quarta-feira, 29 de maio de 2013

Exposição a pesticidas e solventes aumenta risco de desenvolver Parkinson

Revisão de estudos revela que contato com produtos químicos eleva probabilidade da doença em cerca de 33 a 80%




























A análise de mais de 100 estudos de todo o mundo revelou que a exposição a pesticidas, ou herbicidas e solventes, está associada a um maior risco de desenvolver a doença de Parkinson.
pesquisa aparece na revista Neurology, o jornal médico da Academia Americana de Neurologia.
Os pesquisadores, liderados por Emanuele Cereda, da University Hospital San Matteo Foundation, na Itália, revisaram 104 estudos que analisaram a exposição de plantas, fungos, roedores a herbicidas e solventes e o risco de desenvolver a doença de Parkinson.
Estudos que avaliaram a proximidade da exposição, como o trabalho e o consumo de água de poço também foram incluídos.
Os resultados da pesquisa mostraram que a exposição a herbicidas, pesticidas e solventes aumenta o risco de desenvolver a doença de Parkinson em 33 a 80%.
Em estudos controlados, a exposição ao herbicida paraquat ou os fungicidas maneb e mancozeb foi associada com duas vezes mais risco de desenvolver a doença neurológica.
"Nós não estudamos se o tipo de exposição, por exemplo, se o composto foi inalado ou absorvido através da pele, e o método de aplicação, tais como pulverização ou mistura, afetou o risco de Parkinson. No entanto, o nosso estudo sugere que o risco aumenta em um modo de resposta à dose, conforme a duração da exposição a estes produtos químicos aumenta", concluem os autores.

terça-feira, 28 de maio de 2013

OMS aprova plano internacional para reduzir obesidade mundial até 2020

Brasília – A Organização Mundial de Saúde (OMS) aprovou, por consenso, uma resolução que recomenda esforços para a progressão da obesidade no mundo até 2020. A resolução estabelece um plano de ação contra as doenças não transmissíveis (cardiovasculares, câncer, respiratórias crônicas e diabetes), por intermédio do combate a uma série de fatores de risco, entre os quais a obesidade.






















A ideia é reduzir, em média, 30% do consumo de sal e aumentar em 20% as atividades físicas. A estimativa da OMS é que há mais de 40 milhões de crianças com menos de 5 anos com excesso de peso. Dados da Pesquisa de Orçamento Familiar do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, apontam que, em 2009, 21,7% dos brasileiros na faixa de 10 a 19 anos estavam com excesso de peso. Em 1970, o índice estava em 3,7%.
No Brasil, o Ministério da Saúde reduziu a idade mínima para a realização da cirurgia bariátrica de 18 para 16 anos. Antes de fazer a cirurgia, os jovens devem passar por uma avaliação clínica. No prontuário, deverão constar a análise da idade óssea e avaliação criteriosa do risco benefício, feita por uma equipe com participação de dois médicos especialistas.
A idade máxima, até então 65 anos, também foi alterada. Com a portaria, a definição se o paciente deve se submeter à cirurgia não será tomada com base na idade, mas levando em conta a avaliação clínica (de risco e beneficio), podendo ultrapassar o limite atualmente estabelecido.
“A luta contra a obesidade é uma prioridade, um dos fatores mais importantes para combater as doenças não transmissíveis”, disse o diretor do Departamento de Nutrição para a Saúde e o Desenvolvimento da OMS, Francesco Branca. Segundo ele, o excesso de peso representa o quinto fator de risco de morte em nível mundial, matando cerca de 2,8 milhões de adultos anualmente.
“A aprovação do plano de ação é extremamente importante para lutar contra uma das crises de saúde mais devastadoras do nosso tempo”, disse John Stewart, um dos responsáveis pela organização não governamental (ONG) Corporate Accountability International.
Para os especialistas, é fundamental que os governos estimulem e facilitem o acesso a frutas e legumes. Também há recomendações para incentivar as crianças à alimentação saudável. As últimas projeções da OMS indicam que pelo menos um adulto, em cada três, sofre com sobrepeso e que um, em cada dez, é obeso.


