segunda-feira, 27 de maio de 2013

Pesquisa relaciona produção de neurônios a perda de memórias da infância

Um estudo realizado no Canadá sugere que o alto ritmo de produção de novos neurônios no início da infância pode estar relacionado ao fato de nós não conseguirmos lembrar de fatos ocorridos nos primeiros anos de nossas vidas.




















Segundo a pesquisa da Universidade de Toronto e do Hospital para Crianças Doentes da cidade canadense, a formação de novas células cerebrais aumenta a capacidade de aprendizado, mas também "limpa" as memórias mais antigas.
A neurogênese (formação de novos neurônios) no hipocampo, uma região do cérebro conhecida por sua importância na aprendizagem e na memória, alcança seu nível máximo antes e depois do nascimento e então vai caindo durante a infância e idade adulta.
Uma especialista britânica afirmou que o estudo canadense pode levantar questionamentos em relação a algumas teorias psicológicas.

Camundongos

Para descobrir qual o impacto do processo de geração de novos neurônios no arquivamento de memórias, os pesquisadores Paul Frankland e Sheena Josselyn estudaram camundongos jovens e mais velhos.
Nas cobaias adultas, os pesquisadores descobriram que um aumento na produção de novos neurônios era suficiente para fazer com que elas esquecessem memórias anteriores ao processo.
Nos filhotes, descobriu-se que uma menor produção de novos neurônios levou os camundongos a manter memórias anteriores, evitando o esquecimento que geralmente ocorre nessa idade.
Dessa forma, a pesquisa sugere uma ligação direta entre a redução no ritmo de produção de neurônios e a persistência de memórias, o que ocorre com o passar do tempo, assim como o oposto – a ligação entre o aumento na produção de neurônios e o esquecimento de memórias anteriores.

Amnésia infantil

Isso explicaria a falta de memórias de longo prazo no começo da infância, um fenômeno conhecido como amnésia infantil.
Estudos anteriores mostraram que, apesar de algumas crianças conseguirem se lembrar de eventos, estas memórias não permanecem.
"O motivo da amnésia infantil há muito tempo é um mistério. Acreditamos que nossos novos estudos começam a explicar a razão de não termos memórias de nossos primeiros anos", afirmou Paul Frankland.
"Antes dos cinco anos de idade, temos um hipocampo muito dinâmico que não consegue arquivar informação de forma estável. Enquanto os novos neurônios são gerados, a memória pode ser comprometida no processo", acrescentou.
Para Bettina Forster, da unidade de pesquisa em neurociência cognitiva da City University de Londres, a pesquisa é "muito interessante" e mostra uma "ligação direta entre a neurogênese e a formação da memória".
"Os resultados questionam a suposta ligação entre o desenvolvimento verbal e a amnésia infantil e também questiona algumas teorias psicológicas e psicoterapêuticas sobre este assunto", afirmou.

domingo, 26 de maio de 2013

Equipe dos EUA cria novo teste para diagnóstico da elefantíase

Exame tem vida útil mais longa, estimada em dois anos sem refrigeração, em comparação com três meses para a versão atual

