sábado, 29 de junho de 2013

Luz branca emitida por aparelhos eletrônicos prejudicam a qualidade do sono

São diversos os motivos pelos quais podemos ter insônia durante a noite. Atividades físicas tarde da noite, alimentação inadequada e local pouco aconchegante estão entre as causas das noites mal dormidas.

Na última descoberta, publicada na revista Nature, o neurologista Charles Czeisler, chefe da Divisão de Medicina do Sono da Universidade de Harvard, constatou que smartphones, laptops e tablets também podem causar problemas no sono. O motivo não está apenas nas horas gastas madrugada adentro que esses aparelhos eletrônicos nos fazem perder, mas principalmente na luz branca que eles emitem.






































A exposição constante a luzes artificiais prejudicam o ciclo diário do corpo, que acaba ficando desregulado. Segundo ele o corpo humano não está acostumado com a luzartificial, e a influência dela se prolonga ao anoitecer. “A luz artificial que atinge a retina entre o anoitecer e o amanhecer exerce efeitos fisiológicos por meio da visão. Inibe substâncias necessárias para promover o sono, ativa neurônios e cria uma excitação que suprime o lançamento noturno da melatonina, hormônio responsável por produzir o sono”, explica.

A Gerência de produtos da Colchões Ortobom, empresa especialista na área, reforça a importância do estudo. “Às vezes a pessoa tem problemas para dormir e nem mesmo o colchão correto pode ajudá-la. É importante que o sono seja visto como uma rotina que precisa de seus rituais, e como qualquer outra atividade, possui fatores que o estimulam ou desestimulam”.



E você? Costuma perder o sono ao ficar muito tempo exposto a luzes de aparelhos eletrônicos?

Fonte:  Assessoria de comunicação digital da Ortobom


quarta-feira, 26 de junho de 2013

Dispara número de acidentes com pessoas que andam falando ao celular

Mais de 1.500 pedestres foram atendidos em prontos-socorros em 2010 por lesões relacionadas ao uso de um telefone celular durante a caminhada.
O número dessas lesões mais do que duplicou desde 2005, ainda que o número total de lesões de quedas por pedestres tenha caído durante esse período.

Todos os dados referem-se apenas aos EUA - ainda não existem pesquisas em larga escala sobre o assunto.
E os pesquisadores acreditam que o número real de pedestres feridos ao cair por distração ao falar ao celular na verdade é muito maior do que estes resultados sugerem - principalmente ferimentos leves, que não os levam ao hospital.
"Se as tendências atuais continuarem, eu não ficaria surpreso se o número de lesões de pedestres causadas por telefones celulares dobrasse de novo entre 2010 e 2015,", disse Jack Nasar, coautor do estudo e professor da Universidade Estadual de Ohio.
Perigo de andar falando ao celular
"O papel dos celulares em lesões e mortes de motoristas tem recebido muita atenção, e com razão, mas é preciso considerar que o uso do telefone celular representa perigo também para os pedestres," completou.
Os jovens com idades entre 16 e 25 anos são os mais propensos a sofrer lesões como pedestres distraídos, e a maioria deles foi ferida enquanto falava ao celular, e não quando enviava mensagens de texto.
Os tipos de lesões causadas pela distração ao falar ao celular são os mais variados.
Um garoto de 14 anos, por exemplo, andando por uma estrada enquanto falava em um telefone celular, caiu de uma ponte de 2,5 metros em uma vala cheia de pedras, sofrendo lesões no ombro e no peito.
Um homem de 23 anos foi atropelado por um carro enquanto andava na linha que divide as pistas de uma estrada, falando ao celular, o que resultou em lesões no quadril.
Entre todos os acidentes, falar ao celular esteve envolvido em 69% dos acidentes com lesões, em comparação com enviar mensagens de texto, que representaram apenas 9%.
Os pesquisadores acreditam que a taxa de acidentes envolvendo enviar mensagens de texto é menor não porque enviar mensagens de texto seja necessariamente mais seguro do que falar e andar. Em vez disso, provavelmente é porque poucas pessoas realmente enviam mensagens de texto enquanto andam a pé.
Fonte: Diário da Saúde

terça-feira, 25 de junho de 2013

Uso de antidepressivos na gravidez 'pode trazer riscos para fetos'

Grávidas com depressão leve ou moderada deveriam evitar tomar antidepressivos. Essa é a nova orientação que será adotada pelo órgão que dá diretrizes aos médicos britânicos, que antes alertava para o risco de um só tipo desse medicamento.




















