação em 7 de fevereiro de 2013

Igor Truz / Agência USP de Notícias

Foto: Cecília Bastos / USP Imagens

No Departamento de Antropologia da Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, a antropóloga Michele Escoura estudou de que maneira as imagens de princesas de contos de fadas servem como um referencial de gênero e exemplo de feminilidade. A pesquisa foi realizada com aproximadamente duzentas crianças de cinco anos de três escolas, públicas e particulares,  do interior de São Paulo — duas em Jundiaí e uma em Marília. Por intermédio de observações participantes, Michele avaliou a influência exercida nas crianças pela marca registrada “Disney Princesas”. As imagens das personagens das produções cinematográficas dos estúdios Walt Disney estão presentes no imaginário e no cotidiano da maioria das meninas e carregam em si uma série de particulares significados. Segundo a antropóloga, é necessário mostrar a elas outros referenciais de mundo e do que é ser mulher.

A pesquisa Girando entre Princesas: performances e contornos de gênero em uma etnografia com crianças foi fundamentada nas teorias de gênero, difundidas a partir dos anos 1970. “Segundo as teorias de gênero, os referenciais de masculinidade e feminilidade não são pautados pela natureza, mas apreendidos segundo os modos de socialização a que nos submetemos. Diferentemente do sexo, enquanto um referencial anatômico de macho e fêmea, os gêneros masculino e feminino resultam de uma construção  social, e variam de acordo com cada cultura”, afirma Michele.

Durante o acompanhamento do cotidiano das crianças de diferentes classes sociais, que durou um ano,  Michele percebeu que as princesas da Disney eram operadas como um referencial para demarcar o gênero: “Uma brincadeira era de menina quando de alguma maneira as crianças resolviam brincar de princesas. As meninas não tinham necessariamente que reproduzir as ações das personagens nas brincadeiras, mas apenas a citação das princesas, ou a utilização de algum produto  relacionado a elas enquanto brincavam já demarcava a participação exclusiva de meninas naquela atividade.”

Casamento: uma necessidade?

Foto: Cecília Bastos / USP Imagens

Além de acompanhar as brincadeiras, Michele exibiu nas escolas os filmes Cinderela e Mulan, com o objetivo de mapear como as crianças compreendiam as narrativas dos filmes com princesas da Disney. A escolha foi feita porque tratam-se de duas personagens “Disney Princesas”conceitualmente diferentes. Enquanto Cinderela é a princesa ‘clássica’, passiva, sempre à espera de outras pessoas para resolver os seus problemas, Mulan, segundo a própria descrição no site da Disney, é uma princesa rebelde, que a partir de suas ações, desencadeia os acontecimentos na história.”

Após as exibições, a antropóloga solicitou que as crianças retratassem, em desenhos comentados, a cena mais relevante de cada um dos filmes. Entre os muitos elementos captados, alguns chamavam a atenção, como a necessidade de vínculo conjugal da princesa com um príncipe, ou ainda o padrão estético, de beleza e comportamento.

De acordo Michele, o status de princesa não foi facilmente atribuído pelas crianças à Mulan, em contraposição à Cinderela. Muitas crianças resistiram em considerar Mulan uma princesa e os argumentos, principalmente, se pautavam em dois motivos: Primeiro, por a personagem não apresentar o padrão estético, de beleza e comportamento, da maioria das outras princesas. Em segundo lugar, e mais importante, pelo final do filme não deixar claro se Mulan se casou ou não. Segundo Michele, indagada sobre o porquê Mulan não seria uma princesa, uma das crianças respondeu: “Tia, para ser princesa precisa casar, né? Senão não vai ser princesa, vai ser solteira!”

Marca registrada

Criada no início dos anos 2000, a marca registrada “Disney Princesas” reúne os direitos de reprodução das imagens de algumas personagens presentes nas produções cinematográficas da Walt Disney Company, nos mais variados tipos de produtos, de mochilas e cadernos até jogos de videogame. A franquia nasceu com a ideia de potencializar os lucros da empresa, principalmente por intermédio do jovem público consumidor feminino.

A marca conta hoje com dez personagens: Branca de Neve, do filme A Branca de Neve e os Sete Anões (1937); Cinderela, de Cinderela (1950); Aurora, de A Bela Adormecida (1959); Ariel, de A Pequena Sereia (1989); Bela, de A Bela e a Fera (1991); Jasmine, de Alladin (1992); Pocahontas, de Pocahontas (1995); Mulan, de Mulan (1998); Tiana, de A Princesa e o Sapo (2009); e Rapunzel, de Enrolados (2010).

Foto: Marcos Santos / USP Imagens

Michele ressalta a importância de nos atentarmos ao padrão que determina a presença ou não de uma personagem no seleto grupo da marca. Ao analisar a narrativa dos dois filmes selecionados, o ponto em comum percebido entre as ‘Disney Princesas’ é o sucesso no amor conjugal. A imagem das princesas é totalmente dependente do príncipe, e apesar das grandes diferenças nas narrativas, a realização de si enquanto um exemplo de feminilidade só é completa após o casamento ou a sua sugestão.”

Segundo o estudo, a marca é, hoje, a principal responsável pela divulgação das princesas da Walt Disney. As crianças conhecem antes as princesas pelos produtos em que estão estampadas, do que pelos filmes que contam a sua história. Para a antropóloga, a pesquisa demonstra como o consumo destes determinados produtos também exerce o papel de demarcar as diferenças de gênero entre as crianças.

Novos horizontes

Mais do que marginalizar completamente as personagens das princesas, Michele acredita que é preciso garantir que as crianças tenham acesso também a outros tipos de referenciais de feminilidades. Filmes, músicas, roupas e tantos outros produtos entregues às crianças, não podem ser a única fonte de informação sobre o que é ser mulher.

“As princesas da Disney carregam consigo um conteúdo que acaba funcionando como uma restrição a ideia do que é ser humano, enquanto mulher. É necessário garantir que a formação das crianças tenha também outros tipos de referenciais. A diversidade existe, e as crianças devem saber que não há apenas uma maneira de serem felizes, bonitas e aceitas.”, conclui a antropóloga.

Mais informações: email micheleescoura@gmail.com, com a antropóloga Michele Escoura

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