segunda-feira, 11 de março de 2013

Emergência: você sabe como socorrer alguém?

 

Fonte: http://www.pordentrodo9dejulho.com.br/sua-saude/emergencia-voce-sabe-como-socorrer-alguem/

Escrito em 08 de mar de 2013

 

Categorias: Sua Saúde Autor: Hospital 9 de Julho   

Provavelmente você deve ter pensado “eu me viro, qualquer coisa chamo alguém para me ajudar”. Claro que chamar ajuda é fundamental, mas conhecer algumas técnicas básicas de primeiro atendimento pode até evitar futuras sequelas na vítima.

O Dr. Renato Poggetti, cirurgião responsável pelo Centro de Trauma do Hospital 9 de Julho, lembra que a primeira atitude é ligar para o serviço de atendimento pré-hospitalar, que é o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo número 192 ou o resgate do Corpo de Bombeiros, pelo 193.

A seguir, é necessário avaliar se a vítima está consciente, se tem machucados aparentes e hemorragia. “Caso esteja consciente, procure mantê-la acordada, identifique como ocorreu o acidente, se a pessoa toma alguma medicação e pergunte quais partes do corpo estão doendo”, explica.

Quando encontrar uma pessoa aparentemente desmaiada, se possível, coloque-a deitada de costas deixando o pescoço reto, se não for possível, mantenha-a na posição em que foi encontrada. Se ela estiver respirando, mantenha as vias aéreas (boca e nariz) limpos e, se necessário, remova corpos estranhos e secreções com a mão protegida com saco plástico. Assim, a vítima irá respirar melhor. Verifique se existe sangramento ativo em alguma parte do corpo, se houver, comprima com a mão protegida com um plástico ou com um pano amarrado no local.

Se não estiver respirando, pode ter tido uma parada cardíaca. Neste caso, tente identificar se há pulsação no pescoço. Se não houver pulso, a massagem cardíaca precisa ser iniciada imediatamente. São 30 repetições por minuto, seguidas de duas ventilações, a respiração boca a boca, que pode ser realizada com a proteção de uma sacola de plástico furada no meio, por exemplo. Realize o procedimento até a chegada de ajuda especializada. “Com atitudes relativamente simples, podemos salvar vidas!”, finaliza o Dr. Poggetti.

PROPÉ (em Vila Velha/ES): acolhendo, orientando e oferecendo tratamento preventivo voltado para os diabéticos

 

Fonte: http://www.vilavelha.es.gov.br/paginas/saude-prope

Dentro da rede de atenção ao diabético e ao hipertenso, Hiperdia Vila Velha, implantado há um ano pela Secretaria de Saúde (Semsa), um dos trabalhos preventivos que está dando excelentes resultados é o Programa de Proteção ao Pé Diabético (Propé).

Acolhendo, orientando e oferecendo tratamento preventivo voltado para os diabéticos, o Propé é coordenado pelo cirurgião vascular Eliud Garcia Duarte Júnior.  Em Vila Velha, o tratamento é inovador, utilizando as redes sociais. O Propé funciona em grupos no Facebook, interligado a todas as 18 unidades de saúde.

As redes sociais agilizam o atendimento e os procedimentos a serem tomados. Por lá, a equipe que atende os pacientes nas Unidades de Atenção Primária à Saúde (UAPS), postam o histórico e fotos dos ferimentos dessas pessoas. On-line, os médicos orientam e acompanham o tratamento. Em caso de lesões graves, os pacientes são tratados presencialmente com o especialista.

A equipe do Propé é formada por cirurgião vascular, cirurgião geral, endocrinologista, enfermeiro e técnicos, cardiologista, oftalmologista, nefrologista, além de vários outros profissionais que apóiam o projeto. Todos os profissionais foram treinados para ingressar ao programa.