A mudança foi tomada após evidências mostrarem que Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina (SSRIs, na sigla em inglês) podem dobrar os riscos de que bebês nasçam com malformações no coração, de acordo com Stephen Pilling, do National Insittute for Health and Care Escellence (Nice).
Até o momento, a orientação oferecida pelo Nice advertia médicos contra o uso de apenas um tipo de SSRI no início da gravidez - a droga paroxetina.
Pilling disse que a orientação em relação a esse grupo de medicamentos vai ser alterada.
"As evidências disponíveis sugerem que existe um risco associado às SSRIs. Nos esforçamos bastante para dissuadir mulheres de fumar ou beber, mesmo pequenas quantidades de álcool, durante a gravidez, mas não estamos dizendo o mesmo em relação à medicação antidepressiva, que implica riscos similares - senão maiores".
Uma entre seis mulheres em idade reprodutiva usa esse tipo de medicamento na Grã-Bretanha.

Ansiedade

Oito mulheres entrevistadas pela BBC que tomaram SSRIs durante a gravidez tiveram bebês com malformações cardíacas sérias.
Entre elas está Anna Wilson, do condado de Ayrshire, na Escócia. Quando ela fez um ultrasom na vigésima semana de gravidez, os médicos descobriram que seu bebê tinha um problema sério no coração e precisaria de uma cirurgia imediatamente após o parto.
Durante as cinco primeiras semanas de vida, David, hoje com oito meses, precisou ficar no hospital auxiliado por máquinas. Antes de começar a ir à escola, terá de passar por outra operação e, segundo os médicos, é possível que ele não viva além dos 40 anos.















"Existe muito sofrimento no caminho dele", disse sua mãe. "E essa é uma certeza terrível."
Quatro anos antes de ficar grávida, Anna estava sofrendo de ansiedade. O clínico geral receitou-lhe a droga Citalopram. Quando ela decidiu tentar engravidar, o médico disse que ela poderia continuar usando o medicamento.
Mas após o nascimento de David, Anna quis saber o que poderia ter causado o problema no coração do bebê.
"Consultamos um cardiologista quando fizemos um dos exames de ultrasom e ele explicou que, pelo que sabia, não havia fatores ambientais e (o problema no coração do bebê) não era consequência de nada que tínhamos feito. Ele disse que essas coisas eram assim mesmo, não havia como prever", disse a mãe.

Riscos dobrados

Segundo Pilling, o risco de que qualquer bebê nasça com uma anomalia no coração é dois em cada cem. Mas de acordo com as evidências - ele disse -, se a mãe toma SSRIs no início da gravidez, esse risco aumenta para quatro em cada cem.
Para o especialista, mulheres que não estão sofrendo de depressão séria e que estão tomando a droga no momento em que engravidam estão correndo riscos desnecessários.
"O risco é duas vezes maior. E para mulheres com depressão leve ou moderada, não acho que valha a pena correr esse risco."
Pilling disse também que a orientação não é válida apenas para mulheres que já estão grávidas:
"Acho que isso precisa ser considerado no caso de uma mulher que poderia engravidar - ou seja, a maioria das mulheres com idades entre 15 e 45 anos."
Anna nunca saberá com certeza o que provocou a malformação no coração do seu filho, mas disse que teria parado de tomar o remédio se soubesse que havia riscos, ainda que mínimos.
"Se o problema de David poderia ter sido evitado e não foi, isso é terrível."

Defesa

Um fabricante contactado pela BBC negou qualquer vínculo entre os medicamentos e malformações no feto.
O laboratório Lundbeck, fabricante do medicamento Citalopram, disse que uma análise recente da literatura científica concluiu que "a droga não parece estar associada a um aumento nos riscos de malformações fetais".
"A decisão de não receitar antidepressivos para uma mulher que está deprimida (...) pode gerar mais riscos para a mulher e o feto do que os riscos da exposição ao medicamento", disse o fabricante.
Fonte: BBC Brasil

sábado, 22 de junho de 2013

Violência contra mulheres causa epidemia global de saúde, diz OMS

Mais de 1/3 das mulheres do mundo é vítima de violência física ou sexual.




