Internado há mais de 40 anos, paciente cria série de animação dentro do hospital



Vítima de paralisia infantil e morando há mais de 40 anos em uma UTI do Hospital das Clínicas, em São Paulo, Paulo Henrique Machado, 45, decidiu transformar suas aventuras em uma animação 3D.
Voltada para o público infantil, a série de desenhos "As Aventuras de Léca e Seus Amigos" mostra a infância de sete crianças com deficiência física. Léca, melhor amiga de Paulo, mora na cama ao lado.
É Eliana Zagui, também vítima da pólio e autora do livro "Pulmão de Aço - uma vida no maior hospital do Brasil" (Belaletra Editora, R$ 36).
Para sair do papel, o projeto tenta um financiamento coletivo por meio do site:
Até sexta-feira, tinha conseguido só R$ 8.800 dos R$ 120 mil necessários para a produção.

Leia abaixo o depoimento dele:

Minha mãe morreu dois dias depois que eu nasci. Com um ano e meio, tive paralisia infantil. Vim para o Hospital das Clínicas sem movimento nas pernas e, com o tempo, a paralisia atingiu também meu sistema respiratório.
Desde então, dependo do aparelho de respiração artificial para continuar vivo.
Aqui no hospital, aprendi a ler e a escrever. Conclui o ensino médio e fiz vários outros cursos de informática e na área de softwares.
Lembro-me de quando era pivete, podia andar de cadeira de rodas pelo hospital e visitar meus amigos em outros quartos. Líamos historinhas infantis uns para os outros.
Minha capacidade de respiração foi piorando e eu já não podia mais sair da cama. Eu e mais seis amigos, todos com paralisia infantil, fomos transferidos para um quarto [só ele e Eliana Zagui sobreviveram]. Era uma gangue.
Eu e a Tânia éramos os líderes e discutíamos muito. O principal motivo era a televisão. Havia dois aparelhos e a gente ficava competindo pelo volume, pelos programas. Os meninos queriam futebol, as meninas, novela.























PIPAS PELA JANELA
Apesar de estarmos presos às camas, a gente inventava brincadeiras que estimulavam a imaginação.
Eu, o Pedro e o Anderson tínhamos movimentação nos braços [as meninas não tinham] e fazíamos pipas para brincar e para vender. O Anderson conseguia soltar da janela do quarto.
Era engraçado porque não ventava o suficiente. Quando a pipa estava quase subindo, caía. Era muita pipa perdida. Enganchavam nas árvores, ou eram pegas pelos meninos que já ficavam perto do hospital à espera delas. Sempre machucava a mão afiando o bambu com canivete.
Aqui no hospital tive muita oportunidade de fazer coisas que qualquer outra criança podia fazer lá fora, como armar arapucas para pegar passarinho no fundo do terraço. A diferença é aqui a gente só pegava pomba.
Um dia encontrei um gafanhoto e o amarrei com barbante. Fazia de conta que eu era o Pinóquio e ele o grilo falante. Também ganhava "presentes" dos funcionários.
Uma atendente me deu uns tatus-bolas. Outro médico que trabalhava aqui, o doutor Giovani, que eu chamava de pai [Paulo tem pai, mas que raramente o visita], me trouxe duas pererecas, aquelas que dão em rio.
Eu tentava pegar, e elas pulavam. Foi aquela histeria generalizada na UTI.
Em 1992, pensei o que poderia ter para produzir, criar alguma coisa. Foi quando escrevi uma carta para uma empresa pedindo a doação de um computador. Comecei a estudar informática sozinho. Era um modelo MSX, bem limitado. Em 1994, ganhei meu primeiro PC.
No início, era aterrorizador, eu vivia quebrando o computador. A coisa melhorou depois que os hospital deixou os técnicos de informática à disposição para me ajudar. Hoje eu monto computadores. Tenho meu segundo PC montado.
A partir de 2004, lutei, também sozinho, para me profissionalizar na área de 3D. Em 2011, achei que eu precisava de um curso para trabalhar com computação gráfica. Fui atrás do Senac, e o professor veio até o hospital.
Desde então, comecei a alimentar a esperança de um dia me envolver profissionalmente com a sétima arte. Adoro cinema, meu ídolo é Charles Chaplin (1889-1977).
histórias
Foi aí que pensei numa animação com deficientes físicos. Mas não sabia se isso despertaria o interesse das pessoas. Foi então vendo as animações com personagens deficientes feitas por um estúdio britânico de que eu gosto [Aardman Animations, especializado em animações stop-motion], que fez a "Fuga das Galinhas", que pensei estar no caminho certo.
Pensei que as minhas aventuras e dos meus amigos aqui dentro do hospital já dariam um bom roteiro para uma série animada.
Ao colocar as histórias das nossas vidas, minha ideia é que as crianças possam assistir e aprender que o deficiente, numa cadeira de rodas, não é tão diferente assim. As histórias também contam sobre passeios que fiz ao Playcenter, ao circo, por exemplo.
Já roteirizei cinco histórias. Meu objetivo é finalizar a primeira temporada com 13 roteiros. Cada episódio tem 12 minutos. Se o vento continuar soprando, outras temporadas virão. E se as pessoas gostarem, nada impede que um dia vire um longa metragem.
A ideia com o Catarse é que as pessoas compartilhem ideias sobre o projeto e deem uma força. Uma árvore para crescer precisa ser regada. A árvore em questão não é de uma só pessoa. A ideia foi minha, mas o projeto da animação pertence a todos.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Tecnologia – Médicos russos conseguem ver interior do cérebro em atividade e poderão ajudar a tratar doenças como a epilepsia e a doença de Parkinson.

