segunda-feira, 4 de março de 2013

Pesquisa mostra que planos de saúde lideram reclamações de consumidores

 

Fonte: A GAZETA em http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2013/03/noticias/dinheiro/1412649-pesquisa-mostra-que-planos-de-saude-lideram-reclamacoes-de-consumidores.html

04/03/2013 - 13h41 - Atualizado em 04/03/2013 - 13h42

 

Principais queixas são negativa de cobertura, reajuste por faixa etária e anual e descredenciamentos

O setor de planos de saúde foi o responsável por gerar mais queixas em 2012, segundo o ranking anual do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). O órgão também destaca o setor financeiro, produtos e telecomunicações entre os que mais geram problemas aos consumidores.

Segundo o Idec, há mais de uma década os planos de assistência médica lideram o relatório de atendimentos do Idec. O principal motivo seria o crescimento dos planos coletivos ou falsos coletivos (oferecidos a pequenos grupos de consumidores), já que há ausência de regulação da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) para esses tipos de contratos.

As principais queixas dos consumidores ao Idec são: negativa de cobertura; reajuste por faixa etária e anual; e descredenciamento de prestadores de serviço.

O setor financeiro (banco, cartão de crédito, crédito e consórcio) é o segundo colocado na lista. Assim como aponta o Banco Central, cobrança indevida de tarifas e de serviços não contratados está entre os motivos mais reclamados. Outras queixas dos consumidores são endividamento, taxa de juros, portabilidade de crédito e inscrição em cadastro de maus pagadores.

Em terceiro lugar, o Idec indica o setor de produtos. Assim como apontou o Sindec de 2012 (Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor), os celulares, eletroeletrônicos e eletrodomésticos da linha branca são fortes responsáveis por esse índice expressivo de demandas não solucionadas. De acordo com o ranking do Idec, os principais problemas no setor são: defeito; questões de garantia; falta de assistência técnica; e descumprimento do prazo de entrega.

A telefonia é outro setor problemático. Em consonância com os dados da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), na telefonia móvel as queixas mais recorrentes dizem respeito à falta de sinal e à queda nas chamadas. Na telefonia fixa as reclamações mais recorrentes são cobrança de minutos excedentes ao plano e cobrança por serviço não solicitado. Na TV por assinatura, falta de sinal; na banda larga, velocidade de navegação.

O total de orientações em 2012 foi de 9.413, das quais 5.413 se referem a dúvidas sobre relações de consumo e 4.000 sobre dúvidas quanto ao andamento de ações judiciais.

Dr Russell Barkley: TDAH não é um presente (com legenda em português)

 

O CRER INICIA PROCEDIMENTO QUE PERMITE A PACIENTES COM PERDA PROFUNDA DE AUDIÇÃO PASSAR A OUVIR

 

Fonte: CENTRO DE REABILITAÇÃO E READAPTAÇÃO em http://www.crer.org.br/pt-BR/servletmain?business=NoticiaAction&action=buscarNoticia&codigo=286

Publicado no site de notícias Goiás Agora - 01/03/2013

Por Maria Antonieta Toledo

Imagine a emoção de permitir a uma pessoa ouvir, pela primeira vez em sua vida, os sons que permeiam o seu dia a dia? Ou mesmo, resgatar a audição de quem há tempos perdeu essa capacidade ao longo da vida? Para a equipe de profissionais do Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer), essa conquista tem se tornado uma doce e desafiante realidade. Após cinco anos de muito empenho para conseguir adequar a unidade às exigências do Ministério da Saúde, o Crer conseguiu há oito meses ser credenciado para a realização de Implante Coclear.

O procedimento, que combina uma cirurgia de alta complexidade a uma série de sessões de fonoaudiologia para habilitar o paciente a fazer uma perfeita interpretação dos sons, já beneficiou 14 portadores acometidos com a perda auditiva profunda bilateral, ou seja, nos dois ouvidos.

O pequeno João Augusto Melo Godinho, de dois anos, natural de Pirenópolis (a 120 quilômetros da capital goiana) passou recentemente por essa experiência. Ao ser detectada logo no seu nascimento a perda profunda de audição nos dois ouvidos, seus pais Ivan Araújo Godinho, 39, e Maria Cristina de Melo Godinho, 37, travaram uma luta para definir a melhor forma de garantir a qualidade de vida do filho caçula. “É sempre um grande choque receber um diagnóstico como esse, que é construído após três diferentes testes, enquanto a criança possui apenas meses de vida. Você sempre nutre a esperança de que essa perda possa ser revertida com o tempo, ou no resultado do próximo exame. Mas isso não aconteceu com nosso pequeno João Augusto”, relata.