Mais de um terço de todas as mulheres do mundo é vítima de violência física ou sexual, o que representa um problema de saúde global com proporções epidêmicas, aponta um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgado nesta quinta-feira (20).

A grande maioria das mulheres sofre agressões e abusos de seus maridos ou namorados, além de ter problemas de saúde comuns que incluem ossos quebrados, contusões, complicações na gravidez, depressão e outras doenças mentais, diz o relatório.

O relatório, uma coautoria de Charlotte Watts e Claudia Garcia-Moreno, da OMS, concluiu que quase dois quintos (38%) de todas as mulheres vítimas de homicídio foram assassinadas por seus parceiros, e 42% das mulheres que foram vítimas de violência física ou sexual por parte de um parceiro sofreram lesões como consequência.

O relatório constatou que a violência contra as mulheres é uma das causas para uma variedade de problemas de saúde agudos e crônicos, que vão desde lesões imediatas, infecções sexualmente transmissíveis, como HIV, à depressão e transtornos de saúde mental.

As mulheres que sofrem violência de seus parceiros são mais propensas a ter sífilis, clamídia ou gonorréia. E mulheres de algumas regiões, incluindo a África sub-saariana, têm quase duas vezes mais probabilidade de serem infectadas com o vírus da Aids, diz o relatório.


Fonte: Canal FIOCRUZ

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Médicos britânicos desenvolvem animações gigantes para aulas

Dois médicos britânicos criaram um sistema que usa uma animação em 3D gigante para ajudar estudantes de medicina a compreender melhor o assunto das aulas.




















Os dois mostraram um gráfico 3D de um rim com quatro metros para demonstrar a função renal durante uma aula na semana passada.
Estas animações foram desenvolvidas por Kapil Sugand, que trabalha no St. George's Hospital e no Imperial College, ambos em Londres, e pelo médico Pedro Campos, do St. George's Hospital.
Eles dizem que a técnica não pode ser chamada de holograma, pois é baseada em um tipo de ilusionismo que combina placas de vidro com métodos especiais de iluminação para fazer com que as imagens apareçam flutuando no ar.
As imagens são animadas e podem ser controladas pelo palestrante.
Para criar as animações, são usados três projetores que geram imagens coloridas no palco e foram projetadas para serem usadas em um grande auditório.
Os médicos afirmam que queriam facilitar a absorção de uma grande quantidade de detalhes e informações, necessários para que os estudantes de medicina passem em provas importantes. Os estudantes podem participar de até nove horas de aulas e palestras por dia e normalmente estudam seis anos para conseguir a qualificação necessária para exercer a profissão.
"A pesquisa em ciências educacionais mostrou que a capacidade de prestar atenção de um estudante médio dura entre 20 e 30 minutos, mas as aulas padrão duram pelo menos uma hora", disse Sugand à BBC.
"O corpo humano é uma máquina muito complexa. É muito difícil compreender como um rim ou fígado funcionam com slides de Powerpoint, por exemplo."
Um "corpo humano holográfico" já foi testado em uma aula de anatomia no Imperial College, mas o projeto não visava uma grande audiência, segundo Sugand.
"Isto (o projeto) pode ser uma forma de ensinar procedimentos cirúrgicos para um grande grupo de alunos", afirmou o médico.













Resposta positiva e custos
A resposta dos alunos do primeiro ano de medicina no St. George's Hospital, da Universidade de Londres, que participaram da aula com a nova animação 3D foi positiva.
"Passamos muito tempo olhando manuais e ouvindo aulas para tentar entender os assuntos e acho que isto (a animação) tornaria várias áreas médicas mais fáceis de entender", disse Hannah Barham.
"Como conceito é fantástico, mas não acho que vai substituir a aula tradicional no momento, pois não é possível personalizar (as animações para cada aula)", afirmou outro aluno, Andrew Salmon.
Sugand admite que as animações visam ser uma ferramenta a mais e não se transformariam em substitutas para o uso de corpos em aulas de anatomia.