Hospital 'hospeda' mães que acompanham bebês na UTI

 

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,hospital-hospeda-maes-que-acompanham-bebes-na-uti-,1005842,0.htm

Em três anos, apenas 1% das mulheres saiu dali sem os filhos, que não resistiram; contato ajuda em processo de cura

08 de março de 2013 | 2h 01

CLARISSA THOMÉ , RIO - O Estado de S.Paulo

A massoterapeuta Eva Wilma Diniz Ferreira, de 32 anos, vive há um mês em um alojamento com outras mulheres que não conhece. Não reclama da falta de privacidade nem da falta que sente de casa. Ela é uma das hóspedes da Casa da Mãe, setor anexo ao Hospital da Mulher Heloneida Studart, referência para gestações de risco no Rio.

Eva acompanha o filho Gabriel, que nasceu há dois meses, prematuro de 35 semanas e com perfuração intestinal. O menino, ainda internado na UTI, já passou por duas cirurgias. Semana passada, Eva começou a amamentá-lo e está escrevendo um livro sobre a experiência.

A Casa da Mãe, serviço pioneiro no Estado, completa 3 anos hoje. Desde a inauguração até fevereiro passado, 595 mulheres hospedaram-se ali - apenas 6 delas deixaram o hospital sem seus filhos, que não resistiram.

"Não existe nada científico sobre o benefício da proximidade das mães, mas atendemos bebês muito prematuros, alguns nasceram com pouco mais de 500 gramas, um grau de complexidade altíssimo, e mesmo assim conseguimos esse índice de apenas 1% de mulheres que deixam a casa sem os filhos", afirma o diretor-geral do hospital, Claudio Borges Moraes.

Localizado em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, o hospital recebe mulheres de todo o Estado. São três quartos, com cinco camas cada e armários individuais. Há uma sala de estar, onde assistem à tevê e recebem aconselhamento de terapeutas, assistentes sociais e enfermeiras. Há ainda uma lavanderia.

A alimentação é fornecida pelo hospital e a UTI da unidade fica permanentemente abertas às mães. Não há hora de visita. "A gente vê uma resposta diferenciada da criança que recebe o toque da mãe", conclui Moraes.

SUS vai oferecer novo medicamento a hemofílicos

 

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,sus-vai-oferecer-novo-medicamento-a-hemofilicos,1006330,0.htm

Expectativa é a de que 10 mil pacientes recebam o produto

08 de março de 2013 | 20h 59

Lígia Formenti - O Estado de S.Paulo

O Sistema Único de Saúde vai passar a ofertar o Fator VIII recombinante a pacientes com hemofilia dentro de seis meses. A expectativa é a de que 10 mil pacientes recebam o produto, usado para controle de sangramento.

O produto passará a ser produzido no País, por meio de uma Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP) firmada em outubro de 2012 com a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás). A expectativa é de que o Ministério da Saúde passe a adquirir o medicamento a preço quatro vezes menor do que o valor médio pago para atender a demandas judiciais.

Atualmente, 97% dos pacientes do SUS são tratados com o fator VIII obtido a partir do plasma humano. Os 3% restantes são pacientes que recebem o fator recombinante por meio de ações judiciais. De acordo com o ministério, o fator VIII recombinante tem a mesma eficácia que o do fator plasmático, com a vantagem de que a produção não depende da doações de sangue.

Anvisa lançará cartilha sobre reais benefícios de armazenar sangue de cordão umbilical

 

Fonte: http://www.redebrasilatual.com.br/temas/saude/2013/03/anvisa-lancara-cartilha-sobre-reais-beneficios-de-armazenar-sangue-de-cordao-umbilical

Por: Flávia Villela, da Agência Brasil

Publicado em 09/03/2013, 17:08

Última atualização às 17:08

Rio de Janeiro - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai lançar, no fim deste mês, cartilha para alertar os futuros pais sobre os reais benefícios de armazenar o sangue de cordão umbilical para uso próprio, também conhecido como autólogo.