O casal foi orientado a buscar ajuda no Crer e, após uma consulta na rede pública de saúde, conseguiu o encaminhamento para o centro de referência. Lá, o primeiro procedimento foi a adoção de um aparelho externo de audição para identificar se haveria alguma melhora. No entanto, avaliações e exames detalhados identificaram o implante coclear como a opção mais indicada para o desenvolvimento da audição da criança.

“Foi uma decisão difícil de ser tomada. Mas a equipe do Crer foi muito atenciosa em nos explicar sobre as vantagens do procedimento e os benefícios da cirurgia”, recorda. Hoje, passado pouco mais de um mês da cirurgia, João Augusto já identifica o seu próprio nome e evolui diariamente na tentativa de interagir por meio da fala com os que estão ao seu redor. Ao ativar o aparelho implantado, mãe e filho reagiram da mesma forma às primeiras palavras ditas pela equipe médica: com lágrimas nos olhos.

A triagem

Conforme explica o responsável técnico pelo procedimento, o otorrinolaringologista Sérgio de Castro Martins, o implante coclear, oferecido integralmente pelo Sistema Único de Saúde no Crer, custará na rede privada em torno de R$120 mil, apenas a cirurgia, sem levar em conta o valor dos exames e o acompanhamento fonoaudiológico feito posteriormente. “Temos orgulho de oferecer um tratamento integral 100% gratuito, inclusive com a realização de exames de última geração”, alega Sérgio.

Uma equipe multidisciplinar composta por otorrinos, fonoaudiólogos, psicólogos e assistentes sociais é responsável por avaliar o quadro clínico do paciente, sua aceitação diante da deficiência auditiva e as condições financeiras necessárias para a manutenção do aparelho implantado. “Infelizmente, ainda não temos uma portaria governamental que determine o custeio da manutenção do aparelho, o qual acaba ficando a cargo da família. Estamos falando de um aparelho que consome baterias no valor de R$500 a R$700, a cada dois anos. É muito importante que a família tenha condições de custear a sua manutenção”, explica o coordenador.

O procedimento

A cirurgia para a implantação do aparelho dura de quatro a cinco horas. Uma equipe composta por cinco médicos e dois fonoaudiólogos se dedica à implantação e ao teste do aparelho, que nada mais é do que um feixe ultrafino com eletrodos adaptado à parte do ouvido interno, a cóclea.
Passado um mês do procedimento, tempo concedido para a cicatrização, é adaptada a sua parte externa, semelhante a um aparelho auditivo convencional, e que se interliga ao implante por um sistema similar ao de imã. “Somente depois da conexão com a parte externa é que fazemos a ativação do aparelho e o paciente passa a identificar os sons por meio de impulsos elétricos transmitidos para a parte interna do ouvido”, esclarece.

(Re)aprender a escutar

Conforme explica a fonoaudióloga Thaís Nasser Sampaio, após a ativação do aparelho inicia-se um processo de descoberta, percepção, localização, identificação e compreensão dos sons. “Quando o procedimento é feito em alguém que nunca escutou na vida, ele vai ter dificuldade em identificar os sons que passou a escutar pois, até então, não fazem sentido algum para ele”, explica Thaís.

Além disso, quando o implante é realizado em pacientes que perderam a audição há muito tempo, a mesma dificuldade é encontrada, pois, com o tempo, o cérebro perde as habilidades auditivas de interpretação do som. “É um recomeço nos dois sentidos”, analisa.

Os profissionais indicam que a cirurgia seja feita o mais rápido possível nos dois casos. Seja em um bebê que já nasceu sem a audição ou em uma pessoa que perdeu a audição há pouco tempo. “Melhores resultados são garantidos”, alega a fonoaudióloga.

As terapias fonoaudiológicas, obrigatórias após a cirurgia, acontecem duas vezes na semana e têm enfoque no desenvolvimento das habilidades auditivas e na comunicação do paciente. Durante as sessões de fonoterapia, a família e a escola também são orientadas a dar continuidade ao tratamento que é realizado na instituição.