Foto: Washington University School of Medicine

Pesquisadores da Washington University School of Medicine, nos EUA, desenvolveram um novo teste de diagnóstico para a elefantíase, que pode causar alargamento grave ou deformidades nas pernas e regiões genitais.
O novo exame é muito mais sensível do que o usado atualmente, de acordo com resultados de um estudo de campo realizado na Libéria, África Ocidental, onde a infecção é endêmica. Segundo os pesquisadores, o novo teste encontrou evidências da infecção, filariose linfática, em muito mais pessoas que o teste padrão.
A infecção afeta 120 milhões de pessoas que vivem em 73 países, deixando cerca de 40 milhões profundamente desfigurados e incapacitados.
Ambos os testes detectam a presença de vermes que causam a filariose linfática, uma doença transmitida por mosquitos, também conhecida como elefantíase. No entanto, o novo teste tem vantagens significativas sobre o teste que tem sido usado por mais de uma década, não só para diagnosticar a doença, mas para mapear, monitorar e avaliar o sucesso de um programa maciço de saúde pública mundial que visa eliminar completamente a doença até 2020.
Os resultados foram publicados no The American Journal of Tropical Medicine and Hygiene.
"O teste mais antigo teve um grande impacto, mas o novo é ainda melhor. Anualmente, a medicação para tratar e prevenir a infecção é distribuída para mais de 500 milhões de pessoas em todo o mundo. A maior sensibilidade do novo teste vai ajudar a determinar se o programa de tratamento em massa tem sido eficaz e também identificar as regiões que necessitam de mais atenção", afirma o autor da pesquisa Gary J. Weil.
A equipe destaca que o novo teste também tem uma vida útil mais longa, estimada em dois anos sem refrigeração, em comparação com três meses para a versão antiga.
Weil e seus colegas trabalharam com pesquisadores do Liberian Institute for Medical Research para realizar uma comparação lado a lado dentre o teste novo e o usado como padrão nos dias de hoje. Eles avaliaram os testes em 503 pessoas com faixa etária entre 6 e 89 anos.
As duas versões do teste detectam a presença no sangue de uma proteína produzida pelo verme parasita Wuchereria bancrofti, que provoca filariose. O novo teste é realizado através da punção do dedo e colocando sangue de uma pessoa sobre a tira de teste, que é semelhante a um teste de gravidez.
Os resultados do estudo mostram que o novo teste é altamente sensível, detectando cerca de 26% mais infecções de filariose linfática do que o teste. O novo teste foi também mais fácil de executar e os resultados foram mais fáceis de serem interpretados.
"Isso nos dá uma indicação do número de infecções que faltavam com o teste mais velho. Em uma escala global, é um grande número de casos. Precisamos ter um teste exato para ter a certeza que estamos atingindo todas as pessoas que têm a doença ou estão em risco de desenvolvê-la", conclui Weil.

Fonte: Isaude.net

sábado, 25 de maio de 2013

"Autismo é parte de mim, mas não me define", diz a cientista Temple Grandin

O melhor tratamento para as crianças autistas é descobrir seus pontos fortes e desenvolver essas habilidades, de modo que elas possam vir a ter uma vida independente e garantir o próprio sustento.
Essa é a mensagem de Temple Grandin, 65, uma das mais reconhecidas autoridades em autismo no mundo, que acaba de lançar nos EUA o livro "The Autistic Brain: Thinking Across The Spectrum" (O cérebro autista: pensando através do espectro).
No livro, ela mostra evidências de que o cérebro dos autistas é fisicamente diferente e diz que isso deve ser levado em consideração na identificação e no tratamento de pessoas com o distúrbio.
Também discute as definições de autismo na nova edição da chamada "bíblia" da psiquiatria, o DSM (Manual de Estatísticas de Diagnósticos), cuja versão mais recente foi lançada nos EUA.
A nova edição elimina as diversas classificações de autismo e as junta numa categoria só com diferentes graus de severidade.
Mas, principalmente, Grandin procura mostrar como pensam os autistas e como eles podem ser orientados. Ela mesma autista, inventou uma "máquina de abraçar", que a ajudava a controlar a ansiedade provocada por sua condição.
Cientista especializada em comportamento dos animais, sua história virou um filme ("Temple Grandin", de 2010), que ganhou prêmios em penca, inclusive sete Emmy.
"O autismo é parte de quem eu sou", escreve ela. "Mas não vou permitir que ele me defina. Sou uma expert em animais, professora, cientista, consultora."
Foi de seu escritório na Universidade do Estado do Colorado, onde dá aulas e realiza pesquisas, que ela concedeu por telefone esta entrevista à Folha.
