O gerente de Tecidos, Células e Órgãos da Anvisa, Daniel Roberto Coradi de Freitas, explicou que a iniciativa, que conta com a parceria do Instituto Nacional do Câncer (Inca), foi impulsionada pela constatação de que muitos pais pagam caro para congelar o sangue dos cordões umbilicais dos filhos na crença de que estão adquirindo um seguro de vida.

“Na verdade, o uso dessas unidades é muito restrito. E nosso intuito é esclarecer aos pais essa realidade para que eles tomem uma decisão consciente”, disse Coradi. “Alguns bancos acabam fazendo propaganda sobre o uso da célula para o tratamento de uma série de doenças, o que ainda está sendo pesquisado”, acrescentou.

Panfletos em salas de espera de consultórios ginecológicos e de maternidades são facilmente encontrados com a promessa de salvar a vida do bebê por meio do uso do sangue do cordão umbilical do próprio recém-nascido em casos de doenças futuras, hoje incuráveis. Os preços podem variar de R$ 2,5 mil a R$ 7 mil e ainda existe a taxa de manutenção que varia entre R$ 500 e R$ 700.

No Brasil, os bancos privados de sangue de cordão umbilical têm licença de funcionamento, emitida pelo órgão de vigilância sanitária, para executar exclusivamente atividades afetas ao armazenamento, com o fim de utilização pelo próprio recém-nascido, mas alguns têm se utilizado de manobras jurídicas para tratar parentes do detentor do cordão umbilical armazenado, que é proibido por lei, já que essa é competência do banco público, gratuito e universal.

O uso autólogo das células-tronco é justificado por entidades médicas para os casos de alto risco genético para doenças, entre elas anemias hereditárias, como talassemia, doença falciforme.

Em abril de 2010, a Anvisa determinou adequações no material publicitário de bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário para uso autólogo, depois de identificar itens irregulares, como informações que possibilitariam interpretação errônea a respeito da utilização das células do sangue de cordão umbilical e placentário, resultando em falsa sensação de segurança para os pais ao adquirir um serviço que, de fato, não tem meios de assegurar a saúde futura dos filhos. Um ponto pouco esclarecido para os pais é que crianças prematuras costumam ter uma quantidade de sangue no cordão umbilical insuficiente para a coleta.

A gerente de Produção do maior banco privado de sangue de cordão umbilical do país, Cryopraxis, Janaína Machado, admitiu que existem no mercado propagandas enganosas, mas defendeu a existência dos bancos privados, que, segundo ela, podem ser úteis para pacientes que não encontram doadores compatíveis nos bancos públicos.

“É preciso ter muito cuidado com o tipo de propaganda, mas não se pode colocar todos os bancos no mesmo saco. É uma atividade regulamentada pela Anvisa e cabe às agências reguladoras analisar caso a caso,” disse ela. “É dever do Estado prover saúde a todos os brasileiros, mas o Estado não tem a capacidade de prover saúde para todos. Não é justo que quem possa pagar pelo privado utilize o serviço  público”, comentou.

O armazenamento privado é proibido em vários países e condenado pela Comunidade Europeia. Nos Estados Unidos, a prática é permitida. A expansão desse tipo de atividade no Brasil preocupa as entidades médicas, como a Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH) e a Sociedade Brasileira de Transplante de Medula, que defendem que o uso comercial do cordão umbilical autólogo não tem respaldo científico, clínico ou terapêutico.

Coradi ressaltou que a Anvisa regula a qualidade e a segurança desses produtos e que não é de sua alçada aprovar ou proibir essa atividade comercial. “Nós regulamentamos a atividade, porque ela já existia. A proibição, se for o caso, deve ser feita por lei. O Congresso Nacional e o ministério devem se articular para definir se isso deve ser proibido e como.”

De acordo com o diretor do Centro de Transplantes de Medula Óssea do Inca no Rio e coordenador da Rede Pública de Bancos de Sangue de Cordão, Luis Fernando Bouzas, proibir esses bancos não é a melhor opção e a informação é a melhor forma de conscientizar a população sobre essa atividade.