Para Maria Cristina, mãe do pequeno João Augusto, a evolução do filho é comemorada nas pequenas conquistas. “Hoje ele já faz o som do cachorro latindo, já tenta reproduzir os sons da nossa fala. É surpreendente a forma como ele tem reagido ao implante. Estamos felizes por ter feito essa escolha e esperamos contribuir com a elucidação de outros pais que, assim como nós, se deparam com essa dificuldade e não sabem ao certo o melhor caminho a seguir. Hoje, temos a plena convicção de que fizemos a melhor escolha para nosso filho”, declara.

Origem da gordura corporal começa a ser desvendada

 

Fonte: DIARIO DA SAUDE em http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=origem-celulas-gordura-corpo&id=8619

04/03/2013

 

Redação do Diário da Saúde

Origem da gordura corporal começa a ser desvendada

Pode parecer surpreendente que, até hoje, a ciência não saiba responder a perguntas muito básicas sobre a gordura no corpo. Por exemplo: De onde vem a gordura? Como as células de gordura se formam?[Imagem: Yale University/Shutterstock]

De onde vem a gordura?

A obesidade ataca por todos os flancos, com o excesso de peso triplicando nos últimos 30 anos.

Enquanto médicos e autoridades de saúde não falam em outra coisa, meio mundo parece se incomodar com as gordurinhas a mais.

Por isso, pode parecer surpreendente que, até hoje, a ciência não saiba responder a perguntas muito básicas sobre a gordura no corpo.

Por exemplo: De onde vem a gordura? Como as células de gordura se formam?

Uma primeira tentativa de resposta a essas questões fundamentais acaba de ser proposta por Matthew Rodeheffer e seus colegas da Universidade de Yale (EUA).

Origem das células de gordura

O aumento das células de gordura é a marca registrada da obesidade. Isso é particularmente problemático porque, uma vez estabelecidas essas células, elas são muito difíceis de eliminar.

No entanto, até hoje quase nada se sabe sobre como as células de gordura se formam no organismo.

Rodeheffer e seu colega Ryan Berry atacaram o problema isolando as células de gordura e estudando quais células podem se transformar em células de gordura.

Para isso, eles usaram um processo conhecido como diferenciação.

Isso permitiu que eles identificassem os tipos de células que possuem receptores específicos que podem levar a que elas se transformem em células de gordura.

Daqui a 20 anos

O novo estudo, feito em animais de laboratório, confirmou que estas células com receptores específicos na sua superfície são as precursoras que geram as células de gordura no corpo.

Rodeheffer afirma que agora é possível estudar como essas células se comportam em diferentes condições, tais como exercícios, dietas, ou quando se come demais.

Os pesquisadores esperam descobrir o que faz com que essas células precursoras transformem-se em novas células de gordura na obesidade - e, no futuro, tentar bloquear a sua criação.

"Agora podemos voltar para o laboratório e pesquisar como essas células são ativadas para realmente gerar a gordura," disse ele. "E isso vai nos manter ocupados durante os próximos 20 anos."

Maioria dos casos de dengue registrados em Vitória se concentram na região da Grande São Pedro

 

Fonte: ES HOJE em http://eshoje.jor.br/maioria-dos-casos-de-dengue-registrados-em-vitoria-se-concentram-na-regiao-da-grande-sao-pedro.html

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Enquanto o Aedes Aegypti, mosquito transmissor da dengue, vem se adequando ao ambiente e mudando os trajetos, a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) tem monitorado os casos e também mudado as alternativas e a intensidade das ações de combate ao vetor em determinadas regiões.

Para os próximos dois meses (março e abril) – período de maior incidência do mosquito e, consequentemente, da doença –, além das ações de combate ao mosquito, todas as 28 unidades de saúde e os pronto-atendimentos da Praia do Suá e de São Pedro estão estruturados para receber os moradores que apresentarem os sintomas.