O Centro de Estudos Neurocognitivos da Universidade de Psicologia Pedagógica de Moscou é um laboratório único na Europa de Leste. É um espaço pequeno que tem no seu centro um sistema de aparelhos de diagnóstico com o nome de código “capacete”. A pessoa se senta numa cadeira, coloca o “capacete” na cabeça e o operador “vê” literalmente no seu computador o que se passa na sua cabeça.






















Os médicos russos poderão agora estudar o cérebro humano com o recurso de campos eletromagnéticos. Esse método poderá ajudar a tratar doenças como a epilepsia e a doença de Parkinson.

O vídeo na tela do computador parece a transmissão de uma espaçonave. Só que quem lá trabalha não são cosmonautas, mas sim psicólogos investigadores. De resto, a sua missão não é por isso menos importante. Eles procuram a localização de patologias que provocam diversas doenças psíquicas e neurológicas. As profundezas do cérebro são estudadas com a ajuda de um aparelho de eletroencefalograma especial, refere a diretora do Centro de Estudos Neurocognitivos da Universidade de Psicologia Pedagógica de Moscou Tatiana Stroganova:
“O aparelho mede a atividade magnética das células do cérebro. Quanto as células estão a trabalhar, elas geram à sua volta um campo elétrico”.
O aparelho de encefalograma eletromagnético funciona por analogia com o aparelho de TAC (tomografia axial computadorizada), mas tem diferenças significativas. O TAC submete o cérebro à ação de um campo magnético, enquanto o aparelho de eletroencefalograma magnético regista as fracas perturbações do campo magnético que ocorrem quando o cérebro está a funcionar.
O aparelho de encefalograma eletromagnético é um aparelho extremamente sensível e, para que a radiação natural da Terra não influencie o sistema, o aparelho foi colocado numa câmara blindada especial.
O novo método de diagnóstico já foi testado em doentes com epilepsia que não reagiam positivamente à terapêutica com medicamentos. Ou seja, a perspetiva era uma operação para a remoção da zona do cérebro responsável pelos ataques, explica Alexandra Koptelova, investigadora do Centro de Estudos Neurocognitivos da Universidade de Psicologia Pedagógica de Moscou:
“Os médicos conseguiram ver que o foco da atividade epilética estava localizado em vários sítios. Se isso não tivesse sido detetado, era possível que depois da intervenção cirúrgica o paciente não se liberasse desses ataques”.
O mesmo método pode detectar a origem de outras doenças graves como a esquizofrenia, a doença de Alzheimer e o autismo.
Os cientistas russos pensam que a nova aparelhagem poderá ajudar os neurofisiologistas, num futuro próximo, a começar a investigar o subconsciente.
Com informações Voz da Rússia
Fonte: Portal Bragança

Brasileiros criam material 10 vezes melhor para matar bactérias e fungos

Pesquisadores da UFSCar e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) desenvolveram um novo tipo de material artificial com capacidade dez vezes maior de matar bactérias e fungos, comparando-se com os produtos encontrados atualmente no mercado.