"Nada pode substituir a dissecação de um corpo, é a melhor e mais tradicional forma de aprender anatomia. (O uso de ferramentas) Multimídia se transformou em uma forma de complementar e não de substituir aquele processo", disse.
Sugand e Campos gastaram 10 mil libras (cerca de R$ 33,9 mil) para elaborar um pequeno acervo de imagens em 3D, incluindo uma sequência que destaca os efeitos da malária em várias partes do corpo. O dinheiro veio das universidades onde os dois trabalham e também dos pais de Pedro Campos.
Apesar da demonstração bem-sucedida da animação durante uma palestra, a universidade que sediou o evento já informou que o projeto ainda não deverá ser aplicado.
"O custo seria muito alto. Neste estágio é mais uma prova do conceito", disse um porta-voz do hospital St. George's Hospital e da Universidade de Londres.
Fonte: BBC Brasil

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Transparência nos testes de medicamentos esbarra em justiça europeia

A Agência Europeia de Medicamentos (AEM), braço da União Europeia responsável pela avaliação científica dos medicamentos que entram no mercado da UE, sofreu um revés judicial em sua iniciativa para tornar públicos mais dados levantados em testes clínicos, informa nota publicada no website da revista Nature.
Os apelos por maior transparência nos resultados dos testes que determinam a eficácia e segurança de novas drogas vêm se multiplicando.
O livro Bad Pharma, do médico e jornalista britânico Ben Goldacre, publicado em 2012, denunciava que as empresas farmacêuticas realizam uma "publicação seletiva" dos dados levantados nesses estudos, distorcendo a informação disponível para que médicos e pacientes façam suas escolhas.
Em resposta ao livro, o Comitê de Ciência e Tecnologia do Parlamento Britânico realizou audiências sobre o assunto.
O assunto também ganhou evidência por conta de escândalos envolvendo a indústria farmacêutica nos últimos anos, como o que forçou a GlaxoSmithKline a pagar bilhões de dólares em indenizações, depois de se declarar culpada de distorcer as informações sobre a segurança de sua droga Avandia.
Reagindo a essas pressões e preocupações, a AEM vinha tentando tornar pública uma parcela maior dos dados apresentados pelas empresas que buscam a aprovação de seus medicamentos na Europa.
Mas duas empresas baseadas nos Estados Unidos - AbbVie e InterMune - obtiveram, em abril, liminar para impedir a publicação de parte de seus dados.
No fim de maio, de acordo com a Nature, a AEM decidiu restringir a divulgação de dados de outras empresas que se enquadrem nas mesmas categorias cobertas pela liminar das firmas americanas, ao menos até o julgamento final do caso.















Lado errado
Pesquisadores estão recebendo cartas da AEM informando que alguns documentos solicitados a respeito de testes clínicos não poderão ser divulgados enquanto a questão continuar sub-judice.
Um artigo publicado no blog da central de periódicos científicos online PLoS, assinado por Síle Lane, da direção do grupo Sense About Science, já acusava a Corte europeia de estar do "lado errado" na questão da segurança dos pacientes.
"A decisão da Corte põe a Agência Europeia de Medicamentos em conflito com sua própria política", acusa o artigo. "E o que é mais importante, a decisão da Corte (...) coloca-a em conflito com os interesses dos pacientes".
Em nota, a Sense About Science, uma das patrocinadoras do movimentoAllTrials, que pede que todos os testes de medicamentos sejam registrados e que todos os resultados sejam publicados, cita o pesquisador Peter Doshi, da Universidade Johns Hopkins, dizendo que a ação das duas companhias for bem-sucedida, "há um risco real de que a revolução da AEM em transparência de dados chegue ao fim".
Goldacre, também citado pelo Sense about Science, classificou a decisão judicial provisória da corte como uma "desgraça". "Não há justificativapara sonegar informação sobre métodos e resultados de testes clínicos de médicos, pesquisadores e pacientes, que precisam de toda a informação sobre um remédio para tomar decisões realmente informadas".
Fonte: Diário da Saúde - Carlos Orsi - Inovação Unicamp

Obesidade pode causar perda auditiva em crianças e adolescentes

Jovens obesos têm maior perda em todas as frequências de audição e são duas vezes mais propensos a ter perda auditiva unilateral





