“Acho que proibir é pior. Em países onde se proibiu, choveram ações judiciais, passaram a congelar em outros países. Acho que o melhor é informar e criar bancos públicos”, comentou.

Homens podem sentir enjoo e engordar durante a gravidez


Fonte: http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2013/03/voce_ag/vida/1415778-homens-podem-sentir-enjoo-e-engordar-durante-a-gravidez.html

10/03/2013 - 00h00 - Atualizado em 11/03/2013 - 10h03

 

Eles também podem sentir dor lombar, ter alterações do sono e ficar sentimentais

Laila Magesk
lmagesk@redegazeta.com.br

Foto: Gabriel LordÍllo - GZ

Gabriel LordÍllo - GZ

Alex assumiu os serviços domésticos desde que soube da gravidez da esposa

Durante nove meses, a mulher grávida é paparicada e cercada de cuidados, mas quase ninguém presta atenção nos futuros papais, que também passam por transformações. Eles podem enjoar, ficar inseguros, engordar e, claro, serem invadidos pela alegria da paternidade. 

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Segundo o ginecologista Paulo Batistuta, vários fatores interferem na resposta do homem à gravidez, como maturidade, o desejo pela gestação e o estado da relação afetiva com a parceira/mãe do bebê. “Modificações positivas são mais frequentes do que se supõe e podemos perceber o grande número de homens envolvidos na gestação”, diz.

Assim aconteceu com o instalador de som Alex de Oliveira, 31 anos, ao descobrir que a esposa estava grávida. “Alex ficou mais carinhoso e preocupado comigo. E agora faz quase todos os serviços domésticos”, conta a analista de custos Pricilla Uliana, 26 anos.

Mesmo muito feliz com a confirmação da gravidez, o homem costuma ser mais racional. “A gente já estava planejando, mas, quando confirma, você começa a pensar em todas as contas, os gastos, é uma preocupação boa, de dar o melhor para o bebê”, lembra o instalador.

De acordo com a psicóloga especialista em gestantes Patricia Martins, enquanto a mulher pensa em amar, o homem pensa em prover. “O homem sempre fica surpreso. Passa pela cabeça dele: e agora, o que a gente faz?”

Em dose dupla
Se já surgem dúvidas com a notícia de ser pai, imagine quando você descobre que são gêmeos?

“A ficha demorou para cair, porque você vai ver a ultrassom esperando ter um filho, e o médico fala que tem dois. Fiquei meio paralisado por uma semana”, diz o analista da qualidade Marcos Monfardini, 41, que espera a chegada dos filhos Rafael e Gabriel para junho.

Para Marcos, a maior preocupação não é financeira, mas a atenção que os bebês demandam. Enquanto os meninos estão na barriga da mãe, ele faz o que pode para ajudá-la. “O homem engravida junto. Você precisa entender esse estado da mulher de todas as formas”.

10 quilos a mais
Um engenheiro de 40 anos, que prefere não ser identificado, conta que chegou a engordar 10 kg no período da gravidez da esposa.

De acordo com o ginecologista Paulo Batistuta, com frequência os homens apresentam sintomas novos relacionados à gestação, como engordar.
“Esta modificação é normal e se denomina Couvade. Durante a gestação de seus filhos, homens podem apresentar enjoos e engordar, sentir dores lombares e alterações do sono, além de modificações emocionais típicas de mulheres grávidas, como um sentimentalismo exacerbado”.

No entanto, não se trata de uma doença, nem de frescura, avalia o médico.

O engenheiro também passou a ficar mais tempo em casa e afirma que, algumas mudanças internas são difíceis para um homem aceitar, como parecer um “babaca” olhando o filho no berço. Mas, no final, não tem jeito: os “durões” se rendem aos pequenos. 