A maioria dos casos de dengue registrados no município estava concentrada na região da Grande São Pedro. Agora, novos casos já estão sendo registrados nos bairros da Grande Maruípe (Bairro da Penha, Consolação, Bonfim e São Benedito)

saude  amp 00030968 andré sobral Maioria dos casos de dengue registrados em Vitória se concentram na região da Grande São Pedro

O “fumacê” já está circulando em toda a cidade e a população deve deixar que o produto entre em suas residências. Nesta quinta-feira (28), serão feitas ações de panfletagem, entre 7h30 e 8h30, em três pontos da cidade: cruzamento das avenidas Beira-Mar e Leitão da Silva (próximo ao Hortifruti da Enseada do Suá), praça de Santo Antônio (próximo à unidade de saúde do bairro) e praça de Eucalipto, em Maruípe.

As unidades de saúde estão preparadas para receber os moradores com os sintomas da dengue através de hidratação via oral e medicamentos, quando necessário. Os casos mais graves, que necessitarem de hidratação venosa, serão encaminhados para os PA´s da Praia do Suá e de São Pedro, que terão as unidades de saúde da Enseada do Suá e de São Pedro como apoio para esse tipo de atendimento, inclusive nos finais de semana.

Os motoboys, que realizam o transporte do sangue coletado até o Laboratório Central, para confirmação ou não dos casos suspeitos, normalmente realizam quatro viagens. Durante esse período, passarão a realizar seis viagens.

A secretária de Saúde, Sony Itho, explica que o mais importante é a participação da sociedade na eliminação dos focos de dengue. “Nós, enquanto poder público, atuamos em três níveis: a vigilância, que é o monitoramentos dos casos da doença; a atenção, que é a assistência médica aos pacientes infectados; e a erradicação, que é a eliminação dos focos. A participação de todos nesse processo é de fundamental importância. Se cada um fizer a sua parte, vamos conseguir acabar com a dengue”.

Todas as 28 unidades de saúde passaram por uma vistoria, com limpeza de calhas, bueiros, caixas d’água , caixas de passagens e ralos.

Seios excessivamente grandes prejudicam a saúde

 

Fonte: ES HOJE em http://eshoje.jor.br/seios-excessivamente-grandes-prejudicam-a-saude.html

saude  seios Seios excessivamente grandes prejudicam a saúde

Nos tempos atuais em que se diz muito sobre silicone e com várias mulheres querendo colocá-lo para aumentar os seios, é difícil ver a situação inversa. Mas ela existe e para muitas não é apenas uma questão estética, e sim de prevenção de doenças. Por isso existe a Mamaplastia Redutora, que nada mais é do que a redução das mamas.

Após a puberdade, os seios se tornam rígidos devido à quantidade de glândulas, que diminui consideravelmente ao longo do tempo. Unido ao aumento da gordura e a tendência à ptose (queda da mama), causam desconforto estético e corporal. “As mamas muito volumosas e pesadas chegam até a causar dores nas costas e no pescoço de algumas mulheres, podendo causar também má postura pelo excesso de volume.”, afirma Arnaldo Korn, diretor do Centro Nacional – Cirurgia Plástica.

Mulheres com seios grandes também podem sofrer dores na cabeça e nos ombros, além de em alguns casos, correrem o risco de desenvolver o câncer de mama, mais propenso neste tipo de situação. Outras se sentem muito envergonhadas e tem a impressão de que eles apenas atrapalham suas atividades diárias. Vestir sutiã, top e camiseta larga podem ser esses ‘sintomas’.

A Mamaplastia Redutora envolve a retirada do excesso de tecido e a moldagem e elevação das mamas. As técnicas e incisões são variadas e por isso devem ser discutidas com o médico responsável. As mais comuns são periareolar vertical, em L ou T invertido. O tempo médio da cirurgia pode variar entre duas e quatro horas e a internação é de 12 horas, com alta no mesmo dia.

As atividades normais podem ser retomadas após 30 dias da cirurgia plástica e as cicatrizes não aparecerão usando sutiã, biquíni ou maiô. “Caso a paciente engordar muito ou engravidar, os seios podem aumentar de volume novamente. Por isso é necessário pensar muito e discutir sobre os objetivos.”, conclui Korn.

Mau humor permanente vira doença

 

Fonte: ES HOJE em http://eshoje.jor.br/mau-humor-permanente-vira-doenca.html

saude  mulher mau humor 1345497168414 615x300 Getty Images Mau humor permanente vira doença

 

Quem nunca teve seu dia de mau humor, ou mesmo crises eventuais? O problema é quando as alterações deste estado são constantes e acabam prejudicando o cotidiano e a vida. Conforme salienta Cristiane Moraes Pertusi, doutora em psicologia do desenvolvimento humano pela Universidade de São Paulo (USP), mudanças frequentes podem indicar questões emocionais como depressão, ansiedade ou outros transtornos. “Características de personalidade e história de vida influenciam, além de substâncias cerebrais que regulam este setor.”