Adolescentes obesos são mais propensos do que aqueles com peso normal a ter perda auditiva, de acordo com pesquisadores da Universidade de Columbia, nos EUA.
Os resultados mostraram que os adolescentes obesos tinham maior perda em todas as frequências de audição e eram quase duas vezes mais prováveis de ter perda auditiva unilateral de baixa frequência.
O estudo foi publicado no jornal The Laryngoscope.
"Este é o primeiro trabalho a mostrar que a obesidade está associada com perda auditiva em adolescentes", afirma o primeiro autor Anil K. Lalwani.
O estudo descobriu que a obesidade em adolescentes está associada à perda auditiva neurossensorial em todas as frequências (a faixa de frequência que pode ser ouvida por humanos), perda auditiva neurossensorial é causada por danos às células ciliadas do ouvido interno.
As taxas mais elevadas foram para perda de audição de baixa frequência em 15 e 16% dos adolescentes obesos em comparação com 7,89% dos adolescentes não obesos.
Pessoas com perda auditiva de baixa frequência não podem ouvir sons de frequências de 2.000 Hz e abaixo, mas ainda podem ouvir os sons nas frequências mais altas. Muitas vezes, eles ainda podem entender a fala humana bem, mas pode ter dificuldades em ouvir em grupos ou em lugares barulhentos.
Embora a perda total de audição entre os adolescentes obesos foi relativamente leve, o aumento de quase duas vezes nas chances de perda auditiva de baixa frequência unilateral é particularmente preocupante.
Lalwani e seus colegas especulam que a obesidade pode, direta ou indiretamente, levar à perda de audição. Embora pesquisas adicionais sejam necessárias para determinar os mecanismos envolvidos, eles acreditam que a inflamação induzida pela obesidade pode contribuir para a perda de audição.
Níveis plasmáticos da proteína anti-inflamatória adiponectina, que é secretada pelo tecido adiposo, foram encontrados em crianças obesas, e níveis baixos em adultos obesos têm sido associados com perda auditiva de alta frequência (que afeta a capacidade da pessoa de compreender a fala).
Fonte: Isaude.net

terça-feira, 18 de junho de 2013

Adesivos podem substituir agulhas em vacina do futuro, dizem cientistas

Um adesivo que é colocado na pele para aplicar vacinas de forma barata e eficaz foi apresentado durante a conferência TEDGlobal em Edimburgo, na Escócia.




















Substituir a agulha por um nanoadesivo pode transformar a prevenção de doenças mundo afora, disse o inventor da tecnologia, o pesquisador Mark Kendall, da University of Queensland, em Brisbane, Austrália.
Segundo ele, o novo método abre caminho para vacinas de uso fácil para doenças como a malária, por exemplo.
Outros especialistas deram boas vindas à novidade, mas disseram que o método pode não ser apropriado para todos os pacientes.
A série de conferências TEDGlobal (a sigla inglesa TED quer dizer "Think, Exchange, Debate" ou "Pense, Troque, Debata") é realizada anualmente em diferentes partes do mundo. Ela é financiada pela fundação privada sem fins lucrativos Sapling Foundation, que promove a circulação de grandes ideias pelo mundo.

Método Antigo

A palestra de Kendall em Edimburgo teve uma simbologia histórica: há 160 anos, na capital escocesa, Alexander Wood pediu a primeira patente para a agulha e a seringa.
"A patente era quase idêntica às agulhas que usamos hoje. É uma tecnologia de 160 anos", disse Kendall.
Aliada à água limpa e saneamento, ela cumpriu um papel fundamental no aumento da longevidade em todo o mundo, acrescentou. Mas para Kendall, talvez tenha chegado a hora de atualizarmos essa tecnologia.
O nanoadesivo é baseado na nanotecnologia - que permite manipular a matéria em escala atômica e molecular, ou seja, em dimensões infinitamente pequenas.
Ele supera algumas das desvantagens mais óbvias de vacinas convencionais, como o medo da agulha e a possibilidade de contaminação provocada pelo uso de agulhas sujas.