Chamado tungstato de prata, o material também tem propriedades fotoluminiscente e fotodegradante, responsáveis por tratar compostos prejudiciais ao ser humano que podem ser encontrados na água, por exemplo, além de poder oferecer avanços nas áreas da saúde, cerâmica, em propriedades eletrônicas de materiais, estrutura eletrônica e química.

O material, originário da prata, surgiu após a sintetização de dois compostos do metal, o molibdato, que atua no metabolismo da bactéria, e o tungstato, responsável por inibir o desenvolvimento da bactéria.

Durante o processo, os pesquisadores perceberam que a exposição desse material a um microscópio de transmissão, onde há uma quantidade maior de elétrons, foi notada uma propriedade inédita na literatura científica, o crescimento de prata na presença de elétrons.

Bactericida e fungicida

Testando o caráter bactericida do material desenvolvido, também foi constatado que este pode funcionar como fungicida.

O material conseguiu matar fungos, como a Cândida, por exemplo, que causa infecções graves nos seres humanos, de maneira muito mais rápida comparada aos poucos compostos capazes de exterminar esse tipo de microrganismo.

"Alguns produtos encontrados no mercado, atualmente, podem demorar anos para agir," afirma o coordenador do estudo na UFSCar, professor Elson Longo.

Normalmente, materiais bactericidas e fungicidas são aplicados em embalagens, bebedouros e até em secadores de cabelo.

Esse tipo de composto também poderá ser aplicado em tintas para paredes de hospitais para estarem imunes a bactérias e, agora com o tungstato de prata, também de fungos.

O pesquisador também conta que o produto passará a ser desenvolvido em escala semi-industrial para novos testes.

O professor acredita que, pela potência do material, ele possa vir a se tornar comercial em poucos meses.

"Já que esse material é muito mais eficaz, não há concorrência no mercado. Quando a eficácia é semelhante aos demais, se trabalha com o preço do material para que ele possa ser competitivo no mercado, mas como o sistema é muito eficaz, não há concorrência. É um produto mais caro, mas muito mais eficiente", afirma Longo.

Fonte: UFSCa

OMS quer diminuir casos de deficiências visuais evitáveis

Projeto pretende reduzir prevalência de erros de refracção não corrigidos e de cataratas























Os países que fazem parte da Organização Mundial de Saúde (OMS) concordaram em lançar um plano de acção para reduzir em 25 por cento os casos de cegueira e outras incapacidades visuais. As últimas estimativas contabilizam, em todo o mundo, 285 milhões de pessoas com deficiências visuais, sendo 39 milhões cegas. Os especialistas admitem até 80 por cento destes casos poderiam evitar-se.
As duas principais causas das incapacidades visuais são os erros de refracção não corrigidos e as cataratas, que representam 42 e 33 por cento dos casos, respectivamente, apesar de em todos os países existirem intervenções para reduzir a prevalência de ambos os problemas.

O plano agora aprovado refere que cada país deve melhorar o acesso das pessoas afectadas aos serviços de reabilitação. Além disso, devem ser implementados planos de controlos das doenças oculares como parte dos sistemas de saúde.
O objectivo é que, entre 2014 e 2019, se consiga a redução de pelo menos um quarto das doenças oculares que se podem prevenir. Para isso, os países terão de recolher dados que lhes permitam entender a magnitude do problema e as suas causas, assim como tomar as melhores decisões na atribuição de recursos financeiros e humanos.
Nesta linha, considera-se fundamental determinar o número de oftalmologistas por cada milhão de habitantes. A OMS considera que se o controlo destas doenças for mais desenvolvido, se poderá reduzir significativamente a sua incidência entre as pessoas com mais de 50 anos, categoria que, segundo as projecções actuais, concentrará 84 por cento dos casos em 2019.