Se você é apenas um mal-humorado eventual, talvez se surpreenda com esta informação: quando o quadro é permanente, vira doença, com nome e tudo – distimia. Reconhecida pela medicina nos anos 1980, significa uma forma crônica de depressão, só que com sintomas mais leves.

“Enquanto o indivíduo com depressão grave fica paralisado, quem tem distimia continua tocando a vida, mas está sempre reclamando. Só enxerga o lado derrotista de tudo e não sente prazer em nada. A diferença entre ele e o resto dos mal-humorados é que os últimos se queixam de um problema, mas param diante da resolução. O distímico lamenta até se ganha na loteria. Não fica feliz, porque começa a pensar em efeitos negativos, como ser alvo de assalto ou sequestro”, explica o psiquiatra Leonard Verea, especializado em medicina psicossomática e hipnose.

O transtorno mental afeta ao menos 180 milhões de pessoas no mundo. Quando não tratadas, elas tendem a se isolar. “A doença não deve ser subestimada, pois o portador corre um risco 30% maior de desenvolver quadros depressivos sérios.”

Personalidade X doença

O pior é que muitas vezes é difícil perceber, ou assumir, que se tem a disfunção. De acordo com o especialista, para a maioria dos pacientes, o mau humor constante é um traço de sua personalidade. “A desculpa pela rabugice recai sempre no ambiente ao redor, o que inclui o tempo, o chefe ou a sogra, por exemplo.” É importante ficar atento porque o cenário, quando persistente, acaba trazendo prejuízos ao indivíduo – pessoais, sociais, profissionais.

“Uma das consequências é a solidão, porque familiares, amigos e colegas vão se afastando com o tempo. Outra implicação é o consumo de álcool e drogas, uma vez que o paciente se ilude achando que, com tais subterfúgios, conseguirá se livrar da irritação”, destaca Leonard Verea.

Para Cristiane Pertusi, o distúrbio provoca prejuízos para as relações afetivas e percepção geral do universo ao redor, impedindo que a pessoa se relacione de maneira satisfatória com seus semelhantes. “A área do cérebro que motiva alterações de humor gera repercussões de comportamentos, como capacidade de ver a vida com maior pessimismo, menor tolerância à frustração, mais impulsividade.”

Relações comprometidas

Isso significa que o mau humor patológico traz embutidos outros sentimentos como intolerância, impaciência, baixo nível de energia e até tristeza. “Se a condição é séria e classificada como doença, na maior parte do tempo o sujeito se apresenta irritado, reclamando de tudo, gerando polêmica, resmungando e só enxergando o lado negativo. Os distímicos em geral são amargos, de difícil relacionamento, com baixa autoestima e elevado senso de autocrítica. Também são altamente estressados, contaminando todos ao seu redor e gerando prejuízos pessoais e familiares importantes”, diz Leonard Verea.

A capacidade produtiva fica afetada, assim como a agilidade mental. Dormir bem, fazer exercícios, ter uma alimentação saudável, não levar trabalho para casa e buscar formas de relaxamento são orientações que ajudam a afastar o mau humor.

Em muitos casos, é necessário buscar tratamento especializado. “O humor é em parte geneticamente determinado, porém existem atividades que influenciam, melhorando, ampliando e flexibilizando a cognição. Tais dinâmicas são empregadas no trabalho terapêutico com pacientes que sofrem de transtornos dessa ordem, e também em indivíduos que desejam melhorar o humor de maneira global. No fim, a pessoa se sente bem e os avanços são significativos”, assegura o psiquiatra.