Folha- Qual sua avaliação da nova definição de autismo estabelecida no novo manual de psiquiatria, o DSM-5?
Temple Grandin - Alguns indivíduos não vão mais ser considerados autistas depois das novas definições. Elas terão impacto também sobre o acesso que essas pessoas têm ao seguro de saúde. O diagnóstico é todo baseado em análise do perfil de comportamento da pessoa. Não são levados em consideração os conhecimentos que temos sobre o cérebro dos autistas.
Seu novo livro trata do cérebro dos autistas. Em que ele é diferente?
As ligações são diferentes, meu cérebro é diferente do cérebro de um neurotípico [pessoa sem o transtorno]. Não é culpa da mãe ou da educação, autistas nascem com diferenças físicas.
Como deve ser o tratamento das crianças com autismo na escola?
A educação deve levar em consideração as habilidades da criança, investindo nelas. Se a criança tem habilidade para as artes, vamos investir nisso. É preciso trabalhar com a criança para enfrentar suas dificuldades. Se ela tem problemas para se relacionar, é preciso ensinar aos poucos as habilidades sociais, ensiná-la a cumprimentar, a dar a mão. Se não consegue falar, é preciso atacar esse problema, uma palavra de cada vez, ou usar música.
Como os país podem saber se seu filho é autista?
Não é preciso fazer ressonância magnética do cérebro para identificar autistas ou crianças com problemas de desenvolvimento. Se uma criança chega aos três anos e ainda não consegue falar, existe algum problema.
Como a família pode ajudar a criança?
A melhor forma é ficar muito tempo com a criança, horas a fio, conversando com ela, tentando ensinar uma palavra, um gesto de cada vez. Avós são muitos boas para isso; em geral, têm tempo para se dedicar aos netos e habilidades pedagógicas.
Na escola, devem ser colocadas em classes especiais?
As crianças com autismo podem frequentar escolas comuns, mas os professores precisam saber que elas têm necessidades e habilidades especiais. Uma criança autista pode ser muito fraca na escrita, mas ótima com os números. Então, ela deve receber atendimento extra para aprender a escrever ou ler e ser incentivada a progredir naquilo em que for boa --no exemplo, pode passar adiante da classe em matemática.
O que precisa mudar no atendimento à criança autista?
Os educadores devem focar nas habilidades das crianças autistas, não só nas suas deficiências, para que elas tenham melhores condições de se integrar à sociedade. As crianças autistas devem ser incentivadas a se especializar em alguma atividade.
Quando eu estive na escola, sofri muito com as críticas e as gozações dos outros. Eu me refugiei no desenho, no trabalho com os animais. A atividade especializada é muito boa para os autistas: música, artes, robótica, seja o que for.
O que fazer para que os autistas possam ter uma vida independente?
É preciso entender que os autistas pensam diferente. Alguns pensam em padrões, outros por imagens. É preciso aproveitar isso para ajudá-los, para que possam contribuir com a sociedade. Mas é preciso ajudá-los.
Eu sugiro que, a partir dos 12 anos, as crianças recebam orientações e treinamento em áreas que possam lhes ser úteis para que venham a ter um emprego, seja atendendo em uma loja, seja trabalhando com animais ou qualquer outra coisa.
THE AUTISTIC BRAIN: THINKING ACROSS THE SPECTRUM
AUTORES Temple Grandin e Richard Panek
EDITORA Houghton Mifflin Harcourt
PREÇO US$ 9,17 em e-book na Amazon.com (256 págs.)

RODOLFO LUCENA
DE SÃO PAULO



sexta-feira, 24 de maio de 2013

Pontos de cirurgias são substituídos por solda a laser

Biossolda
A solda a laser é largamente utilizada - na indústria automobilística, por exemplo - para soldar múltiplas peças de metal com rapidez e precisão.
Uma precisão que agora parece ter superado todos os limites, e operando em materiais que em nada lembram as duras chapas metálicas.
Uma nova técnica de soldagem a laser permite nada menos do que soldar tecidos humanos, substituindo os pontos dados após as cirurgias, que, além de incômodos e doloridos, apresentam alto risco de infecção.
O segredo da técnica está em um "eletrodo" especial, compatível com tecidos biológicos.
O eletrodo é o material que é "fundido" para juntar as peças metálicas por meio da solda - ele pode ser derretido, entre outras possibilidades, pela chama de um gás, por um arco voltaico ou por pulsos de um laser de alta potência.
O desafio dos pesquisadores foi criar um "bioeletrodo" que fundisse as partes separadas do tecido sob a ação do calor do laser, mas sem deixar que o calor causasse danos ao tecido.












A biossolda promete o desenvolvimento de um método cirúrgico sem costuras - sem pontos ou grampos. [Imagem: Huang-Chiao Huang et al./ACS Nano]
Cirurgia sem costura
Huang-Chiao Huang e seus colegas da Universidade do Estado do Arizona, nos Estados Unidos, criaram o que eles chamam de um nanocompósito plasmônico, um material formado por nanopartículas de ouro encapsuladas em peptídeos, formando um material de alta elasticidade.
As nanopartículas de ouro possuem propriedades ópticas - as mesmas usadas pela plasmônica - que transformam a luz emitida por uma laser na faixa do infravermelho próximo em calor.
Quando o material é ativado pela luz do laser, as proteínas desnaturam, formando um selo forte e muito resistente, com uma consistência pastosa, mas totalmente inerte, fechando a incisão feita para a cirurgia.
Essa biossolda promete o desenvolvimento de um método cirúrgico sem costuras - sem pontos ou grampos - que permite conectar ou fechar vasos sanguíneos, cartilagens em juntas, intestinos e até o fígado.
Os pesquisadores testaram a técnica de "soldagem de tecidos a laser" em animais de laboratório.
Segundo eles, novas avaliações serão necessárias antes que o método de cirurgia sem pontos possa ser testado em humanos.