Fonte: Ciência Hoje

Anvisa suspende importação e venda de remédio contra câncer de mama

De acordo com governo, decisão foi tomada após descumprimento de normas

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) suspendeu a importação, a distribuição, o comércio, a divulgação e o uso em todo o País do remédio Anastrol 1 miligrama (mg), usado no tratamento contra o câncer de mama. A resolução foi publicada nesta segunda-feira (27) no Diário Oficial da União.

















Fotógrafo mostra mulher com cicatriz após cirurgia contra câncer de mama.


De acordo com o texto, a decisão foi tomada depois que a agência registrou o descumprimento de normas regulamentares no processo de fabricação do produto, o que provocou o indeferimento da renovação de registro do Anastrol 1 mg.

A resolução entra em vigor na data da publicação.




Saúde bucal do trabalhador

O projeto de lei – PL 422/2007 que insere a Odontologia do Trabalho nas empresas e se “arrasta” nas Comissões da Câmara dos Deputados e, posteriormente, terá que passar pelo crivo do Senado Federal completa seis anos de tramitação sob o olhar no, mínimo, “desatento” dos parlamentares e autoridades.
A falta de entendimento da redação do PL, bem como a pressão da bancada que defende os interesses financeiros das grandes empresas, deixa a classe trabalhadora mutilada, ou seja, a cavidade bucal continua não fazendo parte da saúde do trabalhador brasileiro.
A falta de uma visão holística da saúde, que trate o ser humano de forma integral, gera consequências graves e atinge diretamente a qualidade de vida do trabalhador, o desempenho das empresas e da economia como um todo.
Vamos traçar a seguir, algumas considerações sobre o absenteísmo e suas consequências para os trabalhadores, empresas e sociedade, demonstrando a importância da Odontologia do Trabalho e dos programas de promoção de saúde e qualidade de vida nas empresas.
O índice de absenteísmo tem como objetivo controlar as ausências nos momentos em que os trabalhadores deveriam estar em seu tempo programado de jornada de trabalho. O conceito pode ser mais bem compreendido pelo somatório dos períodos em que os empregados de determinada empresa ausentam-se do trabalho, incluindo atrasos, dentro de sua jornada normal.
A falta de capacidade para planejar estas ausências inesperadas tem obrigado as empresas a contratar trabalhadores temporários de última hora ou pagar horas extraordinárias aos seus trabalhadores regulares, para cobrir os déficits de pessoal, exigindo inclusive, por vezes, a contratação de excedente de pessoal regulamentar para suprir preventivamente as faltas não programadas no local de trabalho. Estas medidas geram alto custo para as empresas.
Abaixo, enumeramos os principais custos associados com o absenteísmo:
  • Perda de produtividade do trabalhador ausente.
  • Horas extras para outros empregados.
  • Diminuição da produtividade total dos empregados.
  • Custos incorridos para garantir ajuda temporária, possível perda de negócios e/ou clientes insatisfeitos.






























A coluna do Dr. Marcos Renato dos Santos apresenta a Odontologia do Trabalho e os custos do absenteísmo para as organizações.