Dicas para melhorar o humor

Para quem não tem a doença e apenas apresenta momentos eventuais de mau-humor, aí vão algumas dicas que podem ajudar a controlar tais variações:

Busque o autoconhecimento. “Dessa forma, você compreenderá melhor a si mesmo, favorecendo sua qualidade de vida e suas relações afetivas, o que terá consequências sobre o humor”, diz a psicóloga Cristiane Moraes Pertusi

Reserve um tempo para se exercitar. “Após a atividade física, há liberação de endorfina pelo cérebro, além de outras substâncias que estimulam o humor positivamente, dando sensação de prazer e bem-estar”, salienta Cristiane Pertusi

Procure dormir bem. “Descansar ajuda a regular a vida fisiológica e mental”, observa a psicóloga

Aprenda a dizer não. “É uma ótima ferramenta. Priorize o que é essencial, pois assim terá mais alegria sabendo que está se dedicando a suas prioridades”, considera o psiquiatra Leonard Verea

Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje. “Você evita muito desgaste. Os sentimentos que reinam, quando postergamos tarefas, é de incapacidade e frustração”, diz Verea, acrescentando que o ideal é ser organizado para fazer tudo com antecedência. “É sempre bom ter método e planejar o cotidiano, permitindo que as ações sejam realizadas sem estresse”

Quando sentir que a irritação está a caminho, relaxe a mente e o corpo, sem se deixar levar pela agitação. Respire e expire calmamente, afastando os pensamentos negativos

Nada de ser “control freak”: “Não tente controlar tudo, pois isso é impossível. O mau-humor também está ligado a personalidades centralizadoras, pessoas que querem comandar o entorno e se sentem incapazes por não dar conta”, enfatiza Leonard Verea

Não leve trabalho para casa. Conforme defende o psiquiatra, a vida precisa ser dividida em três momentos: tempo para o trabalho, para você mesmo – “com seu eu interior” – e para sua diversão e troca com amigos. “Não subtraia nenhum dos três”

Adote uma alimentação saudável. “É básico, para viver bem, estar feliz com o próprio corpo e sem problemas de saúde”, diz Verea

Se perceber que não consegue ter domínio sobre o próprio humor, busque ajuda em trabalhos terapêuticos ou aconselhamento psicológico

Anvisa suspende venda de lote de antibiótico

 

Fonte: ES HOJE em

Agência Brasil

saude  medicamento Anvisa suspende venda de lote de antibióticoBrasília – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu hoje (1º) a distribuição e o comércio do Lote 2.864.017 do medicamento ampicilina sódica 500 miligramas, pó injetável DPC/50+50, ampola diluente de 2 mililitros. A decisão foi publicada noDiário Oficial da União.

De acordo com a Anvisa, um lote do remédio, fabricado pelo Laboratório Teuto Brasileiro Ltda, foi interditado cautelarmente em novembro do ano passado por suspeita de desvio de qualidade. A interdição cautelar é a primeira medida que a agência reguladora adota quando há suspeita de desvio.

“O laudo de análise de contraprova confirmou que o lote, com data de fabricação 3/2011 e validade até 3/2013, apresentou resultado insatisfatório no ensaio de teor de ampicilina sódica”, informou a agência em nota.

Segundo a Anvisa, a empresa responsável pelo medicamento deve recolher todo o estoque do antibiótico existente no mercado. A suspensão é definitiva e vale em todo o país.

A orientação para as pessoas que já compraram o medicamento do lote suspenso é interromper o uso do remédio.

Unidades de Saúde terão o reforço de mais 32 médicos

 

Fonte: PREFEITURA DE VILA VELHA/ES em http://www.vilavelha.es.gov.br/noticias/unidades-de-saude-terao-o-reforco-de-mais-32-medicos-3510

01 de março de 2013 às 15h15 - Atualizado em 01 de março de 2013 às 17h18

Texto: Emerson Cabral / Foto: Semcom

Atendimento médico - hanseníase - Imagem: Eduardo Ribeiro

Um dos principais problemas do atendimento público de saúde de Vila Velha começa a ser resolvido. A Secretaria Municipal de Saúde de Vila Velha (Semsa) vai contar com o reforço de mais 32 médicos para atender nas unidades onde havia falta desse profissional.    Assim, o número de médicos na unidades de saúde vai passar de 93 para 125. 

Os novos médicos começam a trabalhar na segunda-feira (4) e terão carga horária de 32 horas semanais. Eles foram recebidos na manhã desta sexta-feira (01) pela secretária Andréia Passamani, no auditório da Semsa. Os médicos são bolsistas do Ministério da Saúde e vão atuar no programa de Saúde da Família.

Passamani deu as boas vindas aos futuros médicos de Vila Velha e os convidou a juntar forças para resolver uma das principais queixas da população canela-verde. “Nossos cidadãos estão carentes da atenção básica em saúde. Essa é a principal reclamação do morador de Vila Velha quando o assunto é saúde. Contamos com a dedicação de todos vocês para dar resposta a essa carência no nosso município. Sejam bem-vindos a Vila Velha e obrigada por escolher nossa cidade para trabalhar”, disse a secretária.

Confira as vagas por unidades de saúde:
Ponta da Fruta – 03 vagas
Ulisses Guimarães – 03 vagas
Barramares – 03 vagas
Terra Vermelha – 06 vagas
Barra do Jucu – 02 vagas
Ibes – 04
Araçás – 05
Vila Nova - 06

Campinas anuncia nova fase de investigação de doença

 

Fonte: ESTADÃO em http://www.estadao.com.br/noticias/geral,campinas-anuncia-nova-fase-de-investigacao-de-doenca,1003297,0.htm

Quase 300 recém-nascidos podem ter tido contato com a técnica de enfermagem com tuberculose

01 de março de 2013 | 18h 53

Ricardo Brandt

CAMPINAS - A Secretaria de Saúde de Campinas (SP) anunciou nesta sexta-feira que vai iniciar uma nova triagem para identificar se bebês que nasceram antes do período de janeiro a junho de 2012, em uma das alas da maternidade do hospital Madre Theodora, que tiveram contato direto ou indireto com uma técnica em enfermagem que estava com tuberculose, podem ter sido infectados. Os resultados divulgados nesta sexta apontam que ao menos 107 bebês foram contaminados, conforme adiantou o jornal O Estado de S. Paulo.

Veja também:

link Campinas confirma 107 bebês com tuberculose

"Nos exames identificamos que uma criança que foi contaminada nasceu em dezembro de 2011 e outra no dia 2 de janeiro de 2012. Por isso, vamos agora começar uma segunda etapa de investigação", explicou a coordenadora do programa de tuberculose da Prefeitura de Campinas, Maria Alice Satto. Todas as crianças que nasceram entre novembro e dezembro agora serão chamadas para passar pelos exames.

São 282 recém-nascidos que podem ter tido contato com a técnica de enfermagem, que foi a fonte do surto. Eles passarão por testes com reagentes, exames de raio x e avaliação clínica. A estimativa é que essa nova fase seja concluída até o fim de março. Os pais serão avisados pelo hospital por telefone. Pacientes que nasceram entre julho e outubro de 2011, nos dias em que a enfermeira estava de plantão, também serão investigados porque foram descobertos dois casos de tuberculose em crianças que nasceram entre julho e agosto de 2011.

"Não acreditamos que essas contaminações tenham relação com a fonte de contaminação do surto, porque é um período muito longo, mas não podemos descartar", afirma Satto.

Nesses casos, são ao todo 577 crianças, mas elas não terão que passar por exames. A triagem será feita por meio de contatos telefônicos, em que profissionais da Vigilância em Saúde vão avaliar as condições clínicas dos bebês. "A possibilidade de encontrarmos novos doentes é baixa, quem deveria adoecer, já teria adoecido", explicou a coordenadora.

Responsabilidade

"A responsabilidade é do hospital", afirmou Satto, sobre o surto de tuberculose que começou a ser investigado em agosto do ano passado e entra agora em uma nova etapa. Para ela, o caso é um episódio isolado na literatura médica. Em Campinas, dos 1.054 bebês analisados, que nasceram entre janeiro e junho, 107 foram contaminados com o bacilo de Koch. Desses , 17 tiveram a tuberculose manifestada e 90 tiveram a tuberculose latente. Todos tiveram que iniciar tratamento com antibióticos por seis meses.

Desse total, 311 tiveram contato direto com a enfermeira, sendo que 10% deles (31) apresentaram infecção latente e 2% (7) ficaram doentes. Dos 743 que não tiveram contato direto com a enfermeira, segundo os registros de plantão, 8% (59) tiveram tuberculose latente e 0,9% (7) tiveram tuberculose manifesta.

A tuberculose é uma doença infecciosa que tem cura. Em recém-nascidos, tanto o diagnóstico como o tratamento são mais difíceis. Bebês não são transmissores da bactéria.

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