Anvisa lança cartilha que esclarece mitos e verdades sobre o armazenamento do cordão umbilical

Segundo especialista, a chance de uma criança necessitar das próprias células-tronco é baixa












Getty ImagesA Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) lança, nesta sexta-feira (24), uma cartilha com verdades e mitos sobre o armazenamento de sangue do cordão umbilical e da placenta. A iniciativa surge como contraponto à propaganda de clínicas privadas, muitas vezes enganosa, explica o gerente-geral de Sangue, Tecidos, Células e Órgãos da agência, Daniel Coradi.
— Queremos esclarecer, trazer todas as informações necessárias para que as pessoas possam questionar: vale a pena recorrer a um serviço particular?”.
Armazenar sangue de cordão umbilical é prática cada vez mais comum no País

Segundo ele, há 17 bancos de sangue privados de cordão umbilical no País, que juntos armazenam aproximadamente 70 mil bolsas. O material, coletado no parto, é visto pelas famílias como precaução terapêutica: a criança quando crescer ou algum membro da família poderia se valer das células-tronco para o tratamento de doenças.
Mas, o presidente da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular, Carmino Antonio de Souza, avisa que a "estratégia não é barata".
— Famílias pagam de R$ 5 mil a R$ 7 mil para coletar o material no parto e cerca de R$ 800 anuais para manutenção. “É como vender terreno na lua. Algumas clínicas afirmam que as células poderão ser usadas para tratar Parkinson, Alzheimer e alguns tipos de câncer. Mas não há nada atualmente que comprove isso”.
A arte das fotos de nascimento: fotógrafas se especializam em partos

O sangue de cordão umbilical, assim como a medula, é rico em células-tronco. Atualmente, o material tem sido usado para tratar pacientes com doenças hematológicas. O tratamento é feito basicamente em bancos públicos, que armazenam células-tronco de doações, e para ter acesso é preciso apenas que haja compatibilidade.

Quando não há material compatível, a busca é feita em bancos de sangue umbilical do exterior, com os quais o País tem convênio. Segundo Coradi, a prática é comum. “
— Recebemos, em média, dois pedidos semanais.”
Ele diz que mais de 12 mil pacientes no mundo são tratados com transplantes de células-tronco armazenadas em bancos públicos. Há a possibilidade de o SUS financiar o uso do material do doador ou parente, se estiver disponível.

Segundo ele, a chance de uma criança necessitar das próprias células-tronco é baixa — das 45.661 unidades de sangue de cordão armazenadas nos bancos até 2010, só 3 foram usadas em transplante na própria pessoa. “Em muitos casos, o uso do sangue de cordão armazenado é contraindicado.” Isso porque pode ter o mesmo defeito. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Estudo revela que vitamina C cura tuberculose resistente a remédios

Uma pesquisa realizada por cientistas de uma universidade dos Estados Unidos revelou que a vitamina C pode ser eficaz no tratamento da tuberculose multirresistente, uma forma grave da doença que não responde aos remédios geralmente usados contra ela.




















Segundo o estudo dos pesquisadores da Universidade de Yeshiva, em Nova York, a bactéria causadora dessa tuberculose não resistiu a um tratamento com vitamina C em laboratório. Resta saber se tal descoberta pode ser usada em um tratamento com remédios no futuro.
Os cientistas acreditam que o que ocorreu no estudo foi que a vitamina C agiu induzindo a formação de moléculas de oxigênio com mais elétrons e altamente reativas, conhecidas como radicais livres.
Essas moléculas, por sua vez, reagiram com moléculas de bactérias que causam a doença, mesmo as resistentes a medicamentos, e as mataram.
O estudo foi divulgado em um artigo na publicação científica Nature Communications.