Mas há outras razões pelas quais o método pode ser transformador, disse o professor.
Milhares de minúsculas saliências no adesivo perfuram a pele e liberam a vacina, que é aplicada, seca, sobre a pele.
"As saliências no adesivo trabalham com o sistema imunológico da pele. Nosso alvo são essas células, situadas a um fio de cabelo de distância da superfície da pele", disse Kendall.
"Talvez estejamos errando na mira e deixando de atingir o ponto imunológico exato, que pode estar na pele e não no músculo, que é onde as agulhas tradicionais vão".
Em testes feitos no laboratório de Kendall na University of Queensland, o adesivo foi usado para administrar a vacina contra gripe.
A equipe australiana disse ter notado que as respostas para vacinas aplicadas por meio do nanoadesivo foram completamente diferentes daquelas aplicadas com o uso da seringa tradicional.
"Isso significa que nós podemos trazer uma ferramenta completamente diferente para a vacinação", disse o pesquisador.
A quantidade de vacina necessária, por exemplo, é muito menor - até um centésimo da dose normal.
O preço de "uma vacina que custa US$ 10 pode ser reduzido para US$ 0,10, o que é muito importante no mundo em desenvolvimento", acrescentou.

Vacinas Sem Efeito

Outro ponto fraco das vacinas tradicionais é que, por serem líquidas, precisam ser mantidas no refrigerador, desde o laboratório até a clínica onde é feita a vacinação.
"Metade das vacinas aplicadas na África não estão funcionando direito por causa de falhas na refrigeração em algum momento".
Quando Kendall disse, durante a conferência, que a vacina nanoadesiva poderia ser mantida a 23ºC durante um ano, a plateia respondeu com aplausos calorosos.
Um representante da Brithish Society for Immunology, a sociedade britânica de imunologia, deu boas vindas à tecnologia, mas fez algumas ressalvas.
"Essa abordagem traz esperanças de vacinação fácil e em grande escala, já que ela tem como alvo um tipo de célula imunológica chamada célula Langerhans, que existe em abundância na pele", disse Diane Williamson".
"Essas células absorvem avidamente a vacina e são capazes de desencadear a resposta imunológica".
"Porém, um dos problemas em potencial na aplicação (da vacina) sobre a pele é o tempo de aplicação e como garantir a administração da quantidade adequada de vacina".
"Além disso, talvez haja problemas de tolerância do adesivo em alguns pacientes. Mas se esses problemas puderem ser superados, o nanoadesivo tem o potencial de substituir a aplicação convencional, baseada em aplicação intramuscular por agulha".
O nanoadesivo começará a ser testado em breve na Papua Nova Guiné, onde suprimentos de vacina são escassos.
Kendall disse que acha difícil imaginar um mundo sem agulhas e seringas tradicionais, mas espera que o novo método possa ser utilizado em grande escala.

Fonte: Jane Wakefield
Repórter de Tecnologia, BBC News

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Descoberta nova camada na córnea humana

Cientistas da Universidade de Nottingham (Reino Unido) descobriram uma camada da córnea humana - a janela transparente na parte frontal do olho humano - desconhecida até agora.
A descoberta vai ajudar os cirurgiões a melhorarem as cirurgias e os transplantes de córnea, com melhores resultados para os pacientes submetidos a esses procedimentos.
A nova camada foi batizada de "Camada de Dua", em homenagem ao professor Harminder Dua, que a descobriu.














"Esta é uma descoberta marcante, que significa que os livros didáticos de oftalmologia terão literalmente que ser reescritos. Tendo identificado esta camada nova e distinta no tecido da córnea, agora podemos aproveitar a sua presença para tornar as cirurgias mais seguras e mais simples para pacientes," disse o professor Dua.
Camadas da córnea humana
A córnea humana é a lente de proteção transparente na parte frontal do globo ocular, através da qual a luz entra no olho.
Há diversas doenças que afetam a parte de trás da córnea. Por isso, o conhecimento adequado de sua estrutura é essencial para identificar as origens dessas doenças, bem como separar uma patologia da outra.
Os livros didáticos atuais afirmam que a córnea é constituída por cinco camadas - da frente para trás, o epitélio da córnea, a camada de Bowman, o estroma corneano, a membrana de Descemet e o endotélio da córnea.
A nova camada agora descoberta está localizada na parte de trás da córnea, entre o estroma corneano e a membrana de Descemet.
Embora tenha apenas 15 micrômetros de espessura - a córnea inteira tem cerca de 550 micrômetros, ou 0,5 milímetro, de espessura - a Camada de Dua é forte o suficiente para resistir a 1,5 bar de pressão.
Segundo os pesquisadores, a descoberta terá grande impacto sobre o avanço da compreensão de uma série de doenças da córnea, incluindo a hidropsia aguda, a Descematocela e distrofias da pré-Descemet.

Fonte: Diário da Saúde

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