As organizações precisam criar dados estatísticos sólidos em relação ao absenteísmo para poder instituir estratégias específicas de redução e necessitam quantificar o quanto dele se origina pela ocorrência de patologias e determinar as causas de outra natureza. Quanto às causas decorrentes de doença deve-se identificar se são decorrentes da atividade laboral ou não. As que forem atribuídas à atividade laboral devem ser minuciosamente investigadas para evitar o adoecimento coletivo dos empregados que labutam nas mesmas condições.
Quando menos se espera, surgem casos em nossa clínica de trabalhadores que sofrem acidentes e acabam mutilando seus dentes. Tal fato é mais comum do que se imagina. Por falta de atenção, orientação e cuidado, estes colaboradores se acidentam e tem como sequela a fratura ou luxação de um elemento dentário, causada por objetos dos mais diferentes tipos que se possa imaginar.
Os ferimentos, além de atingirem os elementos dentários, muitas vezes se estendem pelos lábios, tanto nos maxilares superior quanto no inferior, podendo tanto atingir os tecidos duros quanto os tecidos moles, sendo necessária a intervenção multidisciplinar para sanar o problema.
É mais comum do que se imagina o trabalhador efetuar um ofício sem o devido uso do EPI (Equipamento de Proteção Individual) e nos casos citados anteriormente, recomenda-se o uso de um protetor facial que seja capaz de absorver os impactos ou parte significativa deles para que não venham afetar, de forma traumática, a face e seus anexos, principalmente os dentes.
O caso relatado a seguir aconteceu recentemente. Um mecânico que trabalha no setor de máquinas pesadas estava fazendo uso de uma chave de boca comprida e pesada para poder remover um parafuso de uma máquina agrícola e teve o incisivo
central (11) fraturado (classe IV) e com exposição pulpar. Quantos casos como este ou similares acontecem nas empresas? Quais as repercussões que trazem ao ambiente produtivo e laboral? Quais são os principais fatores que levam ao absenteísmo por causas bucais, e que custos representam para a organização? Que consequências acarretam na qualidade de vida dos trabalhadores?
Sabemos que a Odontologia do Trabalho é a especialidade da Odontologia que pode nos trazer respostas precisas a estas e outras questões pertinentes.
A implantação da Odontologia do Trabalho nas empresas a cargo do cirurgião-dentista do trabalho, bem como a implantação do Programa de Monitoramento e Promoção de Saúde Bucal com a plenitude das atribuições – que são descritas no Art. 3° da Resolução CFO 25/2002, complementa a atuação dos demais profissionais descritas na NR4 (Médico do Trabalho, Engenheiro de Segurança do Trabalho, Enfermeiro do Trabalho e Técnico de Segurança do Trabalho) e constitui um papel fundamental para o retorno financeiro de programas de promoção da saúde e qualidade de vida nas empresas.
Odontologia do Trabalho é investimento, garantia de retorno financeiro, por meio do aumento da produtividade proporcionado pela melhoria da qualidade de vida e a diminuição do absenteísmo nas organizações.
Pensem nisso!

     Dr. Marcos Renato dos Santos


Pesquisa relaciona produção de neurônios a perda de memórias da infância

Um estudo realizado no Canadá sugere que o alto ritmo de produção de novos neurônios no início da infância pode estar relacionado ao fato de nós não conseguirmos lembrar de fatos ocorridos nos primeiros anos de nossas vidas.




















Segundo a pesquisa da Universidade de Toronto e do Hospital para Crianças Doentes da cidade canadense, a formação de novas células cerebrais aumenta a capacidade de aprendizado, mas também "limpa" as memórias mais antigas.
A neurogênese (formação de novos neurônios) no hipocampo, uma região do cérebro conhecida por sua importância na aprendizagem e na memória, alcança seu nível máximo antes e depois do nascimento e então vai caindo durante a infância e idade adulta.
Uma especialista britânica afirmou que o estudo canadense pode levantar questionamentos em relação a algumas teorias psicológicas.

Camundongos

Para descobrir qual o impacto do processo de geração de novos neurônios no arquivamento de memórias, os pesquisadores Paul Frankland e Sheena Josselyn estudaram camundongos jovens e mais velhos.
Nas cobaias adultas, os pesquisadores descobriram que um aumento na produção de novos neurônios era suficiente para fazer com que elas esquecessem memórias anteriores ao processo.
Nos filhotes, descobriu-se que uma menor produção de novos neurônios levou os camundongos a manter memórias anteriores, evitando o esquecimento que geralmente ocorre nessa idade.
Dessa forma, a pesquisa sugere uma ligação direta entre a redução no ritmo de produção de neurônios e a persistência de memórias, o que ocorre com o passar do tempo, assim como o oposto – a ligação entre o aumento na produção de neurônios e o esquecimento de memórias anteriores.

Amnésia infantil

Isso explicaria a falta de memórias de longo prazo no começo da infância, um fenômeno conhecido como amnésia infantil.
Estudos anteriores mostraram que, apesar de algumas crianças conseguirem se lembrar de eventos, estas memórias não permanecem.
"O motivo da amnésia infantil há muito tempo é um mistério. Acreditamos que nossos novos estudos começam a explicar a razão de não termos memórias de nossos primeiros anos", afirmou Paul Frankland.
"Antes dos cinco anos de idade, temos um hipocampo muito dinâmico que não consegue arquivar informação de forma estável. Enquanto os novos neurônios são gerados, a memória pode ser comprometida no processo", acrescentou.
Para Bettina Forster, da unidade de pesquisa em neurociência cognitiva da City University de Londres, a pesquisa é "muito interessante" e mostra uma "ligação direta entre a neurogênese e a formação da memória".
"Os resultados questionam a suposta ligação entre o desenvolvimento verbal e a amnésia infantil e também questiona algumas teorias psicológicas e psicoterapêuticas sobre este assunto", afirmou.

domingo, 26 de maio de 2013

Equipe dos EUA cria novo teste para diagnóstico da elefantíase

Exame tem vida útil mais longa, estimada em dois anos sem refrigeração, em comparação com três meses para a versão atual

Foto: Washington University School of Medicine

Pesquisadores da Washington University School of Medicine, nos EUA, desenvolveram um novo teste de diagnóstico para a elefantíase, que pode causar alargamento grave ou deformidades nas pernas e regiões genitais.
O novo exame é muito mais sensível do que o usado atualmente, de acordo com resultados de um estudo de campo realizado na Libéria, África Ocidental, onde a infecção é endêmica. Segundo os pesquisadores, o novo teste encontrou evidências da infecção, filariose linfática, em muito mais pessoas que o teste padrão.
A infecção afeta 120 milhões de pessoas que vivem em 73 países, deixando cerca de 40 milhões profundamente desfigurados e incapacitados.
Ambos os testes detectam a presença de vermes que causam a filariose linfática, uma doença transmitida por mosquitos, também conhecida como elefantíase. No entanto, o novo teste tem vantagens significativas sobre o teste que tem sido usado por mais de uma década, não só para diagnosticar a doença, mas para mapear, monitorar e avaliar o sucesso de um programa maciço de saúde pública mundial que visa eliminar completamente a doença até 2020.
Os resultados foram publicados no The American Journal of Tropical Medicine and Hygiene.
"O teste mais antigo teve um grande impacto, mas o novo é ainda melhor. Anualmente, a medicação para tratar e prevenir a infecção é distribuída para mais de 500 milhões de pessoas em todo o mundo. A maior sensibilidade do novo teste vai ajudar a determinar se o programa de tratamento em massa tem sido eficaz e também identificar as regiões que necessitam de mais atenção", afirma o autor da pesquisa Gary J. Weil.
A equipe destaca que o novo teste também tem uma vida útil mais longa, estimada em dois anos sem refrigeração, em comparação com três meses para a versão antiga.
Weil e seus colegas trabalharam com pesquisadores do Liberian Institute for Medical Research para realizar uma comparação lado a lado dentre o teste novo e o usado como padrão nos dias de hoje. Eles avaliaram os testes em 503 pessoas com faixa etária entre 6 e 89 anos.
As duas versões do teste detectam a presença no sangue de uma proteína produzida pelo verme parasita Wuchereria bancrofti, que provoca filariose. O novo teste é realizado através da punção do dedo e colocando sangue de uma pessoa sobre a tira de teste, que é semelhante a um teste de gravidez.
Os resultados do estudo mostram que o novo teste é altamente sensível, detectando cerca de 26% mais infecções de filariose linfática do que o teste. O novo teste foi também mais fácil de executar e os resultados foram mais fáceis de serem interpretados.
"Isso nos dá uma indicação do número de infecções que faltavam com o teste mais velho. Em uma escala global, é um grande número de casos. Precisamos ter um teste exato para ter a certeza que estamos atingindo todas as pessoas que têm a doença ou estão em risco de desenvolvê-la", conclui Weil.

Fonte: Isaude.net

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