quarta-feira, 17 de abril de 2013

Padilha defende parceria do SUS com setor privado

 

abril 16, 2013 em BLOG por paulatorrestrivellato

Alexandre Padilha: “Somente 1,7% dos médicos que atuam no Brasil são estrangeiros”

“O SUS não foi criado para ser 100% estatal. Desde que surgiu compreendia a participação do setor privado nos hospitais em que atua. Sou a favor desta parceria, desde que haja controle governamental sobre o sistema”.

A afirmação é do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, feita na sexta-feira a médicos, empresários , políticos e executivos, durante sua palestra no Conexão Empresarial, em Nova Lima (MG).

O ministro defendeu que a saúde pública e a suplementar andem cada vez mais juntas para que uma supra a ociosidade da outra e ambas contribuam para melhorar o atendimento nos hospitais e prontos-socorros de todo o Brasil.

DESAFIOS

Alexandre Padilha salientou que há três grandes desafios na saúde brasileira: gestão, financiamento e recursos humanos, e que este último é o mais grave e difícil de ser vencido. “A gestão não é tão complicada de ser resolvida. E possível conseguir financiamento e pagá-lo em curto prazo, mas é impossível se formar um bom médico em um prazo menor que oito anos”, disse.

Segundo ele, estão faltando médicos no Brasil e o País precisa quebrar um tabu, que é o da importação destes profissionais. “Somente 1,7% dos médicos que desempenham a função no Brasil são estrangeiros, enquanto no Reino Unido este número chega a 37%”, comparou.

Apesar de no Brasil o número de médicos por habitantes estar acima do recomentado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 1 médico para cada mil pessoas, Padilha disse que o País, que tem 1,8 médico para cada mil habitantes, vive um dilema: a concentração destes profissionais nos grandes centros urbanos. Enquanto em Brasília a proporção é de 4 médicos para mil habitantes, no Maranhão há menos de um profissional por mil pessoas.

O Conexão Empresarial é realizado uma vez por mês no Espaço V, em Nova Lima, pela VB Comunicação e Editora. 0 diretor da empresa, Gustavo César de Oliveira, disse que o evento tornou-se um fórum de debates sobre assuntos relevantes para todo o Brasil ao discutir temas de amplo interesse nacional.

Fonte: Cebes

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