Novo mecanismo

O líder da pesquisa, William Jacobs, professor de microbiologia e imunologia na Faculdade de Medicina da Universidade de Yeshiva, disse que os cientistas foram capazes de demonstrar essa aplicação da vitamina C "somente em um tubo de ensaio, e não sabemos se vai funcionar em seres humanos e animais".
"Isso seria um grande estudo a se considerar, porque temos cepas de tuberculose para as quais não há medicamentos, e eu sei que no laboratório podemos matar esses tipos com a vitamina C."
"Também ajuda sabermos que a vitamina C é barata, amplamente disponível e muito segura de usar. Pelo menos, este trabalho mostra-nos um novo mecanismo que podemos explorar para atacar a tuberculose", completou.
Pode ser que, no futuro, a vitamina C possa ser usada juntamente com medicamentos contra a tuberculose. Uma outra aplicação da descoberta seria o desenvolvimento de novos medicamentos contra a tuberculose que sejam capazes de gerar grande número de radicais livres.
Estima-se que 650 mil pessoas no mundo têm tuberculose multirresistente.
A vitamina C, ou ácido ascórbico, tem muitas funções importantes no corpo, incluindo proteger as células e mantê-las saudáveis.
Boas fontes naturais da vitamina incluem laranja, groselha e brócolis, e a maioria das pessoas obtém tudo que necessita por meio de sua dieta.


ESPORTE É SAÚDE

Todo mundo já sabe que praticar exercícios físicos faz bem para a saúde, pois melhora a circulação, os batimentos cardíacos, tonifica a musculatura, além de deixar o corpo bem mais definido. O que pouca gente tem conhecimento é que há outros benefícios que essas atividades provocam. Exercitar-se de forma contínua reduz sintomas característicos de depressão, fadiga, estresse, melhora a qualidade do sono, da pele, retarda envelhecimento e até minimiza dores agudas.




















Quando você pratica uma atividade física regularmente causa aumento de endorfinas, substâncias atreladas ao nosso estado de humor. Um “estado de espírito” positivo te faz sentir bem consigo mesmo, causando uma sensação de bem-estar.Consequentemente, o sistema imunológico funciona melhor, o que te deixa mais resistente a doenças. Essa análise é senso comum no meio de especialistas que analisam o assunto. “A reação em cadeia retarda o efeito de radicais livres – sustâncias que aceleram o envelhecimento da nossa pele – diminuindo, portanto, as alterações cutâneas, inclusive a acne”, explica dermatologista carioca Izabelle Azevedo.

Além disso, a própria oxigenação do corpo, estimulada quando se praticam exercícios aeróbicos, retarda o ritmo em que a pele sofre as modificações do tempo. “Sem contar que dá muito mais vontade de se cuidar quando você se sente bem com seu corpo”, ressalta a médica.

Isso não acontece apenas com a pele. Todo nosso corpo torna-se mais sadio e, portanto, o envelhecimento ocorre de forma menos acelerada e com mais qualidade de vida. A catarata, por exemplo, é uma doença que ocasiona lesões no cristalino, sistema que funciona como a lente dos nossos olhos, provocando gradativamente a perda da visão.

“Como ela é um fenômeno decorrente do envelhecimento, os exercícios regulares poderiam retardar a ocorrência dessa doença”, explica o oftalmologista Mário Motta, especialista em retina e presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).

 

Remédio natural


Estudos já haviam comprovado que atividades aeróbicas são ótimas para quem sofre de problemas crônicos como hipertensão arterial e diabetes. Agora, pesquisas recentes realizadas pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) em parceria com a Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), comprovaram que os exercícios aeróbicos regulares podem agir até como um antiinflamatório natural contra dores agudas, e isso serve para qualquer órgão (por exemplo, situações orgânicas que envolvam quadros inflamatórios agudos, como um AVC – acidente vascular cerebral – ou um infarto). Mas atenção: é importante uma orientação médica e um bom personal trainer para cuidar desses casos.

Porém, especialistas alertam que de nada adianta passar horas exercitando-se se não houver uma alimentação controlada e balanceada e também o alongamento no início e no fim das atividades. São eles que previnem lesões como estiramento, em partes do seu corpo que foram trabalhadas nos aeróbicos e na musculação. Então, o que está esperando? Mexa-se já, mas não se esqueça de alongar-se!


Impressora 3D salva a vida de uma criança em cirurgia

Durante uma cirurgia, a vida de uma criança foi salva através do uso de uma peça de plástico, feita com uma impressora 3D


























Desenvolvida por investigadores norte-americanos, a impressora 3D já começou a dar os seus frutos ao contribuir para salvar a vida de uma criança durante uma cirurgia de alto risco. Os médicos inseriram a peça de plástico durante a operação e conseguiram resolver uma grave doença respiratória.
Kaiba Gionfriddo, que está agora com um ano e sete meses, tinha apenas três meses quando passou por este processo. Nasceu com um problema nos brônquios e tinha grandes dificuldades em respirar, sendo atacado por uma "crise" quase todos os dias. Por consequência, o coração estava também em risco de parar a qualquer momento.
Kaiba não podia deixar o hospital onde nasceu porque precisava das máquinas que o ajudavam a respirar. Um ano depois da cirurgia, a criança nunca mais teve nenhuma crise respiratória, conseguindo a sua vida normal.
"É uma criança bastante saudável", disse Glenn Green, o otorrinolaringologista do Hospital da Universidade de Michigan, em Ann Arbor. O médico foi um dos responsáveis por acompanhar todo o processo de Kaiba e foi também um dos autores do artigo científico que descreveu este avanço na revista "New England Journal of Medicine".
A peça é adaptável ao crescimento da criança, o que permite a Kaiba crescer sem novas crises, apesar de continuar a ser acompanhado regularmente.
Foi a primeira vez que uma tecnologia deste género foi usada num paciente mas a novidade foi bem recebida pelos médicos que não participaram do trabalho.
"Fiquei impressionado com o que eles conseguiram fazer", afirmou Robert Weatherly, pediatra da Universidade do Misouri, em Kansas City.

Fonte: 
http://visao.sapo.pt/impressora-3d-salva-a-vida-de-uma-crianca-em-cirurgia=f731354

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Ministério da Saúde lança campanha para incentivar doação de leite

Orientações podem ser obtidas pelo SOS Amamentação no 0800-268877






























O Ministério da Saúde lançou nesta quarta-feira (22), em Brasília, a Campanha Nacional de Doação de Leite Humano.  “Doe leite materno e ajude a mudar o futuro de muitas crianças” foi o tema escolhido para a edição deste ano.
O lançamento contou com a presença de 100 mães e seus bebês  e marcou o Dia Mundial de Doação de Leite Humano. A campanha é realizada em parceria com a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano e o Programa Iberoamericano de Bancos de Leite Humano.  

A mãe que quiser doar leite pode ligar para o SOS Amamentação pelo 08000-268877. A ligação é gratuita. A mãe recebe frascos adequados, orientações sobre o armazenamento do leite e sobre amamentação. Os profissionais também podem buscar na casa dela o leite que será doado.
Canal Saúde / Fiocruz

ANS lança guia com regras para planos de saúde e prestadores de serviço

Para facilitar as negociações entre os planos de saúde e os prestadores de serviço, como hospitais, laboratórios e médicos, a Agência Nacional de Saúde (ANS) lançou hoje (21) o Guia Prático da Contratualização. A publicação traz orientações para regular os contratos e evitar problemas no atendimento ao usuário.

Para garantir que os planos de saúde cumpram as regras, a ANS também propôs um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

O guia é resultado de uma auditoria da agência em 60% dos planos de saúde do país, das 100 maiores empresas do setor, entre 2009 e 2011. Durante o trabalho, foram constatadas irregularidades que podem chegar a R$ 300 milhões em multas. Para garantir que os planos de saúde cumpram as regras, a ANS também propôs um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).
“A agência obriga que os planos de saúde tenha contratos com esses agentes e esses contratos têm regras claras, baseadas em resoluções. No entanto, notamos um grande desconhecimento dos prestadores de serviço com relação a resoluções da ANS e com relação aos itens que devem constar no contrato”, explicou o diretor de Desenvolvimento Setorial da agência reguladora, Bruno Sobral de Carvalho.
A cartilha tem caráter educativo e foi feita baseada nos problemas identificados na auditoria, como os reajustes de preços pelos serviços prestados. “Quando isso acontece, há sempre um conflito entre a operadora e o hospital ou o médico”, disse Carvalho. Para tentar facilitar a negociação, o diretor explica que consta do guia informações sobre recente instrução normativa..
“O que essa instrução diz é que são necessárias regras claras para esse reajuste. Tem que ser baseado na livre negociação – sempre – mas que também deve conter cláusulas de reserva – caso essa negociação não frutifique – como índices ou percentual pré-fixados”, explicou Carvalho, acrescentando que essa opção é melhor para o consumidor do que a indexação do aumento.
Outro item que precisa ser de fácil entendimento no contrato é a prioridade no atendimento de urgência e de emergência, a gestantes, a idosos e lactantes. Orientações para o faturamento, como organizar os atos e procedimento que precisa de autorização do plano, como internações, também constam da cartilha, disponível na internet.
Fonte : Agência Brasil

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