O que muda

Corpo
Ele pode ter insônia, enjoar, vomitar e engordar. Esses sintomas estão relacionados com a identificação inconsciente de que a esposa está grávida

Insegurança
Por achar que não tem capacidade de prover uma família e cuidar de um filho, que é uma exigência social, ele pode sentir-se inseguro

Sensibilidade
Ele fica mais sensível quando deseja a paternidade e acolhe os sentimentos de sua companheira. Nota-se um aprofundamento na parceria, estabelecendo um ritmo de atividades possível para ambos, abraçando com felicidade este novo estilo de vida

Ciúmes
Ele pode rivalizar com o bebê e querer muita atenção da mulher. Pode  demandar atenção excessiva da esposa

Libido
A libido no homem pode diminuir ou aumentar, como acontece com a gestante. Quando a mulher está bem, a libido aumenta e o marido, em contrapartida, pode ter uma diminuição, porque no imaginário masculino a mulher grávida é mãe, o que pode sobrepor os seus atributos femininos

Fonte: psicóloga Bianca Martins e ginecologista obstetra Paulo Batistuta

Fonte: A Gazeta

Mais de 1,2 mil crianças e adolescentes viciadas em crack vivem nas ruas de São Paulo

 

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-03-10/mais-de-12-mil-criancas-e-adolescentes-viciadas-em-crack-vivem-nas-ruas-de-sao-paulo

10/03/2013 - 11h56

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – Mais de mil crianças e adolescentes que vivem nas ruas da capital paulista são viciadas em crack. A estimativa é do Movimento Estadual da População em Situação de Rua de São Paulo. “O pessoal que atende na rua estima que haja 1,2 mil crianças e adolescentes envolvidas com crack só em São Paulo (na capital). É um número muito alto”, disse à Agência Brasil presidente da organização, Robson Cesar Correia de Mendonça.

Segundo o desembargador Antonio Carlos Malheiros, coordenador da Vara de Infância e Juventude do Tribunal de Justiça de São Paulo, só na região da Cracolândia, na área central da cidade, a estimativa é de que até 400 crianças estejam envolvidas com drogas especialmente crack. “Temos entre 22 e 23 cracolândias cercando a cidade. A central, que é a maior cracolândia do mundo, tem 2 mil usuários [entre adultos, crianças e adolescentes]. Calculamos que mais ou menos 20% dessas pessoas são crianças e adolescentes. Ou seja, devemos ter, no centro da cidade, entre 200 e 400 crianças e adolescentes em situação de drogadição. Fora nas outras [cracolândias], que não faço nem ideia”, disse o desembargador, que tem visitado a região praticamente todos os dias.

Para Ana Regina Noto, professora do Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que em 2004 coordenou um estudo envolvendo 2.807 crianças e adolescentes em situação de rua de 27 capitais do país, o número de dependentes não cresceu muito depois da elaboraçãoo da pesquisa, mas houve mudanças no uso. “Cresceu o consumo de crack, mas a gente percebe também que houve substituição. Não houve aumento de crianças e adolescentes usando drogas, isso permaneceu o mesmo. Mas houve uma migração porque o crack começou a ocupar espaço nas grandes cidades e começou a ser uma droga de opção. Muitos que usavam cocaína começaram a migrar para o crack”, disse à Agência Brasil.

Um levantamento feito pela Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas da Assembleia Legislativa sobre a situação do crack, da maconha e outras drogas nos municípios paulistas e divulgado em dezembro do ano passado, com o nome de Mapa do Crack, apontou que das 50.511 pessoas que foram atendidas nos sistemas públicos de saúde em 299 municípios de São Paulo por envolvimento com o crack 5.676 eram menores de 18 anos. Os dados, segundo a frente parlamentar se referem ao ano de 2011. Cerca de 6% dos usuários de crack que procuraram o sistema público de saúde para tratamento eram menores de até 13 anos de idade. Do total de pessoas que procuraram atendimento para se tratar do vício, 21% tinham entre 14 e 20 anos de idade.

A Agência Brasil procurou a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo para confrontar os números, mas não obteve retorno. Mas segundo o Censo da População em Situação de Rua na Municipalidade de São Paulo, que foi divulgado pela secretaria e que se encontra disponível em seu site oficial, 14.478 pessoas viviam nas ruas de São Paulo em 2011, sendo que 6.765 delas em situação de rua e 7.713 em centros de acolhimento da capital. O censo apontou que mais da metade dessa população vivia na região central. Desse total, 7.002 eram adultos, 1.455 idosos, 221 adolescentes e 212 crianças. O censo também apontou que 743 viviam entre a Rua Helvétia e a Alameda Dino Bueno, que fazem parte da chamada cracolândia.

O atendimento de crianças e adolescentes dependentes é feito principalmente hoje por meio de organizações não governamentais ou pela prefeitura, que as encaminham para os centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Procurada pela Agência Brasil, a prefeitura de São Paulo, por meio de suas secretarias de Assistência Social (que faz a abordagem das crianças e adolescentes em situação de rua) e de Saúde (responsável pelo atendimento e tratamento dessas crianças e adolescentes viciados em crack), não respondeu e nem explicou como é feita a abordagem e o tratamento desses menores e nem deu uma média de quantos deles são abordados nas ruas ou encaminhados para os centros de tratamento a cada mês.

O governo de São Paulo, que desde janeiro desenvolve um programa voltado para a cracolândia, informou que as crianças e adolescentes, assim como os adultos, são atendidos pelo programa, mas não forneceu mais detalhes sobre como ele é desenvolvido, especificamente crianças e adolescentes viciados em crack. A Secretaria Estadual de Saúde declarou que algumas crianças e adolescentes são atendidos no Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), mas que a grande maioria é encaminhada para os Caps, de responsabilidade da prefeitura.

Edição: Aécio Amado

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Cientistas descobrem provável origem de tipo de câncer no ovário

 

Fonte: http://www.revistahospitaisbrasil.com.br/noticias/cientistas-descobrem-provavel-origem-de-tipo-de-cancer-no-ovario/

Estudo americano analisou nicho de células-tronco em camundongos.

08/03/2013

Cientistas da Universidade Cornell, nos EUA, descobriram a provável origem de um câncer agressivo que atinge a membrana de revestimento (epitélio) do ovário, doença considerada a quinta causa de morte por tumor entre as mulheres americanas.

Os resultados do estudo feito com camundongos foram publicados na última quarta-feira (6) na edição online da revista “Nature”.

Segundo os médicos, identificar esse tipo de tumor maligno, chamado carcinoma, é difícil porque 70% das pacientes são diagnosticadas em estágio avançado, muitas vezes já com metástase – quando a doença se espalha para outros órgãos do corpo. Além disso, o processo que leva ao desenvolvimento desse câncer é desconhecido, razão pela qual os primeiros testes de detecção ainda não tiveram sucesso.

Alguns tipos de câncer epitelial ocorrem em zonas de transição entre dois epitélios, enquanto outros se formam nas células-tronco do tecido. Todos os órgãos do corpo têm capacidade de regeneração, o que é feito pelas células-tronco adultas localizadas em áreas de cada órgão chamadas nichos de células-tronco.

Sabendo disso, os autores descobriram nas cobaias um nicho de células-tronco que atua na superfície do epitélio do ovário. A equipe observou que o carcinoma se origina preferencialmente a partir das células-tronco encontradas nesse nicho, situado em uma área de transição conhecida como “região do hilo”, camada de células que liga os ovários ao restante do organismo.

De acordo com o principal autor do estudo, Alexander Nikitin, que também é professor de patologia e líder do Programa de Células-Tronco de Cornell, agora que se sabe como esse mecanismo funciona em camundongos, será possível olhar para as mesmas áreas em humanos.

Em pesquisas futuras, os cientistas querem procurar células-tronco e fontes de câncer em zonas de transição do ovário e outros órgãos, como estômago, reto e colo do útero.

Fonte: G1 Notícias

Anvisa define regras para clínicas de endoscopia

 

Fonte: PORTAL HOSPITAIS BRASIL em http://www.revistahospitaisbrasil.com.br/noticias/anvisa-define-regras-para-clinicas-de-endoscopia/

Texto define desde a infraestrutura mínima necessária até procedimentos de limpeza de instrumentos.

08/03/2013

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou na última segunda-feira (4) regras para funcionamento de clínicas de endoscopia. O texto define desde a infraestrutura mínima necessária nos serviços até procedimentos de limpeza dos instrumentos usados. Quando a desinfecção não é feita de forma adequada, o paciente fica exposto a uma série de infecções, como hepatites B e C.

As exigências da resolução variam de acordo com a complexidade do serviço. Nas clínicas que passarão a ser classificadas como de tipo 1, em que o procedimento é feito sem sedação ou com anestesia tópica, a infraestrutura é mais simples. Não é exigida, por exemplo, a existência de uma sala de recuperação para o paciente.

Além de regras de funcionamento, a resolução determina que as empresas mantenham um registro de todos os procedimentos, incluindo as intercorrências – algo que, de acordo com a Anvisa, pode conferir maior rastreabilidade para o sistema. Os serviços terão de trazer ainda um Procedimento Operacional Padrão, um documento, aprovado pelo responsável, com detalhes sobre todas as etapas de processamento de equipamentos e acessórios utilizados nos procedimentos.

Regras para funcionamento das clínicas vêm sendo discutidas há pelo menos dois anos. Há um consenso entre especialistas de que nem todas as clínicas que fazem o exame seguem as medidas de limpeza, que vão da lavagem cuidadosa do endoscópio ao uso de um produto saneante, encarregado de eliminar os micro-organismos.

Dados internacionais estimam que o risco de infecção contraída em endoscopias é de 1 caso a cada 1 milhão de exames. A estatística, no entanto, é vista com cuidado, porque é difícil comprovar a relação entre infecção e exame. Muitas vezes, o paciente descobre a infecção tempos depois da realização do exame – o que acaba dificultando a conexão entre a origem da contaminação.

Os serviços terão três meses para fazer as adaptações para exigências contidas na resolução. Para algumas mudanças, como a criação de uma sala de recuperação, o prazo é maior: um ano. Os serviços que forem abertos a partir da resolução terão de atender todas as exigências. A endoscopia é um exame diagnóstico usado na gastroenterologia, ginecologia, otorrino, urologia e pneumologia. O exame é feito por vias naturais do corpo humano ao contrário da laparoscopia em que é feito um corte para a realização do exame.

Fonte: Estadao Online

Brasil estuda ampliação de vacina contra pneumococo

 

Fonte: PORTAL HOSPITAIS BRASIL em http://www.revistahospitaisbrasil.com.br/noticias/brasil-estuda-ampliacao-de-vacina-contra-pneumococo/

Bactéria Streptococcus pneumoniae é responsável por doenças como a pneumonia, a meningite e a otite.

08/03/2013

O Ministério da Saúde estuda implantar nos próximos anos a vacinação contra as doenças causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, como a pneumonia, a meningite e a otite, para maiores de dois anos.

A afirmação foi feita durante o lançamento de um estudo sobre o impacto do pneumococo na América Latina e no Caribe, coordenado pelo Instituto de Vacinas Sabin e patrocinado pelos laboratórios Pfizer e GlaxoSmithKline, fabricantes das vacinas contra o pneumococo.

Desde 2010, a vacinação para crianças de até dois anos faz parte do calendário nacional. Acima dessa idade, é preciso ter prescrição médica.

Carla Domingues, coordenadora do programa de imunização do Ministério da Saúde, afirmou que a implantação de uma nova vacinação no calendário depende de estudos epidemiológicos e da relação de custo-efetivididade da vacina.

A coordenadora prevê que os resultados sobre a vacina contra o pneumococo saiam em cerca de dois anos.

Fonte: Folha